sexta-feira, 26 de julho de 2019

A Revolução Bolchevista e suas conseqüências no Século XX – uma síntese histórica


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mario Hecksher

No Brasil atual, as pessoas preferem esquecer o que ocorreu no século passado, sempre que isto não satisfaz seus interesses políticos e suas convicções ideológicas.

Deste modo, a esquerda procurou apagar da História a atuação nefasta dos sucessivos governos comunistas da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Também, nunca se fala do grande fracasso - o fim da URSS - e muito menos do caos político, social e econômico por eles provocado no seu próprio país, nos países da “cortina de ferro” e em inúmeros países da Ásia, África e América Latina.

A tomada do poder pelos bolchevistas foi uma ocorrência que desencadeou um processo de descontrolada violência que matou cerca de 100 milhões de pessoas em todo o mundo.

Façamos uma síntese histórica da revolução russa de 1917 e liguemos suas consequências aos acontecimentos de 31 de março de 1964 no Brasil.

Torna-se extremamente difícil entender a História do século XX sem estudar, mesmo que seja de modo resumido, a revolução russa de 1917 e os fatos que a ela se sucederam.

A revolução ocorrida na Rússia deve ser visualizada em dois capítulos distintos.

Num primeiro capítulo ocorreu uma revolta popular, em 1905 e 1906, que se alastrou no campo e nas cidades.

Esta revolta aparentemente espontânea e de grande intensidade, porém de curta duração, teve como causa mais próxima a guerra contra o Japão, na qual a Rússia foi derrotada, mas tinha raízes nos ressentimentos contra o governo do Czar e os proprietários de terras. Não foi, contudo, muito diferente de outras tantas rebeliões ocorridas ao longo da história da Rússia czarista.

As forças de Nicolau II restauraram a ordem interna, mas as duras medidas adotadas aumentaram a impopularidade do governante, preparando o ânimo das multidões para o capítulo seguinte.

O segundo capítulo nos leva a 1914, quando a Rússia participou da 1a Guerra Mundial, como aliada de França e Inglaterra. Na frente Oriental, seus exércitos foram fragorosamente batidos pelos alemães em várias batalhas. O esforço de guerra e as derrotas sofridas agravaram substancialmente os problemas internos russos.

Com sua autoridade desgastada, o czar foi deposto em fevereiro de 1917, pois não tinha apoio popular, estava enfraquecido politicamente e as forças armadas apresentavam-se desorganizadas e parcialmente sublevadas.

Como disse Lenine: “A guerra foi parteira da revolução russa.”

Durante poucos meses, a Rússia viveu sob a égide de um governo democrático, liderado pelo socialista Kerensky, que governou com a Duma (Congresso), onde grupos políticos diversos se digladiavam buscando o poder. Entre eles destacavam-se os bolchevistas, partidários de Lenine e Trotsky, homens que em fevereiro ainda estavam no exílio, mas que retornaram à Rússia, enviados pelo governo alemão, que precisava aliviar-se da pressão da Frente Oriental, para concentrar seus esforços na Frente Ocidental.

Lenine chegou proferindo essencialmente duas palavras: terra e paz e, com elas, levantou a “massa” russa. Porque acenou com suas necessidades e aspirações básicas, levou esta “massa” a entrar na revolução e de tal maneira que boa parte do exército também aderiu à sua liderança.

Em outubro de 1917, Kerensky perdeu, definitivamente, o controle da situação e os bolchevistas, bem organizados, apoiados nos sovietes (espécie de sindicatos, comandados pelos bolchevistas), em parte do exército e tendo à frente Lenine, tomaram o poder num golpe de estado (revolução de outubro), implantando no país um modelo político-econômico baseado nos ensinamentos teóricos de Karl Marx. Foi criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Num primeiro instante, o novo governo estabeleceu uma paz em separado com a Alemanha e se concentrou nos assuntos domésticos.

Seguiu-se um período de guerra civil, durante o qual Leon Trotsky, defensor da “revolução permanente”, organizou o Exército Vermelho, derrotou os adversários, conhecidos como russos brancos, e garantiu a execução de um programa de coletivização forçada dos meios de produção (fábricas e terras), dos bancos e demais propriedades privadas.

Paralelamente, foi criada uma polícia política, a Tcheca, posteriormente denominada GPU e mais tarde KGB. Sob o comando de Feliks Dzerjinski, seu organizador, esta polícia realizou mortal e cruel repressão a todos aqueles que foram por ela identificados como inimigos do novo governo, que foram chamados de “inimigos do proletariado”.

Quando os bolchevistas tomaram o poder, Lenine declarou que a URSS assumiria a responsabilidade de conduzir a humanidade ao paraíso preconizado por Karl Marx (revela-se aí a intenção de internacionalizar o movimento). Muitos russos aceitaram com entusiasmo tão difícil e melindrosa missão. Tais pessoas foram agrupadas numa organização: O PARTIDO COMUNISTA DA UNIÃO SOVIÉTICA (PCUS). Único, disciplinado, hierarquizado, onipresente, que se julgava messiânico e infalível, que se autodenominava a “vanguarda do proletariado”, e onde se congregavam os escolhidos que pretendiam cumprir a nobre tarefa de conduzir “as massas”, não apenas da URSS, mas de todos os países, à paz dos mil anos, ao fim da história, à última síntese de Karl Marx, enfim, ao Comunismo.

Karl Von Clausewitz, importante pensador militar, já havia dito no seu tempo, em citação bastante conhecida: “A guerra é a continuação da política por outros meios”.

Este raciocínio foi esposado por Lenine que acrescentou: “A paz, também, não é outra coisa senão a continuação da luta por outros meios. A paz e a guerra são dois aspectos da mesma luta permanente e necessária”.

Destas idéias surgem as teses da permanência da “luta de classes” e da necessidade de buscar aimplantação de governos comunistas em todo o mundo, pois só assim a paz seria alcançada (mito da paz dos mil anos).

Na impossibilidade de, naquele momento, desenvolver esta ação expansionista pelo emprego direto do Exército Vermelho, Lenine projetou a revolução mundial em termos militares, mas concebeu a guerra a ser conduzida contra os países alvos, identificados como capitalistas, em termos revolucionários, nascendo desta síntese a teoria e a prática da guerra revolucionária comunista.

Contudo, o verdadeiro teórico desta guerra revolucionária não foi Lenine, mas Miguel Frounze, Comissário do Povo para a Guerra. Também ele se inspirou em Clausewiz.

A ele juntou-se outro teórico importante, Boukharine. Ambos conceberam uma forma de guerra na qual “as linhas verticais da guerra externa são inseparáveis da linha horizontal da guerra civil”, indo tudo confundir-se num mesmo plano estratégico, onde interviriam forças que os bolchevistas chamaram de“as reservas revolucionárias do Exército Vermelho, além das fronteiras da URSS” (grupos revolucionários organizados em diversos países para tomar o poder, por intermédio da guerra revolucionária comunista).

Assim, pode-se deduzir que eles, desde aquela época, pretendiam, conforme palavras do próprio Lenine, “levar o comuno-socialismo aos outros países na ponta das baionetas”, caracterizando desde cedo as tendências imperialistas e expansionistas da URSS, agora camufladas sob uma justificativa de fundo ideológico.

Os bolchevistas “herdaram” do czar Alexandre um enorme império, que se estendia da Europa ao Oceano Pacífico e do Mar Negro ao Oceano Ártico, englobando uma série de povos e nações submetidas à Rússia pela força das armas. Os bolchevistas tomaram medidas políticas e militares enérgicas para garantir e ampliar este domínio, mantendo-os dentro do novo Estado, a URSS.

Mas Lenine faleceu em 1924 e, imediatamente, estabeleceu-se no Partido uma luta interna pelo poder, na qual sobressaíram como principais pretendentes ao cargo vago: o organizador do Exército Vermelho, Leon Trotsky, e o burocrata Joseph Stalin, que venceu a disputa, obrigando o primeiro a exilar-se no Ocidente.

No momento em que Stalin firmou-se à frente do governo da URSS, determinou a todos os seus partidários no estrangeiro que sustentassem os movimentos nacionais revolucionários, de modo a impeli-los para o caminho bem definido da guerra revolucionária comunista. Para coordenar, instruir e apoiar financeiramente estas ações foi criado o Komintern.

A partir desta decisão, Moscou concentrou-se em expandir sua área de influência, gerando movimentos revolucionários comunistas por todo o mundo.

Para isto, não apenas financiou e forneceu armamentos a grupos rebelados, mas instruiu e doutrinou lideranças cooptadas em países africanos, asiáticos e latino-americanos. Estas pessoas, retornando à sua terra, deflagraram revoluções comunistas, sempre com o apoio de Moscou.

Tal esforço, porém, encontrava-se em grave conflito com a essência da doutrina oficial do comunismo, oriunda das teorias marxistas, que se assentavam nas contradições da sociedade capitalista. A previsão era que uma guerra civil destruísse esta sociedade e a substituísse por uma nova, baseada no proletariado industrial. Como não havia este proletariado nos países em questão, os esforços pareciam comprometidos.

A perturbação dos teóricos bolchevistas, provocada por esta contradição, acentuava-se, ainda mais que não havia uma explicação para ela.

Foi Boukharine quem resolveu o problema, reconhecendo que os movimentos revolucionários dos povos afro-asiáticos e latino-americanos nada tinham de proletários no sentido marxista do termo, sendo reflexos apenas de aspirações burguesas, principalmente aspirações nacionalistas. Mas como elas eram hostis ao capitalismo ocidental, deveriam ser apoiadas e colocadas ao serviço do bolchevismo.

Boukharine, juntamente com outros colaboradores de Lenine, foi eliminado em um dos expurgos ordenados por Stalin, que, no entanto, fez com que as suas teses fossem aprovadas no 6o Congresso do Komintern, em 1928.

Além de aprovar as teses de Boukharine, Stalin as completou afirmando:

“Se queremos acelerar o fim do capitalismo, se queremos fazer aproximar no tempo esta última síntese, a vitória nesta luta final, notemos que a máquina, instrumento do capitalismo, não se alimenta apenas do proletariado operário, apenas dos homens, mas também de matérias-primas. Ora, as matérias-primas encontram-se espalhadas pelo mundo inteiro. Um levante geral dos povos colonizados privará o capitalismo ocidental de matérias-primas e de mercados, e conduzirá os países burgueses a uma crise econômica, levando os operários a uma revolução social.”

Deste modo, com Stalin, a guerra revolucionária permanente, preconizada por Lenine, tornou-se universal.

Entretanto, no período entre as duas Grandes Guerras Mundiais, apenas na Mongólia os comunistas obtiveram êxito, embora houvessem orientado e patrocinado revoluções em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, em 1935.

Enquanto isto, o nazi-facismo ganhava forma e corpo na Europa Ocidental, apresentando-se como uma força contra a expansão comunista. Em 1939 eclode a 2a Guerra Mundial, envolvendo praticamente todos os países do globo.

Mas não se pode esquecer que a invasão da Polônia, fato que iniciou realmente o conflito, não foi executada apenas pelos alemães, mas também pelo Exército Vermelho. Na verdade, aquela dupla invasão fora combinada no famoso pacto secreto de não agressão, assinado entre comunistas e nazistas, negociado por Molotov e Ribenttrop.  Com esta agressão, a URSS apossou-se de territórios poloneses que já haviam sido dominados pela Rússia no tempo dos czares e que foram perdidos na 1a Guerra Mundial.

Mas os nazistas não cumpriram o pactuado e, após vencerem no Ocidente e nos Bálcãs, invadiram a Rússia Soviética, considerada sua verdadeira inimiga, onde suas forças militares, fortemente blindadas e mecanizadas, conquistaram imensos e ricos territórios. Neste transe, Moscou buscou alianças políticas e apoio material no Ocidente.

Diante da gravíssima ameaça das forças do Eixo, que venciam por toda parte, a Inglaterra e os EUA aceitaram o novo e suspeito aliado. Então, despejaram enorme quantidade de material bélico nos portos árticos de Murmansk e Archangelsk, possibilitando o início da reação russa.

Ao final da guerra, com a derrota do Eixo, os exércitos soviéticos estavam ocupando metade da Alemanha, a Polônia, a Tchecoslováquia, a Hungria, a Romênia, a Bulgária e a Albânia, além de parte do território austríaco.

Na Iugoslávia, Josip Broz Tito, que desde jovem ingressara no partido Comunista Iugoslavo e havia sido o principal condutor da guerra de resistência à ocupação alemã, apossou-se das rédeas do governo e não se submeteu aos soviéticos, mas impôs ao país um governo comunista chefiado por ele.

Nos demais países onde o Exército Vermelho manteve grandes forças de ocupação, os comunistas locais, empregando estratégias diversas, apossaram-se do poder e implantaram sistemas político-econômicos similares à União Soviética e a ela subordinados.

Ao término da 2a Grande Guerra, a URSS integrava o seleto grupo dos Três Grandes, juntamente com os Estados Unidos da América e a Inglaterra, potências que, na Conferência de Yalta, feita próxima ao fim do conflito, discutiram os destinos do mundo.

A União Soviética obteve nesta conferência substanciais vantagens, sendo reconhecida a sua hegemonia sobre os países do Leste Europeu, que passaram a ser chamados de “países satélites” e a constituir a “cortina de ferro”, região que protegia o coração do território soviético. No Extremo Oriente, por ter entrado, na última hora, em guerra com o Japão, lhe foram concedidos novos domínios, incluindo-se entre eles a ilha Sacalina, território japonês, sobre o qual não tinha qualquer direito.

No final da década de quarenta, a URSS apoiou, com grande quantidade de armas, munições e outros materiais de emprego militar, os comunistas chineses, liderados por Mao Zedong (Mao Tse Tung), que venceram os nacionalistas, obrigados a buscar refúgio na ilha de Formosa (Taiwan), seu último reduto.

Também nesta época, os soviéticos conseguiram obter, através da espionagem, o segredo da bomba atômica, que os Estados Unidos da América já possuíam, e deflagraram seu primeiro engenho no Cazaquistão, em 29 de agosto de 1949. Este fato foi o interruptor que ligou o motor da escalada nuclear e da corrida armamentista, que atormentaria o mundo até o final do Século XX.

Em 14 de maio de 1955, Moscou criou o Pacto de Varsóvia, que legalizava a presença de milhões de soldados soviéticos nos países do Leste europeu, como ocorria desde 1945.

Os países que faziam parte do Pacto eram aqueles onde foram instituídos governos comunistas após a 2ª Grande Guerra. Apenas a Iugoslávia, governada por Tito, não aderiu.

Alegadamente organizado para se contrapor à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), as forças do Pacto de Varsóvia sempre agiram dentro do próprio bloco, reprimindo revoltas populares, que ocorreram nos países satélites (exemplos: Hungria e Polônia, em 1956 e Checoslováquia, em 1968), onde os revoltosos pediam a desestatização da economia e a redemocratização.

Após tornar-se uma potência nuclear e consolidar o seu domínio sobre os países satélites, a URSS apontou suas baterias na direção da América Latina, da África e da Ásia, insuflando, orientando e apoiando revoluções comunistas em diversos países destes continentes.

Por exemplo: no início dos anos sessenta, na América Latina, acabaram por se associar à revolução de Fidel Castro, que havia deposto o sargento-ditador Fulgêncio Batista. Anos antes, este indivíduo,apoiado pelos comunistas cubanos, havia tomado o poder naquele país. Mas era um rebelde que não seguira os rumos que os soviéticos pretendiam.

Entretanto, com a revolução castrista foi diferente. Inicialmente parecia que seus objetivos eram democráticos, mas, em pouco tempo, os comunistas infiltrados no movimento dele se apossaram. Em seguida, eliminaram ou confinaram os que não concordavam com o rumo marxista-leninista que a revolução tomava. Foi o que ocorreu com os comandantes Camilo Cienfuegos e Huber de Matos.

Em pouco tempo ficou claro que Cuba se tornara um punhal vermelho cravado no flanco do Continente Americano, pois, através de Havana, a URSS passou a gerenciar a guerra revolucionária comunista nas Américas Central e do Sul.

Vê-se que a URSS era um país imperialista e tinha como objetivo implantar governos comunistas a ela assemelhados e subordinados em todos os países do globo.

Na impossibilidade de utilizar a guerra atômica no combate às democracias ocidentais, utilizou aguerra revolucionária comunista e as forças do movimento comunista internacional, acionando “as reservas revolucionárias do Exército Vermelho, além das fronteiras da URSS”.

No Brasil, as reservas comunistas eram organizadas e manobradas pelo ilegal Partido Comunistado Brasil (PCB), depois denominado Partido Comunista Brasileiro (1961).

Foi neste contexto que, no início dos anos sessenta do século passado, vários membros do comitê central do PCB, sob o comando de Luiz Carlos Prestes, seguiram para Moscou, onde tiveram um encontro pessoal com Kruschev (primeiro ministro da URSS) e Suslov (principal ideólogo do PCUS), que lhes forneceram instruções sobre as ações que o PCB deveria passar a desenvolver no Brasil. Os pormenores deste encontro foram descritos nas “cadernetas de Prestes”, apreendidas em sua casa, em São Paulo, após a Contrarrevolução Democrática de 1964.

Portanto, apoiados pela URSS, os comunistas brasileiros infiltraram-se no governo de João Goulart e tentaram, mais uma vez, tomar o poder no Brasil, como já haviam feito em 1935. E quase cumpriram o seu intento. Como falou Prestes em discurso proferido em Recife, naquela época: “Já estamos no governo, só nos falta tomar o poder”.

Mas não havia apoio popular para suas ações; foram novamente derrotados e o Brasil não se tornou um país comunista, como queriam os soviéticos.

Como disse o jornal O Globo, de 31 de março de 1964: “Seria rematada loucura continuarem asforças democráticas desunidas e inoperantes, enquanto os inimigos do regime vão, paulatinamente, fazendo ruir tudo aquilo que os impede de atingir o poder. Como dissemos muitas vezes, a democracia não deve ser um regime suicida, que dê a seus adversários o direito de trucidá-la, para não incorrer no risco de ferir uma legalidade que seus adversários são os primeiros a desrespeitar”.

Mario Hecksher (Coronel do Exército, Reformado) organizou este estudo. O autor leciona na AMAN.

BIBLIOGRAFIA

- COURTOIS, Stéphane e outros. O Livro Negro do Comunismo. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2000.
- COUTINHO, Sergio Augusto de Avellar. A Revolução Gramscista no Ocidente. Rio de Janeiro: Estandarte Editora E.C. Ltda, 2002.
- CLUTTERBUCK, Richard. Guerrilheiros e Terroristas. Rio de Janeiro: BIBLIEx, 1980.
- BONNET, Gabriel. Guerras Insurrecionais e Revolucionárias. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1963.
- THEBERGE, James D. Presencia Sovietica en America Latina. Santiago de Chile: Editora Gabriela Mistral, 1974.
- CONTE, Arthur. Yalta ou a Partilha do Mundo. Rio de Janeiro: BIBLIEx,1986.
- HUTTON, J. Bernard. Os Subversivos. Rio de Janeiro: BIBLIEx, 1973.
- CARVALHO, Olavo de. Artigo: A KGB no Brasil.
- MídiaSemMáscara.org. Artigo: O que ocorria no Brasil antes do dia 31 de março de 1964 – Ações do PCB e de João Goulart.
- Jornal O Globo. Edição de 31 de março de 1964.

8 comentários:

Anônimo disse...

Em tempos de desconfiança dos brasileiros com os militares, especialmente com os "generais melancia", que seriam comunistas disfarçados para assim poder melhor defender a "causa",causa até surpresa o conteúdo deste texto e respectiva bibliografia de autoria do Coronel reformado Mário Hecksher, que cita inclusive na bibliografia Olavo de Carvalho, anti-comunista ferrenho e conhecido estudioso do comunismo e é considerado um "astrólogo" por conhecidos generais brasileiros, que dele tem ojeriza, pavor, profundo desprezo.
Aí ficam dúvidas sobre os critérios aplicados para as promoções dos oficiais do exército de coronéis para cima, ou seja, para que atinjam o generalato em deus três graus-general de brigada, general de divisão e de exército nas três forças.
Fica a impressão de que até o cargo de coronel segue tudo como dantes no quartel de Abrantes e que daí para cima é que a porca torce o rabo e pelo grande número de coronéis passíveis de promoções a pouquíssimas vagas de general de brigada em diante é que as "forças nem tão ocultas" atuam com critério "mui subjetivos e a favor" nas promoções!
O que afirma o Coronel Mário neste brilhante texto, jamais teria a assinatura ou a concordância de um general melancia, que poderia ser, inclusive, um dos responsáveis pelas promoções de coronéis ou as suas não promoções ao generalato. Este é o parecer, salvo melhores juízos!

Anônimo disse...

Excepcional análise Coronel!!! Viva as FFAA!!!
2º Ten R2 CPOR BH 75

Anônimo disse...

Excepcional análise Coronel!!! Viva as FFAA!!!
2º Ten R2 CPOR BH 75

Anônimo disse...

Excelente texto. Parabéns Cel. Mario Hecksher .!!!

Ultra 8 disse...

Quem criou, e financia o comunismo até hoje????

O comunismo anticristão, foi criado por cristãos? "parece" que não...

PEQUENA LISTA DE COMUNISTAS JUDEUS:

Karl Marx (maior inspirador do comunismo).

Friedrich Engels (filósofo comunista).

V.I. Lenin (supremo ditador).

Trotsky (Leon Bronstein, comandante do exército vermelho).

Zinoviev (Grigory Apfelbaum, da polícia secreta soviética).

Solomon Lozovsky (delegado do ministério do exterior).

Litvinov (Maxim Wallach, ministro do exterior).

Yuri Andropov (diretor da KGB e mais tarde ditador da União Soviética).

Jacob Sverdlov (primeiro presidente soviético, responsável pelo assassinato do czar e de sua família).

Jacob Yurovsky (comandante da polícia secreta).

Lazar Moiseyevich Kaganovich (chefiou os assassinatos em massa para Stalin (seu sogro), foi responsável pela morte de milhões de pessoas.( cristãos)

Mikhail Kaganovich (comissário da indústria pesada, supervisor do trabalho escravo e irmão de Lazar).

Rosa Kaganovich (amante de Stalin, irmã de Lazar).

Paulina Zhemchuzina (membro do comitê central e esposa do ministro do exterior Molotov).

Olga Bronstein (oficial da polícia secreta, irmã de Trotsky e esposa de Kamenev).

Genrikh Yagoda (chefe da polícia secreta soviética, comandante de assassinatos em massa).

Matvei Berman e Naftaly Frenkel (fundadores dos campos Gulag).

Lev Inzhir (comissário de administração de campos de concentração).

Boris Berman (oficial executivo da polícia secreta e irmão de Matvei).

K.V. Pauker (chefe de operações da polícia secreta).

Firin, Rappoport, Kogan, Zhuk (chefes dos campos de concentração e trabalho escravo).

M.I. Gay, Slutsky, Shpiegelglas e Isaac Babel (comandantes da polícia secreta).

Aleksandr Orlov (Leiba Lazarevich Feldbin, comandante do exército vermelho, oficial da polícia secreta, chefe de segurança soviética na Guerra Civil Espanhola).

Yona Yakir (general do exército vermelho, membro do comitê central).

Dimitri Shmidt, Yakov ("Yankel") Kreiser, Miron Vovsi, David Dragonsky, Grigori Shtern, Mikhail Chazkelevich e Shimon Kirvoshein (generais do exército vermelho).


Arseni Raskin (comandante do exército vermelho).

Haim Fomin (comandante de Brest-Litovsk, exército vermelho).

Sergei Eisenstein (diretor de filmes de propaganda comunista).

Julius Rosenwald (judeu americano, fundador da KOMZET).

Ilya Ehrenburg (ministro de propaganda soviética).

Solomon Mikhoels (comissário de propaganda soviética).

Mark Donsky, Leonid Lukov, Yuli Reisman, Vasily Grossman,Yevgeny Gabrilovich, Boris Volchok e Lillian Hellman (cineastas propagandistas soviéticos).

Yevgeny Khaldei (propagandista soviético).

Nikolai Bukharin (teórista).

Samuel Agursky, Mikhail Gruzenberg (Borodin) e A.A. Yoffe (comissários).

Karl Radek e Lev Rosenfeld (Kamenev) (membros do comitê central).

David Ryazanov (conselheiro de Lenin).

Lev Grigorievich Levin (médico, envenenava os inimigos de Stalin).

Ivan Maisky (embaixador soviético na Inglaterra).

Itzik Solomonovich Feffer (comissário da polícia secreta).

Abraham Sutskever (guerrilheiro terrorista soviético).

Mark Osipovich Reizen (propagandista, ganhador de três prêmios de Stalin).

Lev Leopold Trepper (oficial de espionagem).

Bela Kun (Kohen, supremo ditador da Hungria em 1919).

Matyas Rakosi (sucessor de Kun, chefe de assassinatos em massa na Hungria).

Zakharovich Mekhlis (chefe das execuções de Stalin).

Henrykas Zimanas (líder de terroristas comunistas).

Moshe Pijade (comandante do exército comunista iugoslavo, presidente do parlamento comunista iugoslavo, comandou massacres de croatas a mando de Tito).

Jacek Rozanski (torturador cabeça da polícia secreta)

Jacob Berman (comandante da polícia secreta e chefe da secretaria de segurança da Polônia).

Minc, Specht (Olszewski) e Spychalski (comissários - Polônia).

Ultra 8 disse...

Solomon Morel (comandante do campo de concentração comunista para alemães na Polônia depois da Segunda Guerra).

Julius Hammer (fundador do partido comunista americano).

Armand Hammer (financiou Lenin e Stalin).

Lev Davidovich Landau (médico, pai da bomba atômica soviética).

Klaus Fuchs (ajudou na bomba atômica de Stalin).

Ruth Werner (coronel do exército vermelho GRU).






Chico Valente disse...

Muito bom o artigo.
Mas vamos olhar as entrelinhas!
A invasão soviética foi de certa forma detida, nas aparências.
O verdadeiro perigo reside na "guerra cultural" onde os verdadeiros lobos vestidos com pele de cordeiro - os reais lesa-pátria da atualidade - estão já de bom tempo, doutrinando os nossos jovens nas piores doenças que atacam a moral, a fé em si mesmo, a família, a sexualidade, a fé religiosa, a história nacional, as personalidades nacionais, a história do mundo em um todo.
Interessante conversar, informalmente, com um "fabricado" por uma escola geradora de elementos "sem-terra", ou com um religioso bitolado pela "teologia da libertação" ou assemelhada. Será verificado uma concordância de raciocínios e de pensamentos não diferentes dos alunos, e também dos já formados, nas faculdades de "Humanas" espalhadas pelo nosso Brasil.
Esses nossos jovens estão a desenvolver desde os "ideais doentíos" que lhes foram inoculados, reflexos condicionados que no extremo, caso sejam convocados como soldados em um eventual conflito armado, não hesitarão em cometer sabotagens ou atirar contra superiores, a quem desde já foram instruídos a denominar de fascista.
A frustração de vida dessa imensa juventude já demonstra indícios de desaguar em uma das duas alternativa:
- O suicídio em suas diversas formas, cujo crescimento já demonstra indicativos para intensidade epidêmica.
- Acomodação a um empastelamento semelhante ao descrito no livro Admirável Mundo Novo.
A situação tende ao dito popular brasileiro: bem como o diabo gosta.
O desafio é entender o contexto e como fazer reverter, ou neutralizar.

Anônimo disse...

Concordo com o comentarista Chico Valente. Os jovens (e muitos adultos/as e velhos/as, pelas décadas de doutrinação gramcista) foram doutrinados para serem sabotadores de seu país e de seu Exército em um conflito armado, e, pela ojeriza aos desmandos da elite "burguesa", acreditam que estão do lado certo da força.
O artigo diminuiu o susto que tivemos com a descoberta do sentimento anti-olavista e indiferente à ação revolucionária da esquerda de muitos generais.