quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Conversinha Mole

Fetiche da Tornozeleira

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Com pouca gaita, de fole, só nos resta enveredar pela conversinha mole.

Tagliarini ou ravioli, já que estamos com a mão na massa, façamos e não peçamos que a Onça faça.

Armados de escudo, elmo e maça, esperamos no judas ciário uma devassa.

“Deus” que nem em concurso passa, está como urso ou tartaruga sem carapaça.

Com nossas leis só faz trapaça; é brilhante com jaça e honra escassa.

Bons tempos em que o Infante de Sagres jogava ao mar semelhantes bagres ! Como de água salgada fosse o peçonhento bicho de água doce.

Estamos emputecidos clamando por novos Idos.

Mas constatamos de fato, que a Onça pariu um rato.

Antes que de raiva sua inação nos mate, recordemos as palavras do Vate:

“No mar, tanta tormenta e tanto dano, Tantas vezes a morte apercebida; Na terra, tanta guerra, tanto engano, Tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano, Onde terá segura a curta vida, Que não se arme e se indigne o céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno?”

“Arma virumque cano...” hoje até o Vaticano dá cano.

“Salvem a Amazônia” seu estribilho, enche de vergonha a Virgílio.

Perdão, Cisne de Mântua, por tanto pantagruelismo urubúsico.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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