quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Olavo Bilac e o "Pendão da Esperança"


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, filho de um cirurgião do Exército que participou da Guerra do Paraguai, não seguiu a carreira das Armas, mas foi ardoroso propugnador do civismo no Brasil em suas pregações nas Faculdades e nas Escolas.

Mais conhecido como poeta parnasiano, foi como orador parlamentar e conferencista que legou belas páginas sobre a importância da Educação e do compromisso dos estudantes com a Pátria. Não esqueceu a crítica aos políticos, cujas atividades ficavam aquém das exigências de evolução do Brasil, interna e externamente.

Os temas visavam sempre as questões nacionais, que considerava de primordial importância desenvolver nas suas explanações: Educação, Língua Portuguesa, Forças Armadas, Nação, Escola, esta como fundamental no trabalho de ensino às crianças e de aprendizagem delas dos valores indispensáveis à vida em sociedade.

Bilac falava também às crianças por meio de poesias, e ao finalizar o livro a elas destinado, a que deu o nome de “Poesias Infantis”, deixou-lhe um presente: o poema de puro sentimento cívico, representação maior da identidade nacional, em que trata de um dos símbolos representativos de nossa soberania. A este poema de oito estrofes intitulou “Hino à Bandeira Nacional”.

Nesta criação muito inspirada, acentuou o poeta os valores míticos da Bandeira, de forma a atingir, profundamente, a sensibilidade infantil dos futuros participantes da vida nacional; as suas relações afetivas com a terra; o seu sentimento ao contemplar as cores do Pavilhão a tremular, cores que não só trazem “à lembrança a grandeza da Pátria”, como diz o autor, mas também a certeza de que o Brasil para elas, crianças, e, para nós, adultos, é O LUGAR, O LAR, O ACONCHEGO dos que falam a mesma língua, O ORGULHO de termos uma terra que podemos chamar de NOSSA.

Neste, 19 de novembro, Dia da Bandeira, rendamos a Bilac, que nos legou uma oração em forma de poema, a nossa gratidão.


Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª  em Língua Portuguesa. Vice-Presidente a Academia Brasileira de Defesa. 

Um comentário:

Loumari disse...

Me desculpe madame; o que é falado no Brasil não é Português, mas sim: PRETO-GUÊS.