segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Fogo Intercontinental



O filme egípcio "L'altra par" durou poucos minutos e ganhou o prêmio de melhor curta metragem no festival de cinema de Veneza. O diretor tem 20 anos. O filme descreve como as pessoas se isolam na tecnologia e perdem a convivência humana.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Quando os olhos do mundo se voltavam para a fumaça da Amazônia a preocupação era com a proteção nativa e do meio ambiente. Porém hoje a propagação do fogo é intercontinental, em vários continentes e com chamas elevadas, pois que o descontentamento é geral, além de contarmos com governos inexpressivos, já que não querem o bem da sociedade, mas só se perpetuar no poder.

Desde Hong Kong, passando pelo Líbano, Equador, Peru, Chile, sem esquecer da França é claro. Mas o que sucede de especial e que possa ter correlação entre os fatos, à luz da conduta e racionalidade humana. O descontentamento é plural: basta um pequeno aumento de tarifa e a fúria popular recrudesce.

Na América Latina, nem direita muito menos esquerda, acertam, o que evidencia ser essencial uma unificação igual àquela dos Países Europeus. No
entanto, para isso, a economia seria dolarizada e os Americanos os propulsores das medidas, fazendo com que mais de 20 Nações se constituam nos Estados Americanos, contemplando única legislação, moeda corrente e transações.

Assim a penúria sairia de cena, como vemos hoje na decadente Argentina em preparação para eleição e com fome aliada ao desemprego exacerbados. No entanto, os americanos querem Estados Unidos primeiro e o resto do planeta que se imploda ou exploda, tanto faz.

A partir dessa premissa uma combustão começa a ganhar fôlego pela desigualdade social, desemprego e acima de tudo perda da esperança, com valores morais e éticos já completamente abandonados, e uma total aventura de novas igrejas que preferem o lucro fácil sob a batuta da imunidade tributária constitucional.

O caminho é deveras complexo, já que dezenas de Nações passam fome e vivem sua miséria, a exemplo do que aconteceu na unificação da Europa o mesmo modelo seria aplicável na América, na Ásia a partir de China e Japão e também na África, ou seja, cada Nação forte seria o braço direito de uma nova ordem econômica e reduziria a pobreza, ladeada da fome com menos assimetria.

Se tal viesse a ser regulamentado e adotado, teríamos sim 5 continentes - porém cada um dentro de sua perspectiva, América, Asia, Europa, Oceania e Austrália, tudo dentro do que se espera e cinco moedas dominariam o mundo ,afora um intercâmbio no comércio e nas trocas sem tributação.

E agora com o Brexit a pergunta que não quer calar: o Reino Unido sobreviverá às exigências de um novo modelo e de seu divórcio com os Países Europeus?

Somente o futuro dará a resposta, mas o fogo intercontinental é uma chama que se alastra diariamente e pode contaminar todos para uma terceira guerra mundial cujo resultado será a morte de milhões, e uso de armas nucleares, espetáculo deprimente, contra essa abominável situação se chama a atenção para que os chefes dos Países fortes do G7 se conscientizem e anunciem um novo sistema que substitua a globalização em termos de reagrupar povos e sociedades de forma integrada e sobretudo desenvolvida.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

A desigualdade social e a escassez são milenares e não foram causa de revoluções.
O fogo intercontinental é uma chama que se alastra não pela desigualdade social em si, mas por ser ATEADO PELOS GLOBALISTAS, para criar a nova ordem através do caos incentivado por eles. Como afirmou Olavo de Carvalho, os pobres e famintos não fazem revolução, mas são usados por grupos políticos e econômicos interessados em implantar uma nova ordem.