segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O Espírito Militar – 25 de Agosto



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

É inconcebível, em qualquer área de atividade, a ausência de uma unidade de pensamento ou, pelo menos, de uma maioria que abrace o mesmo ideal, para que a conquista dos objetivos predeterminados seja alcançada.

Se essa necessidade de união em torno de um mesmo projeto de trabalho é indispensável na vida civil, muito mais se impõe na Área Militar, onde todos devem ter o pensamento dirigido para a defesa da Soberania da Nação.
Por essa razão, a data 25 DE AGOSTO tem que ser rememorada e comemorada, pois traz ao presente, não uma mera reminiscência de um fato pretérito, mas a ressurgência do Homem e do Militar, através da Ordem do Dia, da formatura, dos estandartes e dos símbolos.

Do Exército de Caxias ao Exército atual, as mudanças se sucederam, em razão das exigências da formação castrense, mas não pode ser alterado nem alijado da memória histórico-militar o exemplário das ações, da capacidade de liderança dos militares do Exército de outras épocas. Todas essas qualidades que fizeram a diferença dos antigos Chefes têm que permanecer incólumes através dos tempos.

Os feitos de Caxias, o General que nunca foi vencido, como ele próprio proclamou em Itororó, não lhe toldaram a razão, portanto, nunca se vangloriou, como vencedor, ante os adversários vencidos; ao contrário, mantinha a tolerância e o respeito àqueles que a ele se rendiam.

Este deve ser o norte de todos os homens que se dedicam, se instruem, se submetem às exigências de Comando para que se transformem nos melhores militares, com o pensamento voltado para o UNO, para a unidade de ação, em favor do fortalecimento da Nação. É o PATRONO que ali está presente, em espírito, em pensamento, para receber as merecidas homenagens.

Unidade! Esta é a palavra que, talvez, Caxias sequer tenha pronunciado, porque a mantinha através de suas atitudes, de sua autoridade, sempre visando à conciliação entre os ânimos destemperados, como aconteceu no Rio Grande do Sul. Palavras demais, frequentemente, atrapalham, porque se esvai nelas, a força interior que dá sustentação à vontade de realização, fazendo que se perca o ímpeto da ação e desapareça o impacto do resultado.

Caxias não desejava, tão somente, a unidade militar, mas e, principalmente, a unidade do ESPÍRITO MILITAR, que permanece como parte da Doutrina que rege as diretrizes da caserna.

Recebeu o título de PACIFICADOR, por ter, em sua existência, posto em prática o sentimento de união, ante a desagregação de Guarnições pela ação tempestuosa do homem, pelos seus sentimentos de rebeldia, que fizeram nascer desejos separatistas que, se realizados, levariam à mutilação do território, do Exército, trazendo consequências gravíssimas, não só ao Império, mas, também, e, principalmente, à Nação.

Caxias, o grande psicólogo militar, atingiu o profundo da alma dos insurgentes, com a sua visão de estrategista-mor, deixando para a nossa Força Terrestre, exemplos de que se vence uma batalha, logicamente, com o aparato bélico, mas, nunca antes de pôr em execução a conquista de corações e mentes.

A vida de Duque de Caxias deixa registros indeléveis de que o GRANDE SOLDADO, morreu fisicamente, pois ninguém foge à lei da Natureza, mas permanece vivo e inesquecível, desde os tempos mais remotos da nossa História, e a solenidade que o distingue, faz reviver o passado no presente, e mais que isso, reitera que o seu Modelo de conduta deve ser o Modelo de conduta seguido por todos os Militares brasileiros. Isso é o ESPÍRITO MILITAR, que os civis, com raras exceções, compreende.

Que o dia 25 DE AGOSTO, data do nascimento do PACIFICADOR, permaneça como momento histórico, como um momento de revivificação de sua presença como o Homem, como o Líder que pacificou pelo exemplo e não somente pelas armas.

A esperança dos bons brasileiros, dos que compreendem a rigidez da disciplina militar, é que eles, os Militares, jamais deixem que o desejo de desagregação que domina os indiferentes à causa nacional, penetre no pensamento da caserna, destrua o ESPÍRITO MILITAR, porque formam eles, os Militares, o último baluarte com que a Nação e a parte sadia da população podem contar.

Que a Ordem do Dia, nesta data de renovação dos exemplos lavrados no Tempo Histórico, do Homem que soube pelejar e soube conquistar pela persuasão, seja uma Ordem que reitere o pensamento de que a unidade do ESPÍRITO MILITAR deve permanecer em todas as Unidades, em todas as Guarnições, no mais longínquo recanto deste grande País, para o Bem da Nação e de todos aqueles que prezam e amam a sua Pátria.

Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES e Acadêmica da AHIMTB.

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