sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Rubro com a República da Coisa Preta



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Hoje é Dia da Nação... Só que Rubro-Negra! O Clube de Regatas do Flamengo comemora seus 124 anos de fundação, vida e conquistas. Na verdade, o clube nasceu no dia 17, mas os 12 remadores-fundadores decidiram que a data oficial de aniversário seria 15 de novembro de 1895. Curiosamente, a cor inicial da equipe de remo era azul e ouro. Como era difícil compra tecidos importatos, em 1898, mudaram a cor para vermelho e preto.

Pena que o feriado de hoje não seja por causa da invenção do Mengão. Mas sim por outro acontecimento, anos antes, na mesma data, só que em 1889. Celebramos uma República que foi proclamada artificialmente, por um golpe militar que derrubou um Império. Dá para comemorar? A tal “República Federativa” ainda nem foi efetivamente implantada no Brasil. Precisa ser reinstaurada, junto com a reconstrução do Estado, a remodelagem e a real implantação da Federação em bases verdadeiramente federalistas.

A realidade nos força a deixar a ufanista flamenguice de lado e, como todo 15 de novembro, vamos aproveitar o artigo do dia para botar o dedo em nossa ferida republicana. Os brasileiros vivem rubros de vergonha com nossa “República” da coisa preta... Este sentimento negativo precisa ser revertido. Temos de trabalhar muito para proclamar, de verdade, uma República em um País estruturalmente tomado pela ditadura do Crime Institucionalizado.

Como é feriado, sejamos concisos. O Brasil ainda precisa que seja formulado e exaustivamente debatido um Projeto Estratégico de Nação. Este é o pressuposto fundamental para desenhar a Nova Constituição, principiológica, enxuta, fácil de ser entendida e cumprida pelos brasileiros, sem necessidade de interpretações por ministros do Supremo Tribunal Federal. Temos de evoluir para o Capitalismo Democrático, superando o corrupto Capimunismo Rentista.

A nova Carta Constitucional, com linhas-mestras para guiar a legislação ordinária (que precisa ser reduzida e consolidada), deverá implantar o Estado-Necessário, matando o atual Estado-Ladrão. Para isso, a principal estratégia é instituir mecanismos diretos de controle e fiscalização dos cidadãos sobre a máquina e os poderes institucionais. Só o povo consciente e instruído tem suprema legitimidade para dirigir os destinos de uma Nação. Até atingirmos tal nível, teremos de remar mais que os fundadores da “Nação Rudro-Negra”...   

Os patriotas da bola estão eufóricos. Sábado que vem (23), o Flamengo disputa a final da Copa Libertadores da América. O time de futebol, bem treinado pelo Mister Jorge Jesus, está prestes a ganhar o Campeonato Brasileiro... Já os outros patriotas seguem céticos ou esperançosos em relação ao futuro do Brasil. Os indiferentes vão descansar no feriado e, se der tempo, vão assistir ao jogo da Seleção Brasileira da CBF contra os argentinos. Boa prévia para a final entre nós e os hermanos na semana que vem...

Como bem prega o Carlos Maurício Mantiqueira no artigo abaixo, “Pro Brasilia fiant eximia”.

Na tradução tabajara do latim: “Façamos o melhor pelo Brasil”!...

Federalismo, já! Capitalismo Democrático, já! Estado Necessário, já!

Apelando a Jesus

Imploramos ao Mister Jorge Jesus que escale um time reserva, domingo, contra o Grêmio...

A equipe do Renato Gaúcho tentará se vingar do time que o eliminou, com goleada, da Libertadores...

Uma eventual derrota em Porto Alegre tem tudo para dar uma fragilizada psicológica no time que jogará contra os argentinos seis dias depois...

Os reservas do Flamengo, ganhando ou perdendo, serão franco-atiradores...
Espero que Jesus me ouça...

Mengão Maravilha


Time do Flamengo de 1981, na histórica vitória de 6 a 0 contra o Botafogo, devolvendo uma goleada alvinegra de 1972 pelo mesmo placar. É até maldade comparar o time daquela época com o de hoje... Zico era a diferença absoluta...

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Jorge Fernando B Serrão

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Releia o artigo: Reflexões flamenguistas para Bolsonaro





Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Novembro de 2019.

RES DERELICTA



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Há cento e trinta anos, o glorioso Exército Brasileiro cometeu seu maior erro. Num golpe de estado, afastou um homem culto e honrado, proclamou a República e, pior, não a implantou.

Não fosse a grandeza incomensurável do Brasil, não teríamos resistido aos desgovernos de incompetentes e/ou corruptos.

Por milagre escapou com vida de um covarde atentado, o homem patriota e corajoso que agora tenta reparar os descalabros cometidos no passado.

Mais que Coisa Pública, nossa Pátria era Coisa Abandonada.

Canalhas de toda espécie, usurparam o poder do Estado para se locupletar.

Resta ao excelentíssimo senhor Presidente da República, decretar a Intervenção Constitucional prevista no art. 142 da carta magna.

Sem ela, não terminará o boicote deliberado e pertinaz conta o progresso do Brasil.

As redes sociais romperam o monopólio da informação antes detido pela grande mídia, hoje prostituída.

Neste mais de século decorrido, tivemos apenas dois estadistas: Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

Houve outros governantes bem intencionados mas hesitaram em tomar as medidas necessárias contra os inimigos do Brasil, internos e externos.

Cinco ou seis gerações depois, os herdeiros espirituais de Caxias têm o dever e a oportunidade de salvar nossa Pátria.

“Pro Brasilia fiant eximia”

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Terrorismo e Devassidão reúnem esquerda na América Latina. “Culpado”: Pinochet



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

As cenas demonstram sobejamente o abjeto levante no Chile, em termos de vandalismo e promiscuidade que, mesmo assim, atrai a extrema esquerda latino-americana em apoio a essa barbárie como adendo comemorativo da volta dos aliados argentinos ao poder. No bote (bojo e ataque) o inconformismo, o preconceito, a intolerância e a afronta à liberdade religiosa. Igrejas incendiadas.

Sem um argumento palpável a justificar o grau de insanidade como parte da oposição ao presidente Sebastián Piñera, de direita, a ser “derrubado”, desponta como alvo a Constituição do governo Augusto Pinochet (1973/1990), com o costumeiro compartilhamento da imprensa marxista no Brasil.

Ditador, sanguinário ou não, derrotou o comunismo de Allende e fez florescer uma das melhores economias na América Latina. A observar o IDH no Chile, entre 1990 e 1994, em 48º, 43º, 38º, 42º, 42º lugares; 1995, passou para 112º; nesse nível até 2015; retornando em 2016/17 ao 44º lugar no ranking mundial. Brasil em 75º.

Ora, Pinochet governou até 1990. Foi sucedido por Patricio Aylwin, Eduardo Frei, Ricardo Lagos, Michelle Bachelet, Sebastián Piñera, Michelle Bachelet e em 2018, por Sebastián Piñera, atual presidente.

Passaram-se 28 anos com vários presidentes, que de uma forma ou outra, alinharam-se na apuração das violações dos direitos humanos durante a ditadura de Pinochet, inclusive contra o pai de Michele Bachelet, morto quando preso e que, como militar, integrara o deposto governo Allende.

Bachelet além de presidir o país por dois períodos, integrou o governo do presidente Ricardo Lagos, como ministra da Saúde e da Defesa, bem como pertenceu à Juventude Socialista do Chile.

Alegação depois de tanto tempo de Pinochet fora do governo, desde 1990 e falecido em 2006. Sucederam-se seis mandatos presidenciais, sendo dois da Bachelet, e a extrema esquerda elege a Constituição de 1980 como inimiga número um do povo chileno, motivo de incendiar prédios e transporte públicos, prédios e veículos privados, invasão de igrejas cristãs, destruição das imagens.

Isto, com o apoio das esquerdas e da imprensa amestrada. Haja vista a eleição do poste de Cristina Kirchner, Alberto Fernández, que logo após o resultado, levantou voz em favor do “Lula livre” e da vitória fraudulenta de Evo Morales na Bolívia. E com o discurso do Lula, já solto, por obra e graça do STF bolivariano, a pregar de imediato o vandalismo e reação violenta ocorridas no Chile e na Bolívia.

Como se sabe, o STF bolivariano da Bolívia autorizou Evo Morales a buscar a reeleição como presidente sem limites. Poder-se-ia dizer, um conjunto de ações “inmorales” tamanha é a audácia dessa gente. A interpretação daquela corte, idêntica às nossas “excelências”, considerou a aplicação preferencial dos direitos políticos acima dos artigos da “Constitución que limitan la cantidad de veces que uma persona puede ser reelecta”.

Por verossimilhança, tal fato se deve a que o partido do Morales, Movimiento al Socialismo (MAS), apresentou um recurso de inconstitucionalidade contra a limitação aos mandatos consecutivos. Com referendo e lei conflitante com a Constituição daquele país, ficou no poder por treze anos e, atropelando a legislação, mas protegido pela justiça bolivariana, disputava mais a eleição deste ano.

O ponto culminante e estopim da revolta popular, a exigir democracia, foi a fraude na apuração do segundo turno. A tentativa de jogar o aparato policial e militar contra as manifestações fracassou e as cenas dos policiais orando e cortando a expressão bolivariana das insígnias apostas no fardamento, levou o alto comando militar a se manifestar firme, patriótica e publicamente em favor da democracia, do retorno à normalidade e sugerir a renúncia de Evo Morales.

Foi um veemente ponto final às manobras judiciais a favorecer o domínio do executivo permanente — ditadura – nas mãos de Morales como funciona na Venezuela. Experiências que devem ser observadas no Brasil para que o mau caminho trilhado nas duas nações não sirva de exemplo e possa culminar com a anulação do julgamento de Lula por manobras diversionistas no STF, já pavimentada via Congresso Nacional para interpretações e obviedades tipo princípio da irretroatividade.

A favor de Morales pipocaram manchetes sob o título: “líderes progressistas condenaram a estratégia golpista na Bolívia”, dentre os quais Maduro, Grupo de Puebla, Dilma e até o presidiário Lula.

Os antecedentes jurídicos bolivarianos foram muito pouco abordados pela imprensa do Brasil, enquanto a violência no Chile recebia destaque, com o nítido propósito de desestabilizar o governo de Sebastián Piñera, que não comunga com a linha petista-marxista, diferente da esquerdista Michelle Bachelet, alta comissária da ONU para direitos humanos que inclusive convidou a mulher do petista Fernando Haddad, para integrar a sua equipe.

Como da prática marxista, criam-se os distúrbios civis em grande escala como demonstrado em imagens que percorrem o mundo. Em consequência, por força da lei e da proteção ao cidadão e aos bens públicos e privados, o governo emprega as forças de segurança que agem proporcionalmente aos ataques.

Com mortos e feridos decorrentes das ações policiais e também dos manifestantes, como exemplo típico, o cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade, morto por ativistas de esquerda. Violentos, terroristas.

Os prejuízos causados às pessoas, a intolerância com a religião, os danos nas igrejas e imagens, liberdade de ir e vir, isso pouco importa, mas há que se procurar um responsável pelo exagero policial. Esse nível de terrorismo precisa ser contido com todo o rigor. Vandalismo não é igual à manifestação pacífica. A orquestração é a mesma e pela gente de esquerda que enxerga de forma diferente a crueldade de Hitler no nazismo e, de Stalin no comunismo.  

Daí a acusação de organismos de direitos humanos para investigar a participação de Sebastián Piñera como autor de crime contra humanidade.

Como no vôlei, um levanta, outro corta, forte de preferência: “Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) anunciou que fará uma visita ao país, juntando-se à missão do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que já está no Chile. Nesta quarta, várias organizações internacionais, incluindo a Organização Mundial contra a Tortura, chegaram ao país para investigar as denúncias de excessos na repressão aos protestos.”

Quem dirige o ACNUDH? Michelle Bachelet, oposição a Piñera...

Que o Brasil não seja alvo de violências por incitações propaladas pela irresponsabilidade dos seus autores, como a do Lula, que precisa ser contido na forma da lei, nem maquiavelicamente provocadas por meios bolivarianos.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Reflexões flamenguistas para Bolsonaro



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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No futebol – como na política – não tem jogo ganho previamente. O ataque do Flamengo foi fulminante contra o Vasco da Gama. Só que os atacantes vascaínos também jogaram bem. Por trás do fantástico resultado de 4 a 4 no Maracanã, tem um fato importante. O ofensivo time do Jorge Jesus falhou demais na armação defensiva. Aliás, repetiu alguns erros de jogos anteriores, mas que não estavam tão evidentes.

O fato de que não existe “Flamengo invencível”, porque tem erros defensivos, deve ter chamado a atenção dos hermanos do River Plate, contra quem o Mengão decide a Copa Libertadores das Américas no sábado (dia 23), em Lima, no Peru. A lição do “Clássico dos Milhões” foi: não basta ser excelente em fazer gols, se não funcionar o esquema tático para deixar de tomá-los. A fórmula é imprescindível para ganhar campeonatos.

No Brasileirão, o rubro-negro está com a taça na mão, pela grande vantagem de pontos em relação ao Palmeiras. O Mengão conquistou gordura para ser queimada na fase final da competição. Só que na Libertadores, com decisão em uma única partida, vencerá quem for mais eficiente na relação acerto/erro nos 90 e poucos minutos de futebol. O ataque é sempre a melhor defesa, sempre que o primeiro é mais eficaz que a segunda. Do contrário, como diria a impedida treinadora Dilma Rousseff, a vitória vira derrota.

O palmeirense Jair Bolsonaro, que adora parábolas futebolísticas, devia ficar atento a esse dilema flamenguista. Até agora, o time tem jogado muito bem. No entanto, como bem ressalva o Mister Jesus, ainda não ganhou nada... Ao Flamengo, falta conquistar os campeonatos... O mesmo vale para o Presidente do Brasil, que nem completou um ano de governo. Bolsonaro ainda tem de jogar muita bola até o fim do longo campeonato de pontos corridos na política e na economia. Vitória prévia não existe...

Bolsonaro, seus filhos e alguns ministros e assessores (nem tão) ocultos parecem craques na ofensiva. Batem nos inimigos de forma magistral. Apostam na tese de que o ataque é a melhor defesa. No entanto, o Presidente e seu time descuidam do setor defensivo. Muitas vezes até subestimam os adversários (ops, inimigos). Pior: o Presidente e seus “craques” às vezes marcam gols contra imperdoáveis e exageram nas intrigas internas na própria equipe.

Bolsonaro chutou feio contra a própria meta quando foi negligente na liderança e perdeu um dos melhores jogadores e estrategistas de seu time. O General Santa Rosa pediu para sair porque Bolsonaro sequer o recebia em audiência, e, mais grave ainda, o Presidente negligenciou ou nem quis entender todo o projeto da Secretaria de Assuntos Estratégicos. O “treinador” omisso preferiu dar vazão aos fofoqueiros que sabotaram o craque Santa Rosa. O erro tende a gerar resultados negativos ao longo do governo de transição, até agora muito tático, porém quase nada estratégico. Detalhe: Santa Rosa é torcedor do Flamengo...

Outra ofensiva de Bolsonaro que tende a produzir muito gol contra é a permanente guerra fria contra o vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão. O General é outro estrategista que só não fica jogado no banco de reservas porque compreendeu, desde o começo do governo, que precisa jogar direito em seu quadrado. Em diversas ocasiões, Mourão já comprovou que tem visão de estadista. A opinião pública já percebeu isto. Porém, Bolsonaro, seu entorno e alguns seguidores consideram Mourão “um inimigo interno”.

Trata-se de um erro primário de avaliação. O Capitão Bolsonaro e o General de Exército Mourão chegaram ao Palácio do Planalto e ao Palácio do Jaburu pelo legítima “intervenção voto popular”. Bolsonaro é o atacante, e Mourão é seu sustentáculo defensivo. A esquerdalha pensa 13 vezes antes de derrubar Bolsonaro, porque desconfia que Mourão na Presidência pode ser um inimigo muito mais implacável.

Bolsonaro é palmeirense. Mourão é Flamenguista fervoroso... Mas isto é apenas um pitoresco detalhe de torcida de futebol. No governo, Bolsonaro é o “treinador” e Mourão tem sido relegado ao papel de mero “auxiliar técnico” forçado a atuar no próprio quadradinho... “Mister” Bolsonaro deveria rever seus conceitos estratégicos e táticos em relação a Mourão, antes que provoque um estrago irreversível que vai se voltar contra ele próprio e, mais grave ainda, contra o Brasil.

Enfim, voltando ao futebol, o bravo Vasco da Gama do técnico Vanderlei Luxemburgo (que todos sabem ser ex-jogador e torcedor rubro-negro) impediu que o Flamengo se torne campeão antecipado no domingo que vem, caso vença o Grêmio, em Porto Alegre. Aliás, o time dirigido por Renato Gaúcho programa uma vingança contra o Flamengo que o eliminou da Libertadores... Se for esperto, Jesus deve escalar o time reserva no Brasileirão, e focar na final da Libertadores contra os argentinos.

Voltando à política, Bolsonaro deveria parar de alimentar intrigas inúteis contra quem ele chama de “meu amado vice”... Mourão torce pelas vitórias do Flamengo e joga pela vitória do governo Bolsonaro – que também será a dele, diretamente. Na vida real, fará diferença alguma se Mourão for Campeão Brasileiro com o Mengão e Bolsonaro terminar vice com o Palmeiras... O que não vale a pena é jogo errado na governabilidade, na qual os adversários jogam como inimigos poderosos e desleais no time do Crime Institucionalizado.

Resumindo o jogo: O Flamengo tem chance de ganhar dois campeonatos importantes... Já o time do governo ainda está longe de vencer seus inimigos reais... Bolsonaro tem de jogar muito, não subestimar adversários e, muito menos, marcar gol contra sabotando o Mourão – que joga no time do “Brasil Acima de Tudo” muito bem antes do próprio craque Jair...

Será?




Galera aposta que nem ele derrota o Flamengo...

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Jorge Fernando B Serrão

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STF ousaria anular o processo do Triplex?





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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Novembro de 2019.

Se está ruim pros grandes bancos, imagine pros pequenos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Estão prestes a iniciar suas operações no Brasil dois bancos digitais europeus, de sucesso estrondoso nos países em que já estão disponíveis.

Os mastodontes nacionais já sentiram o “golpe”. Ambos anunciaram o fechamento de centenas de agências, mas deverão fechar milhares.

Por sua vez, os pequenos bancos retrógrados estão condenados a desaparecer. Tem uma estrutura de custos elevados e não investiram à tempo na banca digital.

Pior é a mentalidade de seus donos. Imediatista e apta para “esfolar” a clientela rejeitada pelos grandes bancos e, portanto, de maior risco de crédito.

As fintechs criadas por jovens impetuosos e brilhantes têm recebido aportes milionários de investidores nacionais e estrangeiros, que sabem do espaço aberto pela atual concorrência obsoleta.

Com a queda vertiginosa dos juros, os bancos tradicionais perderão depósitos de poupança e contas-correntes para instituições mais ágeis e para cooperativas de crédito – que seguem a balada da modernização.

A estratégia dos clientes será ter contas em diversos bancos digitais diferentes para minimizar seu risco de perda em caso de quebra de uma dessas instituições não participantes do Fundo Garantidor de Crédito.

De seus “smartphones” transferirão fundos de uma instituição a outra em poucos segundos. As “corridas”, doravante, serão instantâneas.

A revolução na banca será seguida pelas operações em bolsas de valores, contratação de seguros e de locação de bens.

Bicicletas, patinetes e automóveis poderão ser alugados por hora ou minutos, tudo pelo celular. Quem for vivo, verá.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

República e o Judiciário



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Florescem 130  anos de República. Durante mais de um séculos tivemos uma luta intestina para preservação dos valores institucionais e o restauro democrático por meio da Carta Constitucional de 1988. Contudo, até hoje, o Judiciário é o poder mais hermético, sem o brilho do sol no seu interior e cuja ditadura do poder foi alvo de crítica por parte de Rui Barbosa.

A politização do judiciário é um fenômeno e a escolha dos integrantes das cortes superiores um modelo a não ser mais seguido. O Congresso na sua reviravolta busca fórmula para manter o acesso da sociedade à justiça e acabar com sua desesperança, além do descrédito generalizado. A forma de eleição dos seus representantes é um mecanismo de reflexão.

Nos Tribunais Superiores há apenas uma homologação do nome, e o exemplo parece ser seguido de perto pelos demais Tribunais do País. Assim não podem seus membros reclamar se elegem por um critério de amizade ou companheirismo.
A Pec da Bengala, com aposentadoria aos 75 anos, contribuiu e muito para deixar o judiciário menos democrático e mais sujeito às pressões
da antiga plutocracia governante. Embora preveja critérios de promoção por antiguidade e mérito, o primeiro é sempre posto e por sinal relevante mas será esse o destino do Poder Judiciário no futuro?

Amargas críticas são lançadas diariamente pela imprensa sobre ineficiência,
demora e gastos supérfluos, mas a República do Judiciário precisa ser arejada, repensada, redescoberta para um amanhã de sol e redobrada esperança. Os poderes legislativo e executivo neles impera o voto, mas os juízes não votam nos seus dirigentes, nem sequer para os membros da escola da magistratura, o que sinaliza uma idealização de pouca participação e representatividade.
O Brasil ao longo de 3 séculos foi tecendo dia a dia jornada de abertura de janelas e portas, com a revolução tecnológica esse dado é cotidiano, mas o judiciário continua sendo um ponto fora da curva e sem saída para as graves questões sociais.

Com razão Fukuayama disse que o maior problema da América Latina é a falta de independência do Judiciário. E abalado pela crise fiscal, colapsado por despesas assimétricas à arrecadação, os próximos anos serão decisivos para a continuidade dos trabalhos jurisdicionais ou seu engolimento pelos meios alternativos, pois que a inflexão não permite mais uma saída que não seja disruptiva e totalmente renovadora e revolucionária.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autores de diversos livros jurídicos.

Dois pesos e duas medidas na guerra revolucionária que se trava no Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Tasso Vasquez de Aquino

Se qualquer pessoa disser que os “SEIS DO STF” são feios, muito provavelmente será processado.   Carlos Bolsonaro, deputado, com imunidade parlamentar que lhe concede o direito de emitir livremente opinião sobre quaisquer assuntos, desde que não ofensiva à moral e aos bons costumes, referiu-se “en passant” à possibilidade de aplicação do AI-5 como forma de conter as graves ameaças de subversão da ordem que pairam sobre o País. Foi o que bastou para que o mundo viesse abaixo, sendo levantada a hipótese até mesmo de ser-lhe imposta a pena de cassação do mandato!

Enquanto isso, o “demolidor do futuro de Garanhuns’’, recém solto da cadeia por decisão da maioria do STF, em comício no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, transmitido ao vivo e em cores, com toda a publicidade, pelas emissoras de televisão e meios de comunicação outros, chamou o Ministro Moro de “canalha”, os membros do Ministério Público da Operação Lava Jato, Dallagnol à frente, de “quadrilha”, o Presidente Bolsonaro de ‘’Presidente dos Milicianos”, além de incentivar seus seguidores a “passarem ao ataque” e a “seguirem o exemplo do que hoje ocorre no Chile’’ em nossa terra! E ‘’no pasó nada”, como se diz na língua dos hermanos Castro, de Chê Guevara, de Hugo Chávez, de Nicolás  Maduro e de Evo Morales, ídolos da esquerda radical na América Latina e no Brasil, tudo sendo encarado até agora como se dentro da mais perfeita normalidade...

Os frutos plantados pelos idealizadores e condutores do processo da Constituição de 1988, predominantemente de esquerda, estão sendo colhidos nestes dias. Ao longo do período desde então, direitos tiveram primazia sobre deveres, estimularam-se as divisões na sociedade, os ódios e as lutas de classe, ganharam corpo e ampla difusão os conceitos gramscianos de quem combate o comunismo é “fascista”, quem se opõe à corrupção generalizada e pretende que os corruptos vermelhos e de todos os matizes sejam processados e presos é ‘’antidemocrático”, enquanto “democráticos e heróis da liberdade” são os que lutaram, de armas na mão, guerrilheiros e terroristas, para impor a tirania vermelha em nossa terra.

Os desafios a serem vencidos, para a implantação definitiva da Democracia e da Paz Social no Brasil, partem dos partidos e agrupamentos da esquerda radical de toda natureza, da infiltração planejada e programada de reitores, diretores, professores de orientação vermelha nas escolas de todos os níveis, e de caudatários da mesma perversa ideologia nas direções, redações, corpos de reportagem e de comentaristas dos órgãos de comunicação de massa, televisivos, radiofônicos, jornais, revistas e periódicos.

Agravando sobremaneira a situação, tem-se a postura anti Operação Lava Jato, que pela vez primeira em nossa História levou os criminosos ricos e poderosos à beira dos tribunais e à prisão, de grande parte dos membros das Duas Casas do Congresso Federal, envolvidos em investigações, inquéritos e processos, daí a aprovação a toque de caixa da Lei do Abuso de Autoridade, tendendo a absolver culpados e a punir os agentes responsáveis funcionalmente pela defesa da ética e da moralidade no âmbito de todas as operações a cargo do Estado e no seu relacionamento com empresas e outros entes do direito privado e países e organizações estrangeiras.

A recentíssima decisão da maioria de 6x5 do STF, que foi elevada à condição de impor sua vontade à Nação, contrariando o que vigia até 2009 e a própria decisão do mesmo tribunal, prolatada em 2016 e seguida em sucessivos julgamentos naquela corte desde então, no sentido de mandar soltar os presos já condenados em segunda instância, para que ficassem em liberdade até o julgamento final da quarta instância, depois de esgotados todos os recursos possíveis, apresentados por advogados muito caros, é mais um fator retardador e eventualmente prescritor da vontade da maioria expressiva da Nação, e do conceito democrático basilar de que “todos são iguais perante a Lei”.
Não há como não se ficar preocupado quanto ao futuro.

E agora? Será tudo absorvido passivamente? Tentarão os agentes do caos incendiar o País, “como ocorre no Chile”? Que rumos estão reservados ao Brasil, ao seu Povo e às suas Instituições?

AS PESSOAS PATRIOTAS E DE BEM TÊM DE SER FORTES, FIRMES, PERSEVERAR NO BOM COMBATE EM DEFESA DA PÁTRIA, COM CORAGEM, BRAVURA E DETERMINAÇÃO!

Sérgio Tasso Vasquez de Aquino é Vice-Almirante, reformado.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

STF ousaria anular o processo do Triplex?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Hoje, 13 de Novembro, é Dia Mundial da Gentileza. Só não dá para ser gentil com ministros do Supremo Tribunal Federal que ameaçam devolver os direitos políticos ao corrupto $talinácio. Até o fim do mês, a segunda turma da Corte julgará o absurdo pedido de suspeição de Sérgio Moro. Se for aceita a falsa tese da caríssima defesa do preso recém-libertado, o caso retorna à primeira instância judicial. A conseqüência será Lula Livre também da Lei da Ficha Limpa. Ele se torna “prefeitável” para 2020 ou presidenciável para 2022.

O risco de Moro se tornar “o bandido” é concreto e objetivo. Os defensores de Lula caluniam que o ex-juiz da 13ª Vara Federal condenou o “inocente” companheiro $talinácio para ter benefícios políticos. A petelândia inventou que Moro se tornou ministro da Justiça do Governo Jair Bolsonaro por causa disto. Qualquer pessoa sensata sabe que inexiste tal relação de causa e efeito. O ânus simplesmente não tem a ver com a toga porque o magistrado Moro, quando condenou Lula, a maioria esmagadora das pessoas nem poderia supor que Bolsonaro praticaria o milagre de chegar ao Palácio do Planalto.

Até agora, os ministros Edson Fachin e Carmem Lúcia rejeitaram a manobra canalha contra o Sérgio Moro. No entanto, já se sabe nos bastidores do supremo que os ministros Gilmar Mendes (inimigo público declarado da Lava Jato) e Ricardo Lewandowski tendem a votar pela suspeição de Moro e a favor da anulação da condenação do $talinácio no caso do Triplex do Guarujá. Existe o risco concreto de um voto de Minerva às avessas do decano do STF. Celso de Mello também pode votar contra Moro. O eventual placar de 3 a 2 tende a incendiar o País...

A suspeição de Moro, se for ratificada pela segunda turma do STF, será uma das maiores aberrações jurídicas da História desse País do rigor seletivo, da impunidade e da injustiça. A condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro imposta por Moro foi confirmada, ratificada e corroborada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e pelo o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dentro do ordenamento jurídico brasileiro, o STF não é uma “quarta instância”. Portanto, a eventual punição contra Moro, beneficiando $talinácio, seria ilegal, ilegítima e, acima de tudo, inconstitucional.

A defesa de Celso de Mello no recente julgamento da prisão só após todo o "trânsito em julgado" deixa no ar o risco de uma derrota de Moro e uma vitória de $talinácio. Disse o decano: “A resposta do poder público ao fenômeno criminoso - resposta essa que não pode manifestar-se de modo cego e instintivo - há de ser uma reação pautada por regras que viabilizem a instauração, perante juízes isentos, imparciais e independentes, de um processo que neutralize as paixões exacerbadas das multidões, em ordem a que prevaleça, no âmbito de qualquer persecução penal movida pelo Estado, aquela velha (e clássica) definição aristotélica de que o Direito há de ser compreendido em sua dimensão racional, da razão desprovida de paixão".

O problema é que, depois da derrubada do cumprimento da pena de prisão após decisão por órgão judicial colegiado, tudo pode acontecer no STF. Por 6 a 5, a Corte Suprema reviu o entendimento que previa a execução antecipada de pena. $talinácio e muitos companheiros de corrupção na Lava Jato foram os notáveis beneficiados pela decisão que irritou a maioria esmagadora da opinião pública brasileira. Na prática, o sexteto fantástico de anti-heróis do STF obrou nas três instâncias do Judiciário brasileiro.

A pergunta que não quer calar será respondida brevemente: a segunda turma do STF ousaria anular o processo do Triplex e, mais uma vez, beneficiar o corrupto $talinácio? Judicialmente, isto não deveria ser possível. Politicamente, isto não é recomendável. Socialmente, isto é condenável. Os “deuses” podem muito, porém não podem tudo. Uma temerária desmoralização suprema de Sérgio Moro (considerado “um herói nacional” e o sujeito com mais chances populares de ser candidato a Presidente da República em 2022) pode ser o gatilho para deflagrar uma grande revolta nacional nunca antes vista na História deste País.

A derrota na libertação de bandidos e corruptos e uma arriscada anulação do processo do Triplex, devolvendo os plenos direitos políticos ao $talinácio, já são aberrações suficientes para justificar que é imprescindível não só uma mudança na escalação do STF, como também é fundamental rever que a escolha dos supremos magistrados seja feita pelo eventual ocupante do Palácio do Planalto.

Aliás, isso é até secundário. A Constituição de 1988 é que precisa ser trocada por uma Nova Constituição enxuta, regulamentada, e que não necessite de tanta “intervenção” interpretativa por “deuses” da Corte suprema – que deveriam se ater a questões constitucionais, e não a cuidar de todo e qualquer assunto “judicializável”, como acontece atualmente.

Seria bom que os “deuses” constatassem que o tempo de Lula passou. Ele, seu partido e seus comparsas quase quebraram o Brasil, com  uma gestão incompetente e corrupta. $talinácio é um morto-vivo. Ministros do STF não têm legitimidade política para decretarem o renascimento de um “zumbi” que se tornou sinônimo de corrupção.

Transformar Moro em “bandido”, transformando Lula em “inocente”, seria a decisão mais idiota, temerária e injusta que qualquer um possa cometer. A sociedade brasileira vai reagir, e a reação tende a ser violenta. Lula não vale nada, muito menos um fechamento de regime. A cúpula militar acredita nisto. Se os “deuses” e os demônios idiotas não pensam o mesmo, é com eles mesmos, Roberto Carlos e as baleias azuis...

Gentileza gera gentileza... Canalhice pode gerar porrada, muita porrada... A vida é cruel... Julgou errado, a tendência é o caos... Lula não vale uma convulsão social, e, muito menos, uma “ditadura” – por melhor que ela pareça, ilusoriamente...

Leia o artigo de Fábio Chazyn: Império da Indignação – Versão Macabra


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Novembro de 2019.

CATACALÃO



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Por ter estudado Latim por oito anos, tenho facilidade para entender as línguas derivadas.

Para mim, a mais difícil é o romeno.

Logo em seguida está o catalão.

Com a degradação da língua portuguesa pela geração “nem, nem” (nem estuda, nem trabalha) palavras chulas foram introduzidas na fala coloquial.

Surge, assim, o catacalão.

É uma realidade. Devemos, portanto, tirar proveito desse fenômeno da cultura gramcista.

Um dos melhores trocadilhos dos últimos tempos tem sido usado para mimosear um senador, quadrúpede e sem educação: Hum certo bosta !

Se o recém liberto for esperto, muda-se para Portugal (refúgio de todos os monoglotas).

Se a idade avançada tornar necessária uma injeção nos glúteos, nosso anti-herói espantar-se-á com a indicação médica de tomar uma pica no rabo.

Encontrará em restaurantes a sopa de grelos (não sei se os há, duros).

Se decidir morar em Lisboa, será alfacinha. Se no Porto, tripeiro.

Para fingir-se crente enganando toda a gente, rezará pra Santa Eufémia ou pra Santa Engrácia. Ou ainda, pra São Fudêncio.

O cara é mixo. Bastar-lhe-á uma lata de lixo.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.