sábado, 30 de novembro de 2019

Fazendo jus ao Jesus


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Siga-nos no Twitter - @alertatotal

Tem gente que faz jus ao nome. Outros, ao sobrenome. O português Jorge Jesus, vencedor treinador do Flamengo, acaba de dar um exemplo aos brasileiros, principalmente aos muquiranas da nossa zelite endinheirada. Jesus fez uma doação de R$ 1 milhão de reais à pediatria do Hospital Nacional do Câncer.

Em princípio, pode-se até imaginar que a atitude generosa de Jesus foi uma retribuição ao carinho que a torcida do Flamengo teve com ele após a incrível conquista da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro. No entanto, o gesto bondoso de Jesus, mais que uma expressão pública de caridade, reflete o quanto uma mentalidade civilizada é importante como exemplo para uma sociedade vencer seus problemas com soluções colaborativas e solidárias.

Não tem preço ver alguém como Jorge Jesus fazer jus ao Amor Fraternal do mais famoso e exemplar Jesus – o Verdadeiro Mestre. Além da grana doada, Jesus visitou todos os leitos, brincou com as crianças, distribuiu camisas do Flamengo de presente e, mais que tudo, praticou o amor, a dedicação ao próximo e a alegria. Estes atos são sinônimos do Jesus original – aquele que nasceu, viveu e morreu por todos nós.


A atitude viralizou rapidamente nas redes sociais. Porém não ganhou uma repercussão merecida na extrema mídia tradicional – que realmente precisa morrer no Brasil, pois funciona como um câncer, focada em espalhar notícias ruins. O Brasil necessita de bons exemplos como este dado pelo treinador do Flamengo – um clube que ainda não acertou as contas com as famílias daqueles dez garotos mortos no trágico incêndio no centro de treinamento do Ninho do Urubu.

Depois de gesto de compaixão com crianças gravemente doentes, ficou mais que comprovado que o Mister Jesus faz realmente muito mais que a diferença – conforme ele sugeriu em uma entrevista. Além do trabalho resiliente, do treinamento dedicado e das tática inteligente para vencer, o Mister Jesus ainda nos ensinou a importância do ato de servir ao próximo. Isto não tem preço.

Que fique a lição. Caridosos como Jesus levam recursos e otimismo ao INCA, enquanto tantos outros brasileiros patrocinam o câncer da corrupção que rouba recursos essenciais à saúde e à educação... Viva, Jesus!     

Colabore com o Alerta Total

Jorge Fernando B Serrão

Itaú - Ag 9155 cta 10694 2

Banco do Brasil - Ag 0722-6 cta 209.042-2

Caixa (poupança) - 2995 013 00008261-7



Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Novembro de 2019.

Fadiga da romana biga


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Há quem diga ser o ministro um economista de uma figa.

O Mito ouve; não liga.

Empurra o desemprego com a barriga.

Vamos aos trancos e barrancos porque o cara é fiel à banca; não importa que a mula manca.

A sangria com o pagamento da dívida pública interna não se estanca.

Com a Selic superfaturada (para falar a coisa franca) quase a metade da arrecadação serve apenas para pagar juros. Juras de amor recebe em razão do grande fluxo, do sistema de Mamíferos de Luxo. Honras a Pitigrilli desde os tempos de Ranieri Mazzilli.

Hoje sabem as pessoas cultas, o que são as forças ocultas.

Não acham estranho a renúncia de Jânio.

Tenta a Nova Ordem Mundial nos dominar pela economia.

Se esquecem que Onça não é gato e, de fato, não mia.

Às vezes rosna, às vezes ruge; finge que dorme, mas na iminência de risco enorme fará o rapa geral, “duela a quien duela”.

Em sua zona de conforto, os estrelados não se apiadam do povo que segue sofrendo, mas jogando ovo.

Até ser depenado em praça pública, um urubu continua zombando da república.Nuvens negras sobre suas cabeças pairam. O raio virá.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

STF faz a alegria de “gestapos” e bandidos


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Siga-nos no Twitter - @alertatotal

As Gestapos tupiniquins estão em festa. O Supremo Tribunal Federal decidiu que a Receita Federal e a Unidade de Inteligência Fiscal (UIF, antigo COAF) podem compartilhar dados fiscais sigilosos com o Ministério Público e a Polícia, sem autorização prévia do Judiciário.

Na prática, acabou a proteção, antes constitucional, sobre informações do Imposto de Renda e extratos bancários. Eita 9 a 2 esquisito... Sem não precisa mais de aval do Judiciário, daqui a pouco vai ter alguém propondo que se dispense o Judiciário, já que ele é caro, demorado e (por decisão majoritária dos deuses supremos) dispensável...

Claro que a garantia constitucional ao sigilo não pode e nem deve ser usada para acobertar atos ilícitos dos “contribuintes” (pessoas físicas e jurídicas). Auditores continuam com a obrigação legal de repassar indícios de operações suspeitas ao Ministério Público. O problema é se tais informações acabarem usadas para a hedionda prática de rigor seletivo ou, pior ainda, para extorsões de agentes estatais contra o cidadão ou empresário.

Mais uma vez, ficou evidente que o STF toma decisões sem medir, corretamente, o impacto e a conseqüência prática delas na vida dos indivíduos e da sociedade. Se o entendimento supremo preserva investigações relevantes como na Lava Jato, também deixa a porteira escancarada para o rigor seletivo. Afinal, no Brasil, a lei só vale para todos na retórica.

Agora, depois dessa votação esquisita do compartilhamento de dados e da decisão equivocada que favoreceu bandidos com condenação comprovadamente confirmada por órgão colegiado em segunda instância, o STF se prepara para julgar a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro (invocada pela defesa de Lula). O lado obscuro da petelândia pressiona para que a votação aconteça ainda este ano. Mas a prudência do STF recomenda que o polêmico pedido só seja avaliado em 2020, depois do recesso do Judiciário.

Rumores no STF também indicaram que a Corte, assim que acionada, pode analisar e rever a correta decisão da oitava turma do Tribunal Regional da 4ª Região, confirmando a condenação e aumentando a pena de Lula no processo do Sítio de Atibaia. Em outubro, o plenário do STF definiu que réus delatados têm de se manifestar após os delatores. A defesa de Lula pediu a anulação do processo com base nesse novo entendimento. os desembargadores do TRF-4 decidiram que a ordem das alegações finais não prejudicou a garantia de defesa de Lula.

A petelândia deseja que o corrupto Lula recupere seus direitos políticos tirados pelas condenações. Fixa suja, Lula não tem mais salvação. Tornou-se o cadáver insepulto da politicagem tupiniquim.     

E o Brasil prossegue no clima suicida de insegurança jurídica. Tudo culpa de uma Constituição que permite qualquer interpretação que os 11 membros do STF queiram dar. Viva o Manicômio Judiciário (nome dado ao Hospital que cuida de bandidos loucos)...

É assim que os nossos “poderosos” querem animar a economia para a retomada do crescimento a partir do ano que vem? Fala sério... As “gestapos” comemoram... Só que os bandidos, também... Na verdade, um depende do outro para se dar bem... É a ironia do Crime Institucionalizado...

Colabore com o Alerta Total

Jorge Fernando B Serrão

Itaú - Ag 9155 cta 10694 2

Banco do Brasil - Ag 0722-6 cta 209.042-2

Caixa (poupança) - 2995 013 00008261-7




Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2019.

Tenho medo é dos Engenheiros



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

No passado, comprei diversos telefones celulares , e sempre da mesma marca para evitar, na medida do possível, a “genialidade” dos engenheiros.

Certa vez, um dos aparelhos tinha a função “buscar”; dois anos depois, um novo dizia “procurar” !

Essa mudança trocando seis por meia dúzia, por certo seria a salvação da humanidade !

Em sua quase totalidade, as mudanças pioram um aparelho ou serviço.

No momento, os bancos mastodontes (fadados à extinção) fazem o insulto final aos seus clientes. Acessar a sua conta por internet, agora demora o dobro do tempo. Após digitar o número da agência e conta, além de pedir uma senha, agora pedem mais uma ou duas. Além disso aparece um aviso : “Estamos verificando seus dados em nosso sistema, o que poderá levar alguns minutos. Em seguia o acesso será liberado”.

Como o tempo de duração daquela sessão não foi aumentado, às vezes cai a página antes que possamos ver o saldo, por exemplo.

Os idiotas que preparam o ingresso por um aplicativo do smartphone, fazem as letras e números tão pequenos que um idoso não consegue ler sem óculos. Além disso, o espaço entre um algarismo (ou letra) e outro é tão exíguo que nosso dedo gordo aperta erroneamente o desejado.

Justiça seja feita ao aplicativo Neon. Tem a melhor tela de ingresso que já vi.

A revolução das startups, notadamente das fintechs, encontra-se na era da seleção natural darwiniana. Poucas sobreviverão.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador

Cidadania não se terceiriza


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Percival Puggina

Se a efetiva democratização da sociedade brasileira for figurada, analogicamente, com uma travessia feita a nado, poderíamos dizer que no Brasil, muitos cidadãos parecem vocacionados a morrer na praia. Após haverem chegado ao presente estágio, olham para trás, olham para frente, e deixam cair os braços em inexplicável e profundo desânimo. Eu os vejo em bom número expressando abatimento nas redes sociais. Prestam inestimável serviço aos inimigos que ajudaram a derrotar. Jogam-lhes involuntariamente boias e cordas de resgate.
Entendamos os fatos. Foi o povo na rua e nas redes sociais, em espontâneas manifestações verde-amarelas, que fez andar o processo de impeachment de Dilma Rousseff forçando o deputado Eduardo Cunha a dar início ao rito constitucional. Foi o povo na rua e nas redes sociais que, em gigantescas mobilizações, forneceu suporte político aos fundamentos jurídicos do impeachment. O processo de acusação de um Presidente da República tem características jurídicas e políticas. Com aquele Congresso, cujos partidos estavam majoritariamente comprometidos com a corrupção do governo, o impeachment não teria acontecido se o povo não desse um forte empurrão na “livre vontade” dos congressistas.
Foi o povo que saiu às ruas em apoio à Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro que preservou a atividade da força-tarefa quando os primeiros movimentos para debilitá-la começaram a se esboçar no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal. Foi o povo que levou às ruas as pautas conservadoras marcantes da eleição de 2018 e promoveu a maior renovação já ocorrida em pleitos para o Congresso Nacional. Foi o povo na rua e nas redes sociais que, se não conseguiu pôr juízo nas cabeças de seis ministros do STF, arrancou resposta da Câmara e do Senado onde começam a tramitar projetos para corrigir o absurdo cometido pelos habitantes daquela suntuosa bolha.
Diante disso, como é possível entender os tantos que, incapazes de discernir além da cerca da primeira dificuldade, se dedicam a desanimar os animados e a desesperançar os esperançosos? Como podem afirmar, contra todas as evidências, que as mobilizações “não funcionam”? Como podem priorizar o Faustão e a Globo, desde o sofá da sala, e não ir às ruas pelo bem do próprio país, que é o seu próprio bem? Como podem terceirizar sua cidadania, transferindo-a para a total inviabilidade política, jurídica e democrática dos quartéis que a tanto, com absoluta razão, enfaticamente, se recusam? Não aprenderam ainda que, se não comprar uma sólida base no Congresso, o presidente da República é o mais desapoderado dos poderes de Estado? E que precisa do apoio explícito dos cidadãos para preservar a integridade do governo?
O coro de milhões de vozes em todo o país é nossa mais nítida experiência democrática nestes tempos de travessia. Diferentemente da “democracia direta”, comum em experiências esquerdistas, manipulada pelos seus aparelhos e organizações “não burguesas”, a democracia direta praticada pela reunião espontânea de milhões de cidadãos, é a nossa mais bem sucedida experiência de soberania popular. Eu a ouço como expressão inédita e indômita de amor ao Brasil, de história acontecendo qual clarinada, límpida, atravessando os céus da Pátria comum.
Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+. Originalmente publicado no site do autor em 26 de novembro de 2019.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Adendos aos “jesuítas” do Mengão do Bilhão



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Siga-nos no Twitter - @alertatotal

Historicamente, os poderosos sempre deram o circo e o pão para a massa  (ignara ou pretensamente culta). Futebol é considerado um dos ópios do povo – junto com a religião, a ideologia e por aí vai... No caso esportivo, o culto à competição serve como válvula de escape para compensar tragédias e ansiedades do cotidiano. Uns perdem, outros têm a ilusão da glória, e o escravizante controle social segue adiante.

O fato concreto é que o Esporte Profissional, além de mexer com as massas, movimenta somas impressionantes de dinheiro. O Clube de Regatas do Flamengo se prepara para ganhar um “campeonato” inédito. Depois de vencer, sábado passado, a Copa Libertadores da América e, no domingo, sem entrar em campo, o título do Campeonato Brasileiro com cinco rodadas de antecedência, o Mengão está prestes a comemorar o primeiro título de faturamento acima de R$ 1 bilhão em um ano.

A equipe do site Bons Investimentos (https://bonsinvestimentos.com.br/) acaba de concluir um estudo que acompanha essa conquista inédita do Flamengo – que até três anos atrás era um clube com perigoso endividamento. Cálculos da Somoggi mostram que, chegando à final do campeonato mundial interclubes, o Flamengo pode atingir um patamar de receita próximo a U$ 250 milhões, cifra que se aproxima de R$ 1 bilhão (considerando a cotação atual do dólar acima de R$ 4,00).

Até o fim de setembro de 2019 (segundo balancete trimestral), o Flamengo tem um excelente valor apurado de receita: Venda de atletas (Paquetá, Uribe, Jean Lucas, Léo Duarte, Trauco e Cuéllar): R$ 295,0 milhões; TV: R$ 161,3 milhões; Bilheteria / Sócio-Torcedor: R$ 105,4 milhões; Publicidade: R$ 52,0 milhões; Social: R$ 29,0 milhões; Outras: R$ 12,7 milhões.

Os triunfos do Flamengo refletem no lado financeiro. Títulos rendem muita grana: Taça Guanabara – R$ 1 milhão; Campeonato Carioca – R$ 3,5 milhões; Libertadores – R$ 85 milhões; Copa do Brasil – R$ 2,4 milhões (até as quartas de final); Brasileiro – R$ 33 milhões; Mundial Interclubes – R$ 20 milhões (se vencer).

O desempenho econômico do Flamengo é tímido se comparado ao de outros grandes times europeus, tais como o principal rival no Mundial Interclubes, Liverpool, que fatura cerca de U$ 600 milhões (aproximadamente R$ 2,5 bilhões). O clube inglês tem elenco oito vezes mais caro que o “Mais Querido do Brasil”. Mesmo assim, vale celebrar que o Flamengo tem receitas superiores a alguns times da Premier League, como, por exemplo, o inglês West Ham, que fatura cerca de U$ 200 milhões.

A Nação Rubro-Negra pergunta, apostando na resposta positiva: o Flamengo continuará vencendo? Em entrevista à Fox Sports, Jorge Jesus se definiu como “nem melhor nem pior, que outros treinadores brasileiros: “Sou diferenciado”. Apenas isto. Jesus usaou corretamente a estrutura para transformar o time em uma máquina de vitórias, a partir de postulados táticos ofensivos, porém com marcação no campo de ataque e velocidade na retomada de bola do adversário.
Jesus tem contrato com Flamengo até 31 de maio de 2020, mas tem uma cláusula que permite, em dezembro, ou o Clube demiti-lo ou ele pedir para sair. A janela de saída é improvável. Ainda mais se conquistar o Mundial de Clubes da Fifa. O Mengão tem boas chances, mas é bom ressalvar que o futebol europeu tem consistência tática para dobrar o jeito sulamericano de atuar em 4-4-2.

Os “jesuítas” não deixam de ter razão: Jesus revolucionou no jeito de jogar do Flamengo? Muitos avaliam que sim. No entanto, os adversários do Brasileirão não chegaram ao pé do Mengão. O próprio River Plate, que chegou a promover um nó tático no jogo derradeiro da Libertadores, demonstrou fraqueza defensiva no final da partida. Não soube segurar o resultado favorável, psicologicamente.

O bom senso recomenda cautela sobre a força do time campeão do Flamengo. Pragmaticamente, o elenco é vencedor. No entanto, em termos de efetiva qualidade futebolística, o Flamengo tem algumas falhas perigosas. A defesa erra além do normal, e costuma dar muito trabalho do goleiraço Diego. Falta mais toque rasteiro de bola, com objetividade ofensiva, e não com passes inúteis para o lado ou para trás.

Outra deficiência que incomoda (e vale para a quase totalidade do futebol brasileiro): são poucos (muito raros) os chutes a gol à média e longa distâncias. O time quase não gera chances para cobranças de falta perto e diante da grande área. Há demasiado exagero nos toques, em detrimento do foco em finalizações.
Assim, os triunfos do Flamengo devem ser comemorados com toda intensidade, mas a torcida “jesuíta” não pode se iludir: o time ainda tem muito a melhorar tecnicamente para encarar outros grandes times do mundo. A sorte é que o jeito massacrante de buscar o gol ainda pode surpreender muitos adversários... No jogo da taça e das faixas contra o Ceará, foi assim... Faltando três rodadas para o fim do Brasileirão, o Mengão acumula impressionantes 77 gols a favor e 31 contra...

Quase no fim, uma galhofinha divina: Deus só dá título ao Flamengo, por milagre ou merecimento, porque Jesus é o treinador, e ainda tem João de Deus como auxiliar técnico. Assim é demais para os infernais adversários ou inimigos da Nação Rubro-Negra...

Por fim, uma cobrança ética e moral. Por que, com um faturamento perto do bilionário, o Flamengo não separa um dinheiro e paga uma indenização justa (se é que isto é possível) às famílias dos 10 meninos mortos no incêndio do Ninho do Urubu?

Finalmente dos finalmentes, ouça o samba ao Mister Jesus do Grande Xande de Pilares...


Grande derrota


Os craques do Tribunal Regional Federal da 4ª Região impuseram uma derrota implacável ao corrupto Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do Sítio de Atibaia.

$talinácio segue inelegível, pela sentença do Desembargador João Gebran Neto:

“A pena final queda-se em 17 anos, 1 mês e dez dias de reclusão a ser cumprido inicialmente em regime fechado, mais 422 dias-multa à razão unitária de dois salários-mínimos. A progressão do regime está a depender da reparação do dano. Também mantenho a interdição de direitos para exercício de cargo ou função pública”.

Colabore com o Alerta Total

Jorge Fernando B Serrão

Itaú - Ag 9155 cta 10694 2

Banco do Brasil - Ag 0722-6 cta 209.042-2

Caixa (poupança) - 2995 013 00008261-7







Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Novembro de 2019.

Areia na Engrenagem


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Tentarei fazer algo de útil. Alertar nosso querido Mito sobre ineficiências em áreas vitais do governo; por incompetência ou má fé.

Fariseus de todo jaez repetem o mantra: “Não precisamos de voto impresso porque as urnas eletrônicas são confiáveis !”

Ao mesmo tempo, os semi-urubus tendem a não aceitar a validação de assinaturas digitais para a formação de um novo partido político.

Dois pesos e duas medidas.

Os sábios entendem que toda corrente tem a força de seu elo mais fraco.

No atual momento tecnológico do mundo, quem não tiver sua identidade digital é um natimorto.

Nosso órgão governamental encarregado do assunto é incapaz de atender as necessidades presentes.

O assunto é de “urgência urgentíssima”.

Se não for resolvido imediatamente, criaremos, talvez, um gigante de pé de barro.

Por favor, pelo amor de Deus melhor dito, vejam o depoimento de um dos mais brilhantes especialistas no estudo da segurança digital.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Ciro reduz $talinácio a nada


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Siga-nos no Twitter - @alertatotal

O dólar subiu, e o fenômeno pode se repetir. O que dificilmente subirá mais é a popularidade do $talinácio. O ex-Presidente, que se arvora “cheio de tesão”, ficou “brocha” politicamente. A impotência política dele é causada pela consolidada desmoralização. Colou, com força, rótulo de “ladrão” ou de “corrupto”. Se realmente ainda tem a potência sexual que vangloria ter, só resta ao cara namorar muito e ficar prisioneiro do casamento. Isto se o Judiciário não tomar vergonha e retorná-lo para uma cela, de preferência sem privilégios.

O maior inimigo do decadente $talinácio nem é o Presidente Jair Bolsonaro. A real kriptonita do anti-super-herói é cearense e atende pelo nome de Ciro Gomes. Aliás, este é um cara com quem Bolsonaro também deveria se preocupar politicamente. Apesar do estilo truculento de “coronel nordestino”, Ciro se posiciona como o concorrente de “centro-esquerda” que pretende juntar a canhota perdida e sem discurso propositivo. Na disputa por tal “rótulo”, Ciro definiu a tática de espancar Lula sem perdão. Na Internet, faz sucesso e viraliza o vídeo no qual $talinácio é simplesmente reduzido a pó de merda da politicagem.


Ciro apenas expõe e repete, para quem não conhece, não só as imperdoáveis contradições históricas de Lula. Pior ainda para $talinácio, Ciro relata provas do comportamento politicamente negativo de Lula e seu PT, na hora das importantes decisões nacionais. Eles foram contra a Constituição que agora a Presidenta Gleisi Hoffmann finge defender. Eles foram contra o Plano Real - que fizeram de tudo para sabotar, com greves e sacanagens legislativas. Eles quase destruíram, via corrupção e má gestão, as “estatais” que agora também fingem defender das intenções privatizantes de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes... Enfim, o nazicomunopetralhismo é sempre contra o Brasil. Nunca a favor...

A petelândia fala merda sozinha para sua militância canalha e idiotizada. O PT e Lula são considerados sinônimos de lepra ou câncer da política. Seus antigos aliados tendem a recusar a repetição de alianças com os lixos, cadáveres insepultos, da História brasileira. Ciro Gomes já promoveu o divórcio litigioso e definitivo com Lula e seus lunáticos, corruptos e incompetentes seguidores. Outros esquerdistas com senso de sobrevivência farão o mesmo... Mitomaníacos e bandidos, nunca mais!

Coincidência não existe...

Uma das áreas da esfera federal mais aparelhadas pela esquerdice e incompetência petista é o Ministério da Educação.

O MEC também era dominado por integrantes do DEM interessadíssimos na execução orçamentária veloz de bilhões de reais.

Assim, não é justo que se reclama que deixa a desejar a gestão do MEC, apenas e tão somente, por culpa do governo Jair Bolsonaro e seus ministros Ricardo Rodriguez e Abraham Weintraub.

O Grupo Globo, que tem interesses econômicos em Educação, via Fundação Roberto Marinho, sente um prazer quase mórbido de ecoar as críticas de “especialistas do parlamento” sobre o desempenho do MEC aquém do esperado...        

Colabore com o Alerta Total

Jorge Fernando B Serrão

Itaú - Ag 9155 cta 10694 2

Banco do Brasil - Ag 0722-6 cta 209.042-2

Caixa (poupança) - 2995 013 00008261-7





Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Novembro de 2019.

Fritos Enfarinhados



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Assisti a entrevista do senhor Yuval Harari no Roda Viva e fiquei, ao mesmo tempo, fascinado e preocupado.

Foi um alerta magistral sobre o perigo que todos nós corremos de sofrer uma ditadura digital.

Ou nossas gloriosas Forças Armadas se capacitam para enfrentar essa nova ameaça, ou sucumbiremos como nação soberana.

Ainda estou em estado de choque.

Necessito de alguns dias para refletir e voltar ao tema.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Colapso ecológico, retorno à guerra e disrupção tecnológica



Yuval Harari

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Yuval Harari

Quero usar esta oportunidade para falar sobre os novos desafios que nossa espécie vai enfrentar no século 21. Mas antes, talvez fosse bom mencionar todas as grandes conquistas da humanidade no passado recente, como inspiração para superar este novo momento.

Acredito que a maior conquista da humanidade foi superar a fome, por muitos anos considerada nossa grande inimiga. No passado, a maioria das pessoas conviveu com a fome. Hoje, mesmo com desastres naturais como as secas, ninguém morrerá de fome. Mesmo nos países em desenvolvimento, mais pessoas morrem por comer demais, do que de menos. A fome sumiu do mundo. Hoje a única fome que existe é a fome política.

Em países como Iêmen, Sudão, Síria, ainda se morre de fome, mas apenas porque políticos e governos querem que seus povos passem fome.

O segundo ponto foi a superação das infecções. Hoje mais se morre de doenças associadas à velhice do que de infecções. Antigamente as pessoas morriam mais jovens, não viviam o suficiente para morrer de câncer.

O terceiro ponto, foi de que conseguimos superar guerra e violência. Antigamente a guerra era entendida como algo natural de um mundo imperfeito, e que apenas Deus poderia resolver as coisas através de milagre. Pode não parecer, mas estamos vivendo a era mais pacífica da história. Tão pacífica que o significado de paz no mundo, mudou. Antigamente paz significava falta temporária de guerra. Hoje significa improbabilidade de guerra.

Há algumas guerras no mundo claro – venho de Israel e do Oriente Médio -, mas não devemos nos cegar para o contexto global. Isso é menos comum do que em qualquer outra época.

Mesmo incluindo Síria e Afeganistão, hoje os crimes de guerra matam menos do que o suicídio em termos estatísticos. Ou seja, hoje você é seu pior inimigo.

O açúcar é uma ameaça maior para sua vida do que a arma.

*

E os próximos desafios também são 3: o colapso ecológico, o retorno à guerra e a disrupção tecnológica.

Em termos de guerra, se alguns humanos tomarem decisões estúpidas, a guerra volta em um formato ainda pior. Com forças mais poderosas, em desequilíbrio flagrante entre sabedoria e estupidez. Só um tolo é suficiente para começar uma guerra, e este é um grande perigo.

O colapso ecológico, diferente da guerra, já é uma realidade presente ao redor. Ninguém o quer, claro, mas ao mesmo tempo há algo inevitável que todo mundo quer, que é o crescimento econômico. A única esperança realista é de que surjam novas tecnologias ecoamigáveis.

E isso nos leva ao terceiro e mais complicado desafio: a disrupção tecnológica.

A fantasia tecnológica de alguns poucos pode se tornar o pesadelo de bilhões. Inteligência artificial e biotecnologia podem contribuir para nossa evolução, claro. Por exemplo, hoje 1, 5 milhões de pessoas morrem de acidente de carro por ano, sendo que 90%, por erro humano. Os veículos autônomos salvarão 1 milhão de pessoas. Porém não quero passar muito tempo falando das promessas das tecnologias, porque  já ouvimos muito a esse respeito.

Meu trabalho como historiador e filósofo é diferente: é preciso destacar os perigos que não são levados em consideração pelas empresas e corporações. A disrupção da vida humana poderá acontecer de diferentes formas. Talvez vamos enfrentar algo muito complicado do ponto de vista social e econômico.

Com a revolução industrial, o século 19 criou a classe trabalhadora urbana. Ela corre o risco de se transformar em uma classe inútil no século 21. Não inútil do ponto de vista da família e das relações afetivas, mas pela perspectiva econômica e política.

Ninguém sabe como será o mercado de trabalho em 2050. Só se sabe que vai ser completamente diferente do que é hoje. Inteligência artificial e robótica irão mudar praticamente todas as profissões, e muitos trabalhos vão desaparecer. Alguns emergirão, mas não sabemos se serão suficientes. E será preciso recapacitar as pessoas para preencher estas vagas.

Por exemplo, um motorista que perde o emprego. Poderá ensinar yoga ou virar engenheiro de software, mas como lidar com esta mudança aos 40 anos? E mesmo que se capacite, não será uma solução de longo prazo, porque a automação será contínua, e não apenas um único evento. Ou seja, com a automação vai haver uma cascata de disrupções, uma seguida de outra, continuamente.

Nos teremos uma revolução em 10 anos, depois em 20, e assim por diante. Então as pessoas terão que se reinventar não uma vez na vida mas talvez várias, a cada década praticamente.

No passado as pessoas tinham que lutar contra a exploração; no século 21 a maior luta é contra ser irrelevante. Sendo quando você é explorado é menos ruim, porque pelo menos você é necessário.

Esta revolução pode criar desigualdades sem precedentes. Não só entre pessoas mas também entre diferentes países.

No século 19 alguns países se industrializaram primeiro, como Grã-Bretanha e Japão. Se não tomarmos cuidado, o mesmo acontecerá agora com a inteligência artificial. Já estamos no meio da corrida com a China liderando, e a maioria dos outros países muito atrás.

No século 19, quem não se importou com a industrialização, com navios a vapor e estradas, nos primeiros 30 anos, se transformou em colônia. Hoje, há uma riqueza imensa em hubs como California e China. Acredito que os maiores impactados serão os países em desenvolvimento. Porque a automação vai reduzir a mão de obra sem qualificação, mesmo que ela seja barata. Haverá muitos novos trabalhos para engenheiros de softwares em São Francisco e Pequim, e bem menos para ofícios de têxtil ou caminhoneiro…

Mas o perigo maior está no nível político de ascensão das ditaduras digitais – governos e regimes totalitários controlando todos o tempo todo. A equação é muito simples: conhecimento biológico multiplicado por processamento de dados resulta em hackeamento de seres humanos. A fusão da biologia com a tecnologia pode resultar em dados suficientes para hackear milhões.

São algoritmos que vão te entender melhor do que você mesmo se entende. Com poder para manipular seus sentimentos e substituir completamente suas decisões. Eles não precisam te conhecer perfeitamente – para hackear só é preciso conhecê-lo um pouco melhor. O que já é razoável porque você mesmo não se conhece tão bem.

Eu por exemplo apenas com 21 anos descobri que era gay, depois de muito tempo de negação na adolescência. O fato é que deixei passar algo extremamente importante sobre mim durante este período, e isso não é incomum entre os gays.

Então você imagine uma situação em que o algoritmo poderá dizer se um adolescente está no espectro gay, controlando por exemplo o movimento dos olhos diante de uma imagem em que aparecem um homem e uma mulher sexies. O algoritmo pode monitorar e hackear a serviço de governos e empresas. A Coca-Cola já saberá sua preferência. Quando criar uma propaganda desenhada para você, ela vai escolher se na imagem aparece um homem de sunga ou uma menina de biquíni.

Esse conhecimento vai valer bilhões e pode trazer consequências mais sérias. No Irã por exemplo existe pena de morte para os homossexuais. O que significaria para um homem gay ser detectado por este governo? Todos esses segredos que valem a pena ser conhecidos, podem levar à ascensão de pior regime totalitário da historia.

Será preciso se prevenir e se proteger não apenas de seu próprio governo, mas de outros governos e instituições poderosas. Imagine você como seria a política brasileira  quando alguém na China souber todo histórico médico e pessoal dos políticos, juízes e jornalistas, incluindo escapadas sexuais e doenças mentais.

Não precisa enviar seu exército, é só coletar dados.

O hacker pode impactar nossa liberdade cada vez mais, com a inteligência artificial tomando decisões por nós. Essa mudança já está a caminho. Hoje bilhões confiam no algoritmo do facebook ou do google para nos dizer a verdade. A Netflix nos diz o que assistir… No futuro nos dirão onde trabalhar, com quem casar, ou se o Banco Central deve diminuir ou não a taxa de juros. E a resposta será sempre a mesma: “porque o algoritmo disse assim”. O cérebro humano é limitado. Não seremos capazes de entender o algoritmo e suas decisões, não teremos essa capacidade de processar dados. Corremos o risco de perder o controle sobre nossas vidas e a capacidade de entender as políticas públicas.

Hoje digamos que 1% da humanidade entende do sistema financeiro. No futuro talvez seja zero.

Mas o que vai significar a vida humana quando todas as decisões forem tomadas por um algoritmo? Não temos modelos filosóficos e existenciais para entender e interpretar uma vida como essa.

Os políticos poderão criar o céu ou o inferno. Nós filósofos estamos lidando com a dificuldade para conceituar o que será o céu e o que será inferno. Se falharmos nestas utopias, vamos nos encontrar presos dentro delas sem possibilidade de saída.

E a disrupção não será somente sobre economia, política ou filosofia, mas biologia também. Teremos habilidade para criar novas formas de vida inorgânicas depois de 4 bilhões de anos de vida orgânica. Entraremos em uma era da vida inorgânica criada pelo design. Poderemos cometer erros graves. Governos, corporações e exércitos podem tentar desenvolver modelos em que prevaleçam a inteligência e a disciplina, mas negligenciando a compaixão, a sensibilidade, a espiritualidade. Uma espécie de “super humanos”, inteligentes e disciplinados. O que pode representar um downgrade de nossa espécie.

*

Que fazer sobre isso tudo? Primeiro, é preciso enfatizar que estas não são profecias, apenas possibilidades. E não é tarde para agirmos. A tecnologia não é determinista. Cada um faz dela o que quiser, basta comparar as duas Coreias, por exemplo.

O que podemos criar agora? Talvez o mais importante e antigo conselho seja ainda válido: conheça a si mesmo. Buda, Sócrates e Jesus não tinham concorrência. Hoje, neste momento, vários governos e corporações estão tentando hackear você. Querem saber mais a seu respeito para poderem vender produtos ou política.

A terapia e a meditação pode ser um caminho para conhecer-se melhor. Outros preferem fazer trilhas nas montanhas. Eu pessoalmente pratico 2 horas por dia de meditação, além de fazer retiros que podem durar alguns dias. Cada pessoa pode encontrar seu próprio método, e é importante que se invista tempo e esforço nisso rapidamente.

Porque se os hackers chegarem antes, eles serão proprietários de você. As pessoas mais manipuláveis são justamente as que acham que têm livre arbítrio.

50 pessoas juntas podem fazer mais que 500 isoladas. Muitas dados e poder concentrados em um só local podem impactar negativamente.

Alguns países e pessoas certamente vão perder muito, por isso é preciso criar uma rede de segurança global para proteger os membros mais fracos da humanidade.

É importante, ao mesmo tempo, fortalecer as corporações globais, elas são mais importantes que nunca. Nenhuma nação conseguirá resolver sozinha estas questões ambientais e tecnológicas, porque nenhum governo tem poder para isso.

Ninguém quer fabricar um robô matador ou usar com más intenções a engenharia genética de bebês. Não importa quem vai ganhar essa corrida, o perdedor será a humanidade. E as grandes corporações podem contribuir para reverter este processo. Trump diz que existe uma contradição entre nacionalismo e globalismo, e se propõe a rejeitar o globalismo. Este é um erro muito sério – não há contradição, porque nacionalismo não significa odiar estrangeiros. Se trata de amar seus compatriotas, e no século 21 a única forma é cooperar com estrangeiros. No século 21, os bons nacionalistas devem ser bons globalistas.

No século 20 aprendemos a criar um mundo mais pacífico através de lições difíceis. Foram duas guerras e Stalin. No século 21, se não atingirmos um mundo mais pacífico  na primeira tentativa, a espécie pode não sobreviver. E se desaparecer, não será o fim do mundo. Talvez os ratos vão assumir e aprendam com nossos erros. Espero confiar em pessoas e não em ratos.

Yuval Harari, historiador e filósofo israelense, autor da trilogia best seller Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século 21, esteve em um evento corporativo da HSM na manhã de 12 de novembro, no qual apresentou um impressionante painel sobre o futuro da humanidade. O texto transcreve sua fala.