sábado, 29 de novembro de 2014

O Retrato do Brasil

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net 
Por Valmir Fonseca

Meses atrás, por vários motivos, o tamanho do esbanjamento e da irresponsabilidade, explodiu na mídia, o caso de Pasadena.

O estupendo rombo de um bilhão e trezentos milhões de reais era tão absurdo que foram decretadas uma CPI e uma CPMI.

Quem sacramentou a compra? Quem não leu o contrato? Quem, quem?

Tivemos então o início de duas investigações morosas, cheias de contratempos, um festival de oba - oba, com muita fumaceira e condimentos para a confecção de duas imensas pizzas.

Gregos e troianos se empenharam em geral na embromação coletiva dos desforços inúteis, para que as investigações mergulhassem na ignorância e o problema caísse na berlinda, em especial devido à disputa eleitoral pela presidência.

Este era o destino das indigestas pizzas.

Porém, por artes do demônio, ao levantarem a tampa que encobria a fossa fecal da Petrobras, em diversas frentes surgiram escabrosos buracos e o mau cheiro inundou o já pestilento ar do País.

Apesar de benevolentes com assassinatos e estupros, corrupções e abusos de poder, a população, em geral, foi obrigada a tomar conhecimento do mensalão da Petrobras e os seus capilares desdobramentos.

Delatores premiados, canalhas envolvidos até a pleura, impossibilitados de escaparem das mais simples investigações resolveram dar com a língua nos dentes.

A Petrobras revelou - se como um dinossauro de corrupções financeiras, morais e de fraudes que envolvem vários partidos, em especial o PT, grande prócer da sem - vergonhice nacional.

Embora tenha aprendido que o mensalão fora coberto de falhas primárias, na Petrobrás o PT se esmerou, porém as cifras envolvidas foram astronomicamente elevadas e mesmo os nacionais que vivem do jeitinho brasileiro, se impressionaram.

Hoje, como na última eleição em que o Brasil foi dividido em duas partes, o lado comuna ainda venceu por milésimos, o escândalo da Petrobras agigantou - se e atingiu grosso modo uma debacle financeira de incalculáveis bilhões, sendo que algumas maracutaias que envolvem cifras fabulosas, nem foram, ainda, incluídas no rombo total.

Julgando - se pela personalidade de metade da população, os jeitosos lamentam que alguns miseráveis golpistas sejam devidamente caçados, e esperam que os seus lideres políticos numa demonstração de que estão acima da deturpada lei dos homens, nem sejam arrolados.

A outra metade (quase) que é espoliada pelos impostos vai torcendo para que os envolvidos, independente, e, principalmente pelos cargos que possuíam na empresa sejam sancionados, e todos os envolvidos paguem pela sua roubalheira.

Como vemos, prosseguimos com dois brasis, um que torce pelos bandidos e o outro pelos mocinhos, mas infelizmente pelo assistido nas últimas décadas, os bandidos, iguais aos terroristas, que assolaram o País após a Contrarrevolução Democrática de 31 de Março de 1964, deverão ser inocentados e uma borracha será passada para apagar seu conhecido envolvimento nas patifarias.

Os condenados pelo mensalão, na sua maioria estão soltos, o que anima os arrolados nas trapaças do Petrolão.

É nítido que a Petrobras foi privatizada pelo PT, que posiciona - se contra a privatização das autarquias nacionais; para os outros, é claro, pois para o seu usufruto e a decadência da economia nacional luta com todas as forças para a sua privatização pelo partido.

O mais incrível é que a presidente da Petrobras, sob a qual ocorreu a grande parte das colossais falcatruas, continua firme no cargo. Pode?

Hoje, mesmo diante dos mais otimistas, é inegável que o caso do Petrolão, é o retrato do Brasil, e que a monstruosa maracutaia é um excelente rascunho da nossa sociedade.

Inúmeros nacionais repudiarão as nossas conclusões, porém o vantajoso e espantoso golpe nos recursos nacionais da Petrobras, apenas complementa o uso e o abuso do BNDES em prol da ruína econômica nacional.

Para muitos, a falência econômica nacional faz parte da estratégia maior do Foro de São Paulo, que espera iniciar uma nova etapa comunista a partir do caos; entretanto, outros acreditam que a debacle econômica e moral ocorre por incompetência e por ambições pessoais que afundam a nação de forma boçal e soberana.

Talvez a opinião mais correta seja a que estamos mergulhados na tirania pré - comunismo, berço esplendido da incompetência e do enriquecimento ilícito.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada, reformado.

5 comentários:

Anônimo disse...

General, general! Paroles, paroles, paroles.
Nós, civis, não temos armas.
Já está passando o tempo de agir...

Loumari disse...

A capitulação definitiva do Brasil como nação.

> Oleográfico

> Desprezo

> Besta

> Burzigada (Bostela)

> Amielencéfalo: Monstruosidade caracterizada

> Compatível

> Cegueira

> Fusilado

> Insurgentes

> Ingressar

> Gabão

> Celebrar

>Pé de porco (china)

>Importação

>Cabeçada

>Retrospectivo

>Expecializado

>Incubadora

>Mudança

>Defesa

>Analfabeto

>Guerra de interesse

>Dopar

>Altivez

>Anarquizar

>Abulia: Alteração anormal da vontade caracterizada pela indecisão e pela impotência da ação.

Anônimo disse...

Alors,le Brésil c'est fini?

Anônimo disse...

Do texto de Antônio José Ribas Paiva (aqui no Alerta Total), que interpreta muito bem o art.142 da Constituição Federal:

"(...)Do ponto de vista Republicano as Forças Armadas não são parte no processo, mas apenas instrumentos da Nação, e é assim, que os seus membros devem colocar-se: como garantidores das necessidades de segurança e cidadania da Nação.
A INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL, prevista no art.142 da Constituição Federal, não é intervenção militar; é intervenção da Nação nas suas instituições, através de um de seus instrumentos institucionais: o Exército, objetivando eventuais correções de rumo ou aprimoramento institucional."

Portanto, srs generais, não fujam à luta; quem escolhe se deve haver a intervenção é a nação brasileira (e ela já está exausta de fazer apelo), e o dever do Exército é cumprir a ordem. Lembrem-se de que as Forças Armadas não foram criadas por partido político, e sim pela Constituição onde o povo é soberano. CUMPRAM A SUA OBRIGAÇÃO. Já passou da hora de libertarem o Brasil.

Loumari disse...

Malheureusement je crains le pire pour le Brésil. En tout cas, pas d'alternative possible à l'horizon.