terça-feira, 16 de julho de 2019

Rosário de Decepções



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Nosso generoso povo tem muitas qualidades e poucos defeitos.

Pretendemos fazer apenas críticas construtivas e assim sendo, apontaremos questões a serem estudadas e melhoradas.

A impaciência geral nos leva a cometer imprudências. Quase ninguém espera alguns segundos para atravessar uma rua em segurança (na faixa de pedestres e com o sinal verde). Não aguardam na calçada e sim sobre o leito carroçável.

Poucas pessoas leem integralmente uma notícia. No frenesi em que vivem, completam o sentido segundo suas próprias convicções.

Até o momento, só temos a lamentar a ingenuidade do Mito no tocante a escolha de seu ministro da Economia. Já o qualificamos de “mágico” mas talvez seja melhor o apelido de “cegonha” uma vez que leva no bico o nosso Presidente da República.

Como ficam as promessas de campanha não cumpridas?

Por que um estrangeiro pode cometer, até agora impunemente, crimes contra a segurança nacional?

Por ironia, Bolsonaro está sendo atacado por sua melhor ideia até agora. Nomear um filho para a embaixada nos Estados Unidos da América. Só falta Trump também nomear um filho como seu embaixador no Brasil.

O mundo ficará atônito com a demonstração inequívoca da aliança entre as duas potências, que no passado já combateram lado a lado na libertação da Itália.

Pequenos desacertos por ingenuidade ou falta de informação devem ser apontados para uma possível correção.








Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Pai Nosso de Bolsonaro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

Chove pressão sobre o Palácio do Planalto. Por essa razão, Jair Bolsonaro pede licença aos pastores evangélicos, corre à catedral de Brasília e apela aos céus com uma prece inspirada no Pai Nosso: “Pai Nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso Nome”.
Proteja-me, meu Pai, por ver meu nome descendo do altar da santificação só seis meses depois de eleito. Confesso, Senhor, que continuo a animar os que me escolheram, uso frases e imagens que me enquadram na extrema direita, conservador nos costumes, liberal na economia. Sim, estou ansioso para ver aprovada a reforma da Previdência, portão das outras reformas.
Venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu. Venham a mim, meu Pai, políticos de todos os partidos, principalmente do centrão, sob a esfera do Rodrigo Maia, pessoa que gosto de fustigar na esteira com “uma no cravo, outra na ferradura”. Confesso que não confio nesses deputados do PSL, meu partido, turma sem experiência e jogo de cintura. Afaste de mim petistas e psolistas, alvo dos meus tiros de capitão de artilharia.
Senhor, sou um militar sem muito apetite para as demandas da política, apesar dos meus quase 28 anos no Parlamento.
Convoquei um grupo de amigos militares para me ajudar nas borrascas, mas não temo desagradar a quem não faz a lição de casa. O general Santos Cruz saiu chateado, mas em seu lugar coloquei um general mais estrelado. Mais amigo.
Agrada-me o poder, ser o centro do debate e chamado de “mito”. Mas agora me preocupam as vaias da oposição. Vou rever essas idas a estádios de futebol.
Pelo meu Reino, perdão, por minha reeleição, serei capaz de mudar minha índole, fazer a vontade dos outros, embora o confessionário político não seja minha praia. Sem uma profunda reforma política, voltarei às ruas nos braços do povo.
Agradeço, Senhor, a oportunidade de sentar na cadeira presidencial. Graças a isso já entrei no círculo dos mais importantes do planeta, entre eles meu amigo Donald Trump, o chefão da China, Xi Jiping, a dura primeira ministra alemã, Ângela Merkel e o jovial presidente da França, Emmanoel Macron. Este vive me jogando na cara coisas que desconhece, como a Amazônia. Digo e repito: nosso país é uma virgem desejada por tarados.
- O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Ajude-me, Senhor, a manter o pãozinho e o frango de mais de 13 milhões de famílias do Bolsa Família. Não consegui ainda, meu Pai, aliviar o sofrimento de 13 milhões de desempregados e mais de 12 milhões de subempregados. Esse é o calcanhar de aquiles, o espinho atravessado na garganta. Mas tenho esperança no meu “posto Ipiranga”, Paulo Guedes: o desemprego começará a baixar em meados do próximo ano.
Estou com receio de que o senhor Luiz Inácio seja libertado para zoar com o meu governo. Ele e os seus amigos do PT, PSOL, PSB, PC do B e outros nanicos vão fazer de tudo para bagunçar o pleito de prefeitos em 2020 e antecipar a eleições de 2022.
As minhas galeras fiéis estarão preparadas para enfrentar a guerra entre os três terços que dividem o país: um meu lado; outro da oposição; e o terceiro sem rumo, olhando a direção do vento.
Ah, como é interessante, Senhor, ver o meu ministro Sérgio Moro, apesar de criticado pela mídia, continuar aplaudido nas ruas. Se continuar assim, meu Pai, terei de defenestrá-lo mais adiante, porque não o quero como concorrente 2022. 
- Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos têm ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Tentarei perdoar meus opositores, mas jamais aceitarei a tese de que o cara que me deu a facada é desmiolado. Tudo armação.
Sei que falo demais, meu dia a dia é um palanque. Mas tenho saudades das ruas, Senhor.  Gosto das palavras simples, limitado que sou. Uso minha verve para agradar minha galera. Sou respeitado pela direita mundial. Quem chegou a ser tão amigo de um presidente da maior democracia ocidental, os EUA? Dizem que sou estrela brilhante da constelação da Direita mundial.
Ajude-me, Senhor, a chegar ao final do mandato com boa avaliação.
E perdoai-me, Senhor, se eu cometer o desatino de nomear meu filho Eduardo para embaixador nos EUA. Amém!”
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

segunda-feira, 15 de julho de 2019

As eleições 2018 foram legítimas?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fábio Chazyn

Depoimento de quem sofreu na pele, e nas boas intenções, a farsa perpetrada contra a Nação brasileira pela atual legislação eleitoral protetora dos atuais Partidos Políticos, em que o eleitor não sabe em que votou e o eleito não sabe qual foi o motivo de sua eleição! As eleições de 2018 foram legítimas?

Não há nada que empolgue mais o homem do que a disputa pela excelência em contexto que assegura igualdade de condições aos contendores.

E não há nada que indigne mais o homem quando nessa disputa não se oferece condições iguais.

É inaceitável perder no jogo das cartas marcadas!

Numa democracia, é pressuposto básico da Lei velar pela isonomia de condições entre os competidores. A eles o direito de impugnar uma competição que impede a aferição do melhor oferendo mais chance de vitória ao preferido de quem faz ou de quem executa as regras da competição.

As eleições proporcionais no Brasil em 2018 estão regidas por regras defeituosas. O motivo precípuo da disputa eleitoral entre os candidatos, pré-selecionados, é expô-los ao eleitorado para este avaliar quem oferece os melhores meios de defender os interesses do cidadão.

Recentemente, através da Resolução do TSE número 23.548/2017, o Estado brasileiro pretendeu corrigir discrepâncias nas regras das eleições para coibir fatores que impediam isonomia entre os contendores pelo acesso diferenciado que tinham ao financiamento de campanhas por Pessoa Jurídica e que, subsidiariamente, abria as portas para que os contemplados ficassem subjugados aos interesses dos financiadores, desvirtuando o processo de escolha dos legítimos representantes da população.

Parodiando, entendeu-se que não se podia deixar a raposa construir o galinheiro para facilitar que este fosse vulnerável à sua investida... Achar um meio de permitir tal facilidade ao predador seria uma trapaça; só serviria para justificar um desenlace pretendido. Como dados viciados num cassino desonesto.

Entretanto, as brechas deixadas na recente Resolução do TSE demonstraram que de fato “a emenda foi pior do que o soneto”. Ou seja, o que a lei tentou cercear foi exacerbado pela manobra dos Partidos Políticos. Antes, o candidato tinha a possibilidade de procurar meios para se fazer conhecer pelo eleitorado via financiamento de campanha por Pessoa Jurídica, ainda que via-de-regra ele ficasse sob jugo da reciprocidade e, consequentemente, tivesse  que sacrificar a sua isenção no trato da coisa pública.

Sem essa alternativa, pela imposição da Lei, o candidato ficou entre usar recursos próprios para se eleger, o que é teratológico, posto que o transforma em investidor, ou sujeito à aleatoriedade de doações de Pessoa Física num país em que isso não é habitual e, portanto, improvável. Para sanar esse problema, o Estado disponibilizou recursos do erário aos Partidos Políticos, através do Fundo Eleitoral.

Mas aparentemente as autoridades não contavam com o comportamento maléfico dos Partidos Políticos que desvirtuaram os motivos precípuos da Lei no repasse dos recursos do erário. Ou seja, por algum motivo não escancarado, os Partidos preferiram escolher, entre os candidatos iguais, alguns que eles achavam ‘mais iguais do que os outros’.

Em consequência, os candidatos que, contemplados com a legenda do respectivo Partido, mas não com o repasse do seu quinhão no Fundo Eleitoral, estariam predestinados a perder a disputa por não conseguirem contratar os meios para serem conhecidos. Somente aqueles agraciados pelo Partido teriam chance. Foi aberta a porta para os interesses do Partido subordinarem os interesses da Nação.

Num momento em que é voz comum que a classe política se desmoralizou com os escândalos de corrupção e dos conchavos do “toma-lá-dá-cá”, que inundaram os meios de comunicação, os Partidos Políticos em total confronto com o desejo da população, que clama pela RENOVAÇÃO dos representantes das Casas Legislativas, decidiram privilegiar a recondução dos candidatos com mandatos, em detrimento dos candidatos novos que ficaram à míngua e viraram ‘massa-de-manobra’.

Ou seja, os Partidos Políticos desvirtuaram sua missão de repassadores de recursos públicos, usurpando-os para a satisfação dos seus interesses mesquinhos mesmo sabendo que colidiriam com os da população.

A determinação dos Partidos Políticos em não renovar as Casas Legislativas nessa hora da mudança do Poder Executivo revela o plano dos caciques reacionários de se entrincheirarem contra a ofensiva de um novo Presidente por sua vez determinado a promover a reforma da estrutura de poder.  A Corte Jurídica que ignorar essa manobra demonstrará sua ausência de isenção e, portanto, confirmará opção de cooptação impatriótica.

Em nome da imensa maioria dos candidatos nas eleições proporcionais no Brasil, e sem chance de errar por injustiça, afirmo que os resultados do pleito eleitoral de 2018 terá que ser examinado sob a ótica de que as regras vigentes propiciaram a manipulação de dinheiro público em detrimento da possibilidade de os candidatos o disputarem em igualdade de condições, o que configura defeito na aplicação dos preceitos da Lei em prejuízo do interesse público e, por isso, perderá legitimidade se não for corrigido.

Em suma, é certo que a escolha dos legítimos representantes da população não pode ser subsidiária aos interesses de Pessoa Jurídica, como preceitua a Resolução do TSE número 23.548/2017, mas também não pode ficar subordinada aos interesses mesquinhos dos Partidos Políticos, como acabamos de demonstrar.

Fabio Chazyn é Empresário. Foi candidato a Deputado Federal nas eleições de 2018.


Releia o artigo de Jorge Serrão: TSE tem de aprovar Voto Distrital na eleição 2020


Tucanalhices



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

É pelo dedo (podre) que se conhece o gigante.

A linha 4 amarela do Metro de São Paulo nos revela o pouco caso das “otoridades” para com os cidadãos.

Não sei quem foi o “gênio” da comunicação que fez um logotipo diferente para identificar suas estações.

Um pouco antes das últimas eleições, a parada Oscar Freire foi inaugurada pela metade; só num dos lados da avenida Rebouças. Agora parece que vai ser completada.

Já a linha 6 laranja não dá sinais de obra em andamento. Japoneses correram da corrupção e desistiram da concessão. A cor de um partido novo nos leva a sugerir que o responsável vá a moerda...

A linha 5 Lilás, que era para ficar pronta na Copa de 2014 no Brasil, atrasou cinco anos, em um espetáculo de superfaturamento que deveria levar tucanalhas à cadeia.

A Linha Linha 17, outra que deveria ter ficado pronta para a Copa brasileira, continua um imenso monumento de concreto inacabado; se ficar pronta (Deus sabe quando?), não conta sequer com trem fabricado para a operação.
Trem pior? A 18 (que seria monotrilho até o ABC) será transformada em um corredor de ônibus (BRT) – o que tornará a longa viagem ainda mais demorada e menos confortável...

Por falar em “metrô” entre aspas, ruas e avenidas até em bairros “nobres” de São Paulo, sempre nos apresentam buracos novinhos! As concessionárias de água e gás arrebentam o leito carroçável tanto nos raros recapeamentos recentes quanto em vias que há décadas não recebem manutenção.

Mas o “roubo” do IPTU continua. E os asfaltamentos seriam custeados com a grana da indústria da multa de trânsito...

Aliás, tem novidade maravilhosa: a partir de agora, as multas podem ser pagas até com cartão de crédito e parceladas em até 12 vezes... Que generosa tucanalhice...

A administração pública sempre tem verbas para manifestações de “minorias” de duvidosa idoneidade; não para limpeza e conservação das vias.

Bueiros entupidos, em parte, são devidos à má educação do povo que joga detritos ao léu.

O que se pode esperar de gente que não respeita o sinal vermelho para pedestres pondo em risco a própria vida?

Dirigir automóvel na Paulicéia é um verdadeiro desvario.

Usar metrô e trem é vivenciar o drama da sardinha em lata.

Ônibus, nos extremos da Zona Sul, é teste de paciência pela demora ou pela sobrevivência aos assaltantes.

Há mais de 20 anos somos forçados a suportar tucanalhices. Até quando?

Com a palavra, o Ministério Público e o Judas Ciário...

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Prisão dos violadores da privacidade nas comunicações



Manifesto no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por MP Pró-Sociedade

A Associação Nacional de Membros do Ministério Público Pró-Sociedade (MP Pró-Sociedade): pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, CNPJ 32.702.301/0001-53, é instância de integração, discussão, aperfeiçoamento e ação de membros do Ministério Público que atuam na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Considerando que a Associação MP Pró-Sociedade divulgou, no dia 24/6/2019, em seus canais de comunicação com a sociedade, Nota Pública em favor da prisão dos violadores da privacidade das comunicações2 , mas também defende arduamente o exercício livre e responsável das liberdades de informação, opinião e expressão, bem como a liberdade de imprensa previstas na Constituição brasileira;

Considerando que o responsável pelo blog The Intercept, Glenn Greenwald, depois de comparecer a uma inquirição na Câmara dos Deputados Federais, ocorrida em 25/6/2019, anunciou a intenção de divulgar outras alegadas “mensagens” ainda atribuídas ao Ministro da Justiça Sérgio Moro e a diversos integrantes da força-tarefa da Operação “Lava-Jato”, apesar de não apresentar nenhum elemento probatório capaz de lastrear a veracidade das “imputações” contra os referidos agentes públicos;

Considerando o noticiado recente pela imprensa de uma série de manipulações no conteúdo das novas supostas mensagens que o blog The Intercept atribui a alguns procuradores da República, com mudança de datas e nomes nos supostos diálogos (que deveriam ser prints) – o que denota falsidade, já que print é, por definição, imagem exata da tela do celular, sem alterações – e que, inclusive, segundo a matéria jornalística, trocou nome de procurador que foi preso pelo de outro procurador, mantendo a mesma mensagem, ou seja, se mudou datas e nomes, pode mudar perfeitamente alterar qualquer outro tipo de “informação”;

Considerando reiteradas publicações veiculadas na imprensa nacional de vazamento de supostas mensagens, trocadas entre autoridades brasileiras, de forma ilícita através de invasão de dispositivo de informática por parte de hackers, ou seja, divulgação de mensagens sem decisão judicial em inquérito policial ou processo criminal, em explícita violação à garantia constitucional de privacidade das comunicações;

Considerando a publicação pelo blog The Intercept de supostas “mensagens” atribuídas a integrantes da Operação “Lava-Jato” e compartilhadas levianamente por diversos veículos de imprensa, sem a devida checagem de veracidade, obtidas mediante o cometimento, em tese, de diversos crimes previstos do ordenamento jurídico brasileiro, especialmente crimes previstos no artigo 151, §1º, inciso II, do Código Penal e/ou artigo 154 do Código Penal e/ou artigo 13 da Lei nº 7.170/1983 (Lei de Segurança Nacional) e/ou artigo 10 da Lei 9.296/96 e/ou os artigos 138/141 do Código Penal;

Considerando a flagrância delituosa dos crimes acima nominados3 e a inação (estado em que não se age; ausência de ação; ociosidade; inércia) dos Órgãos Públicos na aplicação da legislação penal e processual brasileira a fim de coibir a reiteração da prática dos crimes acima mencionados;

A prisão dos autores das práticas delitivas é uma das formas de cessar a habitualidade criminosa e, assim, evitar a reiteração da violação de direitos dos agentes públicos e da coletividade. XII, do artigo 5º, da Constituição Federal estabelece como única hipótese de inviolabilidade do sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas a ordem judicial;

Considerando que, após o epísódio Greenwald, autodenominados “garantistas”, "defensores da Constituição e da aplicação da lei", passaram a defender a utilização de conteúdos sem autenticidade e provas ilícitas. Pior, passaram a defender imunidade de investigação e de responsabilização penal, buscando evitar a qualquer custo a aplicação da lei (que juram defender), ao tempo em que cinicamente bradam: "todos são iguais perante a lei";

Considerando que na ocasião em que operações da Polícia Federal e do Ministério Público buscavam combater organizações criminosas, os "defensores da Constituição e da aplicação da lei" criavam interpretações só existentes no Brasil para anular provas, criando uma fábrica de habeas corpus que deixam qualquer europeu e norte-americano de queixo caído. Por outro lado, hoje, tais “defensores” pregam abertamente a validade de prova ilícita, aliás especificadamente, de não provas, pois sequer podem ser periciadas e, cinicamente querem que as vítimas de crimes é que tenham violado a sua privacidade.

Sim, toda a privacidade, já que todo tipo de assunto pessoal está em um celular. Tudo isso em um clássico duplipensar Orwelliano. Mas, recorrendo à Novilíngua também prevista por Orwell, buscam confundir "garantismo" (uma filosofia política de raiz marxista – o interesse do réu sempre acima do interesse público da proteção penal) com garantias processuais consagradas no mundo ocidental, como bem apontou Bruno Carpes;

Considerando que conversa telefônica não pode ser objeto de quebra de sigilo, exceto por decisão judicial e que a liberdade de imprensa não se sobrepõe a isso, pois o inciso 3 O Código de Processo Penal possibilita o cerceamento da liberdade de quem é encontrado praticando o crime ou acaba de cometê-lo, determinnando o dever legal de efetuar a prisão em flagrante às autoridades policiais e seus agentes, sob pena de responder criminal e administrativamente pela omissão (artigos 301 e 302).
A associação MP Pró-Sociedade, criada para a defesa da ordem jurídica e dos valores consagrados na legislação pátria, VEM A PÚBLICO, mais uma vez, CONCLAMAR as autoridades constituídas à apuração das infrações penais acima referidas, com a máxima urgência, tomando as medidas necessárias contra a continuidade da flagrância delitiva de extrema gravidade, para que se busque a imediata DECRETAÇÃO DA PRISÃO dos envolvidos nessa sórdida armação criminosa contra as instituições responsáveis pela Operação “Lava-Jato”, por ser uma das formas de cessar a habitualidade criminosa e, assim, evitar a reiteração da violação de direitos dos agentes públicos e da coletividade, bem como promover as demais medidas destinadas às investigações e à aplicação da lei penal, tais como buscas e apreensões, perícias etc.
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O 142 poderia ser acionado “sem” e “contra” Bolsonaro?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Continuam fazendo uma enorme confusão sobre a melhor interpretação do artigo 142 da Constituição.

Me parece até que a “soberba” e o “autoendeusamento” do Presidente Bolsonaro fundiram os seus “miolos”,  ao ponto  dele achar-se  forte o suficiente para “esculachar” o Vice-Presidente General  Hamilton Mourão, e a  própria equipe de capacitados generais que está lhe assessorando,  inclusive como Ministros, que são “trocados” a cada momento como  “absorventes”, ou “descartáveis”,  sem o mínimo respeito e consideração.

Queira Deus que Bolsonaro não tenha sofrido contaminação na longa  convivência parlamentar que  teve na Câmara Federal, com elementos  egressos da pior escória da sociedade, onde achar uma virtude é mais difícil que ganhar na loteria.

O “trailer” que Bolsonaro já assistiu e o preço que teve que pagar pela conturbada reforma da previdência, já é indicativo suficiente de que ele  não conseguirá governar conforme prometeu, tendo no seu “pé”  inimigos políticos declarados que comandam o Poder Legislativo Federal e os Tribunais Superiores.                                                                                                           
Se cada reforma que ele pretender for igual a esse demorado “parto” que teve na  reforma da previdência, o seu mandato vai acabar com as pretensas reformas quase todas na “gaveta”.

Bolsonaro em diversas ocasiões já se mostrou  absolutamente avesso de  fazer uso do artigo 142 da Constituição, acionando a “intervenção” militar-constitucional, para garantir-lhe a governabilidade, na “defesa da pátria” e  na “garantia dos poderes constitucionais”, na qualidade de “Comandante Supremo das Forças Armadas”, uma das funções constitucionais asseguradas ao  Presidente da República.

Mas ao que parece o atual Presidente da República “pensa” que só ele, nessa  qualidade, teria poderes para  requisitar a dita “intervenção”.
Para que melhor se compreenda a situação, são duas as espécies de intervenções previstas na Constituição. Uma delas é para “garantir a lei e a ordem”, que pode ser acionada mediante requisição de qualquer um dos Chefes dos Três Poderes (Presidente da República,da Câmara ,ou do Supremo Tribunal Federal).                                                                                                      

Para a outra espécie de intervenção, “garantia da pátria e dos poderes constitucionais”, a titularidade (única)para  tal  é só  das próprias FORÇAS ARMADAS, independentemente da concordância, ou não, dos Chefes dos Três Poderes, inclusive do Presidente da República.

É exatamente aí que reside a grande confusão. Em nenhum momento a Constituição exige que o “Comandante Supremo das Forças Armadas” participe da convocação de intervenção para “garantia dos poderes constitucionais e defesa da pátria”.                                                  

Essa pretensa “obrigatoriedade”, absolutamente ilegal, contrária e além da Constituição, está prevista exclusivamente na legislação infraconstitucional, mais precisamente, na Lei Complementar Nº 97,de 1999, o que não poderia. O que vale mesmo é a Constituição.

É evidente que uma eventual “intervenção” teria mais suporte “moral” se provocada pelo próprio “Comandante Supremo das Forças Armadas”,o  Presidente da República. Mas não seria  necessário. Isso deve ficar bem claro.

Paralelamente,e para “complicar”, anda por aí uma discussão absolutamente estéril no sentido de que uma eventual intervenção teria que ser do POVO, e não das FORÇAS ARMADAS, por força do disposto no artigo 1º,parágrafo único, da Constituição (“todo o poder emana  do povo...”).

Porém essa discussão é só para “distrair”. E daria no mesmo que discutir o “sexo-dos-anjos”, provavelmente plantada pelos que temem  a intervenção, mais do que o diabo teme a cruz, sabedores que o povo teria maior dificuldade que as Forças Armadas para fazer uma “intervenção” e fazer a “limpa” necessária.

Mas e se considerássemos as Forças Armadas como mero INSTRUMENTO da SOBERANIA POPULAR? Assim daria para se fumar o “cachimbo-da-paz”?

Ademais, suponho que o “espírito” dominante no Exército, na Marinha, e na Aeronáutica ,se confunde com o  “espírito” do próprio  POVO, porque as Forças Armadas também são POVO, razão pela qual não faz qualquer sentido a inútil discussão  sobre a eventual aplicabilidade do artigo 1º,parágrafo único, ou do artigo 142 da Constituição.

De uma coisa podemos ter absoluta certeza: pelos caminhos “normais”, e “constitucionais”, salvo o do “142”,o Brasil não escapará de cair no abismo. Somente uma “intervenção”, com muitas “cassações”, poderia  fazer a limpeza necessária e abrir os caminhos para a paz, segurança e a  prosperidade.

Mas para que essa  intervenção lograsse êxito, evidentemente dependeria que a iniciativa fosse tomada pelo  lado “bom” das FA, e jamais pelo  seu lado “aparelhado” pelo petismo, o que seria um risco a ser considerado, talvez até piorando a situação atual, se ocorresse.

Sérgio Alves de Oliveira/Advogado e Sociólogo.

Tite e a controvérsia



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Na entrega da premiação aos brasileiros campeões da Copa América, em 07/07/19, o treinador da seleção de futebol, Tite, fez ostensiva demonstração de antipatia pelo presidente da República.

Ao receber das mãos de Bolsonaro a medalha de campeão e não mostrar mínima cordialidade, ele deixou claro que não tinha, no ato, motivo de júbilo e que não ia com a cara do presidente. Foi deselegante.

Guardadas as devidas proporções, a encenação fez lembrar o petista André Vargas, um dos cascudos da quadrilha apanhada na Lava Jato. Em 02/02/2014, na solenidade de abertura do ano legislativo, com a protocolar presença do ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF (e chefe do Judiciário), Vargas, então deputado (PT-PR), comportou-se como um impertinente moleque de grêmio estudantil.

Sentado ao lado do ministro, fez várias vezes o gesto típico de erguer o punho cerrado: ele imitava a atitude de José Genoino e José Dirceu ao serem presos, condenados ambos no Mensalão. Vargas ainda teve o deboche de fazer "selfies" com o ministro. E numa troca de mensagens ao celular com um amigo, disse ter vontade de dar-lhe uma cotovelada.

Mas, além de constranger Joaquim Barbosa, relator do Mensalão e algoz de seus amigos corruptos, era para a "militância" que ele fazia a encenação. Na codificação petista, aquilo significava "resistência", como a dizer: "A esquerda não se curva à Justiça!"

Só para constar, erguer o punho cerrado é um gesto universal dos comunistas, mescla de ameaça, provocação e tripúdio - arrogância pura.

À época, o petista era vice-presidente da Câmara, mas sem compreender o significado nem a liturgia do cargo. E o que fez foi ignorar o simbolismo da presença de Barbosa, que ali representava um poder da República, o Judiciário. Ao afrontar o ministro, Vargas revelou seu desrespeito pelas instituições republicanas.

É nesse ponto que Tite tem um paralelo com Vargas. Ele comanda a seleção canarinho, a qual, queiramos ou não, tem, para a nação, um caráter simbólico: a nacionalidade se produz no imaginário do povo. Sem que se lhe superdimensione a importância, o treinador também é uma instituição e uma entidade que transita no imaginário do público. Então, será correto ele usar o cargo para expressar sua ideologia?

Ele confundiu a pessoa do presidente com a instituição. E ao mostrar antipatia por Bolsonaro, escolhendo lado na bipolaridade da política nacional, provocou forte reação, sobretudo em redes sociais.

André Vargas, ano e meio depois da pantomima, foi condenado na Lava Jato a 14 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Tite, cuja idoneidade não está em debate, não se confunde com André Vargas, que é um repulsivo criminoso. Mas se não revisar sua postura, vai acabar sem ambiente no Brasil, haja vista a reação que sua atitude segue provocando.

Se ele percebesse as mudanças, talvez adotasse outra atitude: há um ressurgimento dos símbolos nacionais. Quer dizer, o brasileiro voltou a respeitar seus símbolos e a devotar amor à pátria.

Para terminar, fique claro, o seu direito a ter opinião é sagrado.
Afinal, foi para defender a liberdade de pensamento, entre outros valores, que, em 2018, o povo brasileiro (que ora reage) derrotou o programa de governo que pretendia venezuelizar o Brasil.

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

O “pobrema” do Brasil



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Como o assunto é sério, espero que me permitam iniciar com uma velha piada que nunca perdeu a atualidade por essas bandas:

Um homem em um consultório se dirige ao médico:

- Doutor, eu tenho um “pobrema”.

Ao que o médico imediatamente responde:

- Se não for de dicção, o senhor tem dois.

No caso de nosso país, seriam seguramente milhões.

Embora pelo princípio, esse artigo possa parecer, não pretendo bater aqui na tecla exaustivamente tocada ao ponto de já estar desafinada da educação, vergonha internacional, (estamos em trigésimo nono lugar no ranking dos 40 países estudados pela Pearson International no “Project Learnig Curve” (curva do aprendizado) à frente apenas da Indonésia.

É claro, isso é um enorme problema, mas nossos irmãos do norte, não são assim tão melhores que nós como se poderia imaginar, ocupam  apenas um modesto décimo sétimo lugar, atrás mesmo da Polônia, cujos cidadãos  ocupam nos  Estados Unidos da América, o lugar  que os portugueses  lideram nas piadas no Brasil. Mesmo assim, tem uma economia pujante e são os indiscutíveis líderes do mundo livre.

Talvez porque nunca se viu um presidente norte-americano em um discurso falar:- the “ploblem” is.

Por lá o voto não é obrigatório, isso faz toda diferença, mostra que para que haja uma real democracia, torna-se necessário um mínimo de civilidade da sociedade.

Me pergunto:  Quem aqui elegeu o “muar de São Bernardo”, quem elegeu a “anta do Planalto “, os onze do STF, os governadores, prefeitos, deputados, senadores e vereadores?
Falando em vereadores, um bando deles em Florianópolis, aprovaram em vinte e seis segundos nessa última sexta-feira, um aumento em benefício mútuo, de seus tíquetes refeição para mais de R$ 1.000,00. A repercussão inesperada da maracutaia nas mídias sociais e (por incrível que pareça) até mesmo na Tv aberta, aparentemente os fará recuar.  Ver para crer.  

Não isento de culpa também os eleitores de Collor e os de Fernando Henrique, canalha Fabiano, que por quase dois mandatos com sua lábia, enganou a tantos, inclusive esse escriba, que aqui se penitencia.

O “Nhonho”, que nessa mesma sexta-feira à tarde, em um popular programa de TV, numa entrevista, garantia que os destaques da Reforma da Previdência, seriam votados antes do recesso, nem que tivessem que trabalhar  no sábado  e domingo; postergou na mesma noite, a votação para agosto, culpando a desorganização da base do governo e alertando para o risco de perderem  para a oposição por falta de quórum  se os destaque fossem votados às pressas (desculpa  mais palatável  do que reconhecer o pouco interesse  em resolver um problema, que em quanto durar, o coloca no centro das atenções).

Correndo por fora, a revista que um dia foi a mais importante do país, agora nas mãos de André Esteves, que já visitou as celas da Federal, amigo íntimo do “muar” que comprou a dívida da  Editora Abril  e se esconde por trás de Fábio de Carvalho da “Calvary”, a transforma em um folhetim da esquerda, colaborando com a desinformação geral que assola o país.

Me pergunto como J. R. Guzzo ainda segue escrevendo para “aquilo”?
Aí, para completar o samba do crioulo doido, o Presidente da República sugere colocar seu filho como embaixador nos Estados Unidos.   

Com tudo isso, não pretendo que nos transformemos em um povo idílico, de filósofos e doutores, mas no mínimo um de gente alfabetizada, com noções básicas de economia e civilidade.

A boa notícia é que o “pobrema” parece que finalmente foi identificado e encontra-se preso em Curitiba.

Os outros “pobremas”, “ploblemas” ou problemas estão em vias de seguir o mesmo rumo.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.