terça-feira, 27 de agosto de 2019

Bobagem da Amazônia “pulmão do mundo”



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Félix Maier

A Amazônia não é o pulmão do mundo, como até os bispos da CNBB apregoam, anunciando o Sínodo sobre a Amazônia que será realizado este ano no Vaticano.
Essa bobagem, nestes tempos de queimadas que existem devido ao período de estiagem, que ocorrem todos os anos, é reverberada em caixas de ressonância da desinformação pela mídia nacional e internacional, e por personalidades como o presidente da França, Emanuel Macron, e o boleiro Cristiano Ronaldo, postando fotos de queimadas antigas e classificando a Amazônia como "pulmão do mundo". Até a funkeira Anitta e a modelo Gisele Bundchen viraram especialistas em bioma amazônico.
A floresta tropical da Amazônia consome praticamente todo o oxigênio que produz, por ser uma floresta antiga. Só árvores novas, em crescimento, produzem mais oxigênio do que consomem. Isso eu aprendi ainda no ginásio, na década de 1960.
São as algas dos oceanos, dos rios e dos lagos nossa principal fonte de oxigênio e ponto final.
Há trinta anos, houve também uma campanha internacional pela preservação da Amazônia, muito bem orquestrada por ONGs e governos do Primeiro Mundo, no rastilho de pólvora que foram a morte do seringueiro e "defensor da Amazônia" Chico Mendes, o mentiroso genocídio de índios e a cena teatral feita em torno da criação da reserva indígena Yanomami, uma interferência indevida de estrangeiros em assuntos nacionais. Até Bush pai cobrou providências ao presidente Fernando Collor, nos EUA, depois de chamá-lo de Indiana Jones, por voar em jato da FAB e fazer acrobacias em jetsky no Lago Paranoá.
Na época, o ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves apresentou uma palestra sobre a Amazônia, que teve boa repercussão, desmentindo que a Floresta Amazônica seja o "pulmão do mundo".
A Amazônia é importante no contexto climático global. Ninguém em sã consciência é a favor de seu desmatamento total e de queimadas sem controle que, este ano, aumentaram consideravelmente. A real preocupação quanto ao oxigênio que respiramos deve ser direcionada à saúde dos rios, mares e oceanos, hoje verdadeiros despejos de esgotos e materiais que levam centenas de anos para se decomporem, como as garrafas PET.
Já era esperado esse ataque ao Brasil, devido a algumas atitudes e declarações do presidente Bolsonaro, que jogou gasolina para apagar as queimadas, ao ameaçar não aderir ao Acordo de Paris, sobre o clima mundial, e dizer que suspeita que ONGs estejam tocando fogo no mato. E sugerir que mineradoras operem em áreas indígenas.
Além das posições ioiô de Bolsonaro, que diz uma coisa aqui no cercadinho da guarita do Palácio da Alvorada, e desdiz ali no mesmo cercadinho, não podemos esquecer que o agronegócio brasileiro, altamente produtivo, incomoda países como EUA, França, Irlanda etc. No Brasil, há até três safras anuais de alguns produtos. Colhem-se duas safras e meia de uva por ano no Vale do São Francisco, cinco safras em dois anos. (Não é preciso lembrar que, devido a isso, consumimos mais defensivos agrícolas.) Por isso essa chantagem de países europeus, que ameaçam não comprar carne e grãos do Brasil, colocando em cheque também o acordo União Europeia-Mercosul.
Depois de falar abobrinhas durante as últimas semanas, parece que o presidente Bolsonaro caiu na real, autorizando o envio de militares das Forças Armadas para ajudar a combater os incêndios na Amazônia. Ao mesmo tempo, acionou as embaixadas para fazer uma contrapropaganda que deveria já ter sido feita antes, para mostrar ao mundo a real situação do "pulmão do mundo em chamas". Com tanta indecisão em momento tão crucial para o Brasil, o que faz o estrelado staff militar de Bolsonaro? Nada? Nem uma sugestão?
Causa espanto o Vaticano se meter nesse assunto revigorado pelo ambientalismo mundial, no caso da Amazônia. Logo o Vaticano, que tem assuntos muito mais graves e urgentes para resolver, como o crime de pederastia cometido durante anos, por padres abusadores de seminaristas e coroinhas.
A CNBB, que já se posicionou ao lado do PT contra o FMI e a favor do calote da dívida da União, está infestada de esquerdistas desde Dom Hélder Câmara, e faz parte desse barulhento ambientalismo melancia atual, avivado por ONGs milionárias que têm por objetivo demonizar o governo Bolsonaro e prejudicar o Brasil: vermelho comuna por dentro, verde dos dólares por fora.

P.S.: Conhecemos muito bem os "alvéolos" do "pulmão do mundo" na mira das potências estrangeiras: ouro, cassiterita, nióbio, tungstênio, molibdênio - alguns, são metais raros para a indústria espacial - além da rica flora medicinal e de cosméticos.

Que tal criar um cartel do nióbio, nos moldes da OPEP, presidente Bolsonaro?

Félix Maier é Capitão do Exército, reformado.

2 comentários:

Anônimo disse...

Cleonice I Ferreira disse:
Sr.Capitão Félix Maier, excelente sugestão de formar um cartel do nióbio.Tudo o que senhor disse no seu artigo foi o que estudei nos livros.

Anônimo disse...

As críticas "fogo amigo" sobre declarações à imprensa não ajudam o presidente em sua estratégia. Sempre entendi que militares fazem ordem unida, mesmo que não entendam completamente os motivos do comandante, para garantir a vitória. Os civis que votaram no presidente Bolsonaro já entenderam isso.