segunda-feira, 20 de maio de 2019

De Abaporu a Cheiracu em 33 anos ou libertem o Kraken



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Antes de mais nada, peço aos leitores que perdoem as menções escatológicas, claras ou sugeridas, que por vezes vão ler nesse artigo; não encontrei maneira melhor de exprimir meus sentimentos.

Sendo assim, como diria o esquartejador de Chicago:

- Vamos por partes!

Na quarta-feira passada, a Pátria Educadora, invenção insólita da “anta do Planalto,” achou por bem manifestar-se através de seus “educandos” nas ruas, contra o contigenciamento de verbas destinadas ao ensino, imposto pelo novo governo. Massa de manobra treinada nos últimos 33 anos nas faculdades federais, escolas públicas, UNE, CUT e outros sindicatos, não faltaria para ir às ruas em um dia de semana e criar o caos.

Não eram estudantes, sim militantes otários, sonsos, tontos, tansos, estultos, ineptos, lerdaços, burros, lesos, pascácios, tolos, enfim o caro leitor pode divertir-se escolhendo o adjetivo para nomear os participantes da horda ignara que foi às ruas.

Cartazes com preciosidades da última flor do lácio inculta e bela, mais inculta do que bela no caso, como: “almentar a carga horária”, “ejigimos” ,  “sulcateamento”, “trazerá“, “pró educassão”, “não vamos  deichar”, um  “forca lula”, erro óbvio dado estar onde estava, mas com o qual eu até  concordo absolutamente, mostravam  das duas uma: ou não eram estudantes que estavam no protesto ou estamos no Merdel (invenção  de um querido amigo meu que fala muito bem o castelhano, Merdel  seria o oposto inventado de Vergel (paraíso).

Desde o retorno do governo civil, a educação vem regredindo a passos largos; nas artes, nessas três décadas e três anos  fomos rapidamente  de “O Abaporu”,  um Pensador de Rodin Tupiniquin da fase Antropofágica (1928) de Tarsila do Amaral, avaliado  atualmente no mercado de arte internacional em 40 milhões de reais,  a “O Cheiracu”, performance que não vale merda nenhuma em mercado algum, mas custou bem caro, sendo bancada  com o dinheiro  do povo  através do Sistema S,  mecanismo no qual o governo intermedia verbas para  cultura.

A obra com o nome pueril, de “Macaquinhos” foi “perpetrada” em vários Sesc do país. Nela, oito idiotas nus se apresentavam de quatro no chão formando um círculo e cheirando o rabo uns dos outros, após enfiar o dedo no orifício traseiro do da frente, tudo sob a desculpa de ser uma obra  a desnudar a “contemporaneidade”,  apenas outra aberração do vernáculo como “empoderamento” e “feminicídio”.

Dito isso, podemos passar para a segunda e última parte deste artigo.

O Kraken era uma espécie de polvo gigante com cem braços, que apesar de ser da mitologia grega, habitava nas profundezas do mar nórdico, animalzinho de estimação de Poseidon, que sob suas ordens, destruía navios piratas e todos aqueles que ousassem poluir os mares.

Nosso atual presidente não é Poseidon, mas tem seu Kraken, um monstro com cento e quinze milhões e quatrocentos mil braços  (seus eleitores) que ao grito de: Selva!, sairão às ruas na esperança de que a onça, finalmente tomada de brios, cerre fileiras com eles para  expurgar  de uma vez por todas, os piratas  e corruptos  do atual Merdel (paraíso da merda) em que estamos, acabar com a farra do STF, o circo do Congresso, afundar a nau dos insensatos  chamada Senado da República, a pantomima  da COAF, e finalmente, com a desvairada  mentira da imprensa militante.

Na sexta-feira é divulgada com destaque previsão apocalíptica de Zé Dirceu a caminho do xadrez:

- O vulcão entrou em erupção.

Talvez tenha entrado mesmo. 

Vou finalizar com um recado para vocês que estão fazendo de tudo para destruir esse governo, já pensando em como livrar o meliante, enquanto se refastelam comendo lagostas acompanhadas de vinhos premiados:

- Souvien toi de la Bastille!

Durante esse final de semana, toda vez que ia esquentar algo no micro-ondas, enquanto esperava contemplando a contagem regressiva dos números iluminados do painel do forno, onde os segundos escorriam como areia fina entre os dedos, me dava conta de maneira definitiva da urgência de tudo. O tempo não para e o mal não dorme.

Sr. Presidente, não precisa nem chamar o Kraken, ele mostrará sua força nas ruas dia 26 de maio.

Quem trabalha não atrapalha, manifesta seu ponto de vista no domingo.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Q disse...

Passou da hora de mudanças!!!