quinta-feira, 30 de maio de 2019

Perdendo o Trem da História?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Antônio Felício da Silva

Para a surpresa de muitos, traduzida em comentários variados, difundiu-se, intensamente, nos meios virtuais, vídeo em que o Ministro Barroso, do STF, fala, o que se segue, a respeito da necessidade de aprovação da reforma da Previdência: “... o sistema é extremamente injusto e perverso. (...) E o problema da Previdência é que ela custa muito mais do que o dobro de todo o gasto social brasileiro. Tudo que se gasta com Educação, tudo que se gasta com Saúde, (...) tudo somado dá menos da metade  do que se gasta com a Previdência Social. Portanto, é preciso uma gota de patriotismo. A ideia que Eu tenho ouvido, e Eu não tenho nenhuma ligação política com ninguém, não posso, não quero  e não devo, mas tenho ouvido: nós não vamos aprovar para não ajudar este governo (...).”

Tal relato, vindo de um ministro do STF, é grave, pois, comprova-se, em meio à  crise nacional, dura oposição a Presidente recém eleito. Para determinados políticos, não patriotas e irresponsáveis, quanto maior a crise e pior a situação do País, melhor será para eles. Que se dane a Nação e o País. Assim, a oposição a Bolsonaro se manterá viva e dura e, talvez, possam eles escapar da “Lava Jato”, legislando para limita-la, como já o fazem. E, com a “boa vontade” do Judiciário, estarão soltos líderes como Zé Dirceu e Lula. Objetivo maior, o impeachment de Bolsonaro e a mudança do artigo 79 da CF, já em andamento, que determina a eleição de novo Presidente, após 90 dias da vacância do cargo, por eleição direta.  PEC de autoria dos deputados petistas Henrique Fontana e Paulo Teixeira, de 1/4/2019. Logicamente que a alteração visa barrar a ocupação do cargo, se vago, pelo general Mourão.

Na Câmara e no Senado, respectivamente, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre tentam tornar o Presidente Bolsonaro refém do Congresso. Escudam-se em pseudo protagonismo do Legislativo na proposta, encaminhamento e aprovação das reformas. Porém, em verdade, querem Bolsonaro refém do protagonismo dos dois e de seus objetivos. Libertarem-se da ação da “Lava Jato” e o de liderar as duas casas com crescente poder político.

No Senado, Davi se aproveita da inexperiência da bancada do PSL e da paralisia do Senador Bolsonaro sob fogo da PGR. Na Câmara, Rodrigo Maia se aproveita da manipulação do Centrão, uma colcha de retalhos, da fraca bancada do PSL e da oposição agressiva do PT.Nenhuma das reformas, até aqui aprovadas, representam exatamente o que propusera o governo. Decretos do Executivo não foram aprovados.

Massa de manobra para oposição com agitação e propaganda,  o PT ainda a tem de sobra. Não podemos nos esquecer dos cerca de 47 milhões de votos do Haddad. Como não lembrar do  imenso curral eleitoral, criado com o Bolsa Família, e do pretenso exército rural do Stédile, o MST? Acampado por todo o País, com seus cursos de formação de líderes, em diversas universidades federais, e com milhares de jovens, em suas centenas de escolas, cantando a Internacional, o hino comunista ou, aos gritos, fanatizados, repetindo slogans de guerra, empunhando a bandeira vermelha, com a foice e o martelo. Presentes, o “apoio espiritual” de Frei Beto, capelão de Fidel Castro e de inúmeros bispos católicos, defensores da Teologia da Libertação (antropocêntrica) e do renascimento das comunidades de base, antros de doutrinação comunista e núcleos de guerrilha rural. A CNBB em silêncio obsequioso!!!

Há que enfatizar, a “cabeça feita”, pela “Imunização Cognitiva” (explicada pela Neurociência), dos milhares de apoiadores do PT e de Lula, impregnados psicologicamente e dos muitos beneficiados por programas sociais populistas. Consideram Bolsonaro o responsável pelas dificuldades atuais, muito embora estas sejam produtos dos governos criminosos do PT e dos seus aliados.

Assim, por raiva, Bolsonaro quase morreu, esfaqueado. Para eles, devido às mentes entorpecidas, Lula e seus asseclas são inocentes e ninguém conseguirá mudar suas crenças. Entre eles estão centenas de professores, incluso universitários, estudantes, jornalistas e intelectuais. Nas universidades e escolas, Bolsonaro é odiado por alunos doutrinados por professores. Nas redações dos meios de comunicação não é muito diferente. A cultura do ódio está presente, Esta é uma das razões da fratura da sociedade brasileira, construída pelo PT, apoiado na ideologia marxista gramscista.

Atuam as oposições políticas, defendendo interesses menores, sem tolerância e compreensão da grandeza e necessidades da Nação, cegas por viés ideológico, sem visar o bem comum.

Assim, recolocar o País nos trilhos será trabalho hercúleo, desgastante. 

Talvez em vão. Perderemos novamente o Trem da História e, talvez, para sempre. A Nação nos perdoará?

Face o acima, a Constituição Federal nos alerta:

Artigo 142 da CF, primeira parte : As Forças Armadas, sob a autoridade suprema do Presidente da República, destinam-se à defesa da Pátria e à garantia dos poderes constitucionais...

A atuação intervencionista das FFAA, quando necessária, é preconizada pelo artigo acima e é reforçada pelo “Regime Constitucional de Crises”, consubstanciado pelo Título 5 da Constituição Federal. Tal regime direciona às FFAA para que intervenham, restabelecendo a garantia dos poderes constitucionais.

Não percamos o trem da História!

Marco Antônio Felício da Silva é General de Divisão, na reserva.



Nota do Coronel Paulo Ricardo Rocha Paiva: AO ARTIGO, MAIS DO QUE OPORTUNO, DO GENERAL MARCO FELÍCIO, APENAS ACRESCENTO O QUE DISSE O GENERAL LUIZ EDUARDO ROCHA PAIVA:

- "Está chegando, se é que já não chegou, o momento decisivo da Revolução Cidadã iniciada em março de 2015...Ser de centro não significa ficar em cima do muro, pois se for necessário defender nossos princípios e valores, iremos para as ruas e, numa escala de violências, estaremos dispostos a pegar em armas para defender a liberdade e a justiça".

CONCLUINDO, PARA MIM, A SITUAÇÃO PERICLITANTE VIVENCIADA HOJE É MUITO MAIS GRAVE DO QUE A CRISE QUE TOMOU CONTA DO PAÍS EM MARÇO DE 1964, NA MEDIDA EM QUE, AOS "TRAIDORES VERMELHOS", SE SOMA A "POLITICALHA DA RAPINA" E DA DESTRUIÇÃO DE NOSSOS VALORES MAIS CAROS. A NAÇÃO JÁ ESTÁ VIVENDO O QUE SE COSTUMA CHAMADE  DE "ËSTADO DE SÍTIO", CAMINHANDO A PASSOS LARGOS PARA A COMOÇÃO E , AO QUE TUDO INDICA, PARA UMA LUTA FRATRICIDA.

5 comentários:

sergio soares disse...

Comparado com o que o senhor escreveu antes de 12 de maio deste ano e publicou com o título "Quem se cala consente e se torna conivente", o senhor mudou da água para o vinho,afinal de comtas eu,Ribas Paiva,o próprio Jorge Serrão,e inúmeros brasileiros ,apoiam desde o primeiro momento a aplicação do art.142,Intervenção Institucional,uma das poucas coisas que presta na constituição comunista de 1988,feita por um anômalo congresso constituinte(por isso não dissolvido após a feitura dessa desgraça).Só faltaria ,como já disse,acabar com o positivismo dentro das FFAA,fazendo uma faxina completa ,o que nunca foi feito no país.

Unknown disse...

Meu caro general acho que o momento de aplicar o AI5 é agora.Agir depois que o congresso aprovar o impeachmam eles vão se fazer dw vitima.A hora de agir e agora ou nunca mais.Em 64 as mulheres deram um grande exemplo de patriotismo foram as ruas batendo panela chamando as forças armadas para tirar do poder os comunistas.infelizmente sobraram alguns vermes que estão se procurando.Vamos a luta general vamos acabar com esses políticos sujos nojentos,vamos até a morte se precisar.

Unknown disse...

Vamos a faxina geral.CNBB calem a boca vocês não tem nada pra fazer na sacristia,não se matam na política.ou vcs servem a Deus ou ao diabo,esse está bem perto de vcs O PT PSOL PRT LULA DIRCEU
....
...... e por aí vai

Anônimo disse...

A CNBB não faz parte da estrutura da Igreja Católica Apostólica Romana.

Anônimo disse...

https://fratresinunum.com/2019/05/31/lula-la-em-roma/

NSA:golpes de estado para Trump e Bento XVI
Se eles interferiram em uma eleição presidencial, por que não em uma eleição papal? (Primavera Católica)
https://romalocutaest/2019/05/25/if-they-would-interfere-in-a-presidential-election-why-not-a papal-one/