segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O Circo da Justiça Eleitoral


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Passei, mais uma vez, por azar, na frente da televisão que estava ligada na  hora da campanha institucional da Justiça Eleitoral para as eleições de 2014. A minha dor de ouvidos, que começou no início dessa campanha, se agravou . Entrei em crise “aguda”,o que me oportunizou identificar a origem dessa dor. Não era caso, evidentemente, de tomar algum remédio. Era de “desabafar”, para aliviar esse maldito desconforto. Então vamos em frente.

Tiveram o incrível mau gosto de colocar num “comercial” do TSE  um idiota  qualquer como candidato a algum cargo eletivo ,um daqueles chatos que não têm consciência do limite de tolerância dos outros. Em resumo: um chato de galocha, engravatado, pedindo votos, constrangendo seus “alvos” que não sabiam o que fazer para se livrar do “cara”. Em resumo:  um daqueles sujeitos que todos gostariam de dar uma passagem só de ida à Marte.Até aí tudo bem.

Mas em seguida vem uma chamada do “justiceiro” para o telespectador-eleitor “não cair nessa”, atribuindo-lhe responsabilidade se isso acontecesse. O caso é que a Justiça Eleitoral optou pelo menor dos problemas que impregnam a política,que é  o desequilíbrio mental, a “chatice”, a ausência de “flagrômetro”, do candidato. E o moralmente desequilibrado, que  é o grande contingente da política e o câncer do país, Senhora Justiça Eleitoral?

A verdade é que a Justiça Eleitoral avaliza a prática de uma falsa democracia, nela colocando o “carimbo”da Justiça. Para começar, o que se pratica aqui em pindorama nunca foi democracia, e sim a sua contrária, a oclocracia, que é a democracia degenerada, falsificada, deturpada e corrompida, tendo num pólo, como  beneficiários, a pior escória da sociedade ,um bando de falsários e delinqüentes da política, e como vítima a massa ignara e muitas vezes comprada com um mísero prato de comida.

O que revolta é que a Justiça acusa nesse seu “comercial” os eleitores pelas eventuais más escolhas, quando isso não é verdade. O problema está nos dirigentes dos partidos, e no “sistema” que gerencia a política, aí incluída a própria  Justiça Eleitoral. O povo não escolhe candidatos. Eles são enfiados  na sua “goela-abaixo”. O melhor exemplo está nas eleições presidenciais correntes. Formalmente, ela está de acordo com a lei. Nada de errado. Mas a sua essência deixa muito a desejar. É cheia de vícios. Se eu fosse um condenado à morte, essa eleição significaria para mim o mesmo que o carrasco ser “democrático” e deixasse para mim a escolha da  morte “preferida”:  se enforcado, guilhotinado ou eletrocutado? Ora, isso não é democracia nem  aqui, nem na PQP...

Essa “democracia”, portanto, não merece respeito, e sua “decapitação” estaria legitimidade mesmo por vias excepcionais.


Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo gaúcho.

2 comentários:

Anônimo disse...

Concordo com Dr Sergio o que existe no
Brasil não é mais democracia todo o processo foi corrompido.
Não há escolha livre quando não há escolha,já é hora de uma nova Redentora
que nos de uma nova democracia.

Anônimo disse...

por essas e outras eu vou de #Luciana50