terça-feira, 30 de abril de 2019

Juros que não são brincadeira



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Rentistas tiveram faniquitos ontem de manhã porque o Presidente Jair Bolsonaro brincou que o Banco do Brasil deveria reduzir os juros para agropecuaristas. Mercado nervosinho, houve variação abrupta na cotação das ações da instituição. O Presidente do BB, Rubens Novaes, foi obrigado a negar qualquer interferência na gestão do banco “estatal” de economia mista, traduzindo a “piada” bolsonariana: “A imprensa está perdendo o senso de humor. Revejam o tom da fala do presidente Bolsonaro”.

A extrema mídia brasileira não tem senso de humor. No entanto, ninguém em sã consciência – exceto os rentistas e especuladores – conseguem ter algum sentimento humorístico diante dos juros praticados por nosso cartel de bancos – incluindo aqueles que têm a União Federal como acionista majoritário. Os juros acima de patamares do mundo civilizado são uma imposição do “mercado” que lucra alto com a rolagem da impagável dívida interna. O sistema estatal desperdiça e a sociedade paga a conta. É pra rir? Clarpo que não! É pra chorar – se você não for banqueiro ou “investidor”.

Baseado em uma “estadodependência” corrupta, o Capimunismo Rentista Tupiniquim é muito escroto. Tanto que muitas das grandes empresas, que tiram onda de “brilhantes”, conseguem sobreviver e até lucrar, em meio a uma crise econômica brutal, graças aos chamados “lucros de tesouraria”, com aplicações no mercado financeiro, e não em função do excelente desempenho de gestão e foco em sua atividade-fim. É por isso que aqueles que enchem a burra de dinheiro especulando não têm a menor preocupação com as dezenas de milhões de desempregados.

O Brasil tem juros que não são brincadeira. Mas a maioria poderosa prefere brincar. Assim caminha Bruzundanga – nação que especula até com o preço do torresmo com cachaça...

Alguém ficou surpreso com o Presidente Bolsonaro ter desautorizado seu Secretário da Receita Federal, depois que Marcos Cintra voltou a falar do sonhado imposto quase único, com ameaça de cobrar impostos das igrejas e afins? Os religiosos gritaram, Bolsonaro fez média...

Enquanto se reza para os juros e os impostos baixarem (ou não criarem novos), aproveitemos o dia derradeiro para o acerto de contas com o voraz Leão da Receita Federal. Tudo normal... Estado-Ladrão também é leonino e leviano...

O Brasil é brinquedo, não... Ou é? Baixa juro e baixa imposto, Bolsonaro! Não demora...

Entrevista sem brincadeira




Bandejão do Planalto


Novo estilo de almoço na Palácio do Governo Federal. Comida boa é feita por taifeiros militares, a custo mais baixo. Presidente almoça com os servidores, sem privilégios. Para quem tem fome de leão, uma boa pedida.





 © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Abril de 2019.

Dedo na Ferida



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Certa vez um sábio me disse: “O Brasil é o país em que uns fingem que mandam e outros fingem que obedecem”.

Se o nosso querido Mito cair na conversinha mole do cão egresso, aí então não haverá mais salvaCão.

A pantomima montada pelos vagabundos, em que apareceram “índios” com barba e “índia” linda de rosto, trajando um vestido chique e com um celular na mão, para mim foi a gota d'água.

Enquanto não for acionado o cassetete democrático, a desfaçatez dos boicotadores crescerá dia a dia. Bloquear rodovia e tentar cobrar pedágio é ilegal.

Onde estão os agentes da Lei e da Ordem?

Amedrontadinhos e encurralados pelo politicamente correto?

Com medinho de serem rotulados pela mídia prostituta (nacional e estrangeira) de truculentos?

Se for afirmativa a resposta a qualquer uma dessas perguntas, então, nós brasileiros estamos tofolididos.

A Roma em que Incitatus tinha a dignidade senatorial nada nos ensinou ?

A facada que Julio Cesar tomou foi igual a que feriu o Mito.

Como protegido por Deus, ele nada mais deve temer. Nem bruxas, nem vampiros, nem diabos-da -Tasmânia.

Talvez esteja atônito com as atitudes dos filhos, enfeitiçados por um guru debochado e sem educação.

Saiba senhor Presidente, que mais dia menos dia, o senhor será “obrigado” a invocar o art. 142 da Constituição Federal.

O senhor, por ter cursado a Academia Militar das Agulhas Negras, deve saber que uma praça sitiada, cada dia se enfraquece e o sitiante se fortalece.

Passe para História como o melhor Presidente que este país já teve e não como um bundão a mais.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A Síndrome do Touro



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

A constatação se escancara a todo o momento: o Brasil padece da síndrome do touro. Em vez de pensar com a cabeça e arremeter com o coração, faz exatamente o contrário. Querem ver? O presidente Bolsonaro ouve os impropérios contra militares em mais um vídeo de Olavo de Carvalho, insere-o em sua rede social, retira-o depois de 20 horas de exposição. Solta uma nota repudiando o libelo acusatório, mas exaltando a figura do guru dos Bolsonaros. O filho Carlos, pondo mais pólvora na fogueira, acaba compartilhando o vídeo com seus seguidores. Síndrome do touro.
O governo, trôpego e à procura de um rumo, embala uma proposta para reformar a Previdência, encaminhando-a sem discussão prévia à Câmara dos Deputados. Por fragilidade de sua articulação política, o pacote ganha intensa discussão em uma comissão que deveria analisar apenas a questão da admissibilidade, não o mérito: é constitucional ou não? Os deputados de oposição procuram obstruir a sessão de aprovação na CCJ. A tensão entre Executivo e Legislativo se mostra por inteiro, sob a dúvida: quem efetivamente vai comandar os próximos passos na Comissão Especial e no Plenário? Síndrome do Touro.
O STF, criado em 1890 com a responsabilidade de ser a instância máxima de um dos três Poderes recém-instituídos pela República, entra em parafuso com a decisão tempestuosa de seu presidente, ministro Dias Toffoli, de censurar a revista Crusoé e um site por veicularem uma reportagem intitulada “o amigo do amigo de meu pai”. Nossa mais alta Corte padece uma das maiores crises de credibilidade de sua história. Alguns de seus ministros são alvo constante de intenso bombardeio midiático. Síndrome do Touro.
As relações entre os três Poderes da República atravessam um momento crítico. De um lado, o Legislativo, com o intuito de criar um escudo em defesa de prerrogativas, sentindo-se acuado pela Corte, põe em sua agenda a tentativa de criar uma CPI da Toga, instrumento com o qual tenta pressionar os membros do Supremo. Em outra frente, um alto ministro acusa o Ministério Público de “hiperativismo”, com “procuradores usando métodos questionáveis em sua estratégia de persuasão para transformar investigados em delatores”. Sobram termos como “gentalha, cretinos, incivilizados”. Procuradores mais destemidos partem para cima de magistrados. Um deles sofre processo administrativo disciplinar aberto pelo Conselho Nacional do MP. Síndrome do Touro.
Difamação, injúria e calúnias, sob gigantesca coleção de adjetivos espetaculosos e acusações recíprocas, inflamam grupamentos que tomam posição na arena de lutas em que se transformaram as redes sociais. Os partidários do bolsonarismo digladiam com os fanáticos do lulismo, sobrando flechadas para quem se dispõe a inserir na lateral um comentário ou mesmo um esclarecimento. O clima de campanha não amainou. Cicatrizes do embate eleitoral permanecem abertas. A fogueira recebe cargas de lenha a todo instante, agigantando o apartheid social que cria um fosso entre núcleos sociais. Síndrome do Touro.
A esfera artística, cujos integrantes em sua larga maioria perfilam-se à esquerda, ressente-se da política do novo governo de rebaixar para R$ 1 milhão o teto de patrocínios culturais. A Lei Rouanet estava na mira do novo governante desde a campanha, sendo previsível mudança substantiva de seu escopo. A decisão amplia o fosso que separa artistas de todos os naipes da administração bolsonariana, fechando circuitos de interlocução e articulação. Por falta de diálogo, a classe artística deverá tocar alto suas trombetas, com forte poder de irradiação. Síndrome do Touro.
Os parlamentares ainda não se deram conta da imprescindibilidade das reformas – previdenciária, tributária, pacto federativo – para fazer avançar o país. Sem elas, não haverá amanhã radioso. Um país de grandes riquezas ameaça se transformar em um território de carências que se multiplicarão a cada dia. O Congresso mais parece uma Torre de Babel. Onde muito se fala e pouco se ouve. E o que se ouve nem sempre é a mensagem mais adequada.
Que se proclame para cima e para os lados: o momento sugere que se pense com a cabeça e arremeta com o coração. E não como faz o touro.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

Livro impresso e e-book: concorrentes ou complementares?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Eduardo Villela

Quero começar o texto de hoje com uma reflexão. Imagine duas situações em que você teria de optar por uma delas. Na primeira, você visita um lugar distante de sua realidade e nessa viagem poderá sentir in loco todas as sensações que o lugar te provoca: os aromas e o sabor da comida local, ver e tocar as belas paisagens urbanas e rurais e etc. Já a outra alternativa é assistir um vídeo, documentário ou programa de viagem sobre o mesmo lugar, mas por melhor que seja a qualidade de roteiro e edição deles, o fato é que você não viveu a experiência sensorial de estar presente fisicamente. Qual seria a sua escolha? E se usarmos essa metáfora para a comparação entre os livros impressos e e-books?

Muitos acreditam que os livros digitais podem extinguir os livros impressos no futuro. Minha visão como Book Advisor é que o livro "em papel" não vai desaparecer, pois ele proporciona uma experiência de leitura que integra três sentidos: o tato, que nos faz sentir o toque na capa e a textura do papel das páginas, a visão, que usamos para a leitura em si e para nos deliciarmos com a beleza de páginas muito bem impressas (pense em livros de viagens, de vinhos e HQs que possuem muito conteúdo visual - fotos, ilustrações), e o olfato, trazendo-nos aquele cheirinho delicioso de livro novo que sempre sentimos assim que pegamos nas mãos um exemplar recém comprado.

O livro digital é um mercado novo que vem para ajudar a fortalecer o hábito de leitura. Ele complementa o papel do livro impresso. Não o enxergo como um concorrente que tirará o espaço do livro "em papel". Ele inclusive pode contribuir positivamente para aumentar as vendas de livros impressos. Eu mesmo conheço pessoas que começaram a ler o livro digital de uma determinada obra e pouco tempo depois compraram a sua versão impressa.

Mas vamos, agora, dar uma olhadinha na realidade de mercado dos livros digitais no Brasil e no exterior. Nos EUA e no Reino Unido, os e-books chegaram a representar entre 15 a 25% das vendas das maiores editoras, mas estes percentuais estão em queda desde 2013. Por outro lado, as vendas de romances, obras de fantasia e livros de ficção científica publicados de forma independente possivelmente já ultrapassaram as vendas totais de e-books dos cinco grandes grupos editoriais destes países. Os dados foram apontados pelo "Global eBook: a report on market trends and development" em 2017.

No Brasil, o Censo do Livro Digital mostrou que em 2016 foram vendidas 2.751.630 unidades de e-books, representando em dinheiro R$42.543.916,96. As vendas totais do mercado editorial brasileiro em 2016 foram R$3.915.054.463,33. Portanto, o valor das vendas de e-books representou 1,09% deste total. Ou seja, estamos em um país em que 98,91% das vendas são de livros impressos.

As vendas de e-books no Brasil ainda são pequenas quando comparadas a outros países por algumas razões. De acordo com o Censo do Livro Digital, de 794 editoras pesquisadas, apenas 37% delas produzem e comercializam conteúdos digitais. Outro fator, o principal em meu ponto de vista, é que a experiência de leitura de livros digitais deixa a desejar: um e-book ainda é um arquivo em texto estático e pouco versátil, além de sua leitura por mais de 1 a 2 horas em uma tela de notebook, smartphone, tablet ou e-reader cansar nossos olhos e estarmos mais sujeitos a uma perda de atenção e foco com o recebimento frequente nestes dispositivos de mensagens de Whatsapp, SMSs, e-mails e ligações.

Apesar da leitura de livros digitais não ser tão prazerosa como a de obras impressas, em um único dispositivo de leitura, como um kindle ou smartphone que pesam muito pouco, é possível armazenar uma infinidade de e-books.

Acredito que, por meio da integração, viável de acontecer em poucos anos, de novas tecnologias (vídeos, áudios, animações e outras) ao texto, tornando a experiência de leitura do e-book muito mais agradável do que é hoje, poderá fazer o mercado de livros digitais apresentar um bom crescimento na próxima década. 

Imagine-se daqui a cinco anos lendo um livro digital que lembre um game de hoje? Como seria tal experiência para você?

Eduardo Villela é book advisor e, por meio de assessoria especializada, ajuda pessoas, famílias e empresas na escrita e publicação de suas obras. Mais informações em www.eduvillela.com

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Lava Jato vem com tudo em maio?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Sarjeta, tremei! Delações premiadas bombásticas prometem turbinar novas operações da Lava Jato e suas derivadas. Antônio Palocci e Paulo Preto têm muito mais a revelar – e deveriam ser mais bem explorados como testemunhas. Outro que deve incendiar o pedaço é Lúcio Bolonha Funaro – o doleiro de todos – que fez revelações com provas para detonar os principais homens da administração Temer. Tem uma Operação, a Greenfield, cujos desdobramentos podem arrasar Bruzundanga, antes, agora e depois.

Se a Polícia Federal e o Ministério Público Federal se concentrarem no esquema de envio de grana usando offshores poderá descobrir um elo perdido de pelo menos R$ 3 bilhões 450 milhões que pertencem a um enlouquecido ladrão. O negócio foi tão criativo que os bandidos até criaram fundos com nomes dos cavalos que seu controlador tinha no Jockey Club... No mínimo, os caras foram burros... Coisa de maluco!

Mas, claro, tudo que pode vir à tona também sofre a pressão contrária, de uma gigantesca operação abafa, para que o mínimo ou nada de tão grave acabe revelado ao grande público. Assim funciona o Brasil da Impunidade. O Mecanismo do Crime Institucionalizado segue mais firme e forte que nunca...

Releia o artigo de Domingo: O tempo ruge para Bolsonaro



© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Abril de 2019.

Unicórnios e Bicórnios



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O animal mitológico atualmente empresta seu nome para as StartUps cujo conjunto de suas ações atingem um valor de cotação em bolsas de valores, superior a um bilhão de dólares estadunidenses.

Há várias brasileiras (v.g. 99, PagSeguros, Nubank, Stone e iFood).

Prefiro utilizar o termo para definir uma espécie de rinoceronte.
Uma outra, é a dos bicórnios também chamada de Rinoceronte-negro (Diceros bicornis).

Desde que li a peça de teatro “O Rinoceronte” de Eugênio Ionesco tomei consciência da síndrome homônima. “Nela, ante a resistência e o assombro do protagonista, os habitantes de um os habitantes de uma vila se transformam em rinocerontes” diz a resenha feita pela Livraria da Travessa.

Desde minha juventude observo a mudança de valores em nossa sociedade. Só mais tarde descobri que o processo de embrutecimento da juventude foi elaborado pela Escola de Frankfurt, (um dos braços do Instituto Tavistock) para destruir a sociedade burguesa em todos os países, através da tática gramscista, possibilitando no futuro, a implantação da Nova Ordem Mundial, eufemismo para Estado Totalitário Único com a escravização de todos os povos.

Como fui um dos poucos de minha geração que compreendeu a tempo, a extensão e a gravidade do ataque, passei a compartilhar minhas descobertas com entidades de poder suficiente para neutralizá-lo.

Estou nas redes sociais há cerca de cinco anos. Dei-me conta de que muitas pessoas que antes admirava são apenas bocós, mentecaptos.

Algumas poucas, agentes conscientes dos estrangeiros que tentam nos arrasar intelectualmente para destruir nossa soberania.

Fontes inspiradoras:


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O maluco está preso dando entrevista


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

A história da humanidade está repleta de mentirosos célebres.
Na Europa, destacam-se Pinocchio e Barão de Munchhausen, em terras tupiniquins Pedro Malasartes, de origem portuguesa, mas prestamente adotado pelo nosso povo gentil, e Chicó , personagem do “Auto da Compadecida” de  Ariano Suassuna, que extrapolou o romance para  virar personagem  do folclore  nacional, até  a última sexta -feira dominavam a cena.

Em comum tinham a simpatia e a cara de pau (que em um deles era um atributo inconteste).

Como não “há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe” foram solenemente desbancados de seu trono por um personagem, ao qual, a partir desse momento, vou me referir como “o muar mitômano de São Bernardo”.

Vai ficar mais trabalhoso de escrever, mas não pretendo muito mais vezes me referir a ele.

Então vamos aos fatos.

Na data acima mencionada, dois repórteres, daquele jornal de São Paulo  à serviço do PT, autorizados pelo advogado do partido do réu no momento entronado na presidência do STF, também conhecido pela alcunha  de “ o  amigo do amigo de meu pai” protagonizaram um dos fatos mais bizarros que tive oportunidade de assistir no final de semana: a entrevista com  o  “ réu muar mitômano de São Bernardo” (está ficando cada vez mais cansativo).

- Dignidade eu tenho de berço, aprendi com dona Lindu, que nasceu analfabeta, (que brilhante dedução) e morreu analfabeta.

Em outro momento:

- O brasil está sendo governado por malucos.   

Declarou o entrevistado que responde a oito processos.

- Eu, ao contrário do Bolsonaro, fui obrigado a aprender economia para negociar no sindicato, disse o vendedor de greves e dedo duro de Romeu Tuma. Ah! então finalmente está explicado o maior roubo aos cofres públicos da história.

Quero crer que a pobre dona Lindu nunca imaginou que iria por no mundo tão execrável figura.

Não vou ficar aqui repetindo torrente de mentiras e asneiras, que fariam enrubescer  até  mesmo Rudolph Erich Raspe, autor  das  adoráveis mentiras contadas pelo Barão  de Munchhausem, dentre elas, a da vez em que o nobre barão  e seu cavalo  teriam inadvertidamente caído em um banco  de areia movediça, do qual ele havia  se safado puxando a si próprio pelo rabo de cavalo da peruca que usava, ou da vez em que durante uma batalha, viajou montado em uma bala de canhão para  espionar as linhas  inimigas e voltou à sua trincheira montado em outra bala de canhão disparada contra suas linhas, para a qual, já tendo visto o que queria, saltou no meio do caminho. 

O leitor, se tiver estômago, poderá assistir a entrevista toda com o ladrão psicopata no You tube, ou ler nas duas páginas que o jornal lhe dedicou.
Como o personagem da literatura, o entrevistado vive entre a realidade e a fantasia, em um mundo próprio; a diferença é que o primeiro não faz mal a ninguém com suas mentiras, já o segundo as usa para um projeto de poder pessoal, que por pouco não acabou com o país. 

Para nosso consolo resta lembrar Abraham Lincoln “Nenhum mentiroso tem memória suficientemente boa para ser um mentiroso com êxito”, mais cedo ou mais tarde, ele próprio se desmente.

Poderia parar por aqui, não fosse a outra coisa bizarra a que assisti no final de semana: o trailer de um filme cujo nome em inglês é Velocipastor. 

Como se pode facilmente deduzir pelo nome, trata-se da história de um inocente Pastor Religioso que se transforma em Velociraptor e mata cruelmente suas vítimas.

Uma espécie de Lobisomen B na onda do Jurrassic Park.

Se duvidarem procurem na rede.

Isso foi bizarro, mas em linguagem turfística, como diria com muita propriedade meu amigo Carlos Mantiqueira: não pagou nem “placê” para entrevista do “réu muar mitômano de São Bernardo”.

Chega!

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

domingo, 28 de abril de 2019

O tempo ruge para Bolsonaro



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Desde os primórdios da humanidade, os mortais seres humanos se esforçam para medir, computar e tentar tirar proveito dos intervalos de tempo nos acontecimentos intercalados. O genial morto-vivo Brás Cubas, nas “Memórias Póstumas” escritas pelo imortal Machado de Assis, nos ensinou: “Matamos o tempo; o tempo nos enterra”.

O político, o governante e o eleitorado sentem tamanho drama na pele. O tempo passou para o Presodentro Luiz Inácio Lula da Silva. O tempo passa depressa para o Governo Federal. O tempo urge para o brasileiro que precisa de emprego, crescimento econômico e segurança (no sentido amplo do termo). Por isso, o tempo ruge para o Presidente Jair Bolsonaro. A margem para erros é cada vez mais reduzida, imperdoável e intolerável.

O povão tem pressa na cobrança dos resultados. O Presidente é cobrado imediatamente. No entanto, quem deveria ser pressionado é o ministro da Economia. Afinal, Paulo Guedes concentra as principais decisões capazes de nos tirar ou nos manter na crise (cada vez mais persistente). PG tem de acelerar as mudanças estruturais que travam a chance de crescimento e a possibilidade real de desenvolvimento.

O Presidente Bolsonaro tem de botar na cabeça do Guedes que não pode perder tempo. Não dá para esperar pela reforma da previdência. Se ela não demorar, corre risco de terminar incompleta, porque a politicagem sempre fala mais alto que o interesse público no Brasil. Além disso, só na retórica do Guedes ela é pré-condição para outras mudanças fundamentais que independem de decisões da turma do Congresso Nacional.

Bolsonaro tem de agir depressa. Precisa escapar da ilusória crise aberta pela guerra intestina entre a família e os militares parceiros de poder. Também precisa, imediatamente, apertar o saco do Paulo Guedes. A prioridade máxima, real, é reduzir o custo das empresas para aumentar o emprego. O resto não tem pressa.

Aliados treteiros, ajudem o Bolsonaro. Ou, então, ele vai atrapalhar vocês. O indesejável fracasso dele, no curto prazo, ferra com a vida de todo mundo. Inclusive com a irresponsável e burra oposição. Te cuida, Paulo Guedes...

Confira, também, os artigos:

De Carlos Mantiqueira: Apoio e proteção ao mito


De Paulo Rabello de Castro: A Crise na nação vizinha é contagiosa?

De Carlos Abrão e Laércio Laurelli: Brasil Macro; Argentina Macri







© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Abril de 2019.

Apoio e proteção ao mito



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Nós, os brasileiros que elegemos o Mito e seu ilustre Vice, temos o DEVER de protege-los e alertá-los.

No momento, o maior perigo é o ministro da Economia. Parece mais engajado no projeto dos bancos para continuar escravizando o povo brasileiro do que dedicado às mudanças estruturais na economia, para gerar emprego, desregulamentação e a retomada do crescimento com desenvolvimento.

Por ser um homem inteligente e preparado, está levando o Presidente da República no bico.

A reforma da (im)previdência NÃO foi promessa de campanha. NÃO é urgente e necessita de uma prévia AUDITORIA. Mas o governo, os parlamentares e empresários caíram nessa armadilha retórica do mercado financeiro, e puseram ela na frente de outras reformas prioritárias, como a tributária e a política.

Agora, o czar econômico também se concentra em impulsionar uma INDEPENDÊNCIA do Banco Central, que significa entregar de mão beijada nossa soberania aos implantadores da Nova Ordem Mundial.

A prioridade verdadeira do governo deveria ser criar empregos e simplificar o sistema tributário medieval que sufoca quem produz e empreende.

Menos mal que as Forças Armadas estão atentas.

Os trinta e cinco anos de desgovernos da Nova República quase as levaram à míngua, deixando nosso País vulnerável a todo tipo de ataque externo ou de guerrilhas dentro de nosso território.

Os novos caças, se for cumprido o cronograma, terão chegado com cerca de quinze anos de atraso; nossas belonaves (segundo fontes idôneas que consultei) mal flutuam e nossos submarinos ainda são poucos. A força terrestre está em situação menos alarmante graças ao brilhantismo de seus oficiais. Invadir um “continente” como o Brasil é infinitamente mais difícil que destruí-lo com guerra atômica.

Mas a cobiça internacional impede essa solução drástica, pois arruinaria a agricultura, a mineração e as imensas reservas de água potável.

A convocação prevista no artigo 142 da Constituição Federal é inexorável.

Com um Legislativo e um Judiciário aparelhados, a nação fica refém de pessoas inconfiáveis.

Todo o mundo já sabe que há algo podre neste reino de Santa Cruz.

O famoso Mecanismo do Crme Institucionalizado segue no comando. Até quando?

Que os protegidos de São Miguel Arcanjo chamem logo os bandidos no guando!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Argentina: Não tem perigo de melhorar



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Pedro Chaves Neto

No célebre musical, a protagonista pede para a Argentina não chorar por ela. Nem merecia. Uma espécie de Anta casada com um homem inteligente e sem escrúpulos. O resultado dessa simbiose foi (e está sendo) a causa do desastre atual.

Conheci Buenos Aires em 1.969; fiquei fascinado: uma cidade europeia mal placée na América do Sul. Voltei em 1972. O encantou aumentou. Passados dezoito anos, voltei e não resisti. Comprei um pequeno apartamento onde durante vinte três anos passei um terço de meus dias. Antiquário, livrarias, museus, galerias de arte em profusão. Não deu tempo de conhecer tudo.

Infelizmente só vi decadência. Elegantes cafés sendo fechados e substituídos por fast food. No ano de 1.992, um brilhante economista, Domingo Cavallo, implantou o Plano de Convertibilidade. Retomada a confiança na moeda, a economia reagiu e o progresso voltou.

Só que foi Vôo de galinha. A economia encavallou! Em 2001 o mesmo ministro (Cavallo) tomou medidas incompatíveis com suas idéias iniciais. O país entrou em colapso. No fim do ano, a violência. Todos os ativos financeiros congelados. Queda do Presidente; escolha de um novo que, contrariado, renunciou dias depois. O terceiro numa semana, manteve TODOS os bancos fechados por vinte e três dias. O pequeno comércio voltou ao tempo do “fio de bigode”. Os clientes conhecidos tinham “cadernetas” preenchidas apenas com a quantidade de produtos. Não havia mais PREÇO para os mesmos.

Reabertos os bancos, o peso que antes valia 1 dólar americano passou a valer apenas 0,25 da moeda forte. Perda de três quartos de toda a poupança arduamente conseguida pelos donos.

Um único economista dizia a verdade nas rádios e televisões. José Luis Espert, hoje candidato à Presidência. Com Macri, Cristina ou Vidal não há risco de sair do atoleiro. A Argentina não corre perigo de melhorar.

Pedro Chaves Neto é Advogado. Morou na Argentina nos tempos agudos das crises.