quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Recuperação da Economia não terá influência externa



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arthur Jorge Costa Pinto

Diante das recentes altas do dólar, a inflação continua sob controle e com perspectiva da Selic (taxa básica de juros) continuar caindo, em consequência da nossa recuperação econômica ainda não ter conseguido deslanchar. Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) relativa a agosto, tendo havido uma pequena alta de 0,11% ante 0,19% verificado em julho passado.
De modo geral, os números indicam que estamos longe de sermos sobressaltados por algumas surpresas inflacionárias. Há um ano que os núcleos de inflação (medida que procura captar a tendência dos preços, desconsiderando distúrbios resultantes de choques temporários) encontram-se bem-comportados, sem apresentar indícios de tensão inflacionária.
Existem outras causas que fortalecem essa situação, trazendo consequências desinflacionárias vindas especialmente do ambiente externo: o desaquecimento da economia mundial com possibilidade de chegar à estagnação, queda nos preços das commodities e a crise da Argentina que interfere na produção da indústria nacional, gerando impactos negativos na exportação dos manufaturados.
Com isso, é improvável que a nossa recuperação venha de fora, sendo imprescindível estimular a demanda interna a fim de impulsionar a atividade econômica. Enquanto o desemprego continuar resistente, certamente o consumo das famílias continuará fraco, sobrepondo-se ao resto da economia e colocando-nos muito aquém da realidade desejada.
Quanto à taxa de criação de empregos, houve uma recuperação muito discreta quando comparamos com os piores momentos da crise. Tínhamos em 2015 em torno de 92,5 milhões de empregos; este número caiu para 89,5 milhões, quando atingiu o seu pico. Estamos na casa de 93,5 milhões, porém com um emprego de péssima qualidade. A informalidade cresceu e, consequentemente, durante a crise, ocorreu a queda inevitável na renda dos brasileiros. Sem dúvida, o emprego formal continua muito abaixo daquele que havia no período pré-crise.
Outra questão importante é que emprego informal e aquele conhecido também como “por conta própria” acabam dificultando o crédito, pois os bancos tornam-se bastantes seletivos na sua concessão. A economia está igualmente dependente da recuperação da renda e, no momento, seu crescimento ainda se mantém incerto.
Voltando à questão da inflação, aconteceu recentemente uma forte depreciação da moeda americana que bateu R$4,20, entretanto desacelerou logo em seguida. Atingiu rapidamente essa cotação, mas os efeitos não apareceram na inflação do mês passado, todavia pode ser que venham a se manifestar em setembro ou, talvez em outubro. Acredita-se que a influência será de curto prazo mesmo que o dólar fique oscilando mais um pouco em torno desse patamar. Porém, se vier a ultrapassá-lo e persistir, poderemos voltar a ter sérios problemas.
Mesmo assim, tudo indica que o Banco Central vai dar continuidade à sua política de corte nos juros. O consenso do mercado é que eles hoje estão em 6% a.a., cheguem a 5% a.a. até o final desse ano e provavelmente, venham a se acomodar nesse nível ao longo de 2020. Não vejo outra alternativa sem a queda deles, pois torna-se difícil a inflação se deslocar para cumprir a meta estipulada. Pelo visto, existe muito pouco a se fazer em 2019, já que o ano está praticamente perdido e bem próximo ao seu final. O cenário já está lançado, não existe política monetária que traga algum resultado consistente durante o próximo e último trimestre. Por isso mesmo o Banco Central demonstra já estar focado no próximo exercício.
Em relação a isso, não colocaria integralmente a responsabilidade no Planalto. O Congresso foi o protagonista no sentido de tocar a agenda de reformas estruturantes. O grande problema é que a economia perdeu o ânimo no final do ano passado, sem apresentar até então uma sólida recuperação, apesar do sentimento dos analistas econômicos de que a eleição iria dissipar as incertezas econômicas e, sobretudo, as políticas.
A fraqueza da atividade econômica faz com que a agenda de reformas, tanto no campo macroeconômico como no micro, seja premente para tirar o país da letargia, elevando o nível de emprego formal, a renda média do trabalhador, por conta da produtividade da economia praticamente paralisada nos últimos anos.
Infelizmente o cenário ainda é de cautela, tendo em vista a crise na Argentina e os embates comerciais entre China e Estados Unidos, que estão contribuindo substancialmente para a desaceleração da economia global. O governo tem mais desafios pela frente com novos riscos no horizonte, por isso, precisa conseguir articular e comunicar bem as propostas para que as reformas avancem, permitindo ao país reencontrar o rumo do crescimento econômico sustentável.
Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador, com MBA em Finanças pela UNIFACS (Universidade Salvador).

Um comentário:

Anônimo disse...

"Todo o território do Extremo-Oriente e das Américas foi descoberto pela raça amarela e ele alega que a China é a verdadeira dona de todo este território. (...) Ou seja, um terço do mundo é apenas uma herança chinesa ainda não reclamada. (...)
A doutrina militar chinesa de cercar um território antes de tomá-lo já é bem conhecida. Mao Tsé Tung primeiramente tomou as zonas rurais que alimentavam as cidades antes de fazer de fato a revolução. Assim, ele cortava sua fonte de suprimentos e enfraquecia a resistência à sua conquista. A China atualmente tem a fama de comprar todos os setores estratégicos em países do Terceiro Mundo (Ásia, África e América Latina). Além disso, ela também se concentra em países pequenos antes de abordar países desenvolvidos ou blocos econômicos, para exercer maior pressão nos pontos fracos dos gigantes. (...)
O camarada Xiaoping sugeriu que, ao invés de investir em porta-aviões, a China deveria investir em armas biológicas contra os americanos. E a China tem coletado de bioengenheiros israelenses informações para o desenvolvimento de uma arma biológica que não atinja a raça amarela na ocasião de seu ataque surpresa."

https://estudosnacionais.com/geral/a-chocante-revelacao-de-planos-de-invasao-militar-chinesa-das-americas/