domingo, 18 de agosto de 2019

Cenas dos próximos capítulos no Brasil



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Já que brasileiro ama uma novela, vamos sentar o dedo... Na “Dona do Pedaço”, a boleira gostosona Maria da Paz partirá para a guerra. Dará um tiro de trezoitão no maridão, assim que flagrar o bonitão Regis pegando a filha vilã Josiane (uma legítima falseane). A ironia da estória? Quem sabe a Rede Globo aproveita a trama para culpar o Presidente Jair Bolosonaro pela arma que a personagem guarda em casa? O PT até poderá culpar o bandido Sérgio Moro por ter prendido Lula, e deixado solto os familiares da Maria – justiceiros de aluguel que devem ter assassinado o Celso Daniel...

Já que o brasileiro também passou a se entreter com as novelas do combate à corrupção, continuemos sentando o dedo no teclado... Na “Lava Jato”, a previsão é que ocorram, em breve, operações espetaculares que prenderão uma elite de bandidos da politicagem (que até agora não foram incomodados). A maioria deve preparar o cobertor para curtir os gelados cárceres da República de Curitiba. A culpa é das provas materiais objetivas obtidas nas variadas delações premiadas... O Supremo Libertador Federal terá muito trabalho para tentar libertar tanto vagabundo da zelite...

Outra novela que vai render é a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro para o cargo de Embaixador do Brasil em Washington. Os inimigos do Presidente e de seu filho já começam a plantar pelo no ovo de um nepotismo que não existe. No Senado, deve ocorrer a mais sangrenta sabatina nunca antes vista na história deste País, para tentar o veto contra o nome do Eduardo. A tendência é que ocorra um massacre público, mas que a maioria mínima de senadores aprove a indicação do embaixador – que é um cargo de confiança, e não de carreira do Itamaraty. Donald Trump já deu o “agreement” (na pronúncia com biquinho de francês)... Só a Globo e a petelândia acreditam no “discordemant” (como diria Odorico Paraguaçu)...

No mais, vamos em ritmo de Casseta & Planeta – Urgente... Vamos fazer piada com as caneladas e mitagens do nosso Presidente, enquanto a equipe de dele, com liberdade para trabalhar, promove as reformas estruturantes que o Brasil precisa para atingir, no menos tempo possível, a capacidade de promover mudanças estruturais imprescindíveis. Deixa Bolsonaro mitar, porque o governo dele é de transição...

O próximo titular do trono do Palácio do Planalto pode ser do General Antônio Mourão, do Sérgio Moro – se ele não for para o Supremo Tribunal Federal - Ou do senador Jorge Kajuru, ou do Luciano Hang (dono da Havan que o Presodentro Lula chama de “Louro José”), ou do João Dória ou de algum nome que pareça de centro-direita... Candidato de esquerda em 2022 é pura zebra... Quem sabe em 2026, se tudo der muito errado até lá... E, claro, ninguém deve descartar a chance da reeleição. Por enquanto, o Mito é o Dono do Pedaço... Suas canetas BIC e Compactor têm mais poder de fogo que o 38 da Maria da Paz...  

Por falar nela, já encomendei meu bolo de chocolate com coco para comemorar a inevitável retomada do crescimento econômico rumo ao desenvolvimento, com a gente gostando ou não da administração do Bolsonaro...

Ah, Maria  da Paz... Quero comer seu bolo... Claro, se o meu coração leviano, em canalha arritimia, assim permitir...   


Análise equilibrada

O jornalista José Roberto Guzzo, colunista da Exame, produziu uma das mais lúcidas análises sobre o presente do futuro do governo do Presidente Jair Bolsonaro. Abaixo, a gente copia e cola...

O presidente da República pode ser ruim, ou muito ruim, conforme a definição que deixar o leitor mais confortável. 

Também pode ser bom, caso se leve em conta a opinião dos que acham que ele está sempre certo.

 Na verdade, para simplificar a conversa, o presidente pode ser o que você quiser.

Mas os fatos que podem ser verificados na prática estão dizendo que seu governo, depois dos primeiros sete meses, é bom — ou, mais exatamente, o programa de governo é bom, possivelmente muito bom.

 Esqueça um pouco o Jair Bolsonaro que aparece em primeiríssimo plano no noticiário, todo santo dia, em geral falando coisas que deixam a maioria dos comunicadores deste país em estado de ansiedade extrema.

Em vez disso, tente prestar atenção no que acontece. 

O que acontece, seja lá o que você acha de Bolsonaro, é que seu governo está conseguindo resultados concretos.

 Mais: é um governo que tem planos, e tem a capacidade real de executar esses planos.

 Enfim, é um governo que tem uma equipe muita boa fazendo o trabalho que lhe cabe fazer.

O ministro Paulo Guedes tem um plano, e seu plano está sendo transformado em realidades — a começar pela aprovação de uma reforma da Previdência que todos os cérebros econômicos do Brasil julgavam, até outro dia, ser uma impossibilidade científica.

A reforma tributária virá; seja qual for sua forma final, ela deixará um país melhor.

 Uma bateria de outras mudanças, basicamente centradas no avanço da liberdade econômica e na faxina administrativa para melhorar a vida de quem produz, está a caminho — diversas delas, por sinal, já foram feitas e estão começando a funcionar. 

Guedes é um ministro de competência comprovada, e sua equipe, que ele deixa em paz para trabalhar, tem qualidade de país desenvolvido.

É bobagem, simplesmente, apostar contra ele. 

Os ministros Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Tereza Cristina, da Agricultura, são craques indiscutíveis — e estão mudando, em silêncio, o sistema nervoso central das estruturas de produção do país.

Há mais. O ministro Sergio Moro, que seria destruído numa explosão nuclear, está mais vivo do que nunca. 

Há todo um novo ambiente, voltado para as realidades e para a produção de resultados, em estatais como a Petrobras ou a Caixa Econômica Federal, a Eletrobras ou o BNDES.

As mudanças, aí e em muitos outros pontos-chave do Estado nacional, estão colocando o Brasil numa estrada oposta à que vem sendo seguida desde 2003 — e é claro que a soma de todos esses esforços, por parciais, imperfeitos e deficientes que sejam, vai criar um país diferente. 

Os avanços são pouco registrados na mídia? São.

 O governo comete erros, frequentemente grosseiros? Comete.

Suas propostas sofrem deformações, amputações e alterações para pior? Sofrem.

 O presidente é uma máquina de produzir atritos, problemas de conduta e confusões inúteis? É. 

Mas nada disso tem impedido, não de verdade, que o governo esteja conseguindo obter a maioria das coisas que quer. 

Já conseguiu uma porção delas em seus primeiros sete meses. 

Não há fatos mostrando que vá parar de conseguir nos próximos três anos e meio.

O governo Bolsonaro é ruim? De novo, dê a resposta que lhe parecer melhor. 

Mas sempre vale a pena lembrar que a maioria das coisas só é ruim ou boa em comparação com outras da mesma natureza. 

O atual governo seria pior que o de Dilma Rousseff ou de Lula?

 E comparando com o de Fernando Collor, então, ou o de José Sarney?

 Eis aí o problema real para quem não gosta do Brasil do jeito que ele está — o governo Bolsonaro não vai ser um desastre.

A possibilidade de repetir o que houve nos períodos citados acima é igual a zero. Impeachment? 

Sonhar sempre dá. Mas onde arrumar três quintos contra Bolsonaro no Congresso?

 Na última vez que a Câmara votou uma questão essencial, a reforma da Previdência, deu 74% dos votos para o governo. Melhor pensar em outra coisa — ou aceitar o fato de que o homem vai estar aí pelo menos até 2022.



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Agosto de 2019.

5 comentários:

Anônimo disse...

Mita, mita, mita, Bolsonaro. Continue mitando, pois estamos gostando, adorando.

Rodrigo Almeida disse...

Eu estou bem confuso com o atual momento político, não consigo montar o quebra cabeça do que está acontecendo e alguns movimentos recentes do Presidente são incompreensíveis para mim.Prefiro acreditar que ele sabe o que está fazendo, já que ele é meio tosco mas politicamente é muito esperto. Não compartilho do otimismo eleitoral de que a esquerda é hj carta fora do baralho. Pelo contrário. Com nova eleição caso derrubem o presidente no primeiro biênio, é certo que o PT ganha. Olhem a Argentina..... por fim, de todos os prováveis presidentes em 2022 o melhor é o Mourão. Mas ele ou quaisquer dos outros só ganham caso sucedam um governo que pelo menos esteja de pé e não em crise e emparedado. Aí dá PT

jomabastos disse...

Com a Constituição de 88 e suas constantes e destemperadas atualizações, desde 1988 o país sempre esteve e continua ingovernável.
Seja qual for o governo que esteja em funções, o país continuará impossível de dirigir.
Os "bandidos de estimação" dos eleitores continuam intocáveis em suas funções corruptivas, lavagens de dinheiro, crime institucionalizado e outras muitas violações da lei.
A classe política constrói uma nova Previdência, mas os intocáveis três poderes, o exército e muitas outras classes profissionais, fazem o que lhes dá na telha, e alguns até exibem com desdenho aposentadorias que podem chegar até aos cem mil reais.
São bilhões de reais desperdiçados ano após ano em um toma lá dá cá desavergonhado.
O STF além de constantemente fazer o trabalho do STJ, de apoiar os intocáveis políticos sentados seus altos cadeirões, também se mete como fosse um legislativo e/ou executivo.

O Brasil já não aguenta este menosprezo pelo país, com este desterro de dinheiro e de riquezas naturais.
Até quando permitiremos esta situação?




Anônimo disse...

Caro Rodrogo Almeida,

O atual momento político é confuso, de fato. A confusão origina-se nas contradições do Governo e seu partido, o PSL; entre o discurso e a prática. Bolsonaro está longe de promover um projeto nacional verdadeiro, tudo engodo aos incautos. Projeto nacional é o que a China fez nos últimos anos, o Brasil poderia copiar a parte economica. Paulo Guedes é um ótimo economista, mas pra quem é sua Economia? Pro sistema finaceiro internacional, esse poder imenso super nacional.

O PSL (um partido inventado durante a campanha) não vê com bons olhos a economia chinesa mas tem interesse em sua política de vigilância em massa!? Surreal! Quem é o PSL afinal? Eles me lembram o partido do Collor...

Anônimo disse...

O presidente Bolsonaro sempre teve a humildade de dizer que começaria a mudança que o Brasil necessita, e usa seu estilo provocador para revelar situações encobertas, que minavam secretamente o país, ao conhecimento da maioria dos brasileiros.