sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Não há coincidências


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira


Às vésperas de eleições, os provocadores profissionais agem à vontade. Tem certeza que a autoridade interessada em sua reeleição, jamais ordenará o uso do cassetete democrático para coibir invasões, depredações, agressões, vandalismos, etc.

Ingênuos são os que pensam que as badernas são espontâneas.

Tudo é planejado nos mínimos detalhes.

Quem se interessar pelo assunto deve fazer a leitura diária pela internet do portal do principal jornal argentino La Nación (www.lanacion.com.ar).

Há poucos dias houve invasão de um edifício na Avenida Santa Fé, no elegante bairro de Palermo, em Buenos Aires.

As técnicas usadas são as mesmas, os discursos idem e a leniência das autoridades também. Comparem os episódios portenhos com os ocorridos no centro de São Paulo dias atrás.

O objetivo final dos arruaceiros, pagos por interesses estrangeiros, é desmoralizar os governos para facilitar a implantação da chamada Nova Ordem Mundial, ou seja, da escravidão global.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um comentário:

Loumari disse...

Não Tenho Rancores nem Ódios

Pertenço a uma geração que ainda está por vir, cuja alma não conhece já, realmente, a sinceridade e os sentimentos sociais. Por isso não compreendo como é que uma criatura fica desqualificada, nem como é que ela o sente. É oca de sentido, para mim, toda essa (...) das conveniências sociais. Não sinto o que é honra, vergonha, dignidade. São para mim, como para os do meu alto nível nervoso, palavras de uma língua estrangeira, como um som anónimo apenas.
Ao dizerem que me desqualificaram, eu não percebo senão que se fala de mim, mas o sentido da frase escapa-me. Assisto ao que me acontece, de longe, desprendidamente, sorrindo ligeiramente das coisas que acontecem na vida. Hoje, ainda ninguém sente isto; mas um dia virá quem o possa perceber.
Procurei sempre ser espectador da vida, sem me misturar nela. Assim, a isto que se passa comigo, eu assisto como um estranho; salvo que tiro dos pobres acontecimentos que me cercam a volúpia suave de (...).

Não tenho rancor nenhum a quem provocou isto. Eu não tenho rancores nem ódios. Esses sentimentos pertencem àqueles que têm uma opinião, ou uma profissão ou um objectivo na vida. Eu não tenho nada dessas coisas. Tenho na vida o interesse de um decifrador de charadas.
Mas eu não tenho princípios. Hoje defendo uma coisa, amanhã outra. Mas não creio no que defendo hoje, nem amanhã terei fé no que defenderei. Brincar com as ideias e com os sentimentos pareceu-me sempre o destino supremamente belo. Tento realizá-lo quanto posso.
Nunca me tinha sentido desqualificado. Como lhe agradecer ter-me ministrado esse prazer! Ele é uma volúpia suave, como que longínqua.
Não nos entendem, bem sei...
...Assim como criador de anarquias me pareceu sempre o papel digno de um intelectual (dado que a inteligência desintegra e a análise estiola).

"Fernando Pessoa, 'Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação'
Tema: Auto-conhecimento