domingo, 26 de abril de 2015

Epidemias e Endemias

Aconteceu no passado... Mas se repete toda hora...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Completados 515 do seu descobrimento ou seu achamento, como afirmam alguns historiadores, a terra brasilis continua a despertar em muitos curiosidades, simpatias e antipatias, notadamente pelas epidemias e endemias, as quais se mostram, no mais das vezes, incuráveis, e de difícil combate no seu tratamento. Falamos da corrupção, da dengue, da seca, da desigualdade social, da carga tributária, da inflação, do pouco crescimento, e do achatamento do poder aquisitivo de compra.

Quando não temos alternativas para vencer os males sempre pensamos que basta elaborar uma Lei e tudo estará pronto e resolvido. Essa esquizofrenia legislativa não leva a nada sem conscientização da sociedade e um caminho de rumo para que possa seguir. A respeito, a redução da maioridade não provoca arrepio se não houver combate ao desemprego, fome e as drogas. A terceirização é pouco proveitosa em termos de solução de impasse com o desaquecimento da economia e quadros de mão de obra, inclusive especializada, ocioso.

A classe governante deve ter em mente que precisamos de dados estatísticos e conhecimento do terreno sobre o qual pisamos. A corrupção envergonha a todos e nos mostra o lado mais perverso de um amontoado de pessoas procurando seus próprios interesses e não aqueles da sociedade ou da coletividade. Doenças que contaminam parte da população e se espalham com rastro de morte.

Dessa forma, a dengue não poderia estar atingindo níveis alarmantes, sendo que a metade da doença se concentra no Estado mais avançado do país, qual seja São Paulo. A epidemia da seca é outra chaga que nos mutila, como um Pais com tantos rios pode ter o desprivilégio de racionar água e dobrar o metro cúbico fornecido. O mesmo se apresenta em relação à energia elétrica, faixas e bandeiras de limitação de consumo, a fim de por sempre a culpa na cidadania e no contribuinte.

Passados mais de cinco séculos de civilização continuamos o caminho na contramão da história da incivilização, da falta de cultura e dos péssimos serviços públicos. Enquanto o Chile tenta dar um contorno universal para o estudo global, aqui no País muitas greves de professores e escolas públicas depauperadas.

Não dá retorno e muito menos voto investir na saúde, na educação e na cultura. As grandes e verdadeiras transformações, notadamente na Ásia, sucederam baseadas em três pilastras, a educação, o caminho da ciência e o respeito às leis.

Comparativamente, como nada disso se aplica em termos de Brasil, prosseguimos nossa longa jornada em posição refratária ao mundo moderno e civilizado. A tecnologia que experimentamos é um arremedo se nossas empresas hoje produzem fora e a nossa mão de obra terceirizada tem preços não competitivos.

O que se dizer dos preços que ficaram caros, com a inflação, antes do país se tornar rico? Não é sem razão que milhares de carros estão parados nos pátios e aguardando leilões e se calcula que o número de imóveis fechados possa superar aqueles ocupados.

Enquanto estivermos no oscilar pendular entre a endemia da corrupção e a epidemia da dengue continuaremos emergentes, subdesenvolvidos e não entraremos no ritmo das economias do primeiro mundo, ficando com os olhos fechados para o crescimento.

E o pior de tudo: apesar de ser um País novo, todos os defeitos, vícios e vicissitudes que corrompem a máquina são bem antigos,j á velhos, e próprios da consciência de quem não despertou para o futuro.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, com Especialização em Paris e Bolsista na Alemanha, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

3 comentários:

Anônimo disse...

Redução da maioridade penal já !!!!!


Anônimo disse...

eis mais um comentário imbecil de quem não entende de nada e só pensa em trancafiar menores para ter phd nas cadeias e presídios de um país sem norte completamente desgovernado,vai tomar educação e distribuir cultura ao invés de carnaval,samba e cerveja,com futebol de 7 x 1 que vergonha de país

Anônimo disse...

eis mais um comentário imbecil de quem não entende de nada e só pensa em trancafiar menores para ter phd nas cadeias e presídios de um país sem norte completamente desgovernado,vai tomar educação e distribuir cultura ao invés de carnaval,samba e cerveja,com futebol de 7 x 1 que vergonha de país