quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Bolsonaro exige saber quem banca Adélio



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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O sigilo entre advogado e cliente pode servir de argumento legítimo para garantir que não se descubra quem está financiando a defesa de Adélio Bispo dos Santos - esfaqueador de Bolsonaro? A OAB não quer transparência no caso. Mas a 2ª Sessão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) deverá tirar a dúvida nesta quarta-feira.

O Advogado-Geral da União, André Mendonça, argumenta que amigos e parentes de Adélio não têm condições financeiras de patrociná-lo, e por isso pediu que se acaba com o mistério maior do crime cometido em 6 de setembro de 2018, durante a campanha presidencial, em Juiz de Fora. O Presidente Jair Bolsonaro exige saber quem bancou Adélio – providencialmente condenado como “maluco”.

Advogados existem para exercer o direito de defender pessoas, principalmente e na maioria das vezes contra os abusos cometidos pelo poder estatal. O problema é que a Lava Jato & afins escancarou um desvirtuamento do legítimo papel do exercício de defesa. Tanto que já se questiona e se especula sobre o papel distorcido de poderosas bancas de advocacia para tentar legitimar crimes, em vez de apenas cuidar dos problemas de seus clientes. O “trabalho” também chama atenção para as relações nada republicanas com membros do sistema judiciário (policiais, promotores e magistrados, sobretudo aqueles do “andar de cima”).

Por isso, a possibilidade de uma apuração rigorosa do Caso Adélio. Investigando a relação econômica entre defensor e cliente, pode ajudar muito a desvendar mistérios que afetam a Justiça no Brasil.

Releia o artigo: E se tudo der em nada?







Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Setembro de 2019.

Pugilato e Pugimordo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Bela cena de um shopping center. Um matuto tenta subir por uma escada rolante que desce.

Assim está o Brasil. O novo governo tenta subir o nível de vida do povo e da ordem pública, mas o “mecanismo” o quer descendo.

Um filósofo poderá imaginar que a solução virá de maneira inexorável, devido a entropia da entropia.

Tudo será (seria ?) mais fácil se dona Onça deixar sua torre de marfim e puser a mão na massa.

Enquanto isso não ocorrer, presenciamos o pugilato verbal entre a mídia canalha desmamada e  os defensores a todo transe, de nosso amado Mito.

Um velho comentava com outro:”É horrível envelhecer!” .Resposta: “ A outra opção era pior!”

Com todos os seus equívocos e ingenuidades, o ilustre senhor Presidente da República nos testemunha que a outra opção, sem dúvida, seria pior.

Como sou um otimista nato e juramentado, arrisco em apostar nas providências oncíferas, dentro em breve. Quando os senhores generais se convencerem de que não se pode tratar de um câncer com medidas cosméticas, veremos o fim do judas ciário.

O saneamento do país virá por via de consequência.

Uma metáfora “bene trovata” é a forma de educar cãezinhos a não defecar no tapete da sala. Esfregar seus focinhos na merda e deixá-los de castigo.

Quando os beócios compreenderem que perderam sua condição “divina”, as coisas entrarão nos eixos.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Recuperação da Economia não terá influência externa



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arthur Jorge Costa Pinto

Diante das recentes altas do dólar, a inflação continua sob controle e com perspectiva da Selic (taxa básica de juros) continuar caindo, em consequência da nossa recuperação econômica ainda não ter conseguido deslanchar. Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) relativa a agosto, tendo havido uma pequena alta de 0,11% ante 0,19% verificado em julho passado.
De modo geral, os números indicam que estamos longe de sermos sobressaltados por algumas surpresas inflacionárias. Há um ano que os núcleos de inflação (medida que procura captar a tendência dos preços, desconsiderando distúrbios resultantes de choques temporários) encontram-se bem-comportados, sem apresentar indícios de tensão inflacionária.
Existem outras causas que fortalecem essa situação, trazendo consequências desinflacionárias vindas especialmente do ambiente externo: o desaquecimento da economia mundial com possibilidade de chegar à estagnação, queda nos preços das commodities e a crise da Argentina que interfere na produção da indústria nacional, gerando impactos negativos na exportação dos manufaturados.
Com isso, é improvável que a nossa recuperação venha de fora, sendo imprescindível estimular a demanda interna a fim de impulsionar a atividade econômica. Enquanto o desemprego continuar resistente, certamente o consumo das famílias continuará fraco, sobrepondo-se ao resto da economia e colocando-nos muito aquém da realidade desejada.
Quanto à taxa de criação de empregos, houve uma recuperação muito discreta quando comparamos com os piores momentos da crise. Tínhamos em 2015 em torno de 92,5 milhões de empregos; este número caiu para 89,5 milhões, quando atingiu o seu pico. Estamos na casa de 93,5 milhões, porém com um emprego de péssima qualidade. A informalidade cresceu e, consequentemente, durante a crise, ocorreu a queda inevitável na renda dos brasileiros. Sem dúvida, o emprego formal continua muito abaixo daquele que havia no período pré-crise.
Outra questão importante é que emprego informal e aquele conhecido também como “por conta própria” acabam dificultando o crédito, pois os bancos tornam-se bastantes seletivos na sua concessão. A economia está igualmente dependente da recuperação da renda e, no momento, seu crescimento ainda se mantém incerto.
Voltando à questão da inflação, aconteceu recentemente uma forte depreciação da moeda americana que bateu R$4,20, entretanto desacelerou logo em seguida. Atingiu rapidamente essa cotação, mas os efeitos não apareceram na inflação do mês passado, todavia pode ser que venham a se manifestar em setembro ou, talvez em outubro. Acredita-se que a influência será de curto prazo mesmo que o dólar fique oscilando mais um pouco em torno desse patamar. Porém, se vier a ultrapassá-lo e persistir, poderemos voltar a ter sérios problemas.
Mesmo assim, tudo indica que o Banco Central vai dar continuidade à sua política de corte nos juros. O consenso do mercado é que eles hoje estão em 6% a.a., cheguem a 5% a.a. até o final desse ano e provavelmente, venham a se acomodar nesse nível ao longo de 2020. Não vejo outra alternativa sem a queda deles, pois torna-se difícil a inflação se deslocar para cumprir a meta estipulada. Pelo visto, existe muito pouco a se fazer em 2019, já que o ano está praticamente perdido e bem próximo ao seu final. O cenário já está lançado, não existe política monetária que traga algum resultado consistente durante o próximo e último trimestre. Por isso mesmo o Banco Central demonstra já estar focado no próximo exercício.
Em relação a isso, não colocaria integralmente a responsabilidade no Planalto. O Congresso foi o protagonista no sentido de tocar a agenda de reformas estruturantes. O grande problema é que a economia perdeu o ânimo no final do ano passado, sem apresentar até então uma sólida recuperação, apesar do sentimento dos analistas econômicos de que a eleição iria dissipar as incertezas econômicas e, sobretudo, as políticas.
A fraqueza da atividade econômica faz com que a agenda de reformas, tanto no campo macroeconômico como no micro, seja premente para tirar o país da letargia, elevando o nível de emprego formal, a renda média do trabalhador, por conta da produtividade da economia praticamente paralisada nos últimos anos.
Infelizmente o cenário ainda é de cautela, tendo em vista a crise na Argentina e os embates comerciais entre China e Estados Unidos, que estão contribuindo substancialmente para a desaceleração da economia global. O governo tem mais desafios pela frente com novos riscos no horizonte, por isso, precisa conseguir articular e comunicar bem as propostas para que as reformas avancem, permitindo ao país reencontrar o rumo do crescimento econômico sustentável.
Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador, com MBA em Finanças pela UNIFACS (Universidade Salvador).

O Caminho do Meio é o Maior



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

As tendências parecem fortes: a polarização entre direita e esquerda, mais precisamente, entre os polos extremos do arco ideológico, não será atenuada. Ao contrário, a probabilidade é que se expanda sob a hipótese de que é do alto interesse do bolsonarismo manter a chama acesa como forma de manter permanente mobilização de exércitos simpatizantes do capitão.
No contraponto, os enclaves oposicionistas, divididos entre partidos, tentarão integrar suas forças e apostar numa grande frente de combate à escalada direitista no país.
A incógnita gira em torno da liderança capaz de organizar articulação dessa amplitude, havendo quem aposte no nome de Luiz Inácio, hoje preso, mas caminhando para eventual liberação, que até pode ser a prisão domiciliar, situação, ao que se sabe, rejeitada pelo ícone petista.
Lula tem dito que só aceita a liberdade se ela vir com o figurino completo, ou seja, sem adereços para incomodá-lo, caso de uma tornozeleira eletrônica.  Ademais, há dúvidas se ele, solto, continuaria a usufruir direitos políticos. A interpretação vigente é a de que o ex-presidente, mesmo libertado, só poderia ser candidato ao completar 89 anos. Mas teria condição legal para liderar uma frente oposicionista?
Enquanto seus advogados lutam por sua liberdade e regate dos direitos políticos, os sinais no horizonte apontam para um jogo recíproco de interesses. Bolsonaro gostaria de ver Lula como alvo preferencial - sob o argumento de que ele é um demônio capaz de vestir o país de vermelho –, enquanto o ex-metalúrgico gostaria de mirar nesse capitão que defende a ditadura, faz loas a torturadores, ameaçando fazer o país regredir aos idos de chumbo.
Ocorre que a política, como água, caminha sinuosa entre as reentrâncias das pedras. Não depende apenas da vontade de seus comandantes. Depende de fatores como satisfação, social, segurança coletiva, sensação de que as coisas estão melhorando. E, que fique claro, a política navega ao sabor das circunstâncias.
Analisemos essa última hipótese. Podemos projetar a continuidade do discurso polarizado entre direita e esquerda, o bolsonarismo e seus contrários. Logo, é possível aduzir que amplos segmentos sociais - particularmente habitantes do meio da pirâmide - não suportarão conviver por muito tempo com lengalenga raivosa, tiroteios recíprocos, como se o país fosse puxado por um cabo de guerra. 
Mais cedo ou mais tarde, a saturação da artilharia expressiva chegará ao pensamento racional, afastando milhões de brasileiros dos conjuntos emotivos que se esgoelam. Conhecendo um pouco as motivações que mexem com a índole nacional, pode-se enxergar o início de um processo de esgotamento do discurso sem eira nem beira, apenas focado no ataque recíproco.
A partir dessa óbvia constatação, continua-se a aduzir que não haverá clima para guerras violentas, ataques suicidas, ressurreição da ditadura, como alguns preferem. Os contingentes do meio da pirâmide, como o agrupamento de profissionais liberais, enxergarão a melhor maneira de atravessar o cabo das tormentas: as águas mais calmas que correm no meio do oceano.
A imagem é a de um mar se abrindo para dar passagem aos núcleos racionais, ordeiros, perfilados sob a bandeira do crescimento e dispostos a escolher seus dirigentes entre aqueles que encarnem a ordem, a harmonia, o aperfeiçoamento institucional.
Dito isto, emerge nos horizontes sociais o florescimento de um gigantesco corredor central, onde partidos políticos, organizações não governamentais, associações de todos os tipos e suas lideranças, se darão as mãos em torno de um projeto de união nacional.
Chegar-se-á facilmente à hipótese de que a salvação do país não sairá dos extremos do arco ideológico, mas dos protagonistas do meio. Novos figurantes se mostrarão, com ideias, propostas e visões. Os radicalismos serão naturalmente eliminados ou, em alguns casos, reduzidos a dimensões bem menores e até previsíveis no bojo de uma democracia.
Em suma, sairemos do apartheid social para ingressar num espaço de convivência e ouvir um discurso menos conflituoso. A imagem é utópica? É possível. Mas nossa índole não se acostuma com a beligerância que consome energias e dispersa esforços.
2022 está longe. Veremos, ainda, nuvens pesadas sobre algumas Nações. A vitória de Trump em novembro de 2020 não é mais uma certeza. E se a recessão pegar de chofre os EUA, sentiremos por aqui os reflexos. Demos tempo ao tempo.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

A maior verdade na declaração de Carlos Bolsonaro seria ele próprio?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Em todos os tempos da distorcida política brasileira nenhuma declaração jamais causou tanta confusão, desconforto e embaraço, no meio político, e também na própria  grande mídia, quanto a polêmica declaração do vereador carioca  Carlos Bolsonaro, no sentido de que “por vias democráticas, a transformação que o Brasil quer não acontecerá com a velocidade que almejamos”.

Tudo indica que o citado vereador não  seria dotado da  capacitação intelectual  que seria necessária para compreender  a profundidade e a veracidade  da sua própria  declaração, que ao que mais parece  teria lhe  “escapado” pela boca, talvez inadvertidamente , sem refletir o suficiente antes, dentro do único objetivo de se promover e causar impacto, como “bom” político, sempre com uma “latinha” da imprensa à sua mercê, na busca de maior espaço, como sói acontecer com a imensa maioria dos políticos demagogos que grassam no país inteiro.                                                                                                                                                            

Nessa polêmica declaração, que tanto  “deu pano  para mangas,” e alvoroço causou nas “hostes” políticas, mais parece que o principal órgão “pensante” de Carlos Bolsonaro teria sido a sua “língua”, mais que  o cérebro. Apesar de tudo, sua “língua” não deixou de pensar e falar  uma grande verdade.

Mas “apesar dos pesares”, Carlos ainda foi demasiadamente otimista na sua declaração, relativamente  à  (pseudo) democracia praticada no Brasil, no sentido de que  o seu alcance  seria “certo”, porém  condicionada a sua realização a uma  menor  “velocidade” do que deveria. Carlos não declarou que a democracia “que almejamos” não chegaria nunca, somente “retardaria”.                                                             

Apesar de tudo, a sua “fala” está perfeitamente sintonizada  com a maioria dos “entendidos” em democracia, que sempre “acham” que tem que ser assim mesmo, que a democracia é “demorada”, ”lenta”. Porém tudo não passa de desculpa “esfarrapada”.  O que esses pilantras da política na verdade fazem  é jogar contra o tempo, acenando sempre com uma democracia “maravilhosa”, mas “lá na frente”, onde os atores já serão outros, não eles próprios. E assim vai se levando  um Brasil que em relação ao alcance das potencialidades do seu povo, não tem ”passado”, nem  “presente”, somente uma “promessa” de futuro.

E as gerações vão se sucedendo. E nada muda. O prometido “amanhã” nunca chega. Os brasileiros  se alimentam somente  de promessas. São “vítimas” dos políticos.

Não existe maior prova que a “democracia” brasileira não passa de lixo do que a simples análise dos seus resultados durante toda a sua existência, onde ela  já nasceu “torta”, viciada, após a Proclamação da República, em 1891, chegando a um desvio tão profundo que hoje o mando da política fica concentrado exclusivamente nas mãos da pior escória da sociedade, levada a fazer política por um povo absolutamente incapacitado de indicar e escolher os seus  melhores representantes, ficando nas mãos da “ditadura” dos partidos políticos, e que é “elevado”  exclusivamente  pelos  políticos beneficiários dos seus votos “trouxas”, e que são, ”coincidentemente”, os únicos que elogiam sem reservas essa democracia degenerada que se pratica.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

Por isso Carlos Bolsonaro fez o mesmo que dar um chute nos “culhões” desses  patifes que se beneficiam dessa democracia  política malformada, apesar de ser  também um dos “atingidos” por esse chute que ele mesmo deu. E essa democracia degenerada,corrompida,malformada, deturpada, que gerou quase todos esses políticos  beneficiários, foi denominada por Políbio, historiador e geógrafo da Antiga Grécia, de OCLOCRACIA, à sombra da qual o Brasil seguirá vivendo enquanto não praticar a verdadeira democracia.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

E se tudo der em nada?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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O espectro da insegurança não só assombra, mas também inviabiliza o futuro imediato do Brasil. Pergunta básica: É legítimo que um ministro do Supremo Tribunal Federal emita uma sentença prévia, antecipando que o STF mandará trancar a CPI da Lava Toga, caso seja instalada no Senado?

O Senado não tem independência? A máquina do Judiciário é intocável? É justo que um presumido guardião da Constituição a interprete como bem deseja? Definitivamente, contrariando o ex-árbitro de futebol Arnaldo Cezar Coelho, no Brasil, “a regra não é clara”.

Tamanha insegurança jurídica torna muito difícil acreditar que o Brasil conseguirá melhorar, no curto prazo. O curioso é que o mesmo problema que  alimenta o pessimismo também é gerador de um processo de revolta. O ambiente fica mais insuportável e, por conseqüência, intolerante. Quando a situação sair de controle, o gatilho da mudança pode ser acionado de forma implacável.       

As pré-condições para uma Revolução Brasiliana estão em andamento, como nunca antes na História deste País... No entanto, o Mecanismo do Crime Institucionalizado se reinventa para barrar as mudanças estruturais, sabotando as reformas estruturantes. O grande desafio do momento é a luta pela efetiva implantação da Democracia no Brasil, através da discussão e elaboração de um Projeto Estratégico de Nação. Sem isso, o Brasil seguirá no ritmo merdejante.

Insistir é preciso... O problema do Brasil é estrutural: o Estado-Ladrão, sob regime Capimunista Rentista (alta usura improdutiva), com uma Constituição-Vilã que se finge de “cidadã”. O regramento excessivo, a cultura da impunidade e a falta de Educação (Base moral familiar + Ensino de qualidade) formam a base para a prevalência do Crime, da Injustiça e da Impunidade. Assim, Crise é Institucional – e não apenas conjuntural. Os poderes refletem os defeitos e vícios da estrutura social. Temos Democracia (Segurança do Direito) só na formalidade, mas não na vida real dos “sobreviventes”.

Os poderosos de plantão deveriam saber que não é só o governo Bolsonaro que entra em processo de questionamento crítico. A bronca popular com o Poder Legislativo e com o Poder Judiciário é muito maior e crescente. A eleição de Bolsonaro foi a insatisfação com a situação vigente, principalmente com corrupção que inviabiliza a vida pública, na medida em que promove e consolida a ilegalidade, a impunidade e a injustiça social.

Até que ponto o Brasil agüenta mais um fracasso de governo? É a pergunta que os poderosos deveriam se fazer, antes que a situação “exploda”... Insatisfação com a realidade gera depressão ou porrada... O eventual fracasso de Bolsonaro custará caso para todo mundo, inclusive para os bandidos institucionalizados, mas principalmente para os Generais que apostaram no projeto de poder pela via eleitoral... O Brasil é cruel...




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Setembro de 2019.

Giloceano


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Como diria Carlos Lacerda : “o mar de lama virou mar de merda !”

Peço desculpas aos amáveis leitores pelas impropriedades presentes e futuras. O fato é que perco a paciência.

Lembro-me de um personagem de um programa humorístico que era professor em Coimbra e ficava embevecido com as metáforas linguísticas de uma jovem inculta e bela que negligenciava todas as regras gramaticais da “última flor do Lácio”.

O pascácio epigrafado não passa de um ladravaz, corrupto e mendaz.

Sabe que vive seus últimos dias de Pompéia e, assim, se esmera na arte de insultar todas as pessoas de bem com suas flatulências e embustes.

Talvez sonhe em viver no “jardim da Europa à beira mar plantado, que a Espanha oprime e o mar alarga”.

Entre luxos e prazeres, a vida de milhões amarga.

No entanto, seu poder deletério é diminuto se comparado ao do “mágico” que mantém iludido nosso querido Mito.

Enquanto uma multidão de desempregados passa fome e perde sua esperança e dignidade, o diabrete insiste em trair a Pátria, privilegiando o interesse dos banqueiros “bonzinhos”.

E a dona Onça que tudo vê, que tudo sabe por quê não põe cobro a essa aberração?

Generais: na Amazônia abunda a pita? No espelho de Dorian Gray ninguém se fita?

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Mocinho é Mocinho. Bandido é Bandido...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fábio Chazyn

Quando a gente vê um gato e um cachorro, tem que chamar o gato de gato e o cachorro de cachorro.

Quando a gente vê um mocinho e um bandido, tem que chamar o mocinho de mocinho e o bandido de bandido. O cidadão é o mocinho e o bandido é quem está organizado contra o cidadão.

O cidadão se sente lesado pelo Estado por que este foi ocupado pelos bandidos.

O contribuinte se sente lesado pelo fisco porque este foi ocupado pelos bandidos. O mocinho se sente ultrajado pela justiça porque esta está mais preocupada em proteger o direito do contraditório (digo) do bandido, do que o do mocinho.

Um sistema que permite recursos sem fim é um ultraje contra o cidadão de bem. O resultado desse sistema de proteção ao bandido é um estoque de 80 milhões de processos pendentes na Justiça brasileira!

Os bandidos têm o poder porque estão organizados. Agora falta organizar o cidadão.

No front externo, a situação é mais ou menos igual. Os bandidos estão organizados. Falta organizar as fileiras dos mocinhos.

As maiores potências mundiais estão em disputa para dominar o mundo. Para o Brasil, sobra lutar pelo menos-mal.

Se conseguirmos nos organizar, vamos conseguir tirar proveito da disputa entre a China e os Estados Unidos.

No passado tínhamos um sistema de industrialização pelo processo de substituição de importações em que as multinacionais tiravam proveito da reserva-de-mercado e as agências multilaterais (FMI, Banco Mundial, BID, OMC) as protegiam contra os perigos dos países que as abrigavam.

Agora, estamos entrando num novo modelo: o modelo da livre movimentação dos capitais supranacionais. Esse novo modelo devolve uma certa dose de soberania aos países que, via tarifação e regulações seletivas, podem escolher os parceiros nas cadeias-produtivas que lhes facilitem posições de mais agregação-de-valor.

A China está promovendo o grande projeto da Nova Rota da Sêda, o BRI – Belt & Road Initiative, investindo na infraestrutura dos países que participarão da cadeia-de-valor a ser integrada pela China, que se debate para conseguir incorporar anualmente mais de 10 milhões de trabalhadores no mercado de trabalho do país. E para alimentá-los nas zonas urbanas!

Por sua vez, os Estados Unidos precisam defender os seus feudos duramente conquistados pelas guerras do século XX. O modelo dos Blocos Econômicos Regionais está cambaleante devido às contradições internas produzidas pelos países favorecidos durante a maturação desses Blocos. A administração Trump pautada nas preferências / personalismos está dando o golpe de misericórdia nos Blocos Econômicos dos países do Mundo Ocidental. E agora está alinhando a cadeia-de-valor que interessa ao seu país.

A simpatia do Trump à nomeação do Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil em Washington faz parte desta estratégia. Ao Brasil sobra tentar tirar vantagem dessa oportunidade. O patrono da diplomacia brasileira, o grande Barão do Rio Branco, nos ensinou que mediar conflitos entre outros países rendia lucros. Rendeu-nos novos territórios maiores do que as áreas da França e da Alemanha reunidas.

Organizados, podemos repetir a dose ajudando o novo Embaixador a mediar os conflitos entre os Estados Unidos e outros países, que não são poucos... Precisamos dessa estratégia para conseguir modernizar a nossa infraestrutura. Precisamos implantar o conceito do “Comércio Exterior Patriótico”.

“Comércio Exterior Patriótico” vem a ser o comércio exterior com um ôlho nos interesses privados dos exportadores e outro ôlho nos interesses públicos para capacitar o Brasil no enfrentamento do futuro.

Precisamos pensar menos nos negócios ‘spot’ e mais nas parcerias de longo-prazo.

Precisamos recapacitar o Itamaraty para promover menos o B2B, ‘business-to-business’, e mais as estratégias que nos coloquem no tôpo das cadeias-de-valor que estão se formando no Mundo.

Precisamos organizar a sociedade para apoiar o esforço de quem está dirigindo o nosso País. Chega dessa burrice de ajudar a tempestade a afundar o navio. Precisamos ajudar a organizar a sociedade a enfrentar os bandidos organizados. Eles estão em todo o lugar e dominam as instituições brasileiras.

A democracia representativa brasileira está em crise. Precisamos da participação popular para enfrentar essa situação.

A sociedade tem que organizar o Canal do Cidadão como meio de expressão permanente. Robôs com Inteligência Artificial, aprendendo as preferências da sociedade, já podem sair da ficção científica para ajudar a “representar” o povo. É a era moderna da Democracia Participativa!

Entretanto, a primeira coisa em se focar é a definição de um Projeto Estratégico de Nação. Precisamos definir que tipo de sociedade queremos ser.

Uma sociedade do vale-tudo, uma sociedade tutelada por semi-deuses de um STF ou uma sociedade da ética do comportamento do cidadão?
Para essa definição, temos que nos sintonizar no Canal do Cidadão e, a partir daí, promover a revisão da nossa Constituição.

Precisamos de uma “Constituição de Princípios”.

O movimento das “Diretas Já!” ficou velho. Precisamos de novos movimentos. “Patriotismo Já!” ou “Empregos Já!” são bandeiras mais atuais.

A consequência maior das “Diretas Já!”, a Constituição Cidadã de 88, ficou superada. Está morrendo afogada nos seus 250 artigos, 100 Disposições Transitórias e mais de uma centena de emendas. Gerou uma constelação de mais de 5 milhões de leis para regulamentar um terço dos artigos. Ainda falta regulamentar os dois terços restantes! Virou um emaranhado regulatório que ninguém consegue dominar e, por isso, o STF, (ar)roubando o monopólio da interpretação, perpetua o seu poder sobre a sociedade e o Estado.

A Constituição-Cidadã morreu como Constituição-Vilã. Está faltando sepultá-la.

Fabio Chazyn, empresário, engenheiro, cientista político, mestre em história econômica pela London School of Economics e escultor. Autor do livro: “Consumo Já!” – Por um Novo Itamaraty (2019)
fchazyn@chazyn.com

“Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos deprimirá”


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

99,9999% das pessoas no Brasil defendem a Operação Lava Jato. Estas pessoas são pejorativamente chamadas, por um cafajeste como Reinaldo Azevedo, de “Lava Jatistas”. 

Estas pessoas que REPRESENTAM, sim, o Brasil, estão enfurecidas, estão revoltadas com a tentativa dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) de liquidar com a Operação. 

Parte dessa revolta tem fundamento e justificativa real, a outra parte surge de um sonho, de uma fantasia de que era possível mudar o Brasil saindo aos domingos com camiseta da Seleção.

Acreditava-se que bastava “derrubar Dilma” e que não era preciso fechar o Congresso e o STF porque isso era “loucura dos intervencionistas” - agora está “caindo a ficha” na cabeça do Brasil. 

O Brasil inteiro está vendo que foi traído por Bolsonaro, que existe um acordo entre Bolsonaro, Toffoli e Rodrigo Maia, que esse acordo tem o apoio de Olavo de Carvalho, tem o apoio dos petistas, do Centrão, de todo Congresso e do STF...e a indiferença das Forças Armadas. 

Vai ser um processo longo...um processo doloroso… “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos Deprimirá”.

Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

É preciso muito mais que lavar a toga



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Um analfabeto político atrapalha muita gente. Pior que ele só quem tem a pretensão, mas não que sabe ou não usa os conceitos corretos para fazer leitura da conjuntura e da estrutura. As redes sociais da Internet estão repletas de “especialistas” com magníficas exposições de charlatanismo, imbecilidade ou “raciocínio” produzido pelo fígado, pelo intestino ou, pior de tudo, por um cérebro emburrecido e embrutecido pelo fanatismo ideológico.

O problema do Brasil é estrutural: o Estado-Ladrão, sob regime Capimunista Rentista (alta usura improdutiva), com uma Constituição-Vilã que se finge de “cidadã”. O regramento excessivo, a cultura da impunidade e a falta de Educação (Base moral familiar + Ensino de qualidade) formam a base para a prevalência do Crime, da Injustiça e da Impunidade. Assim, Crise é Institucional – e não apenas conjuntural. Os poderes refletem os defeitos e vícios da estrutura social. Temos Democracia (Segurança do Direito) só na formalidade, mas não na vida real dos “sobreviventes”.

Executivo, Legislativo e os Militares já tomaram bastante pancada dos críticos. Agora, acentuam-se as críticas ao Judiciário. Abusos de Autoridade e de Impunidade saltam aos olhos da maioria insatisfeita e prejudicada da população. Tudo a ver com a explosão da corrupção que acaba produz impunidade ou só alguma punição a uns operadores do Mecanismo que caem em desgraça perante o Comando do Crime Institucionalizado.

É por tudo isso que o jurista Modesto Carvalhosa tem inteira razão quando adverte: “Estão soltando uma série de boatos dizendo que a CPI da Lava Toga é Inconstitucional, que ela não tem nenhum efeito, nenhuma utilidade. Isso tudo é mentira”. O jovial octogenário Carvalhosa, militante anticorrupção, já entrou com uma representação contra o Presidente do Senado para que instale a Comissão Parlamentar de Inquérito que irá apurar se membros da cúpula do Judiciário brasileiro estão abusando de sua autoridade e, por isso, ficando passíveis de impeachment.

No senso comum do ceticismo da maioria dos brasileiros, CPIs geralmente acabam em nada ou em muito pouco. Alguns até ainda acreditam na tese de que sempre se sabe como começa uma CPI, mas nunca se tem certeza do que pode render no final das contas. Agora, a CPI da Lava Toga vem acompanhada de uma novidade histórica: ela tem o apoio dos 27 membros do grupo “Muda Senado” – que resolveu eleger o Judiciário como alvo preferencial. Assim, o “mar” de Brasília não está para magistrado peixe grande...

A CPI é uma necessidade urgentíssima. Da mesma forma como um processo de renovação do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. No entanto, durante a confusão que estes processos devem gerar, é preciso que os brasileiros pensantes formulem um inédito Projeto Estratégico de Nação – que será a base para definir os princípios fundamentais de uma Nova Constituição para um Brasil focado no Capitalismo Democrático.

Os brasileiros batem recordes de ansiedade e preocupação porque a crise econômica persiste e porque o Governo de Transição de Jair Bolsonaro ainda não deu sinais seguros de que vai avançar no processo de reformas estruturantes que viabilizem mudanças estruturais, a partir do debate aberto que irá desenhar o Projeto Estratégico de Nação (um sonho dos mais competentes militares e patriotas).

Temor que fazer muito mais que lavar a Toga, no processo de passar o Brasil a Limpo, lutando sem parar contra um Mecanismo do Crime Institucionalizado que se reinventa em alta velocidade. Mas como o ótimo quase sempre é inimigo do bom, o mais recomendável é conquistar pequenas vitórias gradualmente contra os organizados bandidos. Daí a importância da manifestação de 25 de setembro, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em apoio ao trabalho dos 27 membros do grupo “Muda Senado”.

Estamos diante de um legítimo Movimento pela Legalidade com alta capacidade de mudar o rumo do Brasil. As pré-condições para uma Revolução Brasiliana estão em andamento, como nunca antes na História deste País... Como prega o samba, bota fé que vai dar pé... Mas, no meio do caminho, como diria Bolsonaro, é bom se preparar para muita canelada...

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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Setembro de 2019.