segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Estado Imprevidente



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O Estado brasileiro paquidérmico e ineficiente precisa de uma substancial reforma. Não cabem na federação gastos supérfluos e falta de recursos financeiros para investimentos em pesquisa e modernização da máquina. Nosso estado imprevidente gasta mais do que arrecada, e vejam que a receita é na casa do trilhão. Mas muito dinheiro ralo abaixo deita e rola por meio da corrupção desabrida e sem freios.

E no estágio atual as reformas previstas terão prazo de validade, mas não poderemos conviver com 5500 comunas, as quais terão custo elevado nas eleições de 2020. O fundo partidário é algo insustentável e inimaginável. Alguns bilhões queimados nas mãos dos políticos que insistem em trafegar na contramão da história. O Parlamento que se arvora dono da verdade e sabichão não poderá conter a agonia da sociedade e a insatisfação permanente.

Afinal de contas o FMI nada mais significa (veja a vizinha Argentina) do que Fome, Miséria e Inflação. Debelamos o monstro da dívida externa e hoje convivemos com o carrasco da dívida interna: são mais de 3 trilhões rolados diariamente pelos banqueiros que sufocam e querem mais remuneração, além do que dezena de estados em recuperação fiscal perante a União. Quebradeira geral com diagnóstico de 61 milhões de brasileiros nos cadastros negativos e mais de 5 milhões de empresas beirando estado de insolvência.

O samba do crioulo doido não é plausível dentro do âmbito de uma democracia e da federação que tudo centraliza e leva o dinheiro da arrecadação. Para além disso aonde queremos e poderemos chegar em tempo de crise institucional, de estado e principalmente de liderança?

A reforma do estado pressupõe a mãe de todas as reformas, assim dos partidos políticos, do fundo, da representatividade, daredução de Municípios e fusão dos Estados e com o viés de reduzir o dinheiro centralizado na marvada União que não quer saber e somente enfia goela abaixo a conta para o contribuinte.

A máquina pública derruiu e é exatamente isso que nossos políticos e governantes duvidam em acreditar. Sem uma reforma ou minireforma do estado brasileiro nossos presságios se confirmam e a catarse de uma sociedade que perambula entre o sombrio amanhã e as trevas do passado.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autores de várias obras Jurídicas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Datena pode ter dito que não foi o hospital onde o presidente Bolsonaro foi operado que pegou fogo para levantar a questão de que o hospital da mesma rede no Rio de Janeiro foi incendiado por acreditarem que o presidente seria atendido lá.