quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Reflexões flamenguistas para Bolsonaro



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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No futebol – como na política – não tem jogo ganho previamente. O ataque do Flamengo foi fulminante contra o Vasco da Gama. Só que os atacantes vascaínos também jogaram bem. Por trás do fantástico resultado de 4 a 4 no Maracanã, tem um fato importante. O ofensivo time do Jorge Jesus falhou demais na armação defensiva. Aliás, repetiu alguns erros de jogos anteriores, mas que não estavam tão evidentes.

O fato de que não existe “Flamengo invencível”, porque tem erros defensivos, deve ter chamado a atenção dos hermanos do River Plate, contra quem o Mengão decide a Copa Libertadores das Américas no sábado (dia 23), em Lima, no Peru. A lição do “Clássico dos Milhões” foi: não basta ser excelente em fazer gols, se não funcionar o esquema tático para deixar de tomá-los. A fórmula é imprescindível para ganhar campeonatos.

No Brasileirão, o rubro-negro está com a taça na mão, pela grande vantagem de pontos em relação ao Palmeiras. O Mengão conquistou gordura para ser queimada na fase final da competição. Só que na Libertadores, com decisão em uma única partida, vencerá quem for mais eficiente na relação acerto/erro nos 90 e poucos minutos de futebol. O ataque é sempre a melhor defesa, sempre que o primeiro é mais eficaz que a segunda. Do contrário, como diria a impedida treinadora Dilma Rousseff, a vitória vira derrota.

O palmeirense Jair Bolsonaro, que adora parábolas futebolísticas, devia ficar atento a esse dilema flamenguista. Até agora, o time tem jogado muito bem. No entanto, como bem ressalva o Mister Jesus, ainda não ganhou nada... Ao Flamengo, falta conquistar os campeonatos... O mesmo vale para o Presidente do Brasil, que nem completou um ano de governo. Bolsonaro ainda tem de jogar muita bola até o fim do longo campeonato de pontos corridos na política e na economia. Vitória prévia não existe...

Bolsonaro, seus filhos e alguns ministros e assessores (nem tão) ocultos parecem craques na ofensiva. Batem nos inimigos de forma magistral. Apostam na tese de que o ataque é a melhor defesa. No entanto, o Presidente e seu time descuidam do setor defensivo. Muitas vezes até subestimam os adversários (ops, inimigos). Pior: o Presidente e seus “craques” às vezes marcam gols contra imperdoáveis e exageram nas intrigas internas na própria equipe.

Bolsonaro chutou feio contra a própria meta quando foi negligente na liderança e perdeu um dos melhores jogadores e estrategistas de seu time. O General Santa Rosa pediu para sair porque Bolsonaro sequer o recebia em audiência, e, mais grave ainda, o Presidente negligenciou ou nem quis entender todo o projeto da Secretaria de Assuntos Estratégicos. O “treinador” omisso preferiu dar vazão aos fofoqueiros que sabotaram o craque Santa Rosa. O erro tende a gerar resultados negativos ao longo do governo de transição, até agora muito tático, porém quase nada estratégico. Detalhe: Santa Rosa é torcedor do Flamengo...

Outra ofensiva de Bolsonaro que tende a produzir muito gol contra é a permanente guerra fria contra o vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão. O General é outro estrategista que só não fica jogado no banco de reservas porque compreendeu, desde o começo do governo, que precisa jogar direito em seu quadrado. Em diversas ocasiões, Mourão já comprovou que tem visão de estadista. A opinião pública já percebeu isto. Porém, Bolsonaro, seu entorno e alguns seguidores consideram Mourão “um inimigo interno”.

Trata-se de um erro primário de avaliação. O Capitão Bolsonaro e o General de Exército Mourão chegaram ao Palácio do Planalto e ao Palácio do Jaburu pelo legítima “intervenção voto popular”. Bolsonaro é o atacante, e Mourão é seu sustentáculo defensivo. A esquerdalha pensa 13 vezes antes de derrubar Bolsonaro, porque desconfia que Mourão na Presidência pode ser um inimigo muito mais implacável.

Bolsonaro é palmeirense. Mourão é Flamenguista fervoroso... Mas isto é apenas um pitoresco detalhe de torcida de futebol. No governo, Bolsonaro é o “treinador” e Mourão tem sido relegado ao papel de mero “auxiliar técnico” forçado a atuar no próprio quadradinho... “Mister” Bolsonaro deveria rever seus conceitos estratégicos e táticos em relação a Mourão, antes que provoque um estrago irreversível que vai se voltar contra ele próprio e, mais grave ainda, contra o Brasil.

Enfim, voltando ao futebol, o bravo Vasco da Gama do técnico Vanderlei Luxemburgo (que todos sabem ser ex-jogador e torcedor rubro-negro) impediu que o Flamengo se torne campeão antecipado no domingo que vem, caso vença o Grêmio, em Porto Alegre. Aliás, o time dirigido por Renato Gaúcho programa uma vingança contra o Flamengo que o eliminou da Libertadores... Se for esperto, Jesus deve escalar o time reserva no Brasileirão, e focar na final da Libertadores contra os argentinos.

Voltando à política, Bolsonaro deveria parar de alimentar intrigas inúteis contra quem ele chama de “meu amado vice”... Mourão torce pelas vitórias do Flamengo e joga pela vitória do governo Bolsonaro – que também será a dele, diretamente. Na vida real, fará diferença alguma se Mourão for Campeão Brasileiro com o Mengão e Bolsonaro terminar vice com o Palmeiras... O que não vale a pena é jogo errado na governabilidade, na qual os adversários jogam como inimigos poderosos e desleais no time do Crime Institucionalizado.

Resumindo o jogo: O Flamengo tem chance de ganhar dois campeonatos importantes... Já o time do governo ainda está longe de vencer seus inimigos reais... Bolsonaro tem de jogar muito, não subestimar adversários e, muito menos, marcar gol contra sabotando o Mourão – que joga no time do “Brasil Acima de Tudo” muito bem antes do próprio craque Jair...

Será?




Galera aposta que nem ele derrota o Flamengo...

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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Novembro de 2019.

8 comentários:

Loumari disse...

Apreendida cocaína para Moçambique

SPB, 12 NOV - A polícia brasileira informou ontem que prendeu quatro pessoas no Aeroporto Internacional de São Paulo, um dos mais movimentados do país, que tentavam embarcar em voos internacionais com droga destinada a Portugal, Angola e Moçambique.

Segundo um comunicado da Polícia Federal, um casal de brasileiros foi preso no sábado quando pretendia embarcar para Portugal com quase seis quilos de cocaína na mala.

O casal teve as malas analisadas pelos agentes da Polícia Federal, por raio-x, e veio a ser preso após os peritos encontrarem a droga oculta. O casal, de 37 e 35 anos de idade, é do estado do Paraná.

Na sexta-feira passada, uma mulher, nacional de Angola, 36 anos de idade, foi detida ocultando, sob a roupa, uma espécie de cinta contendo dois quilos de cocaína, distribuída por oito volumes.

A mulher que tentava embarcar no voo para Angola disse aos policiais que foi ameaçada de morte por um traficante, caso recusasse a transportar a droga.

A outra prisão aconteceu na tarde de quinta-feira, quando um brasileiro, de 19 anos de idade, tentava passar pelo controlo quase três quilos de cocaína oculta em fundos falsos de uma mala de mão. O homem pretendia embarcar para Moçambique. As autoridades brasileiras informaram que os presos foram conduzidos aos presídios estaduais onde ficarão a aguardar o desenvolvimento dos processos criminais.

Artigo publicado no jornal moçambicano ExPresso - TER 12 NOV 2019
EDIÇÃO 4762 ANO XXIII

Editor/proprietário: Salvador Raimundo Honwana

Loumari disse...

Las protestas en Chile ahora son con láseres

https://www.youtube.com/watch?v=VdWROaxQ1Og

En la plaza Italia, ahora llamada Dignidad, se ven cada día más luces verdes apuntando a la Policía y Carabineros. Las autoridades ya han advertido de que se trata de una conducta delictiva.

Jayme Guedes disse...

Serrão, minha resposta à carta ofensiva dirigida pelo Jô Soares ao Bolsonaro:

Também tenho uma cartinha, ops, melhor dizendo, um bilhetinho para o Jô.
Jô, tudo é forma e conteúdo. Quanto á forma dou nota nove ao seu texto pois alcançou o objetivo de vaidosamente exibir cultura. Saudação em francês. citação em latim, conhecimento de história e vasto vocabulário. Embora tudo muito superficial, para a cultura média do brasuca é muito. Já quanto ao conteúdo, que é o pensamento, dou nota um. O conteúdo é vazio.
São duas as mensagens a extrair-se da sua cartinha. No que se refere à forma, a mensagem é: vejam como sou culto. Já no que se refere ao conteúdo a mensagem é: vejam como sou burro. O conteúdo é vazio, boboca e desonesto. A referência a ter um bandido como vizinho é ridícula. Você certamente também tem bandidos como vizinhos. A diferença entre bandido vizinho do Bolsonaro e o seu é só a distância. A outra referência que fala em defesa da cria é burrice explícita. Alguém defendeu mais a cria do que o seu Luladrão? Pense na fortuna dos filhos do Lula.
Jô Soares, você até pode orgulhar-se de ser uma enciclopédia ambulante mas é muito burro. Descubra que a linguagem é só o vestuário com que o pensamento se apresenta. De que adianta alguém, absolutamente disforme, apresentar-se num concurso de beleza com uma vestimenta belíssima? Por derradeiro, recomendo que procure um analista. A sua cartinha rescende a inveja e frustração. Como a Globo, ou melhor, como a audiência da Globo pôde dispensar alguém tão culto? O analista irá ajuda-lo a lidar com essa frustração.

Augusto disse...

Recado de uma Agricultora ao STF
https://youtu.be/0gc3HKriEwI?t=41

Anônimo disse...

A desconfiança com o vice Mourão surgiu e se acentuou quando ele ficou envaidecido com as falsas lisonjas dos jornalistas esquerdistas, o que não parece atitude de quem conhece estratégia de intriga e tomada de poder, de que a esquerda é mestra.

Anônimo disse...

O general Santa Rosa, que bolou um projeto na Secretaria de Assuntos Estratégicos, não entendeu que seu projeto não era oportuno, naquele momento, à estratégia do governo Bolsonaro?
Se o presidente o convidou para ocupar cargo no governo, demonstrou que confiava em sua capacidade, mas não tinha obrigação e prazo de implantar plano elaborado pelo general. Onde ficou a noção militar de obediência à hierarquia de comando (seja militar, com suas patentes; seja governamental, com o acatamento à visão e planejamento do chefe, o Presidente)? Onde ficou a noção de estar a serviço da Pátria? Se os militares começam a demonstrar que não sabem se adequar ao exercício do poder de um mandatário eleito, passam a dar razão aos civis que criaram o Ministério da Defesa para domar os arroubos de mando dos militares de alta patente em períodos de normalidade democrática.

Rodrigo Almeida disse...

Bolsonaro vai terminar o mandato ???

Anônimo disse...

Jaime Guedes, pois é mesmo, de que adianta uma roupa lindíssima (linguagem) para um conteúdo rastaquera, sujo, desonesto, vil! É como imaginar o Jô numa roupa de praia lindíssima, importada, caríssima, mais suas persistentes, indomáveis e incontáveis arrobas de banha, por serem salientes como o Jô, saltarem para fora do modelito e expondo aquele corpanzil deveras adiposo a admiração pública, deixando assim relegado para último plano aquilo que seria a prioridade para ele, que seria exibir sua caríssima indumentária.