terça-feira, 13 de agosto de 2019

Globalização x Política



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

A globalização catapultou a política e tornou os governantes meros instrumentos dessa realidade. A arte de governar foi substituída pelo jargão da economia que hoje mais do que nunca prevalece. Não há, portanto, qualquer liderança política sem o viés da globalização que veio para dominar e arrefecer as bandeiras democráticas e mediante as cem maiores empresas globais do planeta consolidar o poder de fogo.

No cenário da América Latina não é diferente. O exemplo mais evidente são as primárias na Argentina, cujo candidato Macri acaba de ser batido, já que a economia capenga faz sua popularidade decrescer a olhos vistos. Nos demais Países não se faz diferente, principalmente no Brasil em cujo território há alta taxa de desemprego e subemprego, além do custo elevado dos encargos fiscais, donde ninguém pode assegurar a reeleição como válvula de escape ou adivinhar o futuro.

Quando há recessão, depressão e grave falha que solapa o sistema econômico, as chances de reeleição são diminutas. Assim, hoje, não existe mais o político nato, o governante preparado o democrata que olha as necessidades do seu povo, mas sim o discurso do mercado que atende às solicitações e reivindicações de grupos econômicos, os quais vieram para, em definitivo, marcar território e presença.

Posta a premissa, as eleições hoje estão representando menos a democracia e mais a economia. Basta ver o modelo norte americano que coloca na direção alguém com discurso liberal e força enormemente a melhoria das condições de emprego e trabalho no solo local. Consequência lógica: enquanto preponderar o viés da globalização e as concausas do fracasso econômico, o voto do eleitor não será para um determinado candidato que apresenta plataforma mais voltada para o debate ou espírito democrático, mas sim em torno de condições de emprego, estabilidade e poder aquisitivo de compra.

A decadência da América Latina é fruto do domínio norte americano exploratório e predatório, além é claro de séculos e mais séculos de uma pseudo colonização marcada por escravismo e retirada das riquezas locais. Bem na diretriz permeada os próximos tempos nos darão a certeza que eleições formam um processo democrático caro e de riqueza para Países emergentes e pobres em valores humanos, cuja essencialidade será voltada para a marcha econômica tanto do poder dominante, mas também da cidadania que grita por melhores condições de vida, de trabalho, de emprego e sobretudo de renda.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Um comentário:

Mauro Moreira disse...

Essa senhora, que sempre troca suas fotos e sempre fica cada vez pior, tentou há tempos, em seu antigo blog, que nem sei se ainda existe, defender de críticas a Ricardo Zaratini, na época, acho que deputado deputado estadual paulista petista. Esse sujeito, terrorista, foi trocado pela liberdade do embaixador americano Charles Burke Elbrick. No grupo estavam Gabeira, o Zé do Caroço (Dirceu) e tantos outros criminosos que nossos generais anistiaram. Depois esse sujeito virou até assessor do Zé. Discordei dela e ela de mim. Ela é do tipo esquerda caviar, bem disfarçadinha. Só engana aos trouxas, aos incautos.