sábado, 23 de novembro de 2019

Breve análise de Campeão da Libertadores



Edição Extra do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Valeu a pena o Flamengo esperar 38 anos para repetir a façanha do time espetacular de 1981. Dois golaços de Gabigol no finalzinho do jogo não tiveram preço... Sinceramente, o River Plate foi mais eficiente. Só que o Flamengo foi mais eficaz. No finzinho, os argentinos perderem a cabeça. Conquista monumental do Clube de Regatas do Flamengo. Obrigado, Jesus... Virada de maluco... 2 a 1! Inacreditável! Que venha o Mundial...

No primeiro tempo, o Flamengo experimentou de seu próprio veneno. Os argentinos do River Plate foram rápidos na articulação de ataque. Marcação quase perfeita, com roubada de bola e rápido acionamento ao contrataque. Usaram muito tem a tradicional marra Argentina para segurar o jogo e neutralizar a saída de jogo rubro-negra. O Mengão tomou um gol em uma vacilada de indecisão da defesa – um dos poucos pecados do time de Jesus.

O River controlou o ritmo jogo nos primeiros 48 minutos, mesmo com o Flamengo tendo pretensa posse de bola maior. O Mengão não conseguiu botar a bola no chão e tocar a bola ofensivamente. Curiosamente, o Flamengo será Campeão Brasileiro por que soube jogar exatamente como os argentinos jogaram no primeiro tempo. O Flamengo costuma pecar por chutar pouco a gol. Aliás, este tem sido o mais crítico vício do futebol brasileiro.

No intervalo, Jorge Jesus não mexeu na escalação original do time. Por superstição, apenas trocou o elegante colete preto pelo habitual paletó preto com o escudinho vermelho do Flamengo (apesar do calorão no Estádio Monumental de Lima). O Mengão teve uma grande chance aos 11 minutos. Perdeu... Jesus chutou copinhos de água... O meio-campo do River Plate anulou duas pelas chaves do Flamengo: Arrascaeta e Gérson (que se machucou).

A entrada de Diego melhorou a qualidade do toque de bola, mas nem fez a diferença taticamente. O Flamengo errou muito tecnicamente. Falhou bem acima do normal. Jogou algumas bolas na área, mas o goleiro Armani, titular da seleção Argentina, se deu bem em todas. As grandes chances do River aproveitaram vaciladas em passes do Mengão. É preciso insistir: o Flamengo chutou pouco ao gol.

Resumindo: Futebol é gol. Toque de bola no gramado e passes corretos no ataque, tendo como foco chutar para fazer gol. Eventualmente, vale de falta, de pênalti, de cabeça ou de qualquer outra parte do corpo. Uma decisão em partida única como na Copa Libertadores da América geralmente premia o time que comete menos erros imperdoáveis. Flamengo e River Plate foram times muito parecidos, exceto pela manha maior dos hermanos. A marcação Argentina, no ataque e na defesa, foi implacável. Fez a diferença.

Na decisão equilibrada em Lima, o triunfo foi justo para quem conseguiu ser mais fiel e eficiente ao seu estilo de jogo ofensivo, porém cadenciado. O Flamengo foi muito voluntarista, sobretudo na velocidade de Bruno Henrique. O River mais eficiente e marrento, acertando a maioria dos passes. Os argentinos souberam administrar o gol no começo do jogo.

O flamengo errou mais passes que o normal. Enfim, não fez mal aos argentinos acostumados a ganhar a Libertadores. Há cinco anos no comando do River Plate, o técnico Marcelo Gallardo venceu 10 dos 14 campeonatos disputados. Fica a lição para os clubes brasileiros que dão curta sobrevida aos seus treinadores. Temos de segurar Jesus no Flamengo. Que Deus nos ajude...

A imensa torcida do Flamengo fez muito mais que sua parte... Foi gigantesca. Domingo tem mais. A Nação Rubro Negra só precisa torcer por uma vitória do Grêmio sobre o Palmeiras. Assim será confirmado o justo título do Brasileirão.  Por graça, conquistado, antecipadamente, sem o Flamengo entrar em campo. O Futebol proporciona estas ironias... Obrigado, Jesus...

Para diretoria do Flamengo, um recadinho final: vamos usar a grana a rodo ganha na Libertadores para pagar uma indenização justa às famílias dos 10 meninos que morreram no incêndio do Ninho do Urubu... A Libertadores é deles! É nossa!  





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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Novembro de 2019.

3 comentários:

Claudio Janowitzer disse...

MENGÔÔÔ!!!

Claudio Janowitzer disse...

MENGÔÔÔ!!!!

Claudio Janowitzer disse...

MENGÔÔÔ!!!!