quinta-feira, 30 de abril de 2015

Parana (da)


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Revoluciona-se o modelo de combate incessante à corrupção a partir do extraordinário trabalho sob a batuta do Juiz Sérgio Moro e seus mais candentes reflexos na órbita do poder econômico, ao mesmo tempo sinaliza-se um perfil do governo do Paraná que não aceita as reivindicações dos professores, e aprova na assembléia legislativa projeto de lei que vai de encontro com os interesses da classe.

Depois da decisão apertada do STF, determinando a soltura dos empresários e o regime domiciliar, com o acompanhamento e monitoramento por meio da tornozeleira, muitos questionamentos surgiram e continuam a pulsar na imagem da sociedade refém da corrupção com a péssima qualidade do serviço público.

Há poucos dias atrás, um segundo brasileiro foi assassinado na Indonésia, motivo da acusação tráfego de drogas, ao passo que a corrupção é muito mais perniciosa e dramática pois ela tem o poder de retirar a vida de um número indeterminado de pessoas, carentes dos serviços básicos e essenciais.

A grande dúvida que temos e a maioria se pergunta é se os trabalhos realizados no desenvolvido estado do Paraná terão algum resultado prático ou serão PARANADA. Eis que se não ficarem escancaradas as respostas de um novo e futuro amanhã pouco se aproveitará na reforma da lei de licitações e no comportamento omisso das entidades reguladoras e fiscalizadoras.

Supostamente algo já está em curso, isto é, a forma como a delação premiada apresentou sua robustez e reduziu a investigação probatória com a segurança do princípio da verdade real. Prender, não prender, soltar, relaxar o flagrante,decretar a preventiva,prorrogar a provisória são meros detalhes que circundam todo o processo penal.

Porém, o mais importante se relaciona à conscientização dos governantes, da classe política e de empresários de peso acerca dos malefícios da corrupção e do quadro negro que assola o crescimento, com a paralisação das obras e o inevitável desemprego, talvez a maior chaga social a ser enfrentada.

Pátria educadora não se conjunga com violência ou desrespeito aos professores, já humilhados pela carga de trabalho e aviltante remuneração. O controle das contas públicas, por meio da responsabilidade fiscal não se edifica com arrochos e pancadarias, mas sim por meio do diálogo e concessões mútuas.

Assim, o governo federal como incentivador do plano de educação deveria chamar para si a responsabilidade da negociação e bancar algo que reconstruísse o perfil da classe docente, indecentemente tratada por muitas autoridades.

Não é a toa que muitos estados e vários municípios tem o movimento de greve dos professores e com isso os alunos se sentem prejudicados sem justa causa.

O que se procurou revelar por meio desse simples escrito é a combinação perversa da corrupção e seus modelos de repercussão no serviço público. Houvesse uma escala reduzida dessa maldita corrupção, com segurança mais dinheiro teríamos para investimentos e pagamentos dos professores.

Em suma, o estado é forte e tem uma tradição a qual aplaudimos, não podemos jamais desperdiçar um bom e um mal exemplo para que ambos sirvam de ingredientes à reflexão do estado moderno brasileiro.

Contudo, se os gritos que se alardeiam pelo País soçobrarem veremos que tudo mesmo foi PARANADA.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

3 comentários:

Anônimo disse...

O povo do parana não comentara nada sobre a violência contra os professores pois estão oprimidos por um ditador satânico um tal de Beto Richa que ordena policiais a torturar repórter para que revelem nomes das fontes que os denunciam Esta ordem esta sendo dada por todas as autoridades do Psdb quando já não mandam direto os ´policiais cometerem chacinas em lugares públicos agora eu pergunto onde estão os promotores.

Anônimo disse...

Trabalho a menos de uma quadra do local onde ocorreu a manifestação dos vândalos (professores jamais) em Curitiba, e fui testemunha do ocorrido. Já estava tudo preparado para isso(confronto). Eles(os vândalos e não professores) tentaram invadir a Assembléia Legislativa, derrubando cerca, desafiando os policiais, agredindo e ainda com o carro de som instigando a turba contra a polícia que lá estava cumprindo determinação judicial. Eles (“manifestantes”) queriam ver sangue. Desde de cedo já se ouvia pelas ruas comentários de que iriam conseguir “derrubar as forças repressoras”. As informações estão sendo totalmente manipuladas para causar comoção na população que não apoia estes movimentos. Conseguiram o que queriam. Tenho vergonha dessa classe que se diz "professores" quando na verdade se misturaram com a cut, petralhas, black blocks e assemelhados. Não tenho filhos, mas se os tivesse, jamais estudariam com esses professores, que não são professores, apenas doutrinadores marxistas, leniistas, comunistas, socialistóides malditos e quando encontram alguém que protege o patrimônio público da quebradeira, do vandalismo, ficam de mimimi por aí. Vão trabalhar vagabundos.

Anônimo disse...

OS VÍDEOS DEIXAM CLARO QUE A POLÍCIA DO PARANÁ REAGIU AO ATAQUE DE BANDIDOS, VÂNDALOS E MARGINAIS:
https://youtu.be/H9MewjUdKY8
A Assembleia Legislativa do Paraná estava protegida por determinação judicial. A greve havia sido declarada ilegal — entre outras razões, porque não se reconheciam nem objeto nem objetivo. A causa alegada — eventual prejuízo para servidores aposentados — é falsa como nota de R$ 3. O sindicato dos professores, a exemplo do que ocorre em quase todo o país, é só um braço do PT e da CUT. Trata-se de política, não de justa reivindicação.
No alto, há um vídeo; abaixo, outros. Vejam como os ditos “manifestantes” se comportaram. A PM não bateu em professores, como dizem por aí. A PM enfrentou vândalos, bandidos, marginais. Não posso crer que professores, que homens e mulheres dedicados à educação de jovens e crianças, se comportem como os meliantes que aparecem em filmes.
A Polícia Militar é um dos entes que detém o monopólio do uso legítimo da força. Os bandidos que vemos nesses vídeos não gozam dessa prerrogativa. Que as imagens sejam usadas para processar esses vândalos.
Em 2013, em três manifestações seguidas, os black blocs, vândalos e marginais barbarizaram as cidades, sem reação da Polícia, que tentou dialogar. Receberam como resposta ônibus incendiados, bancos atacados, estações do Metrô depredadas e policiais com a cabeça rachada. Quando a PM reagiu, aí começou a gritaria na imprensa, esta, que gosta de adular marginais e demonizar a Polícia que cumpriu seu dever ao cumprir Ordem Judicial. Os marginais quando impedidos ficam se fazendo de vítima e choramingando. Ainda tem dúvidas, veja abaixo:

De quem partiu o ataque? https://youtu.be/-u6hQkFGFS8
Com máscaras, preparando coquetel molotov: https://youtu.be/exdswGsaAz0
Os black blocs e as armas dos “patriotas”: https://youtu.be/joSecJXBYcU
A polícia tem sido mansa demais, esses destruidores tem de ser processados e demitidos por justa causa. Essa turba em sala de aula é uma tragédia para a educação. Paraná e São Paulo são dois estados importantes que não se dobraram ao criminosos do PT e governar nessas condições não deve estar sendo fácil, esses comunas são abjetos.
Em qualquer lugar civilizado do mundo quem entrenta a polícia leva porrada. Agora, quando a milícia assassina do ditador Nicolás Maduro da Venezuela mata manifestantes pacíficos, a petralhada acha bonito.