segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A luta pelo Projeto Estratégico de Nação



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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O Estado-Ladrão brasileiro precisa ser destruído por uma nova Constituição enxuta, com regras claras que demandem quase nenhuma interpretação judiciária e que garanta três pontos fundamentais:
1) Segurança do Direito (Democracia);
2) Transparência Total do setor público;
3) Fiscalização direta pelo cidadão-eleitor-contribuinte.
Assim, os brasileiros terão legalidade, legitimidade e liberdade para viver e evoluir.

A pergunta que não quer calar é: Por que não conseguimos a adesão da maioria dos brasileiros para a promoção de um debate sério e focado na elaboração de um Projeto Estratégico de Nação que rompa com o Capimunismo Rentista para evoluir até um Capitalismo Democrático?

Vale insistir: A luta dos brasileiros conscientes tem de ser pela discussão e elaboração do inédito Projeto Estratégico de Nação. Não dá para pensar sequer em uma “Nova Constituição” sem antes definirmos qual Brasil queremos, qual Brasil é necessário, e qual Brasil temos condições reais e objetivas de mudar e realizar.

Perde-se mais tempo e energia com embates radicais, ideológicos, em vez de centrar atenção na elaboração de propostas de soluções para melhorar e mudar o Brasil. O grande pecado do Presidente Jair Bolsonaro é desperdiçar a oportunidade de liderar, de maneira mais intensa, o processo de reformas e mudanças. Bolsonaro bobeia ao mais criticar que propor, causando seu próprio desgaste em polêmicas inúteis. O pior é que o Presidente e alguns colaboradores próximos acham que estão “certos” nesta tática do “confronto permanente”.

Uma pergunta angustiante é: Por que os militares não estão assumindo um protagonismo na discussão do Projeto Estratégico de Nação? Enquanto foi comandante do Exército, o General Eduardo Villas-Bôas muitas vezes insistiu neste caminho óbvio ululante. Por que oficiais preparados, como ele, parecem tímidos em defender, dentro e fora dos quartéis, esta urgência estratégica. Por que tamanha acomodação?

Enquanto se peca pela falta de debate propositivo, dando mais importância à guerra ideológica permanente, o regime do Crime Institucionalizado segue rindo da nossa cara, se reinventando para dar os próximos botes. O Presidente Bolsonaro terá a complicada missão de comprovar, com atitudes e não só com palavras, que está comprometido com o combate à corrupção, apesar das evidências do pacto que ele firmou com Davi Alcolumbre, José Dias Toffoli e Rodrigo Maia.

Bolsonaro estará na berlinda, enquanto a economia não melhorar de verdade, não só com geração de empregos que nossa mão-de-obra mal preparada não consegue encarar, mas com a realização efetiva dos bilionários investimentos prometidos. O povo é pragmático: exige resultado imediato e objetivo. Um Presidente é bem avaliado em função disto. Não adiante reclamar das pesquisas – quase sempre levianas. Como o governo tem muito a entregar, a avaliação tende a “regular”, e não “bom ou ótima”.

Resumindo: Até apresentar resultados muito efetivos e expressivos, Bolsonaro vai apanhar muito da mídia extrema e da oposição irresponsável que levou o Brasil a bancarrota nas últimas décadas. Discurso conservador é importante, mas não enche barriga, não gera emprego nem garante desenvolvimento. Bolsonaro tem de entregar o que prometeu: mudanças efetivas, perceptíveis, na linha do “mais Brasil, menos Brasília”.

Até agora, o poder de Brasília tem falado mais alto que o interesse brasileiro. Bolsonaro não pode demorar muito para reverter tal expectativa. Do contrário, tende a pagar um preço inesperado, passando de “Mito” a “Medíocre”. É quase inevitável isto acontecer com quem governa com uma base política instável, inconfiável e sujeita às volúpias das negociações clientelistas.

Previsão: as caneladas no rosto devem doer bastante... Por isso, Bolsonaro deve mudar de postura e investir na luta pela elaboração do Projeto Estratégico de Nação. Se demorar ou não cumprir tal missão, falhará no seu papel de Governo de Transição.







Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Setembro de 2019.

Simples



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Doravante só cuidarei de coisas simples! Nada de Cão plicado.

No Brasil temos uma situação crisoelefantina e uma crise elefantina.

Enclausurado em sua torre de marfim o ministro de Economia, coberto de ouro, não se abala vendo nosso fim.

PQP, depois não digam que o perigo ninguém viu.

Nosso querido Mito não sabe decidir? Hesita entre a faca e o faquir?

Por que não convoca a Intervenção Constitucional prevista no art. 142 da Carta Magna ?

Por causa do pacto com os porqueiras ? E nós pagando o pato infernal do “Fundão” eleitoral ?

Bravatinhas no varejo não lha causam pejo?

Nós, brasileiros de bem, rezamos todas as noites por sua saúde e iluminação.

Sabemos que Vossa Excelência é um homem de coragem.

Dê um salto para o grandioso futuro do Brasil!

O discurso na Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas será um marco histórico.

Diga com toda franqueza que o nosso país sempre acolheu de braços abertos aos que para cá vieram com suas famílias para trabalhar na construção desta sociedade sem ódios, sem preconceitos e na paz.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

domingo, 22 de setembro de 2019

Os golpes são permanentes



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Não tenha dúvida: o regime do Crime Institucionalizado prepara um golpe contra o governo de Jair Bolsonaro. Se não conseguir cooptá-lo ou neutralizá-lo, vão tirá-lo do poder. Fernando Collor de Mello e Ciro Gomes já advertiram (ou jogaram a praga de) que Bolsonaro não termina seu mandato... Se a aposta e maldição darão certo, quem dirá é o tempo (famoso senhor da razão)

O Mecanismo do crime se reinventa velozmente. Vide o desgaste sofrido pela Lava Jato. A Força Tarefa não para de tomar pancada das megabancas de advocacia e da cúpula do Judiciário – especialmente do supremo magistrado Gilmar Mendes. Além disso, a Lava expõe pelo menos duas falhas que incomodam. Primeiro, muitos condenados estão “presos” (entre aspas mesmo) em casa – o que torna a vida de corruptos melhor que a minha e a da maioria dos brasileiros. Segundo, o megacrimes societários e financeiros ainda não foram devidamente punidos.

O regime cleptocrático fará de tudo para sabotar o trabalho de quem deseja combater o sistema de corrupção. Já ocorre uma guerra praticamente assimétrica: grampos telefônicos, invasão de computadores e smartphones, monitoramento do conteúdo de conversas e trocas de arquivos, vigilância sobre hábitos (ou vícios) sociais e jogadas de espionagem com levantamentos sobre a vida do alvo, seus familiares, amigos e parceiros de negócio. A bandidagem não brinca. Joga muito sujo.

Por isso, é fundamental que cada um acompanhe, atentamente, como funciona o esquema de golpes permanentes no Brasil. Bolsonaro e membros de seu governo que se cuidem... O bicho vai pegar... A guerra de todos contra todos ficará bem mais tensa e covarde do que já está...   

Releia o artigo: Prepare-se para o inimaginável


Mocinho é Mocinho...


Inteligência Artificial Coletiva: Tirar a ficção científica do mundo dos sonhos e colocá-la a serviço da organização política do cidadão brasileiro. Assista a entrevista do cientista político e empresário vanguardista Fábio Chazyn ao programa Direito e Justiça em Foco de domingo, 22/9, às 22hs na Rede Gospel. "Mocinho é Mocinho. Bandido é Bandido"









Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Setembro de 2019.

Fadiga de Material



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A paciência é composta , entre outros, pelos seguintes materiais: gênio, temperamento, educação, fleugma, cultura, senso de humor, autocrítica e respeito.

Nos últimos trinta e cinco anos, tenho perdido, em maior ou menor grau, cada um desses atributos.

Como na peça teatral de Ionesco (“O Rinoceronte”) de início temia me embrutecer, mas agora me esforço para retornar a Idade das Cavernas.

Tenho (e tive) a ventura de conhecer pessoas brilhantes. Algumas já partiram, para minha grande tristeza.

Os antigos diziam que comprar um jornal era gastar trezentos réis com sua dose diária de veneno.

Hoje em dia a aporrinhação vem de forma mais sutil. Whatsapp, Twiter, YouTube, Facebook, etc.

Tenho um amigo absolutamente urbanita. O lugar mais “selvagem” em que já tinha estado foi no golf club.

Um belo dia, premido pela circunstâncias de grande amizade pelos pais de ambos os noivos, compareceu ao casamento realizado numa magnífica fazenda situada a não mais de duzentos quilômetros da capital. Após algumas horas de exposição ao ar puro e ao silêncio, ligou o motor do carro para sentir o cheiro do escapamento.

Assim estamos nós. Incapazes de nos afastar de nossos smartphones, contemplamos nossos interlocutores com um olho e um ouvido, se tanto.

Perguntado “em que pensas cardeal?”. Respondeu: “em como é diferente o amor em Portugal !”.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A Histeria Ambiental da esquerda mundial



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Durante milhares de anos, deuses, homens e semideuses provocaram terremotos, dilúvios, pestes e incêndios. Sacrificaram e protegeram animais, queimaram florestas...desviaram rios, explodiram montanhas e repartiram o mar...Eles derrubaram árvores, caçaram, mataram e perseguiram todos os tipos de bichos e plantas...e a Terra continua existindo…

Argumentam alguns, de forma inocente, que isso aconteceu numa época em que os recursos técnicos à disposição da raça humana (ou dos "deuses", dizem ironicamente) não eram eficazes para colocar a Terra sob um risco suficientemente grande para acabar com o próprio homem...

Na opinião daqueles que colocam ESTE argumento, é a tecnologia, a ambição, são os bancos, as empresas e o capitalismo que fazem a diferença do que aconteceu no passado e o que acontece agora – não é verdade por vários motivos. Um deles é de que dinheiro, empresas e bancos JAMAIS foram inimigos dos comunistas, mas não é esse o ponto principal. 

O ponto principal - e é aí que mora o perigo – está na mudança da visão do próprio mundo, não nos recursos que podem ser usados para destruí-lo. 

O ser humano não acredita mais em coisa alguma – nem em deuses, nem semideuses...nem em si mesmo. Ele prefere criar cachorros do que ter filhos, não enxerga mais diferença (nem permite que alguém mencione a diferença) entre uma mulher de verdade e um travesti, não se importa de que mudem o sexo das crianças nem que se ensine a elas que não devem amar seus pais, sua Pátria e o Deus dos seus antepassados…

Todo mundo acha natural que as crianças segurem cartazes dizendo que “é melhor queimar fascistas do que queimar florestas” - sem qualquer problema de consciência com a relação à diferença entre seres humanos e plantas!

Acreditar fanaticamente que as florestas e os animais devem ser protegidos, que os imigrantes tem o direito de entrar em qualquer país e que gênero é uma construção social são causas apresentadas ao mundo como “não sendo NEM de Esquerda NEM de Direita, mas de todo Planeta”, como se alguma vez na História da Humanidade a direita tivesse lutado por uma “causa que fosse de todo planeta”, como se isso não fosse uma coisa criada para uso exclusivo da própria esquerda...para que o Mundo não acredite mais em deuses, em semideuses e nem nos próprios homens que eu citei no primeiro parágrafo, afim de que a consciência de cada indivíduo na Terra - e suas maiores preocupações -sejam todas uma só e para que Humanidade, finalmente, se submeta a um Governo Mundial. 

Só existe uma guerra verdadeira – a guerra pela cultura. Olavo de Carvalho, quando ainda era filósofo e amava a verdade, dedicou sua vida a provar isso ao Brasil e não conseguiu.

Talvez se justifique aí a sua opção por abandonar a filosofia e por transformar Bolsonaro no seu próprio guru sem escrever NADA sobre aquilo que a esquerda mundial fez ontem. O guru de Olavo vai estar na ONU este final de semana: Olavo acha melhor não provocar a Esquerda. 

Uma civilização que não registra mais seus filhos como menino ou menina não tem o direito de lutar por meio ambiente algum. Ela está condenada a desaparecer ou ser dominada pelo Islam como queriam René Guénon e Frithojf Schuon, e como o próprio Olavo de Carvalho avisou que eles quiseram fazer.
O islamismo não defende gays, não admite mudança de sexo das crianças, não protege animais, nem mulheres, nem negros, travestis, lésbicas ou imigrantes…O Islamismo não protege floresta nenhuma nem NADA a não ser a si mesmo e aqueles que acreditam nele.

Milton Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.

Amazônia, Clima, Nível dos Mares



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Félix Maier

Pelo visto, os árabes do Golfo Pérsico não temem o aumento do nível dos oceanos devido à mudança climática. Constroem prédios cada vez mais altos, ao nível do mar.

Por que será? 

Ignorância e falta de informação é que não deve ser.

Eu gostaria de ouvir os engenheiros e empresários de Dubai explicando isso numa Cúpula sobre o Clima, se eles não estão com medo do degelo das calotas polares e da Groenlândia (outrora Green Land), que inundariam todas as cidades costeiras do mundo, como NY, Rio e - obviamente - Dubai.

Um cubo de gelo jogado numa piscina transbordaria uma piscina? Pois parece ser isso que tentam nos provar.

Há muitas coisas com que possamos nos preocupar com respeito ao clima terrestre, evitando desertificação de áreas extensas, emissão de poluentes na atmosfera, poluição dos oceanos (nossa principal fonte de oxigênio), embora muitas das manifestações da natureza não sejam controláveis pelo ser humano, como terremotos e furacões.

Muito do que se noticia sobre mudança climática me parece ser puro embuste. Principalmente se for para atacar o agronegócio brasileiro - um sucesso mundial absoluto - e, especialmente, o presidente Bolsonaro, "queimado" pelo presidente francês Emmanuel Macron, que leva a tiracolo o cacique para gringo ver, Raoni, em criminosa campanha mundial contra os interesses e a soberania do Brasil no caso da Amazônia.

E vem aí o Sínodo sobre a Amazônia, no Vaticano, em outubro, para jogar mais um pouco de gasolina nas queimadas que estão sendo apagadas por militares, bombeiros e as primeiras chuvas da primavera.

O interessante é que existem cerca de 15.000 ONGs operando na Amazônia. Se cada ONG tiver em média 10 componentes, seriam 150.000 baldes de água para apagar as queimadas. Alguém viu um ongueiro, um único ongueiro com balde na mão? 

É mais fácil achar um ongueiro com tocha na mão, em vez de balde d'água, já que Bolsonaro fechou a torneira de recursos monetários para muita ONG fajuta. 

O Outubro Vermelho do Vaticano promete!

Félix Maier foi Capitão do EB.

Mote: Comparado aos bandidos de hoje em dia, Lampião foi honesto até demais


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Diomedes Mariano

Virgulino Ferreira Lampião,
Foi bandido, agressivo e justiceiro,
Sem matar as pessoas por dinheiro,
Espalhou o terror pelo sertão,
Só que nunca envolveu-se em Mensalão,
Nunca quis saquear a Petrobrás,
Estas malas de couro com reais,
Hoje é fácil se ver, antes não via,
Comparado aos bandidos de hoje em dia,
Lampião foi honesto até demais.

Diomedes Mariano é Poeta.

sábado, 21 de setembro de 2019

Prepare-se para o inimaginável



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Previsão estratégica para daqui a pouco? Melhor apostar na ocorrência do inimaginável. Tempos atrás, a eleição de Jair Bolsonaro para Presidente fazia parte do imprevisível e do improvável. O realismo fantástico produziu o que parecia impossível. Agora, gostando ou detestando, é preciso aprender a conviver com um Presidente diferente, fora dos paradigmas normais, em seus acertos e erros, em suas virtudes e pecados, em suas qualidades e defeitos.

A realidade em transformação rápida produzirá surpresas para quem não é cego, porém prefere não enxergar a verdade objetiva, provável ou previsível. A baixa de juros básicos da economia, uma tendência mundial na qual o Brasil embarca tardiamente, provocará uma mudança radical na postura das empresas, financeiras ou não. Elas terão de investir, de verdade, na qualidade de sua atividade-fim. Parecem com os dias contados os lucros de tesouraria, com receitas financeiras turbinadas pelo rentismo sem trabalho. Os ineficientes irão para o saco ou serão engolidos por concorrentes (principalmente de fora do País).

Ainda persiste a dúvida se Bolsonaro conseguirá cumprir a promessa de privatizar sem cometer “privataria” ou “privadaria” (no sentido escatológico). Mas a abertura da economia brasileira é um processo inevitável e irreversível, mesmo que demore mais tempo que o ideal e o desejável. O Brasil tem de se transformar em um País Capitalista Democrático. Uma grande leva de empreendedores, muitos ainda operando na transição da informalidade para uma mínima organização empresarial, já agem como ousados capitalistas.

Infelizmente, o Crime Institucionalizado se reinventa rapidamente para manter o regime Capimunista Rentista, que privilegia os barões cafetões do setor público e os corruptos “estadodependentes”. Felizmente, a maioria que estuda, trabalha e produz já consegue identificar seus inimigos reais, e investem, do jeito que podem, na mobilização para condenar e combater a bandidagem organizada, do jeito que for possível.

O Estado-Ladrão precisa ser destruído por uma nova Constituição enxuta, com regras claras que demandem quase nenhuma interpretação judiciária e que garanta três pontos fundamentais: 1) Segurança do Direito (Democracia); 2) Transparência Total do setor público; 3) Fiscalização direta pelo cidadão-eleitor-contribuinte. Assim, os brasileiros terão legalidade, legitimidade e liberdade para viver e evoluir.

O Estado-Ladrão ainda abusa do poder e investe no autoritarismo para garantir a roubalheira. No entanto, a reação é crescente. A revolução brasileira está em andamento. As pré-condições históricas e culturais para a mudança estrutural começam a amadurecer com os mínimos debates e muitas provocações em favor das reformas estruturantes. O processo é irreversível e inevitável. Indo bem ou mal, Bolsonaro promove a transição. O atraso e o avanço estão saindo na porrada, na guerra de todos contra todos os poderes.

Por isso, cada um deve fazer sua parte, preparando-se para assistir a coisas inimagináveis. Quem não se adaptar às mudanças tende a se ferrar. A nova realidade exige muito estudo, trabalho e postura estratégica. Foco total nas soluções – e não na amargura com problemas deprimentes. Previamente, já se sabe que o jogo é bruto. Só que valerá a pena de ser jogado. O potencial do Brasil precisa ser efetivamente realizado.

Faxineiros, uni-vos! Lixarada, tremei... O Brasil dos juros mais baixos vai surpreender muita gente, positiva ou negativamente...

Mocinho é Mocinho...


Inteligência Artificial Coletiva: Tirar a ficção científica do mundo dos sonhos e colocá-la a serviço da organização política do cidadão brasileiro. Assista a entrevista do cientista político e empresário vanguardista Fábio Chazyn ao programa Direito e Justiça em Foco de domingo, 22/9, às 22hs na Rede Gospel. "Mocinho é Mocinho. Bandido é Bandido"...




Releia o artigo: Impressões sobre a realidade bolsonariana




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Setembro de 2019.

Pausa para Medita Cão



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Queridos leitores (mais que amáveis!), perdi o meu latim.

Recebi diversas e simpáticas mensagens pelo artigo de ontem (Pela Tampa):
“Caro Manti, também estou aqui em Tampa (Flórida), adoraria encontrá-lo para que você desse sua opinião sobre um deshumidificador de focinho de cachorro que acabei de comprar...”

“Carlos Maurício, presenciei uma cena horrível hoje de manhã ! Saía do meu elegante clube, quando vi que a garrafa de água mineral tinha perdido a tampa. O banco de trás ficou todo molhado...”

“C. Maurício, não entendo por que você anda tão revoltado com o ídolo das periguedes! Eu sempre tive preocupação social. Aliás, tenho até uma amiga que conhece um pobre ...”

“Distinto cavalheiro Mantiqueira, peço vênia para lembrá-lo de que suas invectivas contra a fina flor da sinecura nacional, deixam nossas forças alarmadas diante de tanto derrotismo. Melhor seria se tomasse o caminho dos encômios laudatórios as suas excrescências (digo, excelências!) que se fatigam quase quarenta e cinco minutos por semana para assinar peças elaboradas por sua plêiade de assessores. O senhor deve conhecer o ditado latino:”summum jus summa injuria”. Outro dia, parado diante de um semáforo, um dos semi-deuses foi abordado por um transeunte, que do meio da rua lhe gritou: [ Há três dias que não como !]
A resposta foi pronta e douta: [Pois insista; regime é assim mesmo. Depois a fome volta!]

Se os que podem decidir insistem não sair de sua zona de Cãoforto, o que será de nós, pobres Cãotribuintes?

De minha parte, calo, por faltar-me engenho e arte.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Os marginais da política saíram da toca com a declaração de Carlos Bolsonaro



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Quem imaginava até agora que os políticos que não valiam nada eram da esquerda, centro, ou direita, dos partidos  “a”,”b”,ou “c”,  se enganou redondamente.

Todas essas correntes “ideológicas” e “partidárias”, sem exceção, tiveram representantes para censurar severamente a fala  do vereador carioca Carlos Bolsonaro, no sentido de que “por vias democráticas, a transformação que o Brasil quer não acontecerá com a velocidade que almejamos”.

Apesar da polêmica surgida com essa declaração do vereador, o seu grande mérito esteve em conseguir expulsar dos seus esconderijos o que existe de pior na política brasileira, espalhados por todos os partidos ou linhas ideológicas.

Acusaram o declarante de tudo,  inclusive de  ser contrário à democracia, e favorável à ditadura, sem qualquer fundamento.

Mais parece de Carlos Bolsonaro conseguiu fazer uma síntese e atingir de um só golpe todos os que se “escondiam” e sentiam lá nas profundezas  das suas consciências serem eles os próprios impostores responsáveis pela democracia  degenerada em prática no pais.

É evidente que todos os que estavam com a consciência limpa e não se sentiam   responsáveis pela democracia corrompida que efetivamente “dá as cartas” na política brasileira, não protestaram, como nem poderiam, porque não se sentiam culpados pelos descaminhos que ela tomou.

Mas ao contrário do que muitos estão dando a entender, apesar da denúncia “genérica” que fez, Carlos não chegou a tirar o seu  próprio “corpo fora” ,ou seja, de eventualmente ser um dos “atores” responsáveis pela democracia malformada a que ele se referiu.

Carlos acertou em cheio. Nem importa se ele se sentiu incluído, ou não, na sua denúncia. Conseguiu fazer a melhor e mais contundente denúncia política do “século”. Só errou no seu exagerado otimismo de que  no Brasil a democracia verdadeira “um dia” acabaria chegando, apesar de demorar muito,  se as mesmas práticas atuais que a movem continuarem.

Nesse aspecto ouso divergir de Sua Excelência. Nesse ritmo, o Brasil não vai só demorar para atingir a democracia de verdade: a democracia jamais chegará.                                                                                                                               
E não se deve confundir censura à democracia - que sem dúvida ainda é o melhor modelo político - com censura à  democracia  degenerada ,deturpada, isto é, com a OCLOCRACIA, que é efetivamente o que se pratica no Brasil, e ao que Carlos Bolsonaro certamente teria se referido, e que beneficia exclusivamente a pior escória da sociedade , atraída a fazer política, sustentada por um povo politicamente deficiente e sem o perfil compatível  às mais sadias práticas democráticas.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Lobby e Democracia Participativa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

Há tempos tramita pelo Congresso projeto para regulamentar o lobby. A última iniciativa é da lavra do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), prevendo a atuação de lobistas perante órgãos e entidades federais, mediante cadastramento. 
Afinal, que argumentos sustentam a necessidade de regulamentar o lobby? De pronto, a observação: se houvesse transparência sobre o sistema de pressão que existe nos espaços da administração pública por parte de grupos interessados em aprovar normas que os beneficiam, teríamos fenomenal queda nos índices de corrupção.
O lobby faz parte de um processo de ajuste da articulação da sociedade organizada junto à esfera político-institucional, significando a tentativa de expandir os canais da democracia participativa.
A afirmação é passí­vel de uma saraivada de críticas, pois essa atividade carrega conotação negativa no ambiente político, sendo associado à corrupção, tráfico de influência, manipulação das estruturas, apro­priação de fatias do Estado por forças que usam as armas do patri­monialismo.
Pincemos a lição de Bobbio: a democracia é o governo do poder público em público, sinalizando, assim, a ideia de “manifestação, evidência, visibilidade”, em contra­posição à coisa “confinada, escondida, secreta”. Arremate do filósofo: “Onde existe o poder secreto há, também, um antipoder igualmente secreto ou sob a forma de complôs, tramoias.”
A intermediação de interesses privados junto à esfera pública é coisa antiga. Faz-se presente nos ciclos históricos, entrando até nos primeiros di­cionários da política. Rousseau, no Contrato Social, perorava sobre a oportunidade de cada cidadão participar nos rumos políticos, ga­rantindo haver “inter-relação contínua” do “trabalho das instituições” com as “qualidades psicológicas dos indivíduos que interagem em seu interior”. Ora, esse é o fundamento da democracia participativa, pela qual os cidadãos e suas representações devem ser livres de coerção para influir de maneira autônoma no processo decisório.
O lobby bebe nessa fonte. O ideário começou a ser conspurcado à som­bra do poder invisível nas entranhas do Estado, pela conflu­ência de interesses espúrios e alianças táticas entre máfias, grupinhos e castas que se alimentam da corrupção. Desse modo, o Estado moral soçobra diante do império imoral.
O rompimento dos diques éticos se acentuou nas últimas décadas, por conta da despolitização e desintegração das fronteiras ideológicas, inaugurando o tempo de administração das coisas em substituição ao governo dos homens.
A densidade ideológica da com­petição política tornou-se menos forte e o cerco utilitarista em torno do Estado se expandiu, sob um novo triângulo do poder: os partidos (menos contrastados sob o prisma doutrinário), a burocracia admi­nistrativa e os círculos de negócios privados.
Desvirtuan­do-se do ideário original, os lobbies tornaram-se extensões de interesses escusos, fontes de escândalos. Ao lado desses desvios, observa-se saudável movimentação da sociedade organizada, graças à CF/1988, que incentivou a formação de entidades e movimentos. O arrefecimento dos partidos políticos tem induzido milhares de cidadãos a procurar refúgio em núcleos que as­sumem compromissos com suas expectativas.
Neste ponto, houve o encontro de águas limpas com torrentes sujas. O joio misturou-se de tal forma com o trigo. Di­ferentes tipos de interesse se confundem e conflitam no epicentro das pressões e contrapressões, onde se abrigam as cúpulas do Con­gresso Nacional, o Palácio do Planalto, os Ministérios, as autarquias e as sedes das Cortes do Judiciário. Nessa malha imbricada, grupos protecionistas, de índole corporativa, reivindicam a salvaguarda de situações e direitos adquiridos, enquanto setores antagônicos tentam transferir uns aos outros ônus e encargos. O jogo é de soma zero.
Os lobbies contam com ajuda de grupos incrustados na administração. Poderosos grupo atuam às margens do Estado.
Quando se divisa a proposta de legalizar o lobby, nos moldes pra­ticados nos Estados Unidos, a abordagem que emerge é a da trans­parência. Os lobistas terão nome, endereço e farão uma articulação aberta, escancarando modos de atuação, identificando cole­tividades representadas e natureza de seus interesses. 
O mar­co regulatório diminuirá a taxa de corrupção, ao desvendar o que está por trás das máscaras. A publicidade das ações propiciará distinguir o justo do injusto, o lícito do ilícito, o correto do incorreto, o oportuno do inoportuno, gato de lebre.
A democracia estará mais próxima do seu real significado: o regi­me do poder visível.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato