segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O Bezerro de Ouro, Atena, o “Muar de São Bernardo” e seus acólitos



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Consta no Livro dos Livros que certa vez, tendo se ausentado Moisés de seu povo para um breve interlúdio com Deus, ao voltar os encontrou adorando a um bezerro de ouro (ninguém explica de onde teriam tirado o ouro para moldá-lo ou em quanto tempo fizeram tal estátua. Quanto tempo teria durado o bate papo de Moisés com o Senhor?)

Tempus fugit!

Em se tratando do povo ignaro, todo cuidado e constante vigilância são necessários.

Falsos profetas brotam do chão como erva daninha e são o alimento favorito da massa ignorante.

No momento em que escrevo este artigo, uma turba não muito diferente da bíblica, celebra a liberdade do “muar de São Bernardo” concedida por seu ministro de estimação com seu voto de Minerva, que poderá  vir a  libertar  em um primeiro  momento “gente fina” como Marcola,  Nardoni  e outros expoentes do crime  e  em um segundo, aproximadamente cento e cinquenta mil menos notórios mas igualmente desqualificados.

O teatral voto de Minerva do ministro em questão, provocou uma verdadeira diarreia no estado que liberou de uma vez só a pior merda (com o perdão da palavra) que tinha aprisionada em seus intestinos.
Palas Atena, deusa grega (Minerva para os romanos) advogada e juíza  de Orestes, filho de Agamenon, que deu seu voto de desempate em seu  julgamento absolvendo-o da morte de sua mãe e do amante dela, após a mesma  ter  assassinado seu pai, deve estar inconsolável. Afinal Orestes,  apesar de ter feito “justiça” com as próprias mãos,  “apenas” havia cometido um matricídio. Apesar da tragédia  grega, tudo havia ficado em família.
Minerva deve estar inconsolável por ter seu nome associado à excrescência de lei aprovada para beneficiar o responsável pelo maior roubo da história da humanidade e milhares de mortes de mães, pais e filhos; um país inteiro vítima de um malfeitor, eleito presidente da república agora em liberdade, graças ao seu entendimento da lei e a cumplicidade de outros cinco canalhas.
Tal atitude é um escarnio aos cidadãos de bem de nossa terra e uma vergonha perante o mundo civilizado.
Para ilustrar a decisão da Suprema Corte, convém revisar o curriculum de nossa “deusa” brasileira.
Nossa minerva foi: Consultora jurídica da CUT entre 1993 e 94.
Assessora jurídica da liderança do PT de 1995 a 2000.
Advogado das campanhas do “muar de São Bernardo” em 1998, 2002, 2006.
Chefe de gabinete de Marta Suplicy em São Paulo em 2001.
Sub chefe de gabinete de Zé Dirceu na Casa Civil de 2003 a 2005.
Advogado Geral da União nomeado pelo muar de 2007 ª 2009.
Finalmente, ministro do Supremo “ad eternum” nomeado pelo mesmo muar
Alguém em sã consciência podia esperar um voto diferente do proferido?
Em entrevista após o ato explicou-se a deusa, aliviada de ter bem servido a seu patrão e jogando a peteca para o colo do Nhonho e do Batoré:
- Este é o entendimento do supremo, o Congresso pode através de uma PEC mudar tudo isso.
Os dois citados já estão tratando de tirar da reta, mas não vai ser fácil.
Enquanto isso, os adoradores do falso ídolo, como o povo de Moisés comemoram em volta do “muar de ouro” sua recém adquirida liberdade.
A diferença do bezerro bíblico, que era mudo como uma estátua deve ser, o “muar” emite impropérios contra todos que não concordam com sua diatribe.
Não temos um profeta para voltar e colocar ordem na “suruba”, mas sabemos por osmose, que o festejo não durará muito, todo poder emana do povo, e esse mesmo povo cansado de ser ludibriado, se as instituições não o fizerem, fará, como Orestes, justiça com as próprias mãos.

Não vai ser bonito, mas será exemplar.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Fabio Chazyn disse...

Parabens pelo artigo. Muito lucido e sagaz!