terça-feira, 19 de novembro de 2019

Satrapia atrás da Pia



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Nada de anormal numa pia batismal. Nascido no mar de ondas, foi chamado Epaminondas.

Contraiu uma bronquite e tossia como Tucídides. Mais tarde por não ser patrício e por falta de dentifrício, estudou no colégio do peixe-cão; Cinosarges.

Com vinte anos apenas, mudou-se para Atenas. Foi discípulo da escola peripatética pra ver se aprendia um pouco de ética.

Tudo em vão. Terminou no centrão.

Procurou agulha no palheiro, evitou mexer no vespeiro (sem sucesso) e acabou no cão egresso.

No meio do grande aviário, cheio de inhambus e de jacus, procurou abrigo com os cagados urubus. Não podia ir a festas, nem de um nem doutro partido, e sabia que se o foro perdia, mais dia menos dia, estaria tofolidido.

Foi um padre sacripanta (amigo da Onça ou da Anta) que dizia de vez em quando “As instituições estão funcionando !”

Funcionam pra chuchu; pro judas tomar na rima.

No cão vento, de atitude passa batido. Nem um pio, nem um latido.

E assim, aos trancos e barrancos vai a bela Pindorama. Quem tem fama deita-se na cama. De fato ou de gato, o povo sempre paga o pato.

História um tanto hermética não fora escalafobética.

Psiquiatra psicopata, marafona que goza e “otoridade” que prevarica.

Teremos outra inconfidência em Vila Rica? Perto do fundo do poço, quem come a carne rói o osso.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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