segunda-feira, 17 de junho de 2019

Moral e Direito


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Felício

A imprensa vem publicando intensamente, com raras exceções, as hackeadas conversas entre o então Juiz Moro e o procurador Deltan Dallagnol, ambos atuantes na Operação Lava Jato, durante processo envolvendo o bandido Lula. As conversas abordam o então Juiz dando orientações e discutindo aspectos, com a sua experiência e conhecimento, das ações inerentes à força-tarefa responsável. E há que aduzir, para os então graves momentos e buscando o sucesso, não poderia ser diferente.

Certamente, o resultado dos atos criminosos de hackeamento serão transformados em julgamento da condução da operação Lava jato com o apoio daqueles atingidos ou ainda a serem atingidos por ela.

Neste caso, os indícios iniciais mostram a grande possibilidade de estar em execução planejamento cuja finalidade maior é a desmoralização do governo Bolsonaro, de Moro bem como da operação Lava jato; declarar a suspeição de Moro, no processo que levou o criminoso Lula à prisão e, por último, à anulação da condenação e  soltura deste citado criminoso. Há que se enfatizar que tal hackeamento é crime enquadrado na lei de segurança Nacional.

A estranhar que o crítico incisivo da Lava Jato, o Ministro do STF, Gilmar Mendes, tão logo tomou conhecimento dos diálogos publicados, marcou, para o dia 25 próximo, o julgamento de pedido de habeas corpus do condenado, esperando comprovar a suspeição de Moro. A acrescer que tal julgamento encontrava-se parado, desde dezembro, na Segunda Turma do STF.

Após a publicação de algumas das conversas, Mendes, perguntado sobre o que ocorria, respondeu acerca da “Lava Jato”: “Não quero que pareça estar saltitando no túmulo de ninguém”. Ainda, afirmou que o chefe da operação era o Moro e prenunciou que “...eles anularam a condenação do Lula”. Por outro lado, outro ministro do STF afirmou que os diálogos, obtidos, ilegalmente, não servem como provas e não anulam os crimes cometidos por Lula.
 
A estranhar, também, que o pseudo jornalista responsável pelo site The Intercept e pela publicação do material vazado é o militante LGBT Glenn Greenwald. Este reclamava, em julho de 2018, que a mídia tinha pouca capacidade para “bater” em Bolsonaro e que acha que a prisão de Lula foi um “golpe”. Esse mesmo Greenwald é companheiro do deputado federal David Miranda, envolvido no caso Snowden (vazamentos de documentos sigilosos estadunidenses). David substituiu, na Câmara Federal, Jean Wyllys, que "se sentia perseguido" após a descoberta de sua amizade com Adélio Bispo, que esfaqueou Bolsonaro. Há investigação sobre a suspeita de Jean Wyllis ter vendido o cargo de deputado. Todos esses, acima citados, são ligados ao PSOl e ao PT, partidos de triste memória.

A estranhar, ainda, que Greenwald, conhecido cúmplice de hackers, afirmou ser sua fonte de informações desconhecida. A seguir, caiu em contradição ao dizer ter estado semanas planejando como proteger a ele e a fonte contra riscos físicos, legais, e políticos “para não sujar sujar a nossa reputação.” 

Porém, afirmara, antes, que a fonte da documentação contra Deltan Dallagnol e Sergio Moro é anônima. Como poderia proteger fonte desconhecida?

A verdade é que sob hipótese alguma, mesmo sob pequeno erro de Moro, se possa libertar da prisão um assassino e ladrão que tanto infelicitou a Nação Brasileira.

A grave crise pela qual passamos é, sem dúvida, moral e ética. E onde está a moral ao se condenar Moro, e todos aqueles que hoje se espelham em Moro, e libertar o criminoso Lula? Pois, todos, medianamente inteligentes, informados e de bom caráter, mesmo que não usem capas pretas e falem juridiquês,  sabem quem deva estar preso neste caso.

Moro tornou-se sinônimo de combate à corrupção e o fez com muita maestria, inteligência, trabalho e dedicação. Hoje é um belo símbolo da Nação brasileira, afagado por autoridades do mundo inteiro.

Ao contrário dos sábios, das mais altas instâncias de Poder deste País, detestados, Moro é visto e lembrado como exemplo e com orgulho pelos brasileiros de bem.

Esse atual governo, que prega o combate insano da corrupção e que encontrou a sua arma mais potente em Moro, equipe e semelhantes, tem a oportunidade de mostrar de qual lado está!

MORAL E DIREITO!


Marco Antônio Felício da Silva é General de Divisão, na reserva.

Um comentário:

Anônimo disse...

Porque o militante Glenn Greenwald ainda não está preso?
Certa vez eu e mais 5 (cindo) pessoas, fomos intimados (por sermos os últimos proprietários de um veiculo, "descoberto como adulterado") a comparecer em uma delegacia. RESUMINDO: Ao final das oitivas, eu fui liberado, e todos os outros foram processados por receptação. Eu tinha todos os comprovantes de que havia pago o valor correto de mercado do veiculo; e todos os outros 5 (cinco) haviam pago metade do valor de mercado; comprovando que sabiam que estavam levando vantagem sob um produto ilícito.