sábado, 31 de agosto de 2019

E se o Moro for candidato a 2022?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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O maior pavor da esquerdalha e do Mecanismo é que Sérgio Fernando Moro se transforme (ou seja consolidado pela falta de alternativa mais forte) no candidato a suceder Jair Messias Bolsonaro na Presidência da República, na eleição de 2022. Bolsonaro dá todos os indicativos de que sua missão é cumprir seu mandato de Transição (promovendo reformas estruturantes e as medidas amargas que forem possíveis) para o Brasil se transformar em uma Nação viável, mais decente, próxima de um regime Capitalista Democrático.

Bolsonaro levou seus inimigos à loucura, na quinta-feira, quando desceu, quase abraçado com Sérgio Moro, a rampa interna do Palácio do Planalto. A simbologia do ato não apenas evidenciou que não passa de mentira deslavada qualquer notícia que especule uma briga fatal entre o Presidente e seu ministro da Justiça – considerado um “Herói Nacional” (imagem consolidada). Os idiotas deveriam saber que Bolsonaro não sabotaria seu maior trunfo político: o inimigo simbólico número 1 dos corruptos.  

Mudando de assunto, porém permanecendo na catástrofe brasileira: Gastos obrigatórios com 94% no orçamento federal do ano que vem, deixando uma margem mínima para investimentos, é uma prova de que o Brasil é um hospício a céu aberto. Os inimigos do País não são apenas os corruptos. São portentosos inimigos aqueles que abusam dos caríssimos privilégios na ocupação da máquina pública. Se a economia cresce, os gastadores perdulários acham maravilhoso. Afinal, terão mais recursos para extorquir da sociedade pagadora de impostos.

O projeto de Lei Orçamentária enviada pelo Governo Jair Bolsonaro ao Parlamento evidencia a dificuldade de mexer no desperdício e nos privilégios que a máquina pública concede aos seus membros. Gastos com salários, aposentadorias e outras despesas obrigatórias só aumentam. Desanima assistir que não é fácil mudar a eterna terra das capitanias hereditárias e seu regime filhotista (herança permanente que a zelite concede aos seus parentes).   

Nesse ritmo, pouco importa quem será o sucessor de Bolsonaro. A gastança e a corrupção, apesar de muitos esforços e da retórica oficial, continuam mais vivas que sempre na Republiqueta de Bruzundanga. A ironia da História? Morreu como louco o gênio Lima Barreto – que na década de 10 do século passado descreveu a essência tragicômica de um País que, de verdade, não deseja mudanças estruturais – a não ser nas conversas fiadas em tempos eleitoreiros.

O famoso Mecanismo segue rindo, virtualmente, da nossa cara... Sem querer ser pessimista – mas sendo indesejavelmente realista -, parece que a turma próxima de Bolsonaro, inteligente, preparada e bem intencionada, começa a ser engolida pelo Estado Ladrão - “leviatã leviano” que deita e rola com a ajuda de uma Constituição Vilã sustentada pelo regime Capimunista Rentista... #prontofalei...

Voltando ao começo... Moro deseja ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Tomara que consiga... Se não conseguir, é porque os bandidos venceram... Aí, quem sabe, ele não se revolta e resolve aceitar a mordida da mosca azul do poder político? Até ser nomeado e conviver no Ministério da Justiça, ele era um aprendiz no mundo político... Agora, já não dá para dizer o mesmo... Vivência é uma vantagem estratégica na hora do vamos ver...

Tomara que os novatos ocupantes do poder federal descubram, depressa, que voluntarismo não é suficiente para mudar um País tão complicado e complexo como o Brasil. Sem profissionais na estratégia, Bolsonaro corre alto risco de não ir muito longe, nas declarações de portaria do Palácio da Alvorada e nas twittadas dele e de seus melhores colaboradores...








Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Agosto de 2019.

As Três Idades


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Pessoas e organizações passam por três momentos diferentes em sua vida.

Estudaremos primeiro os seres humanos.

A criança até os sete anos de idade é absolutamente indefesa; necessita da proteção de adultos pois não tem a noção do perigo. Segue, depois, a fase do aprendizado e da exuberância de suas capacidades. Chegada a velhice, volta a necessitar de cuidados de terceiros.

Os italianos bem sabem o que é um vecchio ribambito.

As organizações civis e/ou comerciais também passam por ciclos. Criança, estrela, vaca leiteira e cachorro (cão). No Brasil são raras as instituições que duram mais de cem anos.

Já os países são duradouros. O Egito tem milhares de anos de história. O Brasil, quinhentos e dezenove anos, etc.

Os governos variam em longevidade.

Na República Italiana, parlamentarista, houve quase um gabinete (primeiro ministro) por ano.

Nosso período colonial durou de 1500 a 1822. O Império até 1889.

A República, com cento e trinta anos, vai aos trancos e barrancos.

Nos últimos trinta e cinco anos de desgoverno, corrompeu-se de tal forma que, em breve, tornar-se-á um principado.

Escolham o nome “bonitinho” que quiserem. Intervenção Constitucional prevista no art. 142 da Carta Magna, ou qualquer outro.


l'infanzia, la maternità e l'inevitabile declino della vecchiaia.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Será que a CPI da Lava Toga sai desta vez?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Notícia boa? O Senado já tem assinaturas suficientes para uma nova tentativa de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigaria problemas e denúncias de corrupção no Poder Judiciário. A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) conseguiu uma lista com o mínimo de 27 assinaturas para pedir que se crie a temida CPI da Lava Toga. Esta é uma vitória do grupo que se denomina “Muda Senado” – que já mobiliza um terço da Casa para brigar por reformas estruturantes e medidas anti-corrupção.

Não tem moleza... Esta será a terceira tentativa de instalar uma comissão para investigar o Supremo Tribunal Federal. O Presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP) já arquivou dois requerimentos parecidos. A nova solicitação é focada em investigar quais foram as motivações do presidente do STF, José Dias Toffoli, para abrir um inquérito interno na Corte para investigar ataques feitos aos supremos magistrados. A estranheza é como se pode usar o regimento interno do STF para cumprir o que seria um papel originário da Polícia Federal ou do Ministério Público.

Outra cobrança necessária ao parlamento é para o presidente da Câmara. Por que Rodrigo Maia não coloca na pauta de votação o projeto que trata do fim do chamado Foro Privilegiado. A Lei já pronta para ser votada desde dezembro de 2018. O problema é que a maioria do parlamento não deseja que investigações ocorram – muito menos com liberdade, independência e seriedade. Por isso, a sociedade brasileira precisa exercer sua pressão legítima, exigindo a transparência total na vida pública junto com a criação de instrumentos diretos de fiscalização do Poder Público pelos cidadãos-eleitores.

O negócio é cobrar pesadamente, já que o parlamento só é suscetível a uma pressão cada vez mais intensa vida daqueles que lhes deram o emprego muito bem remunerado para (supostamente) nos representar.

Amor pela Justiça...

Apaixonado pela nova juíza da comarca, o advogado dirigiu-lhe a seguinte petição inicial:

Eu, bacharel em direito
conforme a lei em vigor,
venho com todo o respeito
requerer o seu amor.

Meu coração tem urgência
e, não podendo esperar,
peço que Vossa Excelência
me conceda a liminar.

Caso eu a tenha ofendido
com a inépcia do pedido,
rogo pelo amor de Deus:

Se me faltou algum tato,
prenda-me por desacato,
mas prenda nos braços seus.
---

Prontamente, a magistrada despachou:

Em toda a minha carreira
como juíza de direito,
nunca vi tanta besteira
nem tamanho desrespeito.

Minha conduta moral
é lei que não se revoga
nem com sustentação oral
debaixo da minha toga.

Por isso, ilustre advogado,
seu pedido tresloucado
indefiro nesta liça.

Mas depois, a noite em curso,
eu aguardo o seu recurso
em segredo de justiça!







Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2019.

Obsolescência



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Tudo e todos nós ficamos obsoletos.

O “coronelismo” nordestino estrebucha.

O bafo da Era Vargas se dispersa.

As espertezas dos políticos a carburador, engazopam.

Por mais que tentem censurar as redes sociais, surgirão novas.

Lembram-se do Orkut ? Pois é; desapareceu !. O mesmo acontecerá com o Falso Buk e com a Insta a Grama.

Por esse motivo, abandonaram o país grandes bancos estrangeiros: Lloyd's Bank ( após mais de 150 anos de presença na América do Sul), Citibank ( depois de 102 anos no Brasil) e ainda ABN Amro (de efêmera passagem) HSBC (após pagar uma fortuna pelo finado Bamerindus), etc.

Com a idade, piora o “hardware” mas melhora muito o “software” humano.

É pena que os jovens executivos das importantes empresas brasileiras (educados pela cartilha gramscista) desdenhem os velhos. Mal falam o português e não sabem bulhufas de História e Geografia. Aprenderão com os próprios erros e não com os de pessoas já vividas, como seria desejável.

Um brilhantíssimo professor da Fundação Getúlio Vargas, já falecido, dizia: “Cometam erros novos e não os velhos, por pura preguiça de estudar o passado!”

O bom empresário não quebra por seus erros e sim por sua vaidade.

O Open Banking vai acabar com a empáfia dos banqueiros “bonzinhos”.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Sem Colarinho, por favor!



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Régis Machado

De acordo com a polícia federal americana (Federal Bureau of Investigation – FBI), crime corporativo refere-se ao crime não-violento, com motivação financeira, cometido por empresários e funcionários do governo, geralmente engravatados (daí seu nome popular: “crime do colarinho branco”) . Essa expressão (“white collar crime”) foi cunhada em 1940 por um renomado sociólogo estadunidense, Edwin Sutherland, em discurso na American Sociological Association.

Entre os crimes do colarinho branco, está a corrupção, mal que aflige historicamente o povo brasileiro e que, somente no Brasil, segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), é responsável pelo desvio de cerca de R$ 200 bilhões (com “b” mesmo!) por ano, uma dinheirama que faz imensa falta na saúde, na educação, na segurança e em todas as políticas públicas, enquanto enche os bolsos de políticos, de servidores públicos e de empresários corruptos.

Aliás, foi exatamente por essa razão que, na ação do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisou se condenados por corrupção poderiam ser beneficiados pelo indulto de Natal assinado pelo ex-presidente Michel Temer (ADI 5874), o relator, Ministro Luís Roberto Barroso, criticou duramente a medida e, contrariando a definição comum, defendeu que a “corrupção mata” e que se trata, portanto, de “crime violento, praticado por gente perigosa”.

Na contramão daquele voto magistral do Ministro Barroso, a Segunda Turma do STF, na última terça-feira (27), acatando argumento da defesa sem previsão no Código de Processo Penal ou em qualquer outra lei, incluindo a que regulamentou o instituto da delação premiada, decidiu anular a sentença do ex-juiz Sergio Moro que, no âmbito da Operação Lava Jato, em 2018, condenou Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro.

Apesar da pouca repercussão na mídia, o precedente é gravíssimo, visto que, conforme já alertaram os Procuradores da força-tarefa da Lava Jato, poderá levar à anulação de dezenas de outras sentenças, relativas a 143 réus já condenados, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril de 2018.

Por essas e outras, crescem os movimentos e manifestações exigindo o impeachment de ministros do STF, como se viu no último domingo (25). Pelo visto, algumas excelências estão abrindo mão dos vinhos premiados e uísques 18 anos recém adquiridos na polêmica e milionária licitação da Corte e preferindo acompanhar suas lagostas, moquecas e carrés de cordeiro com o bom e velho chopinho gelado: “Sem colarinho, por favor”.

Regis Machado é Auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).

Crime Militar



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

O artigo 142 do Código Penal Militar, em tempo de paz, pune com até 30 anos de prisão, quem TENTAR entregar parte do território Nacional à influência estrangeira. Em tempo de guerra, a pena é de fuzilamento (art 357). Ocorre, que a guerra atual é permanente, de quinta geração, por todos os meios.

Portanto, políticos e outras pessoas, que apoiam o Presidente da França contra os interesses do Brasil,  na nossa Amazônia, estão incursos no crime capitulado nos artigos 142/ 357 do CPM.

Compete às autoridades militares da área instaurar o IPM e, ao Ministério Público Militar denunciar os criminosos, sob pena de prevaricação.

A impunidade gera o abuso, que neste caso, põe em risco a SEGURANÇA NACIONAL.

O Brasil espera, que seus comandantes militares cumpram o seu dever. Nossa SOBERANIA depende disso!

A AMAZÔNIA É NOSSA!!!

Antônio José Ribas Paiva, Advogado, é Presidente do Nacional Club.

Soberania do Brasil sobre a Amazônia tem limites, sim


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Nas mais recentes discussões sobre as queimadas na Amazônia, envolvendo não só a opinião pública brasileira, como também a mídia e os políticos e governantes de todo o mundo, o primeiro grande impasse se deu na discussão sobre a até que ponto os outros países do mundo poderiam interferir na questão dos  incêndios amazônicos  que ocorrem  em diversos países da América do Sul, além do Brasil, que possui sob sua jurisdição a maior “porção” da floresta.

Por um lado as normas  do direito público internacional que regulam as relações entre os países deixam  uma enorme “brecha”  nas QUESTÕES AMBIENTAIS  MUNDIAIS que possam  envolver riscos e danos à  segurança, e mesmo à “saúde” ,provindos do meio ambiente de um determinado país, ou conjunto de países, desde o momento em que os seus efeitos danosos ,temporários ou permanentes,  possam atingir outros países, limítrofes, ou não.

A pergunta que se impõe num primeiro momento é se as populações dos países que se restringem a receber os efeitos   nocivos,  provenientes dos  danos ambientais ocorridos  nos  outros países,  têm ou não o direito de reclamar e exigir medidas dos  outros países  para que impeçam esse uso danoso.

Ou, em  palavras diferentes ,se as “soberanias” dos outros países podem prevalecer  sobre o bem estar e a soberania   da população de cada país, que por vezes,só para dar um exemplo, se vê forçada   a respirar  a fumaça e o ar poluído  por incêndios florestais em outros países.

Essa reclamação seria desrespeito às diversas soberanias nacionais? O uso, bom ou mau, de cada território nacional deve ser ilimitado e não sujeito a reclamações e protestos dos outros? Essa “soberania” seria ilimitada?

É por essa simples razão que o Presidente francês, Emmanuel Macron, não disse nada de errado quando afirmou que “a nossa casa está pegando fogo”. Com isso ele não quis dizer que a Amazônia  “em chamas” seria da França. Mas sem dúvida ele fez  uso político de “esquerda” dessa impactante declaração.                                                                                                                                                

Mas o  incêndio amazônico de agosto de 2019 não é nenhuma novidade. Ele está dentro da média dos outros incêndios na mesma região ,  nos últimos 15 anos. E eles também acontecem,co m a mesma ou maior  intensidade ,em diversas outras partes do mundo. Mas esses outros incêndios não vão para a mídia ,como acontece com o incêndio da Amazônia de hoje. 

Apesar de tudo, Macron  não falou nada demais se interpretarmos que o  incêndio na “sua casa”  estava significando o  incêndio no “seu planeta”, visto que a Terra também pode significar a casa de cada um, de todos, portanto. O condenável foi o uso meramente político e demagógico que Macron  fez da situação.

Como grandes causadores de danos ambientais globais podem ser citados os  frequentes incêndios nas florestas dos diversos países e a poluição do espaço aéreo e das águas   correntes , que acabam “envenenando” toda a atmosfera ,e desaguando nos  mares , oceanos e todas as águas internacionais.

A ciência do direito tem  que ter coerência e lógica entre as suas diversas áreas. Portanto, o melhor guia para explicar o direito de todos os povos e nações de interferirem  nas chamadas “soberanias” dos outros países, como fez Macron em relação ao incêndio da  Amazônia ,pode ser encontrado no DIREITO PRIVADO (Direito Civil) ,que apesar de garantir  a propriedade privada ,impõe LIM ITES na sua utilização, não admitindo, por exemplo,  que o seu  eventual mal uso prejudique o direito da “vizinhança”, dos outros, dando remédios jurídicos para os que se  sentirem  prejudicados pelos abusos do “vizinho” corrigirem a situação.

Por conseguinte, o direito de vizinhança na propriedade privada e o direito de “vizinhança” no direito internacional entre os povos dos diversos países devem ser tratados com idênticos  critérios e  fundamentos morais, políticos e jurídicos. A soberania  individual de cada país sempre terá que ter limites, respeitados os direitos dos outros países. Por isso os incêndios florestais não podem ser considerados  problemas só dos respectivos países onde ocorrem, como equivocadamente  pretendem as autoridades brasileiras.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

A sociedade é o VAR do Judiciário



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Existem males que vêm para o bem geral da Nação que sobrevive sob regime do Crime Institucionalizado, com ineficiência, injustiça, impunidade e corrupção estrutural. Não foi tão ruim quanto pareceu, à primeira vista, a decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que anulou a sentença do então juiz federal Sérgio Moro contra o ex-presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine. O princípio constitucional de direito à ampla defesa e ao contraditório saiu vencedor. Respeitou-se um direito fundamental ao Estado Democrático de Direito.

Delatados falam primeiro. Delatores, depois. O princípio do Direito de Defesa é correto, inegável, tem de ser respeitado. Isto é óbvio ululante. Só que as regras não são claras no Brasil da impunidade ou do rigor seletivo. Nem a lei que trata das colaborações premiadas, nem nosso Código de Processo Penal deixa a obviedade clara: denunciante fala primeiro e o acusado se defende depois, e não o contrário. Agora, depois da decisão do STF no caso Bendine, vários processos podem ser anulados e obrigados a retornar à primeira instância.

Por que nada é feito “Direito” (sem trocadilho infame) no Brasil? A resposta é elementar, caro Watson. O esquema de embromação atende ao famoso Mecanismo. Geralmente, acaba absolvido ou com o efeito da pena reduzido ao mínimo quem tem bons e caros advogados consegue produzir o milagre dos recursos judiciais infindáveis. Acontece que o princípio da Justiça não deveria ficar dependendo da situação econômica e do poder político do réu.

A 2ª Turma atendeu a um pedido da defesa de Bendine, que alegou ter sido obrigado a apresentar suas alegações finais ao mesmo tempo que os delatores. Os defensores alegaram que isso impossibilitou que ele prestasse depoimento na fase correta, apresentando a defesa no tempo correto. Moro havia sentenciado Bendine à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido R$ 3 milhões em propina da empresa Odebrecht. O importante é que o STF só anulou a sentença, e não a ação penal. Bendine tem tudo para ser condenado novamente, porém, na nova instrução, terá a direito a se defender no tempo certo.
O caso Bendine levou o STF a levar mais pancadas nas redes sociais da Internet. Embora seja uma instituição independente do pleito popular, no final das contas, a imagem do Supremo fica suscetível à razão e à emoção popular. É como se a sociedade brasileira estivesse funcionando como uma espécie de VAR do Judiciário. Tal entrechoque legítimo é bom para a Democracia. Quem está no meio do jogo reclama dos ânimos exacerbados... Mas o que a maioria das pessoas não agüenta é tanta demora para a decisão judicial, que gera, na prática, uma impunidade ou uma punição deficiente.
O risco gerado pela decisão suprema no caso Bendine é o oportunismo. A caríssima defesa de Luiz Inácio Lula da Silva entrou com pedido de habeas corpus para que o STF estenda ao ex-Presidente a decisão de anular a sentença condenatória de Sérgio Moro. Os advogados já tinham apresentado reclamação nesse sentido a outros tribunais. Mas, diante da decisão do STF, decidiu recorrer imediatamente ao tribunal pedindo que o mesmo direito seja reconhecido para Lula.
A tendência é que o STF não embarque no argumento oportunista. Lula teve amplo direito de defesa. O mérito da condenação dele não dependeu de delações premiadas, mas de provas objetivas obtidas durante longas investigações. A única “injustiça” é que outros descarados praticantes de corrupção ainda não estejam presos como o condenado Lula está. É isto que o VAR da Sociedade brasileira está cobrando do sistema judiciário, formado pela polícia, Ministério Público e magistratura.
Resumindo: Lula não pode ficar sozinho na cadeia. A galera aguarda a prisão de muitos corruptos ainda impunes, porque sequer foram investigados corretamente. Até agora, a Lava Jato falhou na apuração e punição a crimes societários. Além disso, também segue sem punição o sistema financeiro, por onde transitou a grana da corrupção. Só doleiro paga pela bronca cometida com a conivência culposa ou dolosa de banqueiro?
É preciso chamar o VAR... Justiça que tarda é sistema Judiciário que falha... Não dá mais para suportar... O Brasil precisa de bom Judiciário, e não de mau Judasciário... O VAR está acionado...
A Regra é clara, mas a interpretação...

Definição que o ex-árbitro de futebol Arnaldo Cezar Coelho fez no zap do amigo Galvão Bueno:

“O VAR é o Chacrinha moderno. Veio para confundir e não para explicar”.

Realmente, enche o saco o “árbitro de vídeo” demorar quase dez minutos para decidir se um gol valeu...









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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Agosto de 2019.

La Fille du Régiment

João, cidadão: meme de sucesso na internet 

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Peço aos amáveis leitores que não confundam o título com uma antiga ministra do Meio Ambiente.

A primeira é uma ópera escrita por um brilhante compositor italiano, com letra em francês.

A outra, na verdade, é filha do “rei” jumento, hoje hospedado na gélida Curitiba.

O jovem atual mandachuva do pedaço precisa ter nervos de aço.

Parece que sentiu-se mal após ver-se no meio de tanto animal.

Além de sua coragem pessoal, inteligência e força de vontade, nosso querido ministro, pelo que fui informado, tem um avô almirante e outro, general.

Como São Paulo apóstolo, luta o bom combate.

Quanto mais apanha, mais bate.

De resto, se não houver um verdadeiro rearmamento de nossas Forças Armadas, ficaremos sempre no território das bravatas.

O dia que o Brasil tiver duzentos caças Gripen, centenas de submarinos e a nossa própria bomba atômica, poderemos, sem medo, alardear que a Amazônia é NOSSA!

Até então, dependemos do apoio do Grande Irmão do Norte e temos atrelada à dele, a nossa sorte.

Enfim, nossos agradecimentos ao panacocéfalo, que nos ameaçou. Acordamos!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Enfim, emprego e crédito na ordem do dia



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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No último dia 31 de março, este Alerta Total deu uma sugestão na linha do “menos Estado e mais Emprego”. A proposta foi zerar todos os encargos sociais por 12 meses para toda nova contratação de um desempregado, com faixa salarial até três salários mínimos. O programa teria como alvo as empresas enquadradas no simples, focando quem estivesse há mais de um ano sem emprego com carteira assinada. É um alento para os 30 milhões – e não “apenas” 13 milhões – de desempregados no Brasil ainda sob regime do Crime Institucionalizado, com ineficiência, injustiça, impunidade e corrupção estrutural.

Ontem, em meio às caneladas amazônicas, foi excelente ver o ministro Paulo Guedes anunciando um programa de combate ao desemprego, desonerando a folha de pagamento das empresas para elevar o nível de emprego. O plano também fala em acesso facilitado ao microcrédito – o que pode mobilizar, ainda mais, as cooperativas de crédito e afins. Um alento de que o espectro do Capitalismo Democrático começa a rondar o Brasil. Mais Brasil; menos Brasília. Mais Emprego; menos impostos. Mais crédito e menos usura. Enfim, liberdade para produzir, gerar emprego, renda e consumo sem artificialismos estatais.

A economia tem de destravar. Crises derrubam governos. Sempre que isto não acontece, o resultado é desestruturação política. O Governo Jair Bolsonaro opera sob intensa pressão interna e externa. E joga na ofensiva 25 horas por dia. O risco de fadiga e desgaste é estúpido. A extrema mídia, principalmente o Grupo Globo, quer sufocar Bolsonaro para induzi-lo ao erro, ao cansaço emocional, que permita rotulá-lo de “autoritário”. Também inventam crises que não existem, como a mentira da briga do Bolsonaro com o Moro. Fala sério... A Globo tem muito mais a perder que o Bolsonaro...

Aliás, tirando as áreas secas da Amazônia, a Lava Jato também é incendiada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, mandando anular e voltar para a primeira instância judicial, com perdão do réu, a condenação imposta por Sérgio Moro ao ex-Presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine. O advogado de Lula, Cristiano Zanin, já especula que Lula pode ser beneficiado pela mesma tese que favoreceu Bendine: que o juiz Moro abriu um prazo conjunto para delatores premiados e demais acusados. Já nasce a suprema invenção jurídica para libertar Lula? Quem sabe...










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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Agosto de 2019.