sábado, 20 de julho de 2019

A Injustiça da Justiça



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Eduardo José Barbosa

Em mais uma decisão, no mínimo suspeita, o Presidente do STF determinou que o COAF não pode mais fornecer dados sobre cidadãos sem solicitação judicial.

Vejamos alguns aspectos dessa questão:

1. Existem cidadãos de bem, cumpridores da lei e que não tem nada a esconder e existem cidadãos criminosos e que não cumprem a lei;

2. Há órgãos cuja função é identificar transações suspeitas, não condizentes com o patrimônio dos ditos cidadãos;

3. Em muitos casos de corrupção, o primeiro indício de que dispõe o MP para iniciar uma investigação é o enriquecimento ilícito.

Analisando somente esses três argumentos, qualquer leigo conclui que a decisão tomada beneficia somente aqueles que não cumprem a lei e que tem patrimônio a esconder.

Os cidadãos de bem, onde se insere a maior parte da população, não precisam esconder seus bens dos Órgãos de fiscalização. Portanto, fica muito claro que a medida adotada só irá privilegiar os corruptos/criminosos e será mais uma ferramenta para os bem remunerados escritórios de advocacia, conseguirem anulação de processos envolvendo seus “respeitáveis cidadãos”.

Alardear que a medida atende a um filho do Presidente não convence ninguém, pois mesmo ele está sujeito a verificação de suas transações financeiras, como qualquer outra pessoa, por mais autoridade que seja. Que tal pesquisar todos os beneficiados por essa decisão?

Como limpar o Brasil de toda essa sujeira acumulada nos últimos anos?

Como proteger criminosos, alardeando “Estado democrático de direito”?

Afinal, a verdadeira democracia impõe uma justiça isenta e que proteja o cidadão de bem. Ao criminoso, que pague por seus crimes na cadeia.

Já se fala em 6000 ações judiciais contra facções e tráfico, sendo prejudicadas com essa decisão.

Que belo exemplo a justiça inglesa nos deu. Menos de seis meses após o crime, um brasileiro foi condenado a prisão perpétua com revisão de pena somente após cumprir 27 anos de prisão. Com nossa Justiça ele estaria recorrendo e recorrendo e pedindo embargos e dezenas de habeas corpus...

E assim a nossa sonhada democracia de primeiro mundo continua sujeita a essa injusta justiça de quinto mundo.

Eduardo José Barbosa, General de Divisão, é Presidente do Clube Militar.

3 comentários:

Anônimo disse...

Passe pelo que passar, jamais desvie do seu caminho correto. https://www.youtube.com/watch?v=TjTqDStt5qM

Anônimo disse...

Devolveu ao COAF sua antiga função de só servir para perseguir os cidadãos de bem. Já que não tem mais razão de ser, melhor é que seja extinto.

Vanderlei Lux disse...

Sinceramente não entendo o brasileiro. É sempre o mesmo pensamento de merda: "se está bom para o meu time, está bom para mim! Se o juiz roubou e favoreceu meu time, bico calado...".

Enfim, agora o tal COAF serve para bisbilhotar a vida alheia sem autorização judicial? No tempo do PT era o contrário. "Como pode um órgão administrativo bisbilhotar a vida das pessoas? Isso é inconstitucional!"

O tal COAF, em si, já é somente mais uma das centenas (talvez milhares) de insanidades que só a república da banana podre consegue produzir. Uma verdadeira trincheira burocrática que peneira toda e qualquer movimentação financeira acima de 10 mil reais. Ou seja, qualquer empresário minimamente honesto nessa droga de país está sendo monitorado por aquela sucursal do grande irmão.

"Há, mas pega os políticos também!", alguém lá no fundo da platéia grita.

Sim meu amiguinho, "pega", mas é só pra uso político, pois o tal político tem o tal do foro privilegiado e pode escolher em qual corte se defender. Já o pangaré do empresário (ou mesmo um reles cidadão comum que vende sua casa ou automóvel) vai ter de dar explicações lá com os coletores de impostos.

Enfim, só no Brasil uma monstruosidade como o COAF hora é útil, hora não é...