quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Reflexões flamenguistas para Bolsonaro



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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No futebol – como na política – não tem jogo ganho previamente. O ataque do Flamengo foi fulminante contra o Vasco da Gama. Só que os atacantes vascaínos também jogaram bem. Por trás do fantástico resultado de 4 a 4 no Maracanã, tem um fato importante. O ofensivo time do Jorge Jesus falhou demais na armação defensiva. Aliás, repetiu alguns erros de jogos anteriores, mas que não estavam tão evidentes.

O fato de que não existe “Flamengo invencível”, porque tem erros defensivos, deve ter chamado a atenção dos hermanos do River Plate, contra quem o Mengão decide a Copa Libertadores das Américas no sábado (dia 23), em Lima, no Peru. A lição do “Clássico dos Milhões” foi: não basta ser excelente em fazer gols, se não funcionar o esquema tático para deixar de tomá-los. A fórmula é imprescindível para ganhar campeonatos.

No Brasileirão, o rubro-negro está com a taça na mão, pela grande vantagem de pontos em relação ao Palmeiras. O Mengão conquistou gordura para ser queimada na fase final da competição. Só que na Libertadores, com decisão em uma única partida, vencerá quem for mais eficiente na relação acerto/erro nos 90 e poucos minutos de futebol. O ataque é sempre a melhor defesa, sempre que o primeiro é mais eficaz que a segunda. Do contrário, como diria a impedida treinadora Dilma Rousseff, a vitória vira derrota.

O palmeirense Jair Bolsonaro, que adora parábolas futebolísticas, devia ficar atento a esse dilema flamenguista. Até agora, o time tem jogado muito bem. No entanto, como bem ressalva o Mister Jesus, ainda não ganhou nada... Ao Flamengo, falta conquistar os campeonatos... O mesmo vale para o Presidente do Brasil, que nem completou um ano de governo. Bolsonaro ainda tem de jogar muita bola até o fim do longo campeonato de pontos corridos na política e na economia. Vitória prévia não existe...

Bolsonaro, seus filhos e alguns ministros e assessores (nem tão) ocultos parecem craques na ofensiva. Batem nos inimigos de forma magistral. Apostam na tese de que o ataque é a melhor defesa. No entanto, o Presidente e seu time descuidam do setor defensivo. Muitas vezes até subestimam os adversários (ops, inimigos). Pior: o Presidente e seus “craques” às vezes marcam gols contra imperdoáveis e exageram nas intrigas internas na própria equipe.

Bolsonaro chutou feio contra a própria meta quando foi negligente na liderança e perdeu um dos melhores jogadores e estrategistas de seu time. O General Santa Rosa pediu para sair porque Bolsonaro sequer o recebia em audiência, e, mais grave ainda, o Presidente negligenciou ou nem quis entender todo o projeto da Secretaria de Assuntos Estratégicos. O “treinador” omisso preferiu dar vazão aos fofoqueiros que sabotaram o craque Santa Rosa. O erro tende a gerar resultados negativos ao longo do governo de transição, até agora muito tático, porém quase nada estratégico. Detalhe: Santa Rosa é torcedor do Flamengo...

Outra ofensiva de Bolsonaro que tende a produzir muito gol contra é a permanente guerra fria contra o vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão. O General é outro estrategista que só não fica jogado no banco de reservas porque compreendeu, desde o começo do governo, que precisa jogar direito em seu quadrado. Em diversas ocasiões, Mourão já comprovou que tem visão de estadista. A opinião pública já percebeu isto. Porém, Bolsonaro, seu entorno e alguns seguidores consideram Mourão “um inimigo interno”.

Trata-se de um erro primário de avaliação. O Capitão Bolsonaro e o General de Exército Mourão chegaram ao Palácio do Planalto e ao Palácio do Jaburu pelo legítima “intervenção voto popular”. Bolsonaro é o atacante, e Mourão é seu sustentáculo defensivo. A esquerdalha pensa 13 vezes antes de derrubar Bolsonaro, porque desconfia que Mourão na Presidência pode ser um inimigo muito mais implacável.

Bolsonaro é palmeirense. Mourão é Flamenguista fervoroso... Mas isto é apenas um pitoresco detalhe de torcida de futebol. No governo, Bolsonaro é o “treinador” e Mourão tem sido relegado ao papel de mero “auxiliar técnico” forçado a atuar no próprio quadradinho... “Mister” Bolsonaro deveria rever seus conceitos estratégicos e táticos em relação a Mourão, antes que provoque um estrago irreversível que vai se voltar contra ele próprio e, mais grave ainda, contra o Brasil.

Enfim, voltando ao futebol, o bravo Vasco da Gama do técnico Vanderlei Luxemburgo (que todos sabem ser ex-jogador e torcedor rubro-negro) impediu que o Flamengo se torne campeão antecipado no domingo que vem, caso vença o Grêmio, em Porto Alegre. Aliás, o time dirigido por Renato Gaúcho programa uma vingança contra o Flamengo que o eliminou da Libertadores... Se for esperto, Jesus deve escalar o time reserva no Brasileirão, e focar na final da Libertadores contra os argentinos.

Voltando à política, Bolsonaro deveria parar de alimentar intrigas inúteis contra quem ele chama de “meu amado vice”... Mourão torce pelas vitórias do Flamengo e joga pela vitória do governo Bolsonaro – que também será a dele, diretamente. Na vida real, fará diferença alguma se Mourão for Campeão Brasileiro com o Mengão e Bolsonaro terminar vice com o Palmeiras... O que não vale a pena é jogo errado na governabilidade, na qual os adversários jogam como inimigos poderosos e desleais no time do Crime Institucionalizado.

Resumindo o jogo: O Flamengo tem chance de ganhar dois campeonatos importantes... Já o time do governo ainda está longe de vencer seus inimigos reais... Bolsonaro tem de jogar muito, não subestimar adversários e, muito menos, marcar gol contra sabotando o Mourão – que joga no time do “Brasil Acima de Tudo” muito bem antes do próprio craque Jair...

Será?




Galera aposta que nem ele derrota o Flamengo...

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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Novembro de 2019.

Se está ruim pros grandes bancos, imagine pros pequenos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Estão prestes a iniciar suas operações no Brasil dois bancos digitais europeus, de sucesso estrondoso nos países em que já estão disponíveis.

Os mastodontes nacionais já sentiram o “golpe”. Ambos anunciaram o fechamento de centenas de agências, mas deverão fechar milhares.

Por sua vez, os pequenos bancos retrógrados estão condenados a desaparecer. Tem uma estrutura de custos elevados e não investiram à tempo na banca digital.

Pior é a mentalidade de seus donos. Imediatista e apta para “esfolar” a clientela rejeitada pelos grandes bancos e, portanto, de maior risco de crédito.

As fintechs criadas por jovens impetuosos e brilhantes têm recebido aportes milionários de investidores nacionais e estrangeiros, que sabem do espaço aberto pela atual concorrência obsoleta.

Com a queda vertiginosa dos juros, os bancos tradicionais perderão depósitos de poupança e contas-correntes para instituições mais ágeis e para cooperativas de crédito – que seguem a balada da modernização.

A estratégia dos clientes será ter contas em diversos bancos digitais diferentes para minimizar seu risco de perda em caso de quebra de uma dessas instituições não participantes do Fundo Garantidor de Crédito.

De seus “smartphones” transferirão fundos de uma instituição a outra em poucos segundos. As “corridas”, doravante, serão instantâneas.

A revolução na banca será seguida pelas operações em bolsas de valores, contratação de seguros e de locação de bens.

Bicicletas, patinetes e automóveis poderão ser alugados por hora ou minutos, tudo pelo celular. Quem for vivo, verá.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

República e o Judiciário



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Florescem 130  anos de República. Durante mais de um séculos tivemos uma luta intestina para preservação dos valores institucionais e o restauro democrático por meio da Carta Constitucional de 1988. Contudo, até hoje, o Judiciário é o poder mais hermético, sem o brilho do sol no seu interior e cuja ditadura do poder foi alvo de crítica por parte de Rui Barbosa.

A politização do judiciário é um fenômeno e a escolha dos integrantes das cortes superiores um modelo a não ser mais seguido. O Congresso na sua reviravolta busca fórmula para manter o acesso da sociedade à justiça e acabar com sua desesperança, além do descrédito generalizado. A forma de eleição dos seus representantes é um mecanismo de reflexão.

Nos Tribunais Superiores há apenas uma homologação do nome, e o exemplo parece ser seguido de perto pelos demais Tribunais do País. Assim não podem seus membros reclamar se elegem por um critério de amizade ou companheirismo.
A Pec da Bengala, com aposentadoria aos 75 anos, contribuiu e muito para deixar o judiciário menos democrático e mais sujeito às pressões
da antiga plutocracia governante. Embora preveja critérios de promoção por antiguidade e mérito, o primeiro é sempre posto e por sinal relevante mas será esse o destino do Poder Judiciário no futuro?

Amargas críticas são lançadas diariamente pela imprensa sobre ineficiência,
demora e gastos supérfluos, mas a República do Judiciário precisa ser arejada, repensada, redescoberta para um amanhã de sol e redobrada esperança. Os poderes legislativo e executivo neles impera o voto, mas os juízes não votam nos seus dirigentes, nem sequer para os membros da escola da magistratura, o que sinaliza uma idealização de pouca participação e representatividade.
O Brasil ao longo de 3 séculos foi tecendo dia a dia jornada de abertura de janelas e portas, com a revolução tecnológica esse dado é cotidiano, mas o judiciário continua sendo um ponto fora da curva e sem saída para as graves questões sociais.

Com razão Fukuayama disse que o maior problema da América Latina é a falta de independência do Judiciário. E abalado pela crise fiscal, colapsado por despesas assimétricas à arrecadação, os próximos anos serão decisivos para a continuidade dos trabalhos jurisdicionais ou seu engolimento pelos meios alternativos, pois que a inflexão não permite mais uma saída que não seja disruptiva e totalmente renovadora e revolucionária.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autores de diversos livros jurídicos.

Dois pesos e duas medidas na guerra revolucionária que se trava no Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Tasso Vasquez de Aquino

Se qualquer pessoa disser que os “SEIS DO STF” são feios, muito provavelmente será processado.   Carlos Bolsonaro, deputado, com imunidade parlamentar que lhe concede o direito de emitir livremente opinião sobre quaisquer assuntos, desde que não ofensiva à moral e aos bons costumes, referiu-se “en passant” à possibilidade de aplicação do AI-5 como forma de conter as graves ameaças de subversão da ordem que pairam sobre o País. Foi o que bastou para que o mundo viesse abaixo, sendo levantada a hipótese até mesmo de ser-lhe imposta a pena de cassação do mandato!

Enquanto isso, o “demolidor do futuro de Garanhuns’’, recém solto da cadeia por decisão da maioria do STF, em comício no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, transmitido ao vivo e em cores, com toda a publicidade, pelas emissoras de televisão e meios de comunicação outros, chamou o Ministro Moro de “canalha”, os membros do Ministério Público da Operação Lava Jato, Dallagnol à frente, de “quadrilha”, o Presidente Bolsonaro de ‘’Presidente dos Milicianos”, além de incentivar seus seguidores a “passarem ao ataque” e a “seguirem o exemplo do que hoje ocorre no Chile’’ em nossa terra! E ‘’no pasó nada”, como se diz na língua dos hermanos Castro, de Chê Guevara, de Hugo Chávez, de Nicolás  Maduro e de Evo Morales, ídolos da esquerda radical na América Latina e no Brasil, tudo sendo encarado até agora como se dentro da mais perfeita normalidade...

Os frutos plantados pelos idealizadores e condutores do processo da Constituição de 1988, predominantemente de esquerda, estão sendo colhidos nestes dias. Ao longo do período desde então, direitos tiveram primazia sobre deveres, estimularam-se as divisões na sociedade, os ódios e as lutas de classe, ganharam corpo e ampla difusão os conceitos gramscianos de quem combate o comunismo é “fascista”, quem se opõe à corrupção generalizada e pretende que os corruptos vermelhos e de todos os matizes sejam processados e presos é ‘’antidemocrático”, enquanto “democráticos e heróis da liberdade” são os que lutaram, de armas na mão, guerrilheiros e terroristas, para impor a tirania vermelha em nossa terra.

Os desafios a serem vencidos, para a implantação definitiva da Democracia e da Paz Social no Brasil, partem dos partidos e agrupamentos da esquerda radical de toda natureza, da infiltração planejada e programada de reitores, diretores, professores de orientação vermelha nas escolas de todos os níveis, e de caudatários da mesma perversa ideologia nas direções, redações, corpos de reportagem e de comentaristas dos órgãos de comunicação de massa, televisivos, radiofônicos, jornais, revistas e periódicos.

Agravando sobremaneira a situação, tem-se a postura anti Operação Lava Jato, que pela vez primeira em nossa História levou os criminosos ricos e poderosos à beira dos tribunais e à prisão, de grande parte dos membros das Duas Casas do Congresso Federal, envolvidos em investigações, inquéritos e processos, daí a aprovação a toque de caixa da Lei do Abuso de Autoridade, tendendo a absolver culpados e a punir os agentes responsáveis funcionalmente pela defesa da ética e da moralidade no âmbito de todas as operações a cargo do Estado e no seu relacionamento com empresas e outros entes do direito privado e países e organizações estrangeiras.

A recentíssima decisão da maioria de 6x5 do STF, que foi elevada à condição de impor sua vontade à Nação, contrariando o que vigia até 2009 e a própria decisão do mesmo tribunal, prolatada em 2016 e seguida em sucessivos julgamentos naquela corte desde então, no sentido de mandar soltar os presos já condenados em segunda instância, para que ficassem em liberdade até o julgamento final da quarta instância, depois de esgotados todos os recursos possíveis, apresentados por advogados muito caros, é mais um fator retardador e eventualmente prescritor da vontade da maioria expressiva da Nação, e do conceito democrático basilar de que “todos são iguais perante a Lei”.
Não há como não se ficar preocupado quanto ao futuro.

E agora? Será tudo absorvido passivamente? Tentarão os agentes do caos incendiar o País, “como ocorre no Chile”? Que rumos estão reservados ao Brasil, ao seu Povo e às suas Instituições?

AS PESSOAS PATRIOTAS E DE BEM TÊM DE SER FORTES, FIRMES, PERSEVERAR NO BOM COMBATE EM DEFESA DA PÁTRIA, COM CORAGEM, BRAVURA E DETERMINAÇÃO!

Sérgio Tasso Vasquez de Aquino é Vice-Almirante, reformado.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

STF ousaria anular o processo do Triplex?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Hoje, 13 de Novembro, é Dia Mundial da Gentileza. Só não dá para ser gentil com ministros do Supremo Tribunal Federal que ameaçam devolver os direitos políticos ao corrupto $talinácio. Até o fim do mês, a segunda turma da Corte julgará o absurdo pedido de suspeição de Sérgio Moro. Se for aceita a falsa tese da caríssima defesa do preso recém-libertado, o caso retorna à primeira instância judicial. A conseqüência será Lula Livre também da Lei da Ficha Limpa. Ele se torna “prefeitável” para 2020 ou presidenciável para 2022.

O risco de Moro se tornar “o bandido” é concreto e objetivo. Os defensores de Lula caluniam que o ex-juiz da 13ª Vara Federal condenou o “inocente” companheiro $talinácio para ter benefícios políticos. A petelândia inventou que Moro se tornou ministro da Justiça do Governo Jair Bolsonaro por causa disto. Qualquer pessoa sensata sabe que inexiste tal relação de causa e efeito. O ânus simplesmente não tem a ver com a toga porque o magistrado Moro, quando condenou Lula, a maioria esmagadora das pessoas nem poderia supor que Bolsonaro praticaria o milagre de chegar ao Palácio do Planalto.

Até agora, os ministros Edson Fachin e Carmem Lúcia rejeitaram a manobra canalha contra o Sérgio Moro. No entanto, já se sabe nos bastidores do supremo que os ministros Gilmar Mendes (inimigo público declarado da Lava Jato) e Ricardo Lewandowski tendem a votar pela suspeição de Moro e a favor da anulação da condenação do $talinácio no caso do Triplex do Guarujá. Existe o risco concreto de um voto de Minerva às avessas do decano do STF. Celso de Mello também pode votar contra Moro. O eventual placar de 3 a 2 tende a incendiar o País...

A suspeição de Moro, se for ratificada pela segunda turma do STF, será uma das maiores aberrações jurídicas da História desse País do rigor seletivo, da impunidade e da injustiça. A condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro imposta por Moro foi confirmada, ratificada e corroborada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e pelo o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dentro do ordenamento jurídico brasileiro, o STF não é uma “quarta instância”. Portanto, a eventual punição contra Moro, beneficiando $talinácio, seria ilegal, ilegítima e, acima de tudo, inconstitucional.

A defesa de Celso de Mello no recente julgamento da prisão só após todo o "trânsito em julgado" deixa no ar o risco de uma derrota de Moro e uma vitória de $talinácio. Disse o decano: “A resposta do poder público ao fenômeno criminoso - resposta essa que não pode manifestar-se de modo cego e instintivo - há de ser uma reação pautada por regras que viabilizem a instauração, perante juízes isentos, imparciais e independentes, de um processo que neutralize as paixões exacerbadas das multidões, em ordem a que prevaleça, no âmbito de qualquer persecução penal movida pelo Estado, aquela velha (e clássica) definição aristotélica de que o Direito há de ser compreendido em sua dimensão racional, da razão desprovida de paixão".

O problema é que, depois da derrubada do cumprimento da pena de prisão após decisão por órgão judicial colegiado, tudo pode acontecer no STF. Por 6 a 5, a Corte Suprema reviu o entendimento que previa a execução antecipada de pena. $talinácio e muitos companheiros de corrupção na Lava Jato foram os notáveis beneficiados pela decisão que irritou a maioria esmagadora da opinião pública brasileira. Na prática, o sexteto fantástico de anti-heróis do STF obrou nas três instâncias do Judiciário brasileiro.

A pergunta que não quer calar será respondida brevemente: a segunda turma do STF ousaria anular o processo do Triplex e, mais uma vez, beneficiar o corrupto $talinácio? Judicialmente, isto não deveria ser possível. Politicamente, isto não é recomendável. Socialmente, isto é condenável. Os “deuses” podem muito, porém não podem tudo. Uma temerária desmoralização suprema de Sérgio Moro (considerado “um herói nacional” e o sujeito com mais chances populares de ser candidato a Presidente da República em 2022) pode ser o gatilho para deflagrar uma grande revolta nacional nunca antes vista na História deste País.

A derrota na libertação de bandidos e corruptos e uma arriscada anulação do processo do Triplex, devolvendo os plenos direitos políticos ao $talinácio, já são aberrações suficientes para justificar que é imprescindível não só uma mudança na escalação do STF, como também é fundamental rever que a escolha dos supremos magistrados seja feita pelo eventual ocupante do Palácio do Planalto.

Aliás, isso é até secundário. A Constituição de 1988 é que precisa ser trocada por uma Nova Constituição enxuta, regulamentada, e que não necessite de tanta “intervenção” interpretativa por “deuses” da Corte suprema – que deveriam se ater a questões constitucionais, e não a cuidar de todo e qualquer assunto “judicializável”, como acontece atualmente.

Seria bom que os “deuses” constatassem que o tempo de Lula passou. Ele, seu partido e seus comparsas quase quebraram o Brasil, com  uma gestão incompetente e corrupta. $talinácio é um morto-vivo. Ministros do STF não têm legitimidade política para decretarem o renascimento de um “zumbi” que se tornou sinônimo de corrupção.

Transformar Moro em “bandido”, transformando Lula em “inocente”, seria a decisão mais idiota, temerária e injusta que qualquer um possa cometer. A sociedade brasileira vai reagir, e a reação tende a ser violenta. Lula não vale nada, muito menos um fechamento de regime. A cúpula militar acredita nisto. Se os “deuses” e os demônios idiotas não pensam o mesmo, é com eles mesmos, Roberto Carlos e as baleias azuis...

Gentileza gera gentileza... Canalhice pode gerar porrada, muita porrada... A vida é cruel... Julgou errado, a tendência é o caos... Lula não vale uma convulsão social, e, muito menos, uma “ditadura” – por melhor que ela pareça, ilusoriamente...

Leia o artigo de Fábio Chazyn: Império da Indignação – Versão Macabra


Tambor Azul




Para descontrair, senão a gente não aguenta...

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CATACALÃO



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Por ter estudado Latim por oito anos, tenho facilidade para entender as línguas derivadas.

Para mim, a mais difícil é o romeno.

Logo em seguida está o catalão.

Com a degradação da língua portuguesa pela geração “nem, nem” (nem estuda, nem trabalha) palavras chulas foram introduzidas na fala coloquial.

Surge, assim, o catacalão.

É uma realidade. Devemos, portanto, tirar proveito desse fenômeno da cultura gramcista.

Um dos melhores trocadilhos dos últimos tempos tem sido usado para mimosear um senador, quadrúpede e sem educação: Hum certo bosta !

Se o recém liberto for esperto, muda-se para Portugal (refúgio de todos os monoglotas).

Se a idade avançada tornar necessária uma injeção nos glúteos, nosso anti-herói espantar-se-á com a indicação médica de tomar uma pica no rabo.

Encontrará em restaurantes a sopa de grelos (não sei se os há, duros).

Se decidir morar em Lisboa, será alfacinha. Se no Porto, tripeiro.

Para fingir-se crente enganando toda a gente, rezará pra Santa Eufémia ou pra Santa Engrácia. Ou ainda, pra São Fudêncio.

O cara é mixo. Bastar-lhe-á uma lata de lixo.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Império da Indignação – Versão Macabra


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fábio Chazyn

O erro de julgamento produz perda de tempo e ameaça a vida, nosso maior capital.

Quem não reconhece que o Mundo está entrando numa maré a favor do sentimento nacionalista, vai acabar numa canoa-furada.

É preciso entender que os blocos regionais estão entrando em desuso, enquanto as nações, e mesmo parte delas, se voltam para a sua valorização intrínseca.

É a derrocada do globalismo e a ascensão do patriotismo; da valorização do cidadão pelo cidadão.

Isso é válido para os países desenvolvidos, como para os que ainda derrapam no subdesenvolvimento.

Aqui, como acolá, a esquerda como a entendemos, não pôde ou não quis entregar o que prometeu. Perdeu o trem da história. O seu prazo de validade expirou.

Insistir no que não funciona é perda de tempo e de vidas. Não produz solução, mas só indignação.

É o que a história nos ensina. A França tentou ressuscitar o Napoleão Bonaparte e a emenda saiu pior do que o soneto. Depois de ter tumultuado a experiência republicana que mal emplacava seus dez aninhos, o auto-declarado imperador a levou a embarcar numa aventura ‘globalizante’ que, em meros 13 anos, sacrificou a vida de perto de 1 milhão de pessoas. O placar de vítimas, limitado às fileiras francesas na Campanha da Rússia, passou de 500 mil.

Poucos meses após seu forçado exílio, Napoleão quis ignorar a passagem do tempo investindo em mais 100 dias de Império da Indignação. Essa última versão macabra custou outros 50 mil mortos na batalha de Waterloo...
Tentar repetir o passado é dar chance à repetição do êrro. O ex-líder é ‘ex’ porque errou. Ressuscitá-lo é insistir no êrro. É dar-com-os-burros-n’água. É a experiência malfadada da perda de tempo e de vidas.

No nosso caso, a experiência lulista colocou o placar napoleônico no bolso. Nos 13 anos de poder, atolada na aventura da Ursal – União das Repúblicas Socialistas da América Latina e em outros fronts ‘globalistas’ bolivarianos, a nossa “esquerda” conseguiu muito mais baixas e condenou o resto que sobreviveu às masmorras da miséria e do desalento.

A decisão do reclamante de guardião da nossa Constituição em ressuscitar o caudilho tupiniquim está predestinada a dar na mesma. O STF quis compatibilizar coerência da moribunda Carta Magna com subserviência ao mecenas da maioria do seu corpo decisório.

Pecou por não aceitar que “para ganhar mais dinheiro, não se transforma o país num puteiro; que não se pode fazer o futuro repetir o passado porque o tempo não pára, não, não pára”, como nos canta o poeta popular.

Só produz indignação e convulsão. Sacrifica o tempo e vidas.

Afinal, a vida é meio ou fim? É o meio para poucos que usam as dos outros para ascender ao poder ou a preservação da vida de todos é o objetivo precípuo do poder? Qual é o sentido da vida?

A pergunta vem sendo feita desde sempre. De que temos notícia, já há mais de 2.500 anos. Lá nos idos 600 antes de Cristo, aquele que conhecemos como sendo um dos poucos profetas que falaram com Deus diretamente, o Ezequiel, alertava os judeus exilados na Babilônia que a vida e a liberdade só terá sentido quando o indivíduo reconhecer o seu papel na sociedade. Que para consertar uma nação corrompida não basta reformá-la porque os mesmos vícios tendem a se repetir. Que para realizar um projeto de sociedade justa e fraterna é preciso começar pela reconstrução do cidadão.

De lá para cá, todos os pensadores bem intencionados têm dito a mesma coisa. O cidadão é a célula da Nação. Se a célula se corrompe, o tecido se corrompe. Não há nação próspera e soberana sem patriotas.

Repetir as experiências fracassadas ressuscitando caudilhos populistas do tipo ‘deixa-comigo-que-eu-resolvo’ vai ser sempre um retrocesso predestinado à perda de tempo e de vidas.

Se essa nova investida vingar, vai ser a nossa versão macabra do Império da Indignação!

Fabio Chazyn, empresário, engenheiro, cientista político, mestre em história econômica pela London School of Economics e escultor. Autor do livro: “Consumo Já!” – Por um Novo Itamaraty (2019) - fchazyn@chazyn.com

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Prisão Preventiva para o $talinácio!



Edição Extra do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Ceticismo intelectual e pessimismo babaca não interessam ao Brasil que precisa de reformas e mudanças estruturais. Por isso, é preciso ter fé, com toda intensidade, de que voltará para a cadeia, sem mordomias, o corrupto condenado que está prestes a ser condenado novamente em outros casos e muito próximo de ter seu processo judicial transitando em julgado. Não se pode ter tolerância, nem dar trégua e muito menos espaço a um marginal sem direitos políticos por processo absolutamente legal e legítimo. O babaca ameaça incendiar o País? Então tem de ser detido antes, de preferência dentro da Garantia da Lei e da Ordem.

O Senador Major Olimpio, Líder do PSL, pediu ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, que solicite a prisão preventiva do marginal Luiz Inácio Lula da Silva, com base nos artigos 311 e 312 do Código de Processo Penal, além dos artigos 16, 17, 18, 22 e 23 da Lei de Segurança Nacional, mais os artigos 2º, 4º, 11, 12 e 17 da Lei dos Crimes contra o Estado e a Ordem Pública e Social. O corrupto conseguiu violar todas estas regras desde que foi libertado por força da decisão do Supremo Tribunal Federal que acabou com o cumprimento da pena a partir da condenação por órgão colegiado em segunda instância judicial.

Olímpio apenas formalizou uma denúncia à PGR de que Lula tem se insurgido de forma inconstitucional, ilegal e criminosa contra a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais do povo brasileiro. O Senador reproduziu, em caixa alta e negrito, o discurso criminoso do corrupto assim que ganhou liberdade: “É UMA QUESTÃO DE HONRA RECUPERAR ESSE PAÍS, A GENTE TEM QUE SEGUIR O EXEMPLO DO POVO DO CHILE, DO POVO DA BOLÍVIA, A GENTE TEM QUE RESISTIR, NÃO É RESISTIR, NA VERDADE É LUTAR, É ATACAR E NÃO APENAS SE DEFENDER”. Olímpio traduziu a fala do companheiro $talinácio: “Uma incitação desta natureza ultrapassa qualquer razoabilidade de liberdade de expressão e demonstra um projeto de poder que quer se utilizar da violência e da quebra da ordem pública para a proteção de criminosos”.

$talinácio foi descrito, corretamente, como “um criminoso contumaz, réu em dez ações penais, com duas condenações, que ocupou o principal cargo da República e se utilizou dele para proveito próprio e de seu grupo, em detrimento de toda a Nação, e que está disposto a liderar as mais diversas atrocidades para recuperar o Poder e tentar impedir suas condenações pelos atos criminosos cometidos”. Conceituação e definição do marginal, melhor que esta, impossível... Um bandido assim tem de ser contido, imediatamente, pelo Judiciário.

Diante do poderio popular do bandido corrupto, pode ser até que o Procurador-Geral rejeite o pedido do Senador Olímpio. Mas o fundamental é que um membro do Poder Legislativo tomou uma iniciativa correta ao exigir a prisão preventiva do sujeito maior estelionatário político da História deste País.

A sociedade precisa ter Tolerância Zero contra criminosos com fins corruptos e revolucionários. Bandido bom é o preso – ou morto! $talinácio não pode ficar impune! Com a palavra nosso Judiciário... Otimistas, uni-vos!

Releia o artigo: A Bolívia pode ser aqui, STF?


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Jorge Fernando B Serrão

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BRICS A BRACS



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Tirar ditador mixo do poder qualquer boliviano faz. Quero ver tirar o papa-capim.

Em breve, sobre Brasília cairá neve. Lá já vivem abomináveis “homens”; só falta Papai Noel com seus veadinhos.

Dizem que este ano ele virá de verde; Waldo de los Rios fará a trilha sonora pois sua pátria vive a undécima hora.

Tratos à bola para escrever como um bocó de mola.

Je fais de mon mieux ! Em inglês : I'm doing my best !

Em português tabajara: Estou bancando o besta !

Chovendo no molhado, catando coquinho na ladeira, ou ainda, lavando urubu até ficar branco.

Falta-me argumento; menos mal que respiro um ar jumento.

É duro fazer pilhéria vendo nosso povo na miséria.

O pior é saber que se a situação melhorar um pouquinho, todos os louros irão pro paladino do porquinho.

Qual é o maior símbolo de um banco ? Um pig bank ou um saltimbanco ?

Bolsonarista de uma figa, temos até a Pepa Pig(a).

Querido bom velhinho, não me negues: livrai-nos de um tal de guedes.

Este papo está ficando qualquer coisa. Se não me engano, pior só conversa de tucano.

Muuuu ! Vaca véia vai tomar na rima.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A Vitória da Impunidade



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Victor Barbosa

A decisão do STF, em 8 do 11, transcorreu com pose, pompa e longos discursos como é habitual.  O resultado foi o de seis ministros contra a prisão em segunda instância e cinco a favor.  Uma vitória frágil por apenas um voto.

Durante um bom tempo o STF aceitou a prisão em segunda instância defendida, inclusive, pelos ministros Gilmar Mendes, Rosa Weber e Dias Toffoli, os quais voltaram atrás. Tal reviravolta aumentou a sensação de insegurança jurídica, pois não se sabe o que vale e o que não vale nas decisões do STF, que em um momento pende para um lado e em outro modifica o que foi acordado.

O resultado beneficiou de imediato o presidiário, que se encontrava recolhido por seus crimes na cobertura da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.  Ele foi o primeiro a ser rapidamente solto, como antecipadamente havia anunciado a cúpula de seus correligionários.

Segundo o tão citado art. 283 do Código de Processo Penal (CPP), “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”.

Em que situações se estabelece a prisão preventiva? “Como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal” (art. 312 da CPP).

Isso significa que a prisão transitada em julgado pode ser aplicada ou não, dependo de quantos advogados famosos e caros o criminoso possui.  Nesse caso ele pode matar, estripar, estuprar, roubar, enfim, cometer os crimes que lhe aprouver e não será preso, porque a Justiça brasileira tarda e falta, e até o processo chegar ao Supremo ou o bandido estará morto ou seu crime ou crimes prescritos.  Para as “pessoas comuns”, sem recursos financeiros, vale a prisão preventiva

De todo modo, vai ser difícil ser preso no Brasil graças a Lei de Abuso de Autoridade, com a qual o Congresso presenteou os facínoras e puniu os honestos, os corretos, os que cumprem com seus deveres. Segundo essa anomalia, uma simples condução coercitiva sem intimação prévia do investigado ou de uma testemunha, pode enquadrar um juiz  e as penas vão de 3 meses a 4 anos de prisão. Na verdade, criminosos terão carta branca e a autoridade que ousar prendê-los ou mesmo algemá-los é que será presa.  A lei já fez efeito e autoridades já deixaram de prender por medo de serem punidas.

O presidente do STF, ao chegar ao término da votação sobre a prisão em segunda instância, jogou a batata quente para o Congresso, em que pese a Suprema Corte ultimamente ter também legislado. Mas, se a Constituição é abstrata, qual é a definição exata de trânsito em julgado?  Se mudar a Constituição é complicado ou não pode ser feito no caso das Leis Pétreas, não poderiam os legisladores fazer uma lei complementar alterando o Código Penal, definindo o que é trânsito em julgado para que a partir de uma sentença penal condenatória possa a prisão ser efetuada na primeira ou na segunda instância?

A dificuldade dessa possível solução reside no fato de que muitos integrantes do Congresso, notadamente do PT e do chamado Centrão, têm problemas com a Justiça, incluindo a Lava Jato e não vão votar contra si mesmos. No momento eles têm foro privilegiado, mas posteriormente podem não ser reeleitos e até presos.

Lula já devia estar em prisão domiciliar, mas avisou que não aceita isso e nem usaria tornozeleira. Agora solto pela decisão do STF, saiu dizendo que vai ser mais de esquerda e reiterou seus ataques raivosos, pesados, cheios de ódio aos que considera seus inimigos: a Polícia Federal, o Ministério público, a Receita Federal, o arqui-inimigo Sérgio Moro e o mega adversário, presidente Jair Bolsonaro.

O chefão petista não recuperou seus direitos políticos como disse Haddad. Continua condenado na primeira instância, no TRF-4, no STF, no caso, do Tríplex de Guarujá. Foi condenado em primeira instância com relação ao sítio de Atibaia, o Instituto Lula e o apartamento de São Bernardo. Pesa ainda sobre ele os processos de tráfico de influência na compra dos Gripen da FAB, do “quadrilhão” do PT na Petrobrás, das propinas da Odebrecht. Por isso ele se diz o homem mais inocente do mundo, um injustiçado preso político.

Só falta agora se realizar o desejo de Lula da Silva através do STF: Moro ser considerado um juiz parcial no caso do tríplex, com base na ação criminosa de Hackers comandados pelo jornalista do site Intercept.  Então, ele recupera seus direitos políticos. Contudo, se isso ocorrer, desmoralizando ainda mais o Supremo perante a sociedade, não está garantida a eleição do ex-presidiário. Portanto, não será prudente ele sair por aí em caravana. A última foi um desastre político e pode ser pior agora porque a repulsa ao PT permanece e pode até ter aumentado.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga - mlucia@sercomtel.com.br