quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Pequenas observações sobre a preservação da Amazônia



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

A primeira consideração a ser feita (e a mais importante de todas) é que a força espiritual e o dever moral de preservar florestas, rios, plantas e animais, enfim: tudo aquilo que NÃO é humano nem criado pela atividade civilizatória da nossa raça neste mundo FÍSICO, depende da ordem e do respeito derivados de uma FÉ num mundo NÃO FÍSICO. 

Em outras palavras: quem não acredita em coisa alguma depois deste mundo, não vai encontrar embasamento moral para preservá-lo e SABE que um dia vai ter que destruí-lo em toda sua riqueza natural para criar o “paraíso” aqui nesta Terra. Para Lênin, o "paraíso" era o "Reino do Povo", para Mussolini, o do "Estado" e para Hitler, o da "Raça" - não faz diferença NENHUMA: todos os três eram substitutos, na Terra, do Reino de Deus que está no Céu.

A segunda consideração importante – rios, animais e plantas não tem “direito” de absolutamente COISA NENHUMA. Só seres humanos tem direitos e deveres; animais e plantas, não – nós é que temos DEVERES para com eles como parte de uma realidade total criada por DEUS e da qual nós mesmos somos uma fração. 

A terceira ideia – civilização e natureza são forças em conflito. Isso é mentira. A amazônia JAMAIS vai poder ser “preservada” se uma grande parte dela, que no seu todo é praticamente um "deserto", não for ocupada, destruída e CIVILIZADA para preservar e vigiar o restante. 

A quarta mentira é a que diz que não existe ligação alguma entre movimento de preservação ambiental e comunismo internacional. Hitler foi um dos maiores apóstolos da preservação do ambiente no século XX e Hitler, não interessa se isso é consenso ou não, jamais existiria sem Lênin e Stálin. 

A ordem ecológica é, nas palavras de Luc Ferry (ironicamente um filósofo francês), a “Nova Ordem” - ela tem uma dimensão de religião civil num mundo que não acredita em mais nada e, como tal, serve ao comunismo, sim, à medida que determina o colapso da ordem econômica e da parte do capitalismo que depende de matérias-primas que só podem ser encontradas na exploração da natureza. 

Em conclusão: a defesa do meio-ambiente que é feita pelo movimento comunista internacional NÃO tem qualquer natureza ética e muito menos preocupação com o “futuro do planeta” - é simplesmente TÁTICA revolucionária.

Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.

2 comentários:

Loumari disse...

Este Milton Simon Pires é outro dos que já naufragou. Só vomita besteiras!

Anônimo disse...

Avaliamos a importância de Olavo de Carvalho em nos alertar para o caráter destrutivo das múltiplas formas do movimento revolucionário, quando lemos comentário completamente cego a essa realidade lembrada pelo articulista.