quarta-feira, 12 de junho de 2019

Defesa Nacional: A Nação merece respostas


"Com Todas as honras e sinais de respeito, mas o novo Ministério da Defesa precisa dizer ao que veio" (Paulo Ricardo da Rocha Paiva)

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Tenho sido mordaz nos comentários sobre a quantas anda a defesa nacional. Estes têm suscitado aprovação, mas, também, a opinião de que não disponho das informações no grau de profundidade dos que têm o dever e o direito como responsáveis diretos de administra-la/conduzi-la.

Quanto às informações básicas sobre o "onde" e o "como", estas são óbvias e ululantes. Parecem que estão a gritar: vão investir por sobre a calha norte do Amazonas ou no entorno das bacias do pré sal, não sendo descartada uma operação simultânea.

Como? Com duas potentes esquadras capitaneadas por uma "coalizão" de atores, todos poderosos. Ao investimento aludido pode se somar um assédio de sua foz, seguida do adentramento de meios anfíbios, pelo seu curso, no sentido leste/oeste.

Uma outra divergência se refere à precipitação, que não está se aguardando o momento mais adequado, para, só então, comentar em tom de desaprovação. Que existem óbices maiores no campo da segurança interna (ambientalismo selvagem, separatismo indígena, insegurança rural) para serem dirimidos antes do enfrentamento das ameaças externas.

Embora discordando, eu até que entendo esta linha de pensamento. Admitindo até esta prioridade, por que então as FFAA ainda não providenciaram  o aquartelamento de efetivos nos enclaves YANOMAMY e RAPOSA SERRA DO SOL? Que CONSELHO DE SEGURANÇA NACIONAL é esse esse que ainda não determinou esta retardatária providência? Ah! Mas para se alugar soberania na base de base de ALCÂNTARA/MA estão todos concordes! Mas agradeço as opiniões emitidas em clima cordial.

Acontece que a preocupação com a força do nosso poder militar, ao que tudo indica, chama atenção, foi completamente relegada a um segundo plano, chegando-se ao ponto de, simplesmente, não se dar satisfação à nação de como se pretende defende-la em caso de uma agressão, que se diga, não por "hermanos cucarachos", mas, que seja enfatizado, por notórios "grandes predadores militares" de longa data.

Por um acaso a defesa da Pátria deixou de ser a missão principal da pasta responsável/encarregada de garanti-la? E se as grandes potências militares resolverem, de uma hora para outra, apoiar esses três óbices dominantes de molde a facilitar uma intervenção em nome do famigerado "direito de proteger", justo aqueles "direitos humanos" que, fatalmente, serão invocados por suas minorias desagregadoras?

Ah! Mas e as reformas da previdência, fiscal e política? Para que "colocar o carro na frente dos bois"? Minha gente! Nossos oponentes vão esperar, que quebremos aquele trio de vulnerabilidades dominantes na defesa interna, para criar uma contestação de soberania em nossas duas Amazônias? Aliás, se fiam justamente no triunvirato diabólico para impedir a vivificação da grande região norte pelos brasileiros.

Em verdade, o cidadão comum, até agora, não pressentiu coragem, atitude, determinação por aqueles encarregados, por força do cargo/função que exercem, quanto a, pelo menos, se reportarem ao "como fazer" para se lograr a consecução do tão almejado "binômio estágio de dissuasão extra regional/defesa anti acesso".

Aonde se escondeu aquela determinação, que seja dito, o brio de nossos presidentes militares, aqueles que deixaram tudo pronto para a realização do nosso "experimento nuclear" e foram sabotados por presidentea paisanos entreguistas?

Não, não se pode aceitar concordância, acomodação, subserviência, aos desígnios de poderes militares alienígenas no trato das coisas pertinentes à defesa nacional. Não foi isso que se aprendeu nos conceituados estabelecimentos de ensino militares de nossas FFAA.

Sim, é frustrante não ter vozes maia graduadas que fizessem a diferença nesta "cruzada por uma nação armada". Como seria bom, ao invés desta postura inconformada, solitária, apoiar o desempenho do alto comando.

Mas minha crença precisa ser transmitida, doa quem doer, o que não impede de torcer para estar enganado, afiançando que serei o primeiro a "dar a mão à palmatória", se assim for justo. Deixo então, para avaliação, aos companheiros "da luta", as seguintes assertivas:
- O preço do "aluguel lesivo de soberania" é uma ínfima "merreca", se comparado ao que vão lucrar, lançando vetores daquela latitude privilegiada da nossa base em Alcântara/MA. Que seja dito, os "yankees", como sempre, "jogando um verde para colher um madurão";

- "Eles" nunca mais vão abandonar o enclave, obtido "sem lutar", na (ainda nossa?!) Amazonia Legal. Todos sabem muito bem do que se está vaticinando, ou será que estão acreditando no abandono das bases que nos rodeiam na periferia continental?; 

- O Ministério da Defesa ainda não disse ao que veio para lograr o "estágio de dissuasão extra regional" na "defesa anti acesso". Seria medo de desagradar ao "irmão Caim do norte"? Sim,"eles" podem ficar zangados por aspirarmos uma defesa séria para o nosso Pais!

-  Com esta V/ZERO menos "1", a dita pasta deste mandato não vai cumprir sua missão principal, qual seja a de, em "4"anos, propiciar à nação meios de combate defensivos definitivos contra quem, através de algumas figuras de proa, nunca deixou de nos ameaçar;

- É simplesmente incrível, fantástico, extraordinário que, mesmo se conhecendo as tramoias estratégicas com que "Tio Sam" costuma se valer, se faça vista grossa sobre esta abominável "abertura de flanco". Isto sem falar no "status para ingles ver" de "amigo dos EUA extra OTAN", que vai nos constranger a aceitar, em nome deste imbróglio rasteiro entre gato e rato, a realização periódica de exercícios conjuntos na grande região norte, dissimulando uma invasão branca periódica do ecúmeno mais ameaçado no mundo pela chamada "comunidade internacional"(leia-se "grandes predadores militares").

E DEPOIS DIZEM QUE É EXAGERO FALAR EM "SÍNDROME DO AMADORISMO FRANCISCANO". E O QUE É PIOR, AINDA SE JULGAM "PROFESSORES DE DEUS".

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior, na reserva.

3 comentários:

Mauro Moreira disse...

Acho que o general está se esquecendo de vestir o pijama.

Jorge Pinha disse...

Já passou da hora de ser acionado o único mecanismo que pode parar todo esse longo trabalho de destruição da Nação Brasileira, que é o acionamento do artigo 142 da constituição.
O Brasil está sangrando, seja pela estagnação econômica, seja pelo descaramento dos ataques sofridos, sejam pela via do lupem proletariado constituído por toda a sorte de malfeitores que estão prejudicando a vida da população, seja através dos malfeitores de alto escalão, encastelados na estrutura de poder da política nacional todos na consecução da desgraça do Brasil.

Anônimo disse...

Ao Mauro Moreira das 6:23 PM
Se vc não tem contraponto (nada á acrescentar), pelo respeite os outros.