segunda-feira, 10 de junho de 2019

Cacarejar é preciso



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por H. James Kutscka

Todo mundo sabe ou deveria saber que o ovo de uma pata é pelo menos cinquenta por cento maior que o de uma galinha, no entanto, a pata, por ser discreta e não fazer o escarcéu que a segunda faz ao botar um ovo, passa despercebida, historicamente falando.

De 1939 a 1945 mais de seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas, no chamado Holocausto.

Duvido que exista no planeta, um ser vivo, que saiba ler e escrever, que desconheça esse número infame.

Já se falarmos no “Holodomor”, palavra derivada da expressão ucraniana "moriti golodom" (matar pela fome) ocorrido na Ucrânia nos anos trinta  do século passado, onde baseado em arquivos secretos desclassificados após o colapso da URSS, se calcula que pelo menos quatro milhões de ucranianos tenham morrido somente  entre 1931 e 1933 de desnutrição, vítimas da política de extermínio de Josef Stalin, e mais dez milhões viriam a sofrer da mesma sorte até o final da década, (perto dele o Holocausto, com todo respeito por suas vítimas, poderia ser considerado uma lastimável “escorregada” dos nazistas) não acredito que a grande maioria dos leitores deste artigo, tenha  lido sobre, ou mesmo ouvido falar.

Durante esse período, os produtores de grãos da Ucrânia foram castigados pelo poder central (por defenderem seus direitos à propriedade) e obrigados a entregar 100% de suas colheitas para o Estado, não sendo nem mesmo permitido que guardassem sementes.

Os governos comunistas contam com o silêncio dos oprimidos e a condescendência dos partícipes da “nomenklatura” para a manutenção do poder.

Embora vários países já tenham reconhecido oficialmente o genocídio ucraniano, até hoje a ONU e o Vaticano fazem vista grossa. Por que será?
Segundo essas duas instituições, (tão compressivas com os socialistas) o Holodomor não foi um genocídio, sim uma consequência das alterações radicais na economia, implementadas pela extinção da propriedade privada, que como consequência, teria causado falta de alimentos em toda URSS.

Como o mundo pode ignorar 14 milhões de mortos por inanição?
A diferença entre o Holocausto e o Holodomor é uma só: Os judeus “cacarejaram”.

Desde o início de seu mandato, (pouco mais de cinco meses atrás) o presidente Jair Bolsonaro  já conseguiu, a duras penas, lutando  contra a “nomenklatura” herdada  de outros governos: diminuir os ministérios, aprovar a Medida Provisória 871 para sanear o INSS, autorizar o pagamento de um décimo terceiro  Bolsa Família, arrecadar  2,4 bilhões  para  o governo federal  com concessões de aeroportos, defenestrar milhares de petistas infiltrados nas repartições federais, com a Engenharia do Exército,  recuperar estradas  abandonadas à décadas pelos governos anteriores, liberar o porte de armas para os cidadãos, nos aproximar através do Itamaraty de governos  realmente importantes no concerto das nações, colocar no seu devido lugar, párias  comunistas alabados por petistas, comunistas  e socialistas.   

Com seu ministro Sergio Moro, levar a julgamento dilapidadores da pátria que roubaram nosso patrimônio descaradamente nos últimos 33 anos.

Mas e a Ucrãnia?

Ela também tem um novo presidente, Volodymyr  Zelenskiy, e ele não perdeu tempo, fechou o congresso e criminalizou o comunismo.

Aqui, em nosso galinheiro, isso ainda não foi feito, está mais do que na hora de cacarejar o fato, sob pena de que se não o fizermos, acabarmos pagando o pato.

Para terminar, sugiro a aqueles que ainda admiram o comunismo e seus líderes proletários, (como sei que não gostam de ler) assistir uma série da HBO chamada “Chernobyl”, nela poderão ver o paraíso proletário em toda sua retardada pujança, em um momento icônico de sua irresponsabilidade administrativa.

Nossa vizinha Venezuela com seus mortos de fome é outro exemplo contemporâneo (felizmente sem radiação), da incompetência comunista.
Falta até milho para os bicos, lá as galinhas já não cacarejam.


 H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

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