segunda-feira, 1 de julho de 2019

Uma moeda intangível chamada Medo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

A humanidade, desde seu princípio, usou uma moeda informal de troca que não dependia de casa da moeda e que de certa forma sempre foi mais efetiva que o reles dinheiro.

Uma moeda psicológica, descoberta pela religião, inventada muito antes do conceito de psicologia vir a existir: o medo.

Trocava “status” e poder terrenal, por uma duvidosa salvação eterna (chegaram a vender terrenos no céu).

Tudo começou com a invenção de um inferno gótico, (moeda forte até hoje) promessas de torturas eternas após a morte, ideia brilhante que garantiu o poder da igreja por séculos e que apesar do iluminismo e avanços da ciência, segue garantindo.  Uma ideia tão boa não podia ser desperdiçada somente com um grupo de “religiosos” expertos.

Ao longo dos séculos, governos laicos foram aperfeiçoando o sistema, trazendo o medo para o presente, para a vida diária do cidadão, (o inferno é aqui, não no eventual pós vida) englobando assim até mesmo os ateus. Um medo real, palpável, independente de crenças.   

Começa ao nível cidadão, com os radares de trânsito, que mantém os motoristas amedrontados com as multas e a possibilidade de perder a carta e não poder mais usar seu carro.

Segue com o imposto sobre a renda, ai de quem errar um cálculo e cair na malha fina ou aparentar uma vida melhor do que seus rendimentos poderiam possibilitar.

Com exceções é claro, senão não seria um medo real, exemplo: filhos do “muar de São Bernardo” e sociólogo que possui apartamento em uma das áreas mais chiques de Paris. O desequilíbrio na aplicação da lei é proposital para causar insegurança no contribuinte.

A incerteza se estende sem fim pelo politicamente correto. 

Tratando-se de disputas globais, a “Medo” (a moeda) é ainda mais forte, chama-se: “Embargo Econômico” moeda ancorada em ameaças como aquecimento global, preservação ambiental e outras coações quase sempre com raízes profundas em ONGS globalistas.

Na escalada das negociações, pode ser usada a moeda “Terror”, garantida por arsenais nucleares e armas químicas, mas para chegar a ter essa moeda é necessário muitos anos de poupança de moedas menores   como “Receio”, “Susto”, ”Temor” e “Medo” .

Em negociações dentro de nossas fronteiras, uma boa ideia é começar com o “Susto”, moeda menor e ao alcance do cidadão.

Ela, aparentemente, começou a ser usada de maneira até instintiva, pelos integrantes da Lava Jato, e seu uso caiu nas graças do povo.

Alguns políticos antes intocáveis, hoje estão atrás das grades, pagando por suas falcatruas, outros que também se achavam imunes à inconveniente justiça, estão aguardando insones a chegada do japonês da Federal.

O ”Susto” só não está mais valorizado por ser, sempre que possível, desvalorizado pelo STF que por enquanto detém o controle do câmbio, fazendo com que o “Susto” siga sendo apenas isso, um susto.

No entanto, já se percebe uma tendência forte à valorização, o “Susto” está à beira de virar “Cagaço” moeda muito mais forte.

Os primeiros sinais disso puderam ser vistos no Planalto Central na semana que passou, quando cinco ministros do STF negaram por três a dois votos o Habeas Corpus para o “muar de São Bernardo”.

Sendo quem eram os ministros, o resultado da votação é uma demonstração cabal de que o “Susto” já está alcançando novo patamar.

As manifestações espontâneas dos cidadãos nas ruas de todo país nesse domingo, (até o General  Augusto Heleno , recém chegado do Japão estava na rua) com uma grande maioria apoiando uma intervenção baseada no artigo 142 da constituição e utilizando o 357  do Código Penal Militar, com certeza elevarão o “Susto” definitivamente ao patamar de “Cagaço”, só falta   a assinatura do presidente para acabar com a farra do congresso e do judiciário.

O povo aprendeu a usar uma moeda que antes era de uso restrito dos governos.

Nesse nosso país só o medo constrói.

Imprimatur!

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

3 comentários:

Anônimo disse...

Sensacional! Gostei tanto que li três vezes e depois volto aqui pra ler de novo.

sergio soares disse...

TALVEZ A ÚNICA COISA QUE PENSEMOS DIFERENTES (PODE SER QUE NÃO ) SERIA A ORDEM DO PAREDÃO OU GUILHOTINA OU INJEÇÃO LETAL OU ENFORCAMENTO.O FHC TEM QUE VIR NA FRENTE,POIS É O PAI DESSA DESGRAÇA TODA(ABSTRAINDO-SE A CORRUPÇÁO PÓS-REPÚBLICA *-OBS.NÀO SOU CONTRA ,NEM A FAVOR DA MONARQUIA) .FHC=FILHOTE DE GEORGE SOROS E DA FAMÍLIA FOTHSCHILD,IMPRESSORES MUNDIAIS DO DINHEIRO.

H. James Kutscka disse...

O direito a pensar diferente de mim logicamente é livre, mais estaria mentindo se não dissesse que adoro quando encontro pessoas que pensam igual. Obrigado Sergio Soares e Anonimo.