segunda-feira, 22 de julho de 2019

Negativismo Midiático



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Ao conferirmos as notícias pela imprensa, quer seja no jornal, na net, ou nos rádios, de forma geral, crescem, estonteante e assustadoramente, as más notícias. Com isso somente há uma explicação; dá ibope e o povão se delicia e gosta de ver a desgraça alheia, já que a própria vida anda de sobressaltos e murros em ponta de faca.

Apontam empresas fechadas, comércio fraco, desastres, acidentes, e mortes... È o que mais se vê e o que se descortina com habitualidade e um ritmo frenético. A quem serve essa imprensa midiática e que somente apanha o ruim para que a sociedade deguste com sangue e espinhos?

Verdadeiramente, os adeptos dessa marcha fúnebre se colocam como antagonistas do País e da Nação somente pegam notícias com o propósito de amedrontar e deixar mais insegura a sociedade. Além do que muitas situações e graves circunstâncias atendem ao viés de uma camada do setor empresarial que prefere falar o que há de ruim ao invés de proporcionar o novo e a realização de alterações de um cenário que cansa.

O Brasil há décadas discute a mesma baboseira, o mesmo besteirol.

Depois que obtiveram êxito em destruir a sociedade e dividi-la, a questão é única e devastadora, uma turma bate pesado em torno daquele que cumpre pena em Curitiba outra prefere amenizar e colocar panos quentes.

A famosa operação lava jato que deveria prosseguir sempre
e cada vez melhor enfrenta sua depressão, recessão e melancolia, pois que uma societas sceleris foi capaz de bater no seu coração e atingir com virulência a alma dos mais indescritíveis propósitos e inimagináveis procedimentos no cerco imorredouro à corrupção.

A pergunta que não quer calar: o Brasil é uma Nação corrupta por natureza, o nosso progresso dela depende, as nossas empresas não sabem ir ao mercado ou sofrer concorrência e necessitam da mão visível e invisível do Estado e da promiscuidade?

Cinco séculos mais de 500 anos nos permitem dizer que a formação econômica do Brasil é uma tragicomédia que jamais dará certo, haja vista que uma casta enfeudada no poder a tudo se permite. Nossos políticos são semi deuses: em 8 anos conseguem suas aposentadorias especiais, plano de saúde e qualquer despesa. O parlamento brasileiro gasta mais de 8 bilhões por ano para manter essa privilegiatura. Pagamos meio semestre de tributos para preservar o status quo.

Então, fiquem espertos e atentos, enquanto detonam com más notícias as boas são encobertas, escondidas, há muitos gastando no exterior outros nadando em riquezas e se deleitando, comprando carros importados e de luxo. São os anônimos que preferem ser ocultos ou sujeitos não determinados.

Quando uma imprensa se permite lançar mão de más notícias com frenesi e espírito de não acompanhar o processo civilizatório, a questão é:

Para que serve a imprensa no Brasil?

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

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