sábado, 21 de março de 2015

Mercado de Arte - O paraíso do valor de estima


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Como as ovelhas esperam ser tosquiadas no início do verão, também os novos ricos, no começo de seu alpinismo social.

A obra de arte é por excelência apenas (ou quase só) valor de estima.

Um copo do melhor cristal tem a mesma utilidade de um de vidro.

Uma bandeja de madeira serve bem como uma de prata.

Um quadro é somente tecido, madeira e tinta. Sua utilidade pode ser tapar um buraco na parede.

Não critico os antiquários nem os galeristas. Tratam bem de seus clientes, os ensinam e aconselham; cuidam de suas angústias como um psiquiatra ou guru.

Quadro, escultura, jóia ou antiguidade são apenas o que nos medicamentos se chama q.s.p. (quantidade suficiente para).

Na hora da necessidade, um negociante paga apenas o peso do metal de uma verdadeira obra de arte de um ourives ou prateiro.

O grande atrativo do mercado de arte para os políticos é a possibilidade de “lavar” dinheiro.

Compras e vendas milionárias servem bem para ocultar negócios escusos.

O acervo apreendido na Lava Jato não me deixa mentir...

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

3 comentários:

Loumari disse...

A cultura é uma forma de pensar e trabalhar sobre todas as coisas da vida, e não um berloque que se põe e tira de acordo com as circunstâncias.
"Inês Pedrosa"
Expresso / 20090718

Loumari disse...

Que Feliz Destino o Meu

MOTE

«Que feliz destino o meu
Desde a hora em que te vi;
Julgo até que estou no céu
Quando estou ao pé de ti.»

GLOSAS

Se Deus te deu, com certeza,
Tanta luz, tanta pureza,
P'rò meu destino ser teu,
Deu-me tudo quanto eu queria
E nem tanto eu merecia...
Que feliz destino o meu!

Às vezes até suponho
Que vejo através dum sonho
Um mundo onde não vivi.
Porque não vivi outrora
A vida que vivo agora
Desde a hora em que te vi.

Sofro enquanto não te veja
Ao meu lado na igreja,
Envolta num lindo véu.
Ver então que te pertenço,
Oh! Meu Deus, quando assim penso,
Julgo até que 'stou no céu.

É no teu olhar tão puro
Que vou lendo o meu futuro,
Pois o passado esqueci;
E fico recompensado
Da perda desse passado
Quando estou ao pé de ti.

"António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

Anônimo disse...

Esse canalha é o marcos Valério do PTrolão vai fazer de tudo pra salvar o molusco sem dedo....