quarta-feira, 22 de maio de 2019

A Esperança, a Desilusão e o Compromisso


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Em verdade, nem tudo está perdido, existe ainda muita esperança na capacidade do Presidente da República transformar nosso País na potência econômica e militar, que sempre almejamos para nossos filhos e netos.

Também está claro, existem deficiências gritantes no sistema educacional que precisam ser dirimidas no mais curto prazo, o que pode ser conseguido com medidas concretas e oportunas através de uma "ação psicológica", na qual os militares da alta cúpula governamental são especialistas, dominando muito bem os meandros de sua execução.

O fato é que um contingenciamento legal, em função da atual arrecadação, mais do que justificável na área da educação, foi alardeado sob um viés ideológico no padrão preconizado pela ala do "lobisomem" Olavo de Carvalho, um "americanófilo" de quatro patas, reconhecidamente entreguista e subserviente a tudo que emana de "Tio Sam".

Tivesse ocorrido a nomeação do Tenente-Brigadeiro Ricardo Machado Vieira, até então o segundo na hierarquia da pasta, para ocupar o cargo de ministro e, com certeza, a diretriz  de um contingenciamento, de fácil reposição pelas medidas saneadoras incrementadas pelo governo na administração pública, seria posta em execução sem maiores desgastes.

Todavia, que seja dito, sem sombra de dúvida, o que se passa desde há muito nas universidades brasileiras é realmente calamitoso e de muito difícil solução, fazendo-se necessário uma mudança radical, da mentalidade anarquista para outra fundada/forjada nos ditames da salutar cidadania, esta que, com certeza, só será obtida por um forte e envolvente apelo patriótico que priorize a realidade de uma nação subliminarmente ameaçada por poderosos inimigos externos.

A limpeza de mentes inoculadas pelo "anarquismo" não vai ser lograda pelo ataque frontal. Assim, muito mais que um desbordamento, será necessária uma ação de amplo e profundo envolvimento que empolgue os corações da juventude face a perigo/ameaça constante, transcendental, de natureza externa.

Aguerridos companheiros "da luta", deve ser enfatizado, isto implica numa verdadeira "ação psicológica" que precisa/deve ser implementada aos poucos, de forma inteligente e sagaz, e isto num público alvo estudantil que vem sendo submetido, faz tempo, à uma verdadeira "lavagem cerebral", da qual não vai ser descontaminado por ministro que, ao que tudo indica (gostaria de estar equivocado, mas parece), reza na cartilha radical, reconhecidamente doentia de um "lobisomem ideológico", este que está muito mais para "pau mandado da CIA" do que para bem intencionado anticomunista, na acepção exata do termo. 

Falando agora no que concerne à "politicalha" indecente, pervertida, carcomida pelos interesses pessoais antipatrióticos, acho que um pouco de medo/temor deva ser incutido nesta quadrilha de traidores da Pátria, verdadeiros "professores de Deus" avessos às reformas saneadoras (inclusos os de "quinta coluna" infiltrados no PSL) almejadas pelo povo, contumazes sanguessugas de todos os matizes infiltrados no Congresso e no STF.

Quem sabe, uma assessoria militar mais atuante, junto à estes "pilantras de mão cheia", fizesse lembrar, de forma velada mas contundente à este grupelho incorrigível, o espectro respeitado, mais do que temido, do famoso e ensurdecedor "brado das legiões enfurecidas", sim, justamente aquelas que na hora fatal são conclamadas a salvar o País em desordem. Por que não? Está coberto de razão o general, que disse, alto e bom som:

-"Está chegando, se é que já não chegou, o momento decisivo da Revolução Cidadã iniciada em março de 2015." Ao Presidente caberá a voz de comando que, por certo, se fará ouvir em caso de imposição extrema.

Mas, Excelentíssimo Senhor Capitão Presidente, comandante supremo de nossas FFAA, é chegado o momento de, como cidadão brasileiro e oficial de um Exército jamais derrotado em campo de batalha, de coração, com a honestidade e a sinceridade de quem nunca deixou de, respeitosamente, mostrar-se  disciplinado a quem quer que fosse, mesmo que discordante no que julgasse de dever e direito por um profissional das armas, declarar sua desilusão, sentida repulsa à forma, no mínimo disciplicente, como estão sendo sendo tratadas as vulnerabilidades pertinentes à Defesa Nacional.

Que se diga, apenas nesta questão, enquanto não for convencido do contrário, vou manter compromisso que fiz, comigo mesmo, como contestador acerbo do governo de vossa excelência, não descansando de fazer o "bom combate" no que acredito ser o melhor para aumentar o poder de fogo: de um Exército, até agora perdido no aguardo de projetos estratégicos de longo prazo de consecução, sem que se vislumbre o fundamental para o alcance, urgente e emergencial, do tão almejado "estágio de dissuasão extra regional"; de uma Marinha, fissurada em comprar navios que não somam nada para bater os poderosos inimigos que, simplesmente, irão fazer exercício de tiro ao alvo sobre navios de escolta e submarinos armados, até agora, com quinquilharias, verdadeiras perfumarias de alcance incompatível para, pelo menos, tentar dissuadir oponentes super artilhados; uma Força Aérea que, ao invés de priorizar, a mais tempo, a construção de caças de última geração, "dorme nos louros" de vitória fugaz, supervalorizando  a fabricação de aeronave de transporte, muito apropriada para missões de natureza logística, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, sem nenhum significado para efeito dissuasório.

Presidente Bolsonaro, em assim sendo, como já se pronunciou um almirante, só nos resta pedir a Deus, aquele que está acima de todos, que ilumine vossa excelência. Com sinceridade, MUITO ME DESAGRADA, deixar de apoia-lo nesta única "frente", mas é que sempre vou botar fé no lema do meu Exército. Acredite,  presidente, quando brado BRASIL ACIMA DE TUDO! não o faço apenas "para inglês ver"...

Quanto à manifestação de apoio ao comandante supremo que atualmente nos conduz, no próximo dia 26 de maio, este "velho soldado" estará solidário junto ao nosso povo sofrido cheio de fé, mas, sobretudo, sequioso e crente no resgate, pelo Capitão Presidente, da altivez e do respeito que merece o Pais de todos os brasileiros.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior, na reserva.

6 comentários:

BERTONI disse...

SELVAAAAAAAAAA!!!!!!!!

BERTONI disse...

SELVAAAAAAA!!!!!!

Drausio Pinho disse...

Os milicos perdem o pelo mas não perdem o vício. Na hora de nomear o Presidente da República e Comandante em Chefe, referem-se ao "Capitão". O despeito fica evidente e muito mal disfarçado.

PAIVA INF/AMAN/1969 disse...


Paulo Paiva
Seu Drausio Pinho, para falar sobre "militâncias de milicos", o senhor precisava ser um soldado. Para seu conhecimento, saiba que o posto de CAPITÃO no Exército, para muitos, inclusive para mim, é considerado o mais significativo, o mais bonito, o mais empolgante. Quem já teve o privilégio de comandar companhias de fuzileiros, como eu, sabe muito bem do que estou falando. Portanto, guarde a sua ignorância para si próprio e não "dê pitaco" sem conhecimento de causa...

Paulo Paiva disse...

SENHOR DRAUSIO, NÃO DIGA ASNEIRAS. O POSTo DE CAPITÃO, PARA MUITO SMILITARES, É O MAIS BONITO DO NOSSO EXÉRCITO
PRRPAIVA INF/AMAN/1969

Anônimo disse...

Há males que vem para o bem. Se o contingenciamento fosse feito sem nenhum alarde, não haveria a discussão pública de questões que estão há muito tempo sob o domínio socialista. Em uma época de doutrinação intensa da esquerda para se constituir o novo senso comum, o momento não é apenas de busca de eficiência de uma engrenagem viciada, mas de análise de seu conteúdo programático. Considerar Olavo de Carvalho subordinado ao governo norteamericano, sem entender todo o estudo que ele fez da influência do comunismo no mundo e dos pressupostos da Constituição americana que garantiram a liberdade de consciência e de ação do indivíduo, é passar por cima do cerne da resistência à esquerda globalista. Olavo concluiu bem que apenas a defesa da pauta liberal na economia e da moralidade judaico-cristã são freios à expansão do controle ditatorial estatista do comunismo (vide Huawei que o vice Mourão elogiou agora).