quarta-feira, 31 de julho de 2019

O poste não pode fazer xixi no cachorro, mas temos boas novidades no mundo do trabalho, crédito e previdência



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Era previsível que a extrema-mídia-militante perderia tempo com a polêmica inútil entre o Presidente Jair Bolsonaro e o advogado Felipe Santa Cruz – cujo pai (Fernando) é um dos mártires da marketagem da derrotada guerrilha comunista da década de 70 no Brasil. Aliás, a Associação de Advogados e Estagiários do Rio de Janeiro pede a cassação do presidente da OAB Nacional pelos ataques covardes promovidos contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Também era pule de 13 que a esquerdalha ficaria PT da vida porque o Presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a escolha do deputado federal Eduardo Bolsonaro para Embaixador em Washington. Na Casa Branca, provocado por uma repórter da Globonews, Trump admitiu que nem sabia da indicação do Eduardo. No entanto, já avisou que apóia a iniciativa. Agora, nem que a oposição queira, o Senado brasileiro não ousará barrar Eduardo.

Felizmente, a babaquice editorial de canhota foi superada por boas notícias no Brasil que toma decisões certas no presente para ter um futuro melhor. O Governo Federal deu a partida no amplo processo de atualização de regras que regulam o universo trabalhista brasileiro. Foram anunciadas a modernização das Normas Regulamentadoras (NRs) de Segurança e Saúde no Trabalho e a consolidação e simplificação de decretos trabalhistas. As medidas vão garantir a segurança do trabalhador e regras mais claras e racionais, capazes de estimular a economia e gerar mais empregos.

As revisões das Normas Regulamentadoras (NRs) 1 e 12 e a revogação da NR 2 ocorreram após os debates promovidos desde fevereiro pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), presidida pelo Ministério da Economia. O fato incrível é que, nos três casos, houve consenso integral entre o governo, trabalhadores e empregadores, alinhando os textos às melhores práticas internacionais de diálogo social e de normas de saúde e segurança no trabalho. Só a revisão da NR 12 poderá reduzir até R$ 43,4 bilhões em custos para o agregado da indústria, refletindo em aumento entre 0,5% e 1% da produção industrial.

Outra novidade espetacular: Instituição financeira cooperativa com presença em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal, o Sicredi recebeu ontem o prêmio Growth Award durante a Conferência Mundial do Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, na tradução da sigla em inglês). O evento acontece em Nassau, nas Bahamas. O Sicredi foi reconhecido por seu crescimento: ultrapassou a marca de quatro milhões de associados e já conta com mais de 26 mil colaboradores e mais de 1.700 agências em mais de 1300 cidades brasileiras. Aliás, é inteligentíssima a campanha publicitária do Sicredi - “Fazer Juntos” – concebida pela agência Morya Porto Alegre, integrante do grupo ABC.

As pessoas com mínimo bom senso não querem mais saber de discussões idiotas sobre extremismos ideológicos. O momento exige foco e concentração de esforços na retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento do Brasil. É mais Brasil, menos Brasília. Ainda dá tempo de debater, no Senado, uma proposta que melhore a capenga reforma previdência que a Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno de votação e que deve repetir no segundo. A saída vai além da mera Capitalização – que os deputados não quiseram “patrocinar”.

A nova Previdência Social bem que poderia abraçar um modelo que gerasse poupança nacional via fundos previdenciários. O negócio poderia garantir emprego, financiamento da casa própria, investimentos em infraestrutura, além de permitir a redução da taxa de juros real. Junto com o incentivo à ampliação do trabalho bem sucedido das cooperativas de crédito – em concorrência direta com bancos que só tem atuado como sanguessugas dos cidadãos que tomam empréstimos a taxas absurdas -, os fundos previdenciários seriam o atalho para a mudança do Capimunismo rentista para o desejável Capitalismo Democrático no Brasil.

Resumindo: Temos excelentes possibilidades de mudança estrutural. Só precisamos retomar o debate econômico que a Era Petralha simplesmente dizimou, em benefício da roubalheira sistêmica que beneficiou seus inescrupulosos dirigentes e seus comparsas nas estatais e no mercado financeiro.

Tomara que as novidades no mundo do trabalho, da previdência e do crédito sejam capazes de entusiasmar os brasileiros que exigem reformas estruturantes e mudanças estruturais, impedindo as imbecilidades de bandidos corruptos que fazem os postes mijarem nos cachorros...

Farmácia Popular me sacaneando?

Presidente Bolsonaro, peça ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para dar um puxão nos gestores do programa Farmácia Popular.

Na segunda e na terça-feira, entrou pelo cano quem tentou adquirir medicamentos nas farmácias do Estado de São Paulo.

Os atendentes não conseguiam acesso ao sistema informatizado que libera o medicamento para os pacientes cadastrados e com receitas médicas.

Se o governo deseja matar a mim e a um monte de gente do coração, me avisa, que eu acelero meu suicídio diário no insustentável jornalismo...





Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Julho de 2019.

Boa Pergunta sobre o Ouro



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um amável leitor comentou a respeito do artigo Antolhos:”Pq vários países ainda insistem em estocar ouro, então?”.

Tentarei responder.

Há pessoas com uma inteligência emocional exacerbada.

Tendem a super valorizar o valor de estima das coisa (materiais e imateriais).

O ouro foi um divisor de águas no mundo antigo. Por sua maleabilidade, podia ser transformado em algum utensílio sem grande esforço. Não enferrujava, não se dissolvia em água, não embolorava.

Passou a ser um denominador comum para as trocas. Em vinte e cinco séculos [de 1.000 AC até 1.500 DC] reinou absoluto na preferência das gentes. No mesmo período houve cerca de cem (100) gerações de seres humanos. O apego ao metal ficou arraigado no ideário das pessoas.

O seu declínio começou com o advento do papel-moeda. Mais fácil de transportar e de ter sua autenticidade reconhecida.

Com a Revolução Francesa surgiram os “ assignats” emitidos sem lastro pelos governos de então.

Para os que quiserem se aprofundar no tema, sugiro a leitura do livro “O Inventor do Papel” de Janet Gleeson (ISBN 85-325-1911-3). Os desastres causados pelo papel-moeda foram de tal ordem que as pessoas voltaram ao porto seguro do passado: o ouro.

Governos de muitos países não entendem que os tempos mudaram . A guerra atômica é uma realidade. Destruída a imagem para que manter o altar ? Fora bezerro!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A Cínica e Criminosa Oposição do PT



“Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Felício

Paulatinamente, na medida em que o atual governo tenta reverter o caos que inunda todo o País, em todos os campos do Poder, com raras exceções, enfrenta tenaz resistência de quem contribuiu definitivamente para tal caos.

 É de revoltar o comportamento sujo, imoral e criminoso do PT e de seus representantes no Congresso, bem como nos meios de comunicação e nas universidades. A quadrilha se apossou do governo, chefiada por Lula e cometendo toda sorte de crimes, incluso o desvio bilionário de recursos do Tesouro Nacional. 
As políticas populistas e assistencialistas, colocadas em prática,  criaram vasto curral eleitoral e uma massa carente fiel ao PT e a Lula.

Após as últimas eleições, parte importante da herança material dessa quadrilha petista e aliados, apesar da prisão de Lula, está viva e resistente. 

É integrada, fundamente, pelo Foro de São Paulo (FSP), pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo pouco conhecido e falado Foro Mundial Social. Este último, também, criado e dirigido, internacionalmente, pelo PT. 

Assim, a quadrilha, devidamente coordenada pelo partido, tem a capacidade de organizar, enquadrar, conscientizar e impregnar, psicologicamente, uma grande massa, que abarca todas as idades, base de sua resistência, nas diversas formas em que se apresenta.

Ao final da década de 90, após a ruína do comunismo, influenciado por Fidel Castro, Lula e outros aliados fizeram ressurgir, na América Latina, por meio do FSP, o que chamam de uma alternativa ao neoliberalismo: o “socialismo radical”, agora acoplado ao populismo e ao bolivarianismo.

O FSP apresentou resultados surpreendentes. Ascenderam ao poder, em diferentes países, vários candidatos bolivarianos e marxistas, integrantes e seguidores do FSP.

A partir do segundo encontro DO FSP, no México, em 1991, este passou a ter caráter consultivo e deliberativo, subordinando seus integrantes às decisões acordadas nos encontros do FSP e, consequentemente, às  ações a serem desenvolvidas internacionalmente e, internamente, nos respectivos países partícipes do Foro.

Tais deliberações têm como objetivo a implantação do comunismo no continente, fato que transfere para um segundo plano os interesses nacionais e fere os princípios da soberania e autodeterminação dos países-membros. 

No Brasil, também, contraria a Lei Orgânica dos Partidos Políticos (LOPP), que define: “a ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com o seu estatuto e programa, sem subordinação a entidade ou governo estrangeiros” (art. 5).

Essa lei, no conceito do FSP, se torna letra morta. Assim, cometem grave crime todos os representantes brasileiros que ao FSP se subordinam.

O FSP foi presidido por Lula até sua eleição, em 2002, adotando política de favorecimento aos países partícipes. 

Eleito Presidente do Brasil, no exercício do governo, desenvolveu diplomacia presidencial “ditada” pelo foro, traduzindo política externa de cunho ideológico, intensamente prejudicial aos interesses brasileiros e, por diversas vezes, ferindo a Soberania Nacional. 

Como exemplos, sem consulta ao Congresso, concedeu o perdão  para dívidas externas de vários países e deu solução a conflitos de interesse com o Paraguai, o Equador, a Bolívia e a Argentina com prejuízos de monta para o Brasil.

Também, é exemplo a defesa da ditadura bolivariana de Hugo Chávez e o apoio a Evo Morales, da Bolívia, mesmo quando este contrariou interesses brasileiros e agrediu a soberania nacional. 

O estabelecimento de relações especiais com Cuba, por meio de milionários investimentos e a vinda de 12 mil médicos, a peso de ouro, para o Brasil, faz parte do alinhamento e de ilegais acordos secretos de Lula e do PT concretizados dentro do FSP.

A recusa de Lula em taxar as Farc como narcotraficante e terrorista foi outra imposição do FSP. O Itamaraty as tratou como forças beligerantes, mesmo após a prisão do traficante Fernandinho Beira-Mar pelo Exército colombiano.
Há, ainda, que enfatizar a manutenção do Mercosul em nome de uma integração econômica latino-americana danosa para o Brasil.  

No âmbito da Política Interna, entre outros, é exemplo a inaceitável aprovação por Lula do III Plano Nacional de Direitos Humanos, tendo em vista o preconizado pelo FSP em relação aos DH, considerado assunto prioritário para os países integrantes do Foro desde seu primeiro encontro.

A comprovar o dito acima, a mensagem enviada por Lula ao XVI Foro, na Argentina, em 2010, na qual elogia as decisões tomadas no âmbito do Foro e que possibilitaram “as grandes transformações pelas quais passaram a América Latina e o Caribe”.

Também, o ex-assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, falecido, fez questão de lembrar : “A União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), a TELESUR, a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba), todas essas iniciativas foram gestadas no ventre do Foro de São Paulo”. Objetivo? O controle total do subcontinente americano por uma associação de Estados comunistas.

Hoje, sabemos que Lula, criminosamente, renunciou aos interesses nacionais junto a tais países, os beneficiando bem como a respectivos indivíduos, grupos e partidos. Tomou decisões de governo, sem conhecimento do Congresso brasileiro, definidas, em reuniões do FSP, com a participação do PT, criador e integrante do Foro, ferindo claramente o que impõe a Constituição brasileira.

Quando tornaremos ilegal a participação do PT na vida política brasileira com sua cínica e criminosa oposição?

Marco Antonio Felício da Silva é General de Divisão, na reserva.

25 anos do Plano Real: um quarto de século sem alta da inflação



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Daniel Cavagnari

Nos anos 1980 e início dos anos 1990, a inflação era tão alta (chegou a 2.708,2% no ano) que diziam que cada brasileiro era um “economista em potencial”, justamente porque ele sentia e administrava a constante falta de dinheiro.

Mas o que é inflação, afinal? Imagine um lugar que produz bens avaliados para venda em R$ 1 milhão. Agora imagine que há disponível na economia R$ 2 milhões para o consumo das famílias (eu disse apenas para o consumo, excetuando-se qualquer tipo de poupança). 

O resultado é simples: como não posso atender a economia com poucos produtos e muito dinheiro, eu ajusto os preços. Esses produtos são encarecidos para atender essa demanda e passam a ser vendidos por até R$ 2 milhões. Pronto, o que custava R$ 1, agora custa R$ 2. Demanda maior que a oferta. Ou, muito dinheiro na economia procurando poucos produtos. Inflação.

Em julho de 1994 foi implementado o Plano Real, que eliminou a possibilidade de uma hiperinflação no futuro e uma catástrofe econômica maior ainda. Isso foi feito em três etapas: Programa de Ação Imediata, que “preparou a casa” para a nova moeda; criação da Unidade Real de Valor, pela qual o valor da moeda brasileira foi equiparado ao do dólar; e por fim a implantação da nova moeda, o real.

Mas ao contrário do que as pessoas pensam, o Plano Real não foi um decreto político ou uma decisão com resultados mágicos, custou muito caro. Muito mesmo. E me refiro não à economia do Brasil, mas aos que viviam nela e que somavam efetivamente valores ao Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, os empresários e as famílias.

De qualquer forma, fazer sacrifícios faz parte da nossa vida para se obter progresso e foi isso que aconteceu na implantação do Plano Real. Antes do seu lançamento vários processos haviam sido implementados. Destaco a seguir alguns dos principais:

– Cortes nos gastos públicos;
– Combate à sonegação fiscal;
– Privatizações;
– Política cambial e crédito internacional.

O período de maturação do plano foi até o ano de 2004. Nessa década o desemprego saltou de 5,03% para 12,57%. O PIB registrou crescimento tímido e chegou a ser negativo em 2003 (-0,20 %). A eliminação imediata da inflação também custou aos cofres públicos, cuja dívida cresceu significativamente — de R$ 153,2 bilhões em 1994 para R$ 946,7 bilhões em 2004.

Note ainda que a política cambial aplicada (manter o valor do real próximo ao do dólar), evitando principalmente a desvalorização do real ou especulação pelo dólar, apesar de baratear a importação de bens, também desaquecia o mercado interno (importações maiores) e desestimulava o mercado de exportações.

Até o início do Plano Real, a balança comercial tinha um desempenho médio positivo (vendíamos mais para o exterior do que comprávamos). É como se recebêssemos mais salário do que gastássemos em despesas cotidianas.
Depois da implantação do Plano, a queda foi tanta que desequilibramos a balança comercial, ou seja, passamos a importar mais do que exportar. Foi o resultado de manter artificialmente a nossa moeda (Real) equiparada ao dólar.

Enfim, o Plano Real e sua história demonstra que qualquer decisão política e econômica, de alto impacto e longo prazo, não nos possibilita colher frutos instantâneos, necessitando de anos de maturação e sacrifício.

Daniel Cavagnari é coordenador do curso de Gestão Financeira do Centro Universitário Internacional Uninter.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Atenção para o troco do Mecanismo



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Mais uma vez, Jair Messias Bolsonaro comete o erro de falar demais e dar espaço político para uma esquerda suicida, demagógica, que só defende direitos humanos no papo furado e no oportunismo ideológico. Será que o Presidente não percebe a inutilidade e o quanto é inoportuno levantar polêmicas com fanáticos do tipo do presidente nacional da OAB?

Felipe Santa Cruz cresceu com as afirmações que fez sobre seu pai, Fernando Santa Cruz, famoso desaparecido nos tempos da repressão contra a guerrilha comunista da década de 70. O extremismo ideológico não quer ou não consegue constatar que o Brasil não irá evoluir politicamente, se permanecer, eternamente, mantendo vivos os conflitos pós-1964.

Enquanto os extremos fazem guerra midiática, a corrupção, a violência e a ignorância se ampliam no Brasil. A tendência é que os espetáculos de barbárie aumentem ba medida em que o Governo intensificar o combate ao Crime Institucionalizado. O Mecanismo irá criar armadilhas para quem comete a ousadia de enfrentá-lo. Atenção para o troco do Mecanismo...





Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Julho de 2019.

Antolhos



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Admiro as pessoas brilhantes; inclusive as que discordam de meus pontos de vista.

Esse fato não impede (pelo contrário, me obriga) críticas construtivas.

Ilustres economistas quase sempre partem de premissas falsas que os levam a conclusões equivocadas. Puro exemplo de sofisma material.

Como cavalos de corrida indóceis, levam postos antolhos que impedem a visão lateral.

Voltemos ao tema do ouro.

Nos dias de hoje não tem mais valor de uso. Seu valor de troca é declinante. Resta-lhe apenas o valor de estima. Pura adoração do Bezerro.

Certa vez um general (um dos homens mais extraordinários que este país viu nascer) me disse: “Não nos preocupam as adversidades. Afinal fomos educados para isso.”

Reserva de valor só é o que nos serve em qualquer cenário. Algo que nos alimente, nos abebere, nos cure. O resto é “lenda urbana”.

O Brasil, recebedor de todas as bençãos da Divina Providência, tem o que realmente vale. Se mantém suas reservas internacionais mormente em títulos emitidos pelos Estados Unidos da América, é porque tem uma visão realista do mundo. O garantidor desses títulos tem as Forças Armadas mais poderosas do mundo em todos os tempos.
O resto é querer estar no País da Maravilhas de Alice.

A Rússia perde sua importância geopolítica na medida do avanço de outras fontes de energia que não o petróleo e o gás.

A Índia vê seu lençol freático baixar. A China tem que alimentar bilhões de pessoas todos os dias. Badalhocas tecnológicas não servem. África do Sul, ainda no estágio pré-socrático; tribal.

Dos BRICS resta apenas o plano B; de BRASIL!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Abjeta Defesa do crime




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Victor Barbosa

Desde 9 de junho, Glenn Greenwald vem publicando no seu site IntercePT Brasil antigas e hackeadas conversas entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Hackers, que chamei de ciberpiratas são criminosos que se escondem na tenebrosa deepweb de onde cometem roubos de contas bancárias, de reputações, de conversas particulares, de intimidades Nesse submundo virtual estão também pedófilos que enviam pornografia infantil, chantagistas, terroristas, traficantes de drogas, de armas, de pessoas, enfim, tudo que não presta em termos humanos. E ninguém está livre deles.

O antro é protegido através de tecnologias sofisticadas e recentemente um jornalista descobriu um manual de hackers que ensina métodos para os facínoras não serem pegos.

Pois bem, são bandidos desse tipo que nutrem o site de Grenwald. Bandidos, mas entendidos em manipulação eles podem decodificar vozes para depois reproduzi-las de outro modo, numa outra fala. Alteram imagens, coisa já feita por qualquer um na Internet. Apossam-se de números de celulares e fazem ligações simulando serem os donos do aparelho. São, pois, manipuladores com fins criminosos e devem se comprazer em destruir pessoas.

A essa escória, que pode ser classificada como psicopata, se associou Greenwald no que foi seguido pela revista Veja, o jornal Folha de S. Paulo e outros mais, todos numa explicita e abjeta defesa do crime.

Existem, vários tipos de jornalismo como de informação, investigação, opinião, que são necessários e importantes. Mas tem também o que já foi chamado de “jornalismo marrom”, que é aquele da difamação, dos escândalos, das fofocas, dos chamados fake news nome moderno para mentira com a qual se tenta denegrir uma pessoa. Não há dúvida que o jornalismo de Greenwald se encaixa no tipo marrom.

Contudo, apesar de todos os cuidados o hacker Walter Delgatti Neto, conhecido como “Vermelho” foi preso. Seu elo com Greenwald ele disse ter obtido por meio de  Manuela D’Ávila, ex-deputada do PC do B e vice do candidato derrotado do PT, Fernando Haddad. Foram também presos Gustavo Henrique Elias Santos. Suellen Priscila de Oliveira e Danilo Cristiano Marques ou seja, a quadrilha completa.

Com a certeza da impunidade “Vermelho” tem um perfil no Twitter de onde achincalhava e provocava o ministro Moro. Também ofendia o presidente da República que chamou de cretino. E quando foi preso disse, com a desfaçatez dos psicopatas que além de sádicos buscam obter simpatia, que hackeou o ministro Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol para fazer justiça e mostrar ao povo o que havia de errado na conduta do então juiz Moro. E aqui temos uma monstruosa inversão de valores. Isto porque a maioria dos brasileiros sabe que Sérgio Moro é um baluarte, motivo de orgulho nacional, aclamado como herói por ter conseguido realizar através da Lava Jato o maior combate à corrupção já havido no país.

Compare-se o juiz competente e íntegro com a ficha do hacker que é extensa e que resumo a partir de uma matéria do O Estado de S. Paulo, de 25/07/2019: “Delgatti responde por furto, falsificação de documento e estelionato”. Além disso, ele e seus companheiros do crime possuem grandes quantidades de dinheiro, incompatíveis com seus rendimentos. Recentemente adquiriram dólares para, segundo eles, comprarem armas. Ainda assim, angelicamente, “Vermelho” disse não ter recebido nada pelo serviço sujo prestado a Greenwald e o que mais está por trás da farsa. Quem vai acreditar num indivíduo que falsifica carteiras de identidade, rouba cartões de crédito e cheques?

A polícia Federal fala em centenas de hackeados. Entre eles a cúpula governamental e o próprio presidente da República. Supõe-se por conta disso que existam mais hackers, ciberpiratas mais sofisticados, cujo objetivo é derrubar o governo. São conjecturas a serem investigadas mais profundamente. Entretanto, até agora só apareceram supostas conversas entre Moro e Dallagnol e, assim, fica evidente a intenção de destruir o ministro e com isso acabar com a Lava Jato, o que tem como consequência “Lula Livre”. Por tabela acaba-se também com o presidente da República.

O que mais impressiona nesse cenário e deixa indignadas pessoas de bem é que mesmo diante da evidência de que se está lidando com facínoras é sobre o ministro e o procurador que se abatem aqueles que deviam defendê-los. Espantosamente, entidades como OAB, ABI, outros meios de comunicação, jornalistas, advogados, congressistas envolvidos na Lava jato e até ministros do Supremo estão cometendo a abjeta defesa do crime.

Por muito menos o presidiário, quando na presidência da República, quis deportar um jornalista que o chamou de bêbado. Está na hora do presidente Bolsonaro fazer alguma coisa. A petulância, a arrogância, o veneno destilado devem ser estancados para mostrar que o Brasil não é o país da impunidade onde só criminosos têm vez.

Maria Lucia Victor Barbosa é Socióloga - mlucia@sercomtel.com.br

Nossa Democracia Participativa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

O clima de polarização que se instalou no país, cuja origem está na construção da equação “nós e eles”, de autoria do PT, gera uma bateria de efeitos, nem todos negativos. Se é verdade que a dose de bílis tem escorrido com maior intensidade pelas veias sociais, é plausível a hipótese de que a conscientização política se expande entre os grupamentos organizados. Fenômeno positivo.
São palpáveis os sinais de que a política passou a fazer parte do menu cotidiano dos brasileiros. A par das duas grandes correntes que se manifestam intensamente, enaltecendo ou criticando as posições do governo Bolsonaro, subgrupos se multiplicam aqui e ali, falando de política, discorrendo sobre temáticas variadas em encontros e reuniões ou nas redes sociais. O fato é que o discurso político se faz presente na interlocução social, a denotar o interesse dos cidadãos na construção do pensamento nacional.
Essa massa expressiva tem escoado para espaços formados pelos movimentos sociais, alguns fortes, outros em estágio de crescimento, e todos eles ligados a setores sociais ou a categorias profissionais. São movimentos em defesa de gênero, minorias étnicas e raciais, contra ou a favor de determinadas temáticas (aborto, porte e posse de armas, escola sem partido), ou núcleos que desfraldam a bandeira de categorias organizadas, como servidores públicos, (forças armadas, policiais militares), professores, ruralistas etc.
O fato é que a movimentação dessas categorias passa a influir intensamente na elaboração e no ajuste de políticas públicas, como temos visto nesse ciclo de debates sobre a reforma da Previdência. Cada setor quer incluir suas demandas no projeto que vai ao segundo turno na Câmara, sem esquecer que Estados e municípios também criam sua frente de demandas.
Nunca se viu no país uma movimentação tão forte como a que se assiste no momento. A Constituição de 1988, claro, envolveu intensamente certos grupos, mas a pressão maior esteve todo tempo na esfera da representação política, com destaque para o centrão, que acabou imprimindo sua marca na Carta. Hoje, a organicidade social ganha fôlego, descendo aos andares mais baixos da pirâmide social e, de certa forma, constituindo novos polos de poder.
Essa é a boa novidade. O processo democrático passa a ganhar a voz das ruas, sendo balizado de forma centrípeta, ou seja, das margens para o centro. Significa que estamos andando, mesmo devagar, na rota de uma democracia participativa. A miríade de entidades criadas nos últimos anos começa a dar o tom na orquestração das demandas sociais.
Sob esse prisma, é lamentável ver a desconstrução de conselhos e associações que canalizavam a expressão de grupamentos, fazendo o devido encaminhamento aos órgãos do governo. Medida recente baixada pelo presidente Jair Bolsonaro acaba com um conjunto de entidades representativas da sociedade junto ao governo. Essa modelagem contribuía para consolidar nossa democracia participativa.
A propósito, convém lembrar que na Carta Magna temos três instrumentos voltados para firmar a democracia participativa, também designada de democracia direta: o plebiscito, o referendo e o projeto de lei de iniciativa popular, este que carece de assinatura de 1,5 milhão de eleitores. A larga estrutura dos conselhos formados para colaborar com o governo é, agora, esfacelada. O presidente prefere governar sem o apito social, o que mostra forte viés autoritário.
De qualquer maneira, a movimentação social, imune à decisão do presidente ou de outras autoridades, deverá continuar. Lembremos a gigantesca movimentação de junho de 2013. Por enquanto, os movimentos acompanham, atentos, os programas. Ainda estão vivendo o período de lua de mel. Mas poderão, a qualquer momento, encher as ruas. A divisão social em duas grandes bandas – nós e eles – (agora de maneira invertida), sugere que o país tende a ser um grande palanque, de onde emergirão pleitos em muitas frentes. Depois da Previdência, teremos a reforma tributária. E na mira, estará a reorganização do Estado.
Os programas de hoje e de amanhã passarão pelo crivo social. É bom saber que uma decisão unilateral, de cima para baixo, não vingará sem o cidadão aprová-la. A democracia participativa avança, mesmo sob objeção de governantes.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Bolsonaro vai ignorar o risco de crise externa?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Como a equipe econômica de Jair Bolsonaro vai reagir se estourar uma crise econômica, a partir dos Estados Unidos da América – conforme muitos estudiosos fazem previsões? Qual seria o impacto da eventual recessão ou subida de inflação norte-americana sobre o Brasil? Estamos preparados para enfrentar tamanha turbulência, justamente no momento em que o País começa a projetar uma recuperação com perspectiva de crescimento e desenvolvimento?

Aqui neste Alerta Total, o administrador e estudioso da dinâmica econômica internacional, Luiz Antônio Valle, produziu mais um artigo advertindo que estamos fragilizados e sem instrumentos de pressão adequados para que o Brasil possa se contrapor aos geradores da crise que se avizinha. O fato crítico já é tratado no andar de cima do poder, sendo levado a sério no comando das grandes empresas. O debate ainda não trazido para o mundinho da mídia – que prefere perder tempo com babaquices verdevaldeanas e nos ataques impiedosamente sistemáticos a Jair Bolsonaro e seus factóides.     

Valle escreveu: “Segundo dados do Bacen em maio de 2019 o Brasil possuía reservas US$ 388,09 bilhões, o que vem se mantendo em patamar semelhante a sete anos consecutivos, uma vez que em maio de 2012 nossas reservas eram de US$ 373,91 bilhões. Esta reserva atual é considerada por muitos economistas como elevada e confortável, uma vez que se considerarmos o PIB brasileiro, dá uma sensação de segurança em função do seu montante”.

O estudioso prossegue: “Entretanto, além de quantidade deve ser considerada a qualidade dos ativos, vez que poderíamos vê-la como segura, não fosse pela natureza da sua composição. Surpreendentemente destes US$ 388,09 bilhões temos US$ 363,32 bilhões em títulos e somente US$ 7,98 bilhões em moedas estrangeiras, ou seja, 93,62% das nossas reservas são títulos, o que é uma exposição muito acima dos demais países!”

Valle critica a “opção” brasileira: “Não bastasse a vulnerabilidade óbvia é um péssimo negócio financeiro, pois em 2018 pagamos, em média, 9,5% a.a. sobre os títulos brasileiros que financiam a dívida pública, emitidos para 5 anos, e recebemos 3% a.a pelos títulos norte-americanos que compramos, emitidos para o mesmo prazo. Para deixar mais clara a frágil situação, que é contrária a estratégia dos demais países que mostrei, a participação do ouro nas reservas brasileiras é de insignificantes US$ 3,05 bilhões, ou seja, 0,79% do total”.

Luiz Antônio Valle chama atenção para o problema crucial: “Numa crise global, de acentuado aspecto de liquidez, se os emissores dos papeis que mantemos em nossas reservas virarem para o Brasil e disserem que precisam dilatar o prazo do vencimento devido a crise, ou que simplesmente não podem honrá-los, o que o Brasil faria? Qual instrumento de pressão ele tem para forçá-los? Óbvio que nenhum”.

É fundamental que a equipe de Bolsonaro – não só a assessoria do Paulo Guedes, mas, sobretudo, os militares – dediquem um pouco de tempo para um debate interno, estratégico, sobre os riscos de uma crise globalitária no momento delicado em que o Brasil vive (e os brasileiros sobrevivem). Brevemente, o governo e os políticos vão aprovar a reforma previdenciária que for possível (se será boa ou ruim, o tempo é que dirá). Depois dela, vem a prometida fase de novos negócios e uma nova pancadaria em torno da reforma tributária em uma Federação de mentirinha, muito desperdício e imensa corrupção, como a nossa.

Não tem moleza... Em paralelo com a retomada econômica (ficando esperto para o risco da crise externa), o Brasil tem de conquistar vitórias objetivas contra o Crime Institucionalizado. O problema concreto precisa ser lembrado a todo instante: como a corrupção tem aspectos estruturais e culturais, é imprescindível que o Governo Bolsonaro vá muito além do discurso e comprove que o enfrentamento da corrupção acontece na prática, na vida real, de forma perceptível pela maioria da sociedade.

O Alerta Total insistirá por 13 x 13, até cansar: Bolsonaro tem de nomear um Procurador-Geral da República que seja “processador” e não “engavetador” de investigações, inquéritos e processos. Se o Brasil não for muito além da famosa Lava Jato, o crime continuará hegemônico, com reflexos trágicos sobre o desempenho econômico – que foi arrasado pela corrupção dominante desde 1985, com a deplorável “Nova República”.

Usando uma metáfora futebolística – que os nossos poderosos populistas adoram -, o Brasil tem que ser “desamarrado”... Igual ao Flamengo do Paulo Guedes – que investe alto e espera por um milagre do Jesus – o técnico português...






Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Julho de 2019.