terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Onde Falhamos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

O povo brasileiro vive anestesiado pela ilusão de que só a justiça basta para debelar o flagelo da mega-corrupção que é causa, entre outras, da privação dos seus direitos básicos de ir e vir e da ausência de um serviço de saúde pública digno, além de obrigá-lo a contar com um sistema de educação básica mediocremente classificado. 

Nota-se que uma das principais preocupações no momento é o carnaval que começa a dar o ar de sua graça, através de  imagens cada vez mais frequentes nas matérias da televisão, de  graciosas mocinhas fantasiadas de coelhinhos e ursinhos, e rapazes vigorosos, de piratas e bebês com chupetas avantajadas, todos ansiosos para mergulhar num dos muitos blocos que começam a se organizar, exibindo alegria de aluguel (permita-me, Aldir Blanc), tendo como cenário um dos estados, o Rio de Janeiro, com o mais avançado estágio no processo de naufrágio iminente, tudo isso, um exemplo berrante de alienação patológica.

A perplexidade se superlativa diante do fato, por exemplo, de que a presidente da desenvolvida Coreia do Sul acaba de ser destituída, suspeita de praticar tráfico de influência envolvendo uma amiga, e de facilitar desvios ligados a empresas, num ato de corrupção que, comparado aos praticados pelos nossos políticos, é angelical. 

Ressalte-se que o processo de afastamento resultou de grandes protestos de coreanos comuns que foram aos milhares às ruas por várias vezes, sem comando específico, através de chamados pelas redes sociais. 
Afinal, o que explica a nossa inércia inconsequente? Onde falhamos? 


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

6 comentários:

Loumari disse...

"Onde Falhamos"

De veras não sabeis onde falharam?
Deus, o TODO-PODEROSO vos responde:

Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e EU SEREI O VOSSO DEUS, E VÓS SEREIS O MEU POVO; e andai em todo o caminho que Eu vos mandar, para que vos vá bem.
Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; andam para trás e não para diante.
(JEREMIAS 7:23)


Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a MIM, vós, toda a nação.
Trazei todos os dízimos A CASA DO TESOURO, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR DOS EXÉRCITOS, se EU não abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.
E, por causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo vos não será estéril, diz o SENHOR DOS EXÉRCITOS.
(MALAQUIAS 3:9)


Filho do homem, profetiza, e dize: Assim diz o SENHOR JEOVA: Gemei: Ah! aquele dia!
Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor, dia nublado: o tempo dos gentios ele será.
(EZEQUIEL 30:2)


E a este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.
O que ficar nesta cidade há-de morrer à espada, ou à fome, ou da pestilência; mas o que sair, e se render aos caldeus (os infiéis; muslims; comunistas;), que vos têm cercado, viverá, e terá a sua vida por despojo.
Porque pus o meu rosto contra esta cidade para mal, e não para bem, diz o Senhor.
(JEREMIAS 21:8)


Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.
(EZEQUIEL 18:4)

Unknown disse...

Apos a Proclamação da Republica a educação foi deixada definitivamente para trás, nas o povo não era tão acéfalo como nos dias atuais, portanto, vocês militares cometeram o grande erro de permitir e anistiar todos os que nos destroem em todos os sentidos, e continuam errando com a desculpa esfarrapada de sempre não cumprindo nem a guarda das fronteiras e permitindo que outras nações nos roube a soberania em territórios ricos em minérios, independente ou não de ordens da presidência da republica, a nação brasileira (POVO) esta acima desta gentalha.

Unknown disse...

Onde erramos?
Em 1984, após um golpe de Estado, capitaneado por um político tratado como imaculado chamado e conhecido por Ulisses Guimarães, foi empossado ilegitimamente na Presidência da República o criminoso José Sarney (somente criminosos e prostitutas usam nomes falso para se acobertarem), fato esse sacramentado e abençoado pelo General Leônidas Pires Gonçalves e com o silêncio e conivência da OAB, de constitucionalistas e da imprensa.
Se compararmos o que o General Augusto Pinochet fez pela reconstrução e estruturação das instituições do Chile, visivelmente consolidadas até o presente, fica fácil saber onde erramos. A bolivariana Michelle Bachelet não conseguiu destruir seu país, exatamente porque as instituições e sua população amadureceram, a partir das bases lançadas pelo Generalíssimo.
Enquanto que na República Federativa de Banânia ...
Com os meus melhores cumprimentos.
Marcos Braga

Unknown disse...

Ilustríssimo senhor Capitão Paulo Roberto Gotaç.
Se o senhor me permite, sugiro a leitura atenta do texto indicado pela direção abaixo, cujo conteúdo apenas confirma o que Karl Marx já constatara em suas elucubrações, referente à impossibilidade de os trabalhadores aderirem à revolução proletária. Lá estão algumas respostas que os Militares, sabe-se lá por qual razão, deixaram de considerar ao entregarem o poder político ao "lumpen-proleteriat".

http://katehon.com/article/lumpen-proleteriat-so-called-elite

Mais uma vez, os meus melhores cumprimentos.
Marcos Braga

Anônimo disse...

O Lula não tem é vergonha de falar em ser candidato.Esse homem não se toca,vive fora da realidade, aliás,será que ele quer dar uma de bonzinho e devolver todo o dinheiro desviado?Vai ser muito bom para o país!

Anônimo disse...

A população não confia ou se sente representada pelas instituições. Pois nem o resultado de plebiscitos (como o da consulta sobre desarmamento) é respeitado; ou decidem questões morais cruciais de destinação do dinheiro do contribuinte (como a regulamentação do aborto "legal" em hospitais públicos) com discretas deliberações de ministérios; ou providenciam o "fatiamento"do afastamento da presidente.