sábado, 25 de abril de 2015

A Inconfidência Brasileira


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luís Mauro Ferreira Gomes

Há duzentos e vinte e três anos, era executado. no Rio de Janeiro, o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes.
Não vamos, aqui, falar sobre a História da Inconfidência Mineira, por presumirmos que todos os brasileiros a quem nos dirigimos já a conhecem muito bem e. também, por não ser esse o nosso propósito.
Pretendemos discorrer sobre fatos relacionados, que estão acontecendo no Brasil, em pleno século XXI, no ano de 2015, bem distantes daqueles ocorridos na segunda metade do século XVIII, na Capitania de Minas Gerais.

Desse modo, vamo-nos restringir a dizer que Tiradentes morreu, tornando-se um dos maiores heróis nacionais, por ter participado de uma conspiração para tornar independente o Brasil, então colônia de Portugal.

Uma das principais motivações para o surgimento desse anseio por liberdade política foi a cobrança, pela corte portuguesa, de imposto de 20% sobre o ouro produzido, conhecido, como o quinto dos infernos, considerado extorsivo, à época. Havia, ainda, corrupção generalizada e governo autoritário e repressor.

Quando a Coroa resolveu executar a derrama, isto é, cobrar a diferença atrasada, entre o imposto recolhido e a cota estabelecida de cem arrobas de ouro anuais, estavam reunidas todas as condições para a conspiração, que seria deflagrada no dia da assinatura do decreto da derrama, mas foi desmantelada em 1789, graças à denúncia de um traidor, Joaquim Silvério dos Reis, que entregou o movimento em troca do perdão de suas dívidas para com o fisco. Qualquer semelhança com o aconteceu em passado recente e o que ainda há hoje, longe de ser considerada mera coincidência, não pode ser ignorada.

Por um imposto de um quinto, isto é, de vinte por cento, já considerado, então, um confisco, os Mineiros fizeram a Inconfidência. Hoje, o governo corrupto do PT confisca o dobro. Há, portanto, excelente espaço para uma nova Inconfidência que nos liberte desse partido parasitário e explorador, juntamente com seus simpatizantes, somente consideradas razões tributárias confiscatórias, independentemente das outras motivações éticas, ideológicas, econômicas e sociais que existem à exaustão.

E realmente, esta Inconfidência Brasileira já começou. Atestam-no os movimentos de rua dos últimos dias, as manifestações nas redes sociais e os textos dos formadores de opinião independentes que conseguem furar o bloqueio do jornalismo comprado, declaradamente, hostil.

A bem da verdade, essa nova Inconfidência começou em 2003, quando o PT, já no governo com Lula, disse a que veio. No início, eram muito poucos Inconfidentes, mas, justiça seja feita, alguns veículos, como a Revista Aeronáutica, sempre abriram espaço para quem quisesse publicar artigos contestatórios, sem pensar em censurá-los, naqueles primeiros e difíceis anos.

A coroa petista não pôde executar aqueles poucos candidatos a Tiradentes, não porque não quisesse, mas porque não era suficientemente forte para fazê-lo. Os tempos já haviam mudado, e já não se matavam mais os adversários fisicamente, o que se tornara muito perigoso e provocaria grandes reações nacionais e internacionais. Assim, tratavam, como tratam, de desmoralizar os que consideram inimigos e os matavam, como matam, social, política e profissionalmente. Isso tentaram fazer, mas não chegaram a ter poder para tanto.

Hoje, a grande maioria dos brasileiros é Inconfidente. Somos milhões e milhões, não mais somente de Inconfidentes, mas de Tiradentes, dispostos a morrer pela liberdade do Brasil. Somente não viram isso os petistas, a oposição festiva e alguns desavisados e interesseiros.
Prova da alienação petista têm-nos dado a presidente e seus ministros, todos os dias, quando desfilam sua arrogância, mesmo que já não governem e ela esteja mantida refém pelo PMDB.

Outra demonstração antológica de que os petistas não perceberam a gravidade da situação, deu-nos justamente o governador Capitania de Minas Gerais, D. Luís da Cunha Meneses, ou melhor, seu sucessor, o governador petista do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel, com sua provocação grotesca, justamente, neste 21 de abril, quando, na cerimônia em que deveria celebrar o herói do Brasil e de seu Estado, preferiu homenagear os novos Joaquins Silvérios dos Reis, personificados no presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, no advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, no ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, no líder do movimento dos trabalhadores rurais sem-terra, o terrorista João Pedro Stédile, além de outros menos expressivos que constam da lista de agraciados, aos quais concedeu a Medalha da Inconfidência.

Isso foi um escárnio, uma bofetada em todos os brasileiros que têm vergonha, mas, sobretudo, foi uma agressão covarde à memória de Tiradentes.

Somente moramos em Minas, na Cidade de Barbacena, quando adolescente, nos idos de 1957 e 1958, e, embora, desde então, sempre que podemos, voltamos àquela acolhedora cidade mineira, não merecemos a honrosa condecoração. Se, porém, com ela tivéssemos sido contemplado, não a devolveríamos agora, como não devolvemos outras que recebemos e foram conspurcadas com o agraciamento de traidores, criminosos, corruptos, enfim, de bandidos da pior espécie, alguns com condenação transitada em julgado. Não são aqueles que fizeram muito mais do que o necessário para recebê-las, que as devem devolver. Quem as recebeu indevidamente é que deve tê-las cassadas, e quem as concedeu irresponsavelmente, punido com execração pública. Estamos certos de que isso acontecerá, um dia.

Também, a oposição parece não ter consciência do que está acontecendo no Brasil e insiste em dar sobrevida ao governo, talvez na ilusão de mantê-lo refém, que, como tudo sugere, interessa ao PMDB, ou "deixá-lo sangrar até as eleições”, que transparece ser o objetivo, pelo menos, de alguns caciques do PSDB, mais uma vez em repetição do erro cometido no auge da crise do mensalão. Algumas pessoas não aprendem, nem mesmo com a experiência própria. Todos sabemos o que aconteceu, quando tiveram a mesma ideia de sepultar o "impeachment" do Lula, para "deixá-lo sangrar até as eleições", quando pretendiam eleger um candidato inviável.

Como dissemos no artigo, "O Maior de Todos os Escândalos", escrito para a Campanha da Moralidade Nacional, do Clube Militar, também publicado no Jornal Inconfidência: Lula não sangrou; Serra não foi eleito; Lula reelegeu-se; elegeu a criatura; e reelegeu-a.

É mais do que incompreensível, é imperdoável repetir-se esse erro grosseiro, que tantas e tão desastrosas consequências nos trouxe e continua a trazer.

Restam os desavisados e os interesseiros, que permanecerão em cima do muro, tentando agradar a gregos e troianos, até ter certeza do lado para o qual penderá a balança. Sempre foi assim e sempre será.

Mas a imprensa já percebeu a realidade. Isso explica o recrudescimento da campanha preventiva e sórdida, desencadeada nesses últimos dias, por maus jornalistas, contra as Forças Armadas brasileiras, na qual, não satisfeitos com o fracasso em tentativas semelhantes anteriores, relacionados a Juscelino Kubitschek e João Goulart, chegaram ao cúmulo de insinuar que os militares teriam matado ou, pelo menos, pretendido matar Tancredo Neves. Ridículo, para dizer o mínimo!

A verdade é que querem vingar-se, a qualquer preço, dos militares a quem jamais perdoaram, porque a Revolução de 31 de Março lhes tirou privilégios absurdamente indevidos.

Mas a sorte está lançada. A Inconfidência Brasileira já começou. Podem, até, “matar” alguns Tiradentes idosos, mas surgiu uma legião de novos Tiradentes jovens, que não desistirão, enquanto não destruírem o império da ditadura ideológica que nos escraviza.

Libertas Quæ sera tamen!

Luís Mauro Ferreira Gomes é Coronel-Aviador. Presidente da Academia Brasileira de Defesa e Vice-Presidente do Clube de Aeronáutica.

5 comentários:

Veronica Ruzzi disse...

O senhor tem toda a razão, e ao meu ver a mídia e a imprensa brasileira se deixou corromper de uma maneira criminosa e irresponsável levando o povo que em busca de conhecimento e entretenimento foi levado a uma decadência e violência de toda a ordem contra a família, com a ajuda de comunistas infiltrados, nas igrejas, escolas e universidades, a instalação destas milhares de Ongs estrangeiras que roubam nossas riquezas minerais, tornando-se países ricos e prósperos devidos a governos criminosos, políticos ladrões e traficantes, leis que em comum acordo com a nossa Justiça, nos condenam as piores mazelas que o ser humano pode sofrer, e o pior, sem esperança, pois também assistimos que países tão acostumados a explorar populações inteiras estão já atoladas na degradação moral de toda a espécie, seria um verdadeiro milagre se este país realmente abençoados por Deus onde possui todos, sem exceções, recursos para se tornar verdadeiramente um grande país.

Anônimo disse...

Sou aposentado do INSS como minha aposentadoria é insuficiente para minhas despesas continuo a trabalhar sendo
assim tive um desconto na fonte de 12000 e ao fazer minha declaração soube que devia mais 6000.
Não irei sonegar mais me recusar a pegar o restante irei praticar DESOBEDIÊNCIA CIVIL, quando um governo bandido tenta oprimir o cidadão por meio de impostos, o povo deve resistir e desobedecer. Conclamo a outros a não pagar o IR até que seja revista toda a defasagem. Se não vira confisco e não imposto.

Anônimo disse...

Um coronel sera possível acho que não pois se tem vergonha de tudo o que aprontou e esta aprontando não falava em patente você um sabotador de quinta torturador de primeira ladrão e vendedor do que não lhe pertence colaborador de jogos ilegais traficantes contrabandista e tem um salario de causar inveja em qualquer politico esta batendo continência para gringos maçons e tucanos e assino anônimo para sua corja não me perseguir pois esta lembrado do RIO CENTRO ENTAO VOCES SAO TERROREISTAS E INCOMPETENTES...

Anônimo disse...

O tal aposentado deve estar ganhando muito dinheiro e dando o cpf nas compras por que quem ganha merreca não paga imposto sera que você e da máfia tucana maçônica tem biqueira ou banca o jogo do bicho ah explodiu caixa eletrônico...

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Ilustre Coronel: Pelo que sei,foi "inconfidência Mineira",não "brasileira". Minas gogitava a sua própria independência,não a do Brasil,de Portugal. Segundo ponto:hoje vivemos não a INCONFIDÊNCIA BRASILEIRA,porém "as" inconfidências dentro do Brasil,como a do SUL,,que também se espalha por outras regiões. Um país que "não deu certo" não pode sobreviver. Isso é lei da sabedoria,que nem todos seguem.