segunda-feira, 22 de julho de 2019

E se os EUA entrarem em crise, Bolsonaro?



Modelo do NY Fed nos 33% de probabilidade. Maior em 12 anos.
A partir desses níveis não tem como recuar.

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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É púbico e notório que Jair Messias Bolsonaro aposta a maior parte de suas fichas na melhoria da relação diplomática e econômica com os Estados Unidos da América, principalmente torcendo pela reeleição presidencial de Donald Trump. Este é o motivo evidente pelo qual o Presidente do Brasil deseja nomear o filho Eduardo Bolsonaro como Embaixador em Washington. O pai já indicou que pode “tratorar” quem atrapalhar este plano ou desejo.

Exceto para os esquerdopatas, é consenso que o Brasil precisa melhorar muito suas relações comerciais não só com os norte-americanos. No começo do mandato, Bolsonaro já ensaiou um romance com Israel – o que causou tensão com os “árabes”. Já o vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão tem a responsabilidade institucional de cuidar da melhoria das nossas relações políticas e comerciais com a China. Os negócios vão evoluir porque os comunistas chineses – supercapitalistas na expansão econômica – têm estremo interesse nos megainvestimentos em infraestrutura e no agronegócio brasileiro, além do programa de privatizações e concessões.

Em meio à recessão persistente, todos os brasileiros com bom senso torcem para que nossa economia volte a crescer e que o País entre no rumo real do desenvolvimento. Tal desejo é imediato, praticamente para ontem... Psicologicamente, desde que Bolsonaro assumiu o trono do Palácio do Planalto, o ministro Paulo Guedes (Economia) condicionou a perspectiva celestial à aprovação da reforma da Previdência que geraria uma economia trilhonária em 10 anos, viabilizando o novo milagre brasileiro. Então, o negócio é aguardar até outubro, ou no máximo novembro, quando a Câmara dos Deputados, e depois o Senado, devem aprovar aquela “reforma” que for possível – com ou sem os rebeldes estados e municípios. Se tudo acontecer assim, maravilha... Certo?

Nem tanto... Pelo menos na opinião de alguns realistas e nem tão otimistas analistas da estratégia política e econômica mundial. Uma grande dúvida já é colocada cuidadosamente por quem cuida, responsavelmente, de investimentos: “De que forma o plano brasileiro imediato de retomada do crescimento e desenvolvimento pode ser prejudicado por uma eventual entrada em recessão da economia norte-americana”?

O questionamento tem procedência técnica. Indicadores e projeções do Federal Reserve de Nova York advertem que é concreta a probabilidade de a economia dos EUA entrar em recessão neste final de 2018 ou ao longo do ano de 2019. Em artigo neste Alerta Total, o analista Luiz Antônio Valle projeta: A crise no sistema financeiro internacional, ou algum tipo de mudança radical, não parece ser mais uma questão de “se” vai acontecer, mas de “quando”. Pessoas bem informadas apostam que será ainda no 2º semestre de 2019, ou no máximo, na primeira metade de 2020.  

Luiz Antônio Valle chama atenção para nossa fragilidade: “Segundo dados do Bacen em maio de 2019 o Brasil possuía reservas US$ 388,09 bilhões, o que vem se mantendo em patamar semelhante a sete anos consecutivos, uma vez que em maio de 2012 nossas reservas eram de US$ 373,91 bilhões. Esta reserva atual é considerada por muitos economistas como elevada e confortável, uma vez que se considerarmos o PIB brasileiro, dá uma sensação de segurança em função do seu montante. Entretanto, além de quantidade deve ser considerada a qualidade dos ativos, vez que poderíamos vê-la como segura, não fosse pela natureza da sua composição”.

Valle acrescenta e escancara nosso ponto fraco: “Surpreendentemente destes US$ 388,09 bilhões temos US$ 363,32 bilhões em títulos e somente US$ 7,98 bilhões em moedas estrangeiras, ou seja, 93,62% das nossas reservas são títulos, o que é uma exposição muito acima dos demais países! Não bastasse a vulnerabilidade óbvia é um péssimo negócio financeiro, pois em 2018 pagamos, em média, 9,5% a.a. sobre os títulos brasileiros que financiam a dívida pública, emitidos para 5 anos, e recebemos 3% a.a pelos títulos norte-americanos que compramos, emitidos para o mesmo prazo”.

Resumindo: O Presidente Jair Bolsonaro precisa ficar mais esperto que nunca para o risco de problemas na economia norte-americana, com reflexos negativos mundiais, atrapalharem os planos e projetos otimistas do Brasil – que estruturalmente ainda é um Estado-Ladrão que opera seu regime capimunista rentista no formato de colônia de exploração.

Se os EUA entrarem em crise – colocando em risco até a reeleição do Donald Trump -, Bolsonaro precisa já ter uma alternativa a tiracolo em seu “Posto Ipiranga”... A regra é sempre clara: Economia melhora e vai bem, o Presidente vira herói... No modo contrário, o líder entra pelo cano, com grande chance de ser substituído por algum populista que prometa nos livrar do inferno...

A História, que é cruel, se repete... Nas farsas... E nas crises...

Releia o artigo de domingo: Governo ruim não recebe ameaça...


  
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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Julho de 2019.

8 comentários:

Loumari disse...

Poderia publicar dados cifrados de Investimentos Estado Unidenses no Brasil, detalhes das áreas onde o capital americano foi dirigido e investidos nestes últimos seis meses de governança de messias bolsonabo?

Unknown disse...

Serrão , é simples. Se a City assim o determinar, os EUA , para combater a City, fazem uma guerra e temos pleno desenvolvimento de volta. Pode ser no oriente medio, na Venezuela ou Coreia do Norte.

Anônimo disse...

E SE.... E SE..... E SE..... E SE.... E SE..... E SE..... E SE..... E SE...E SE.....
Enquanto eu escrevia E SE...sempre em cima do muro, a moda tucanos, duas vacas e três éguas já deram cria e a caravana inteira passou! Tem é que lutar enquanto dá, fazer o possivel.
E SE CHOVER.... pensando nisso, preparei a terra, aproveitei o tempo ao máximo e plantei antes da chuva! E SE CHOVER NESTE CASO??? Deixe que chova, pois nada se pode fazer!
E SE ESCURECER..... Bom sono!
E SE CLAREAR O DIA....Mãos a obra!

Anônimo disse...

Extra!

Maria Louca ataca novamente o presidente brasileiro. Cala a boca Maria louca!

Anônimo disse...

Quem terá os dados CIFRADOS? Se são cifrados o blog não tem acesso, está em secreto. CIFRADO = adjetivo, escrito em caracteres secretos, segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa.

Anônimo disse...

Essa CONJECTURA do autor é PURA BALELA. Países têm altos e baixos econômicos na linha do tempo, sempre foi assim. "E SE"... a vaca for para o brejo, "E SE"... a China entrar em guerra, "E SE"... houver seca prolongada, "E SE"... um meteorito cair na Europa, "E SE" os falsos profetas estiverem certos, "E SE"... "E SE"

Anônimo disse...

Bom dia, e como ficariam os títulos do Tesouro Nacional? Numa crise dessas?

Fernando disse...

E como ficariam os títulos do Tesouro Nacional? Nessa eventual Crise?