quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Ferrovias


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

A única solução para melhorarmos os índices de poluição, ligar o Brasil e dar emprego é a construção de ferrovias, um projeto que deve ter início ontem e se prolongar por uma década, forma ímpar de combatermos as mazelas de uma indústria automobilística que não trouxe  progresso e muito menos desenvolvimento, hospedado no incentivo fiscal e graves circunstâncias de não aceitar concorrência e fechar plantas como em São Bernardo e demitir a rodo.

O carro se tornou um antídoto do modelo moderno já que os aplicativos são mais eficientes, não precisa pagar pesados impostos, multas, zona azul, licenciamento, etc. E o mais teratológico que assistimos dentro de poucos anos o carro zero comprado desvaloriza 50% e o exótico é que o carro da montadora sobe 100%. 

Essa lógica que torna um carro popular impopular, e leva ao declínio de consumo já que a grande maioria opta pelo transporte público - ainda que caótica é a alternativa que hoje temos.

As manutenções de pontes, viadutos, passarelas, nas grandes cidades é para inglês ver. Em SP, coincidentemente na mesma data do feriado da proclamação da República caíram viaduto e passarela. Assim o trânsito é infernizado pela falta de total cooperação dos agentes públicos.

O Governo Brasileiro somente sairia do marasmo tal e qual se fez quando da construção de Brasília se optasse por um projeto de ferrovias, sem bitola estreita, mas larga, com trens de velocidade que trafegassem entre 100 mínimo e 300 máximo cortando todos os estados e municípios, barateando o preço das passagens aéreas, no começo apenas ligando as capitais, numa segunda fase as cidades mais importantes e na reta final uma interligação que se voltasse ao menos para 1000 cidades, como aliás é marcante em Países da Ásia, Europa, América do Norte.

Mas na pobre América Latina devastada pela peste da desigualdade social e o estrabismo direito e esquerdo, tudo parece ser mais penoso e dificultoso. As condições estão presentes e as empresas estrangeiras em parcerias com as brasileiras são capazes de elaborar uma planta para uma década gerando mais de 5 milhões de empregos em todo o Brasil, e dando o sentimento que não há mais distância que não possamos percorrer, avançar e chegar.

É o grande desafio para o século XXI e a próxima década. Basta ter um bom início e rasgar do Oiapoque ao Chuí o Brasil continental.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autores de livros jurídicos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sr Carlos Henrique, até parece que o sr.não lê notícias, já que o PR JB já iniciou a construção de ferrovias e o sr. fala como se isto não existisse. Tenha dó!
Esther