sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Finalmente, o debate sobre abuso de “otoridade”



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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A falta de transparência nos debates relevantes parece que entra na fase de dias contados no Brasil que peca pela falta de Democracia – Segurança Jurídica. A malandragem parlamentar – que aprovou a toque de caixa uma Lei de Abuso de Autoridade - obrigou policiais, promotores e magistrados a aprofundarem discussões sérias sobre os limites de suas atuações na terra do rigor seletivo e da impunidade conveniente. Muito bom que temos mais um assunto grave que sai do armário...

O Brasil das injustiças expõe suas fraturas institucionais, em meio a uma guerra de todos contra todos os poderes que só se aprofunda. O conflito não tem previsão de termino pacífico. Logicamente, os “poderosos” tupiniquins sempre cultivaram o “jeitinho” de uma suposta conciliação na hora em que se sentem ameaçados em seus status, privilégios, vaidades e ilusões de poder. Acontece que, agora, a natureza escancarada dos conflitos complica e dificulta os acordos casuísticos de sobrevivência na selva pública. Pode não ocorrer uma ruptura, mas haverá mudanças de ritos, rotinas e posturas.

Até aqueles que trabalham para bandidos ou para vítimas de crimes ou injustiças, os ilustres ou nem tão famosos advogados, foram forçados a levar mais a sério o problema do abuso de autoridade e suas conseqüências políticas, econômicas e, sobretudo, éticas. Tornou-se consenso que, no Brasil, os aparelhos repressivos estatais têm ido muito além dos limites desejáveis e permitidos às autoridades. Nada de anormal em um regime de Estado-Ladrão, sob governança do Crime Institucionalizado.

Sem pesos e contrapesos claramente definidos, porque o nosso regramento excessivo atende mais ao Diabo que a Deus, os repressores legais ao crime, não raramente, agem como “gestapos”. As injustiças são incontáveis. O Crime efetivamente compensa. A estrutura criminosa consegue ficar intacta ou pouco abalada. Ocorrem trocas de cadeiras de “poderosos chefões”. Dança quem vacila, exagera na vaidade e perde o poderio político/econômico. Fora estes, são perseguidos, também, os que ousam contrariar as vontades e interesses dos bandidos no poder.

Essa brutalidade institucionalizada tem de ser devassada e revista no Brasil das injustiças, da impunidade ou da jagunçagem. A “discussão da relação” promete... Tomara que, ao final das polêmicas, nossos aparelhos repressivos estatais nunca mais sejam os mesmos. O certo é que o bicho vai pegar no “País das Excelências” que adoram se comportar como “Excrescências” na prática das ilegalidades... No clima atual, no qual não dá mais para sabotar o combate à corrupção, feitiços tendem a se voltar contra os feiticeiros...

O Presidente Jair Bolsonaro tende a vetar partes do projeto... Assim, o assunto terá de voltar para o debate aberto que não ocorreu na Câmara dos Deputados e no Senado... Os embates são inevitáveis...

No final, que vençam a Transparência, a Legalidade, a Legitimidade e, acima de tudo, a Democracia. Por enquanto, a vitória parcial é dos organizados bandidos...     

Faltou debate...

A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) manifesta sua indignação com a aprovação do projeto de lei de abuso de autoridade (PL 7596/2017), na noite de quarta-feira (14), pela Câmara dos Deputados, que contém uma série de falhas e impropriedades que inibem a atuação do Ministério Público, do Poder Judiciário e das forças de segurança, prejudicando o desenvolvimento de investigações e processos em todo o país e contribuindo, assim, para o avanço da impunidade.

Diante da relevância do referido projeto, as entidades subscritoras – que representam 40 mil membros da magistratura e do MP brasileiro - entendem que deveria ter ocorrido a discussão aprofundada do texto, com audiências públicas e a participação da sociedade e das instituições que lidam com o tema. O aperfeiçoamento da legislação sobre abuso de autoridade é necessário, já que a legislação em vigor, de 1965, está, de fato, defasada. Por isso, o tema deveria ter sido tratado com serenidade, a partir de um amplo debate, em tramitação ordinária, exatamente o oposto do que ocorreu na Câmara dos Deputados, que aprovou o texto sem qualquer discussão, em regime de urgência. 

Os deputados chancelaram um texto que mantém as definições de diversos crimes de maneira vaga, aberta, subjetiva, punindo situações que hoje são normalmente dirimidas pelo sistema de justiça. A Frentas alerta a sociedade para os efeitos absolutamente negativos de uma possível sanção do PL 7596/2017 no combate a ilegalidades das mais variadas espécies, à corrupção e ao crime organizado. As entidades trabalharão para que excessos e impropriedades contidos no referido projeto de lei sejam vetados pelo presidente da República e, em caso de sua sanção, para que os referidos artigos sejam invalidados pelo Poder Judiciário, diante de manifestas inconstitucionalidades.

Legalidade e da Impessoalidade

A Diretoria executiva Nacional do Sindireceita soltou uma nota defendendo a legalidade e a impessoalidade como requisitos básicos para a eficiência e independência da Receita Federal do Brasil:  

A Receita Federal do Brasil (RFB) tem sido alvo de críticas infundadas, que visam fragilizar a atuação desse importante órgão do Estado brasileiro. Na última segunda-feira, dia 12, o jornal Valor Econômico publicou reportagem informando que o chefe do Executivo teria manifestado incômodo em relação a “ações” conduzidas pelo Fisco. Veja a notícia. 

Na publicação, o jornal reporta que a Analista-Tributária chefe do Centro de Atendimento ao Contribuinte (CAC) na Barra da Tijuca/RJ poderia até sofrer retaliações por parte do presidente da República.

Diante desta grave ameaça, a Diretoria Executiva Nacional (DEN) do Sindireceita vem a público prestar esclarecimentos, bem como destacar a importância dos princípios da legalidade e impessoalidade para o bom funcionamento da RFB.

Ao contrário do que teria sido afirmado pelo presidente da República na referida notícia do Valor Econômico, a servidora não possui qualquer relação e/ou executa atividades relacionadas à fiscalização e investigação que são conduzidas pela Receita Federal do Brasil. É importante destacar que os Centros de Atendimento ao Contribuinte desempenham exclusivamente a função de atender os cidadãos que se dirigem a estas unidades em busca de esclarecimentos e serviços sobre processos específicos.

Cabe unicamente à Subsecretaria de Fiscalização (Sufis/RFB) e suas respectivas projeções locais na Receita Federal executar processos de trabalho relativos ao monitoramento de contribuintes e realizar pesquisa e seleção dos sujeitos passivos a serem fiscalizados. Portanto, a afirmação de que a servidora chefe do CAC na Barra da Tijuca teria interferido no processo de fiscalização de contribuinte específico é absolutamente infundada e não corresponde à realidade da estrutura do Fisco.

Também é importante frisar que a Receita Federal do Brasil não divulga detalhes sobre investigações e fiscalizações em curso, tampouco dados sigilosos de qualquer cidadão – seja ele agente do poder público ou não. O trabalho do Fisco e dos seus servidores é pautado pelos princípios da legalidade e impessoalidade estabelecidos na Constituição Federal de 1988 que regem a Administração Pública. Princípios que garantem que a RFB atue de maneira independente e não se torne suscetível a pressões ou aparelhamento político, práticas nefastas que causam enorme prejuízo à sociedade e ao Estado brasileiro.

Historicamente, o Fisco não foi alvo de ingerências políticas e, nós, enquanto servidores desta importante instituição, esperamos que isso permaneça assim.

O Sindireceita reitera seu compromisso para com a defesa do Fisco e dos seus servidores. O Sindicato informa ainda que está acompanhando atentamente os casos envolvendo constrangimentos à atuação de servidores do cargo e tomará medidas cabíveis para resguardar os direitos dos Analistas-Tributários no exercício de suas funções.










Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Agosto de 2019.

12 comentários:

Loumari disse...

Sergio Moro acumula derrotas nos Três Poderes

https://www.youtube.com/watch?v=XMfldcPymTc

Mula_rí disse...

A delação do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) aponta uma sucessão de ilícitos e propinas, que chegam a R$ 333,59 milhões, supostamente arrecadadas e repassadas por empresas, bancos e indústrias a políticos e partidos nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele fala em "organização criminosa" do partido e aponta situações relativas a um período de pelo menos 12 anos (2002-2014). São 23 relatos de Palocci, que passam por grandes obras de infraestrutura, contratos fictícios, doações por meio de caixa 2 a campanhas eleitorais, liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de créditos ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/08/15/delacao-de-palocci-revela-organizacao-criminosa-do-pt-e-propinas-de-r-333-mi.
fonte:https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/08/15/delacao-de-palocci-revela-organizacao-criminosa-do-pt-e-propinas-de-r-333-mi.htm

Anônimo disse...

NUTAVAEL DIZ...
ATENÇAO CORJA. ESTAMOS DE OLHO EM VOCES. NAO ADIANTA SE MASCARAR DE INTEGROS QUANDO SABEMOS O QUE VCS FIZERAM NO PASSADO E VEM FAZENDO NO PRESIDENTE. QUEM TEM MEDO DE SERGIO MORO? QUEM TEM MEDO DE BRETAS? QUEM TEM MEDO DA POLICIA FEDERAL DE CURITIBA E DA RAPAZIADA QUE TRABALHA NA DEFENSORIA PUBLICA DE CURITIBA?
SOMENTE OS VAGABUNDOS, MENTIROSOS, FANFARROES, TOCADORES DE HORRORES EM CIMA DE ZE POVAO. OS QUE NAO TRABALHAM. VIVEM AS CUSTAS DOS PAIS. IDEOLOGOS CHAMADOS PSICOLOGOS, E TUDOS QUE TERMINA EM LOGOS. SOMENTE OS DESONESTOS, MENTIROSOS, FOFOQUEIROS. QUEM VIVE DO BOLSA MERDA E O BOLSA INOPERANCIA. QUEM E DEMENTE DE NATUREZA. QUEM VIVE FORA DA REALIDADE. QUEM VEIO AO MUNDO A PASSEIO. QUEM GOSTA DE DAR PITACURAS NO PAIS DOS OUTROS. QUEM AINDA ESTA ESPERANDO A VINDA DO SENHOR JESUS ATE HOJE. QUEM PERDEU O BONDE DO PROGRESSO AJUDANDO OS VAGABUNDOS DAS MERDIAS MORTAS. QUEM GOSTA DO TOMA LA DA CA. QUEM GOSTA DE GASTAR DINHEIRO DA NAÇAO E NAO PRODUZIR NADA. QUEM E UM BASTARDO NESTE MAR DE LAMA E DE DEFICIENCIA MENTAL.
COMO PODEMOS PRODUZIR SERIAMENTE QUANDO O NOSSO PRESIDENTE ESTA GASTANDO SEU TEMPO OUVINDO PUXA SACOS. DEBATENDO COM A CORJA. E NOSSO MINISTRO DA FAZENDA ESTA PERDENDO SEU TEMPO QUE E MAIS DO QUE PRECIOSO SENDO DEPENADO DAS ARMAS PARA DEFENDER OS IMPOSTOS QUE ATE APOSENTADO PAGA PARA FICAR TRANSITANDO DENTRO DESTE CONGRESSO CONSTRUIDO POR VAGABUNDOS QUE NEM LULA LADRAO E A VAGABUNDA DOIDA PISTOLEIRA QUE GOSTA DE SER CHAMADA DE PRESIDENTA ELEFANTA DILMA AINDA TEM PRIVILEGIOS PAGOS COM NOSSO SUOR E LAGRIMAS COM DERROTAS QUE O POVO BRASILEIRO VEM SOFRENDO DESTES QUARENTA PARTIDINHOS MULAMBLENTOS QUE AINDA TEMOS QUE PAGAR PARA ELES ALEM DAS MORDOMIAS DINHEIRO TIRADO DO PAGAMENTO DE NOSSAS DIVIDAS EXTERNAS E INTERNAS PARA QUE ESSAS EXCRESCENCIAS QUE NAO NOS REPRESENTAM MAIS POSSAM CONTINUAR INFESTANDO O CONGRESSO.
QUANDO O POVO BRASILEIRO VAI USAR ESTA PAGINA FACILITADA POR UM ENORME DEFENSOR DO DIREITO DO POVO BRASILEIRO PARA FALAR A VERDADE, SO A VERDADE E NADA MAIS DO QUE A VERDADE.
OS JUIZES QUE ENTRARAM NA JUSTIÇA BRASILEIRA E QUE SAO CONCURSADOS ESTAO SENDO CONFRONTADOS POR JUIZES DE CARTEIRINHA. JUIZES DE BATAS SUJAS QUE ENTRARAM NO SUPREMO POR QUEM INDICA. QUEM INDICA? EX PRESIDENTE FAJUTOS QUE NOS COLOCARAM NO LIXAO? CONTINUA...

Anônimo disse...



NUTAVAEL DIZ II

UM SENADO QUE SABEMOS SAO CAPITANEADOS POR FAMILIAS QUE ESTAO HA DECADAS NA JUSTIÇA BRASILEIRA E QUE SO SE INTERESSAM POR TER UM EMPREGO E MORDOMIAS E MAIS NADA.ENQUANTO ISSO SOFREMOS NAS FILAS, NA SAUDE, NA EDUCAÇAO, NO RESPEITO UNS PELOS OUTROS. VARIAS PESSOAS VIVEM RECITANDO SALMOS E MAIS SALMOS MAS NA REALIDADE VIVEM APONTANDO OS OUTROS QUANDO DEVERIAM ESTAR VASCULHANDO SEUS PROPRIOS RABOS.
NOSSO PAIS TEM CREDIBILIDALDE NO EXTERIOR? NOSSA SUPREMA CORTE TEM CREDIBILIDADE NO EXTERIOR? ALGUM ALTA PATENTE NOS MINISTERIOS TEM CREDIBILIDADE NO EXTERIOR. DEVEMOS DECLARAR FALENCIA DE TODOS OS PRINCIPIOS DE NOSSOS ANCESTRAIS E ENTRAR NA ONDA DO MODERNINHO DEVEMOS CRUZAR OS BRAÇOS E DEIXAR MENINAS DE 14, 15,15 ANOS SE PROSTITUIREM PARA O TRAFICO DE DROGAS. ONDE ESTAO AS IGREJAS? ONDE ESTAO OS PAIS E MAES DESTE PAIS, ONDE ESTAO AS MIDIAS DE MERDA QUE ENSINAM PORCARIAS EM VEZ DE INSTRUIR. ONDE ESTAO OS ADVOGADOS DO BRASIL, ONDE ESTA NOSSO EXERCITO, MARINHA E AERONAUTICA. ESTAO SURFANDO NAS DELICIAS EM QUE SE TRANSFORMOU NOSSO PAIS. ONDE ESTA ESTA SUPREMO DE BOSTA ENGAVETANDO O QUE INTERESSA AO PAIS E AJUDANDO OS KAKAI DA VIDA FEIJOADA DO AMARAL. OS BERMUDES. ONDE ESTA ESTA CONSTITUIÇAO PERNETA SUBORDINADA A CRIMINALIDADE. ONDE ESTAO. DEPUTADOS, VEREADORES FEDERAIS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. ONDE ESTAO SENADORES. ONDE ESTA A ALTA CORTE DOS FARAOS DO BRASIL.CONTINUA.....

Anônimo disse...



NUTAVAEL DIZ III E TERMINA.....
ONDE ESTA O PAPA QUE AINDA NAO OLHOU PELO SEU REBANHO. ONDE ESTAO OS ENSINAMENTOS DE JESUS CRISTO." QUEM NAO TIVER NENHUM ERRO QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA". OU ACABAMOS A FARSA DO CACHACEIRO SEM VERGONHA QUE ESTA EM LUA DE MEL ACOBERTADO PELA SUPREMA CORTE DE BOSTA OU A CORJA DOS QUARENTA PARTIDINHOS MULAMBENTOS ACABARA CONOSCO. CHEGA DE CHAPEUZINHO VERMELHO PARA NOSSO PRESIDENTE ACABANDO QUEM ESSA MARQUETAGEM DE MERDA OU ENTAO NOSSO PAIS SERA SEMPRE O PAIS DE AMANHA. CHEGA DE PENDURADOS NO SERVIÇO PUBLICO A ORDEM E CORTEM TODAS AS DESPESAS E CORTE DA CABEÇA DOS INUTEIS. OU ISSO OU ENTAO JA SABEMOS O QUE VAI SER DAQUI PARA FRENTE. CHEGA DE CANTILENAS DE DESAJUSTADOS QUE SIQUER PODEM FAZER MEA CULPA. FALEI.

Anônimo disse...

Vindo dos Pampas
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Sim, precisamos de heróis
✰ Artigo de Carlos Alberto Sardenberg

Sérgio Moro não disputou eleição, não fez campanhas, mas se tornou uma forte liderança moral e política.

Nesta semana, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Tofolli, disse que a Lava-Jato não é uma instituição e que o Brasil não precisa de heróis, mas de projetos.

Data venia, cabe discordar. Primeiro, o Brasil precisa, sim, de heróis, por uma razão simples: há muitos vilões entre nós, e vilões em posição de mando. E também porque certas mudanças só ocorrem quando são promovidas por lideranças reconhecidas pela sociedade.

Esse reconhecimento não precisa ser pelo voto. Joaquim Barbosa nunca disputou uma eleição, jamais fez campanha ou coisa parecida. Mas tornou-se um presidenciável pela sua atuação — tão forte quanto inesperada — no processo do mensalão. Foi uma mudança e tanto, não é mesmo?

O STF, mais conhecido por atrasar ad infinitum os casos envolvendo os agentes públicos com foro privilegiado, dedicou-se inteiramente, por meses, a julgar corruptos de primeiro escalão. Sob a clara liderança de Joaquim Barbosa. Se um herói é alguém sem o qual certas mudanças não ocorreriam, então o ex-ministro tornou-se um deles.

O que nos leva ao caso Lava-Jato. Se o STF quebrou o gelo e colocou a corrupção na mira do Judiciário, a Lava-Jato culminou o processo. Formalmente, trata-se de uma operação, uma simples força-tarefa — “reles” tarefa, gostariam alguns — mas alguém duvida que, na sociedade, tornou-se uma instituição superior?

Sergio Moro também não disputou eleição, não fez campanhas, mas se tornou uma forte liderança moral e política. Um herói, no modo como Joaquim Barbosa.

A resistência à Lava-Jato revela, em setores jurídicos, uma combinação de inveja e ciúme. Como pode um simples juiz de primeira instância — de novo, um “reles” juiz? — tornar-se uma figura nacional?

Não entenderam que Moro encarna uma profunda mudança — e mudança para o bem. Ou entenderam e não estão gostando.CONTINUA.....

Anônimo disse...

Vindo dos Pampas
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Sim, precisamos de heróis
✰ Artigo de Carlos Alberto Sardenberg

Sérgio Moro não disputou eleição, não fez campanhas, mas se tornou uma forte liderança moral e política.

Nesta semana, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Tofolli, disse que a Lava-Jato não é uma instituição e que o Brasil não precisa de heróis, mas de projetos.

Data venia, cabe discordar. Primeiro, o Brasil precisa, sim, de heróis, por uma razão simples: há muitos vilões entre nós, e vilões em posição de mando. E também porque certas mudanças só ocorrem quando são promovidas por lideranças reconhecidas pela sociedade.

Esse reconhecimento não precisa ser pelo voto. Joaquim Barbosa nunca disputou uma eleição, jamais fez campanha ou coisa parecida. Mas tornou-se um presidenciável pela sua atuação — tão forte quanto inesperada — no processo do mensalão. Foi uma mudança e tanto, não é mesmo?

O STF, mais conhecido por atrasar ad infinitum os casos envolvendo os agentes públicos com foro privilegiado, dedicou-se inteiramente, por meses, a julgar corruptos de primeiro escalão. Sob a clara liderança de Joaquim Barbosa. Se um herói é alguém sem o qual certas mudanças não ocorreriam, então o ex-ministro tornou-se um deles.

O que nos leva ao caso Lava-Jato. Se o STF quebrou o gelo e colocou a corrupção na mira do Judiciário, a Lava-Jato culminou o processo. Formalmente, trata-se de uma operação, uma simples força-tarefa — “reles” tarefa, gostariam alguns — mas alguém duvida que, na sociedade, tornou-se uma instituição superior?

Sergio Moro também não disputou eleição, não fez campanhas, mas se tornou uma forte liderança moral e política. Um herói, no modo como Joaquim Barbosa.

A resistência à Lava-Jato revela, em setores jurídicos, uma combinação de inveja e ciúme. Como pode um simples juiz de primeira instância — de novo, um “reles” juiz? — tornar-se uma figura nacional?

Não entenderam que Moro encarna uma profunda mudança — e mudança para o bem. Ou entenderam e não estão gostando.CONTINUA.....

Anônimo disse...



VINDO DOS PAMPAS II – CONTINUA E TERMINA....

Cabe nessa história o procurador Deltan Dallagnol. A operação envolve uma legião de promotores, agentes da Polícia Federal, auditores da Receita, e funcionários do Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras — todos eles heróis pelos papéis exercidos e que levaram para a cadeia os vilões do primeiro escalão. Todos eles eram, por assim dizer, “menores” que os alvos. Todos ouviram, em algum momento, “sabem com quem estão falando?” E mesmo assim foram para cima.

O primeiro procurador da Lava-Jato foi Carlos Fernando dos Santos Lima, uma liderança mais discreta. Mas Dallagnol, seu substituto, encarna a ousadia dos mais jovens enfrentando um poder superior. Daí seus exageros. Mas como queriam que se quebrasse uma quadrilha de políticos, empresários e agentes públicos, instalada no comando de instituições? Pedindo licença, faz favor?

Tirante os lulistas extremados, ninguém entre os críticos da Lava-Jato diz que não houve roubalheira. Ou que a operação não pegou ladrões.

Dizem criticar apenas os métodos — ou o “Direito Penal de Curitiba”, como diz o ministro Gilmar Mendes.

Acontece que existe mesmo um Direito Penal de Curitiba. Trata-se de algo como um novo contrato social ou a reinterpretação de normas e mais, especialmente, um novo modo de fazer. Não apenas a Lava-Jato encontrou lavagem de dinheiro onde o velho Direito via simples caixa 2, como a operação foi fulminante na apuração e julgamento.

No fundo, a legião dos adversários da Lava-Jato está incomodada porque que a operação se tornou uma instituição nacional, tanto que não se consegue encerrá-la, e com alguns heróis de peso. Mas por isso mesmo, há um esforço para limitar o sistema de investigação.

Dias Tofolli, que certamente não é um herói, mas o presidente de uma instituição, praticamente suspendeu as atividades do Coaf. O ministro Alexandre de Moraes suspendeu fiscalizações da Receita federal envolvendo 133 agentes públicos, inclusive os ministros Gilmar Mendes e o próprio Dias Tofolli, e ainda mandou suspender auditores fiscais.

E agora surgem essas conversas para alterar a estrutura desses órgãos.

Ora, sem Coaf e sem Receita, não tem Lava-Jato. Só falta proibirem as operações da Polícia Federal.

Seria esse o triunfo das instituições?

Na verdade, seria o triunfo dos anti-heróis.

Carlos Alberto Sardenberg

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Para meu gosto, esses "picaretas" do Senado e da Câmara estão muito "cheios da bola". Mas existe um princípio sagrado em direito que permite fazer tudo que não é proibido. Então se eu fosse o Presidente,"vetaria" TOTALMENTE a lei de abuso de autoridade, aprovada por esses picaretas, mas daria espaço no respectivo documento para algumas testemunhas também assinarem ,e que poderiam ser,nada impediria,por exemplo,uma meia dúzia de generais daqueles bons.

jomabastos disse...

O Brasil necessita que o Bolsonaro renuncie rapidamente ao seu mandato presidencial.

A exemplo de Jânio Quadros, que apresentou a sua renúncia em 25 de Agosto, o Bolsonaro deveria seguir o mesmo rumo... a renúncia em 25 de Agosto.

Que ao Bolsonaro não lhe falte a coragem da renúncia!

Tem o vice Antônio Mourão para, no mínimo, trabalhar melhor para o funcionamento do Brasil.

Anônimo disse...

Enquanto os abomináveis congresso e STF estiverem com a faca e o queijo nas mãos, de nada adianta Bolsonaro gritar que quem manda é ele, continua comendo pelas beiradas e assistindo o crime organizado continuar dando as cartas neste infeliz país. O povo desesperado continua clamando intervenção militar que jamais virá porque Bolsonaro está comprometido com os países democráticos e jamais convocará as FFAA, que continua ameaçando os corruptos, que sabem que cachorro que late, não morde. Desde a proclamação desta infeliz republiqueta, o crime organizado continua firme e disposto a confrontar o judiciario que diga-se de passagem tambem está corrompido, excluindo naturalmente a lava jato do juiz Moro que luta bravamente para não ser extinta, mas já perdeu sua força desde quando o juiz Moro passou a ser ministro da justiça do governo Bolsonaro, com a promessa de ser indicado a juiz do Supremo oportunamente. Assim o Brasil continua a deriva, com o pres. Bolsonaro enxugando gelo, até o fim de seu mandato, e se forçar a barra, será expurgado prematuramente. NBR

Anônimo disse...

Ao jomabastos das... 5:05 AM
E os leitores necessitam que você vá fazer o que eu estava fazendo até agora. Vá lavar minhas cuecas.