segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Tensão Superficial


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Se o caro leitor for colocando água ou qualquer outro líquido, lentamente e com bastante cuidado em um copo, verá que em um momento, esse (o líquido) ultrapassará as bordas físicas do contenedor sem derramar.

Um momento no tempo, quase magico, onde podemos ver o conteúdo, embora fluido, se mantendo em precário equilíbrio, aparentemente desafiando à lei   da gravidade de Newton.

No entanto, lei é lei e não pode ser desrespeitada, o fenômeno físico chama-se tensão de superfície.

O “momentum” é tão delicado, que a mais mínima perturbação em seu estado põe tudo a perder.

O aparentemente impossível se dá devido à “tensão superficial”, que faz com que a camada da superfície de um líquido, se comporte como uma delicada membrana elástica.

A propriedade somente existe devido à força de coesão entre moléculas semelhantes.

Enquanto as moléculas do interior de um líquido são atraídas em todas as direções pelas moléculas vizinhas, as da superfície obedecem apenas a atrações laterais e internas, criando essa superfície flexível onde aranhas d´água e outros pequenos insetos podem deslocar-se sem afundar. 

Tudo Isso para tentar explicar por que o Congresso e o STF ainda não mergulharam e se afogaram em sua própria gosma, uma vez que a paciência do povo com suas manhas, já teria transbordado há muito tempo.
Estão vivendo a borda do desastre.

Como no exposto anteriormente, dependem da coesão entre seus pares, fato que graças à atuação do povo utilizando a única arma que possuí, a Internet, começa a ser destruída.

Como no copo d´água, o tênue limite entre a estabilidade e o caos pode ser rompido, até mesmo por algo tão intangível como o pronunciamento ininteligível de um ministro, que levou quatro horas para dar seu voto a respeito da legalidade da utilização de  dados da UIF  (antiga Coaf), para expor verdadeiras lavanderias de dinheiro  sem origem lícita, revelar corruptos e corruptores, dentre os quais existem indícios fortes (estou tentando ser educado  e imparcial) de haver vários de seus pares.

Daí a tensão, não tão superficial.

A ladainha emulou Rolando Lero, saudoso personagem da “Escolinha do Professor Raimundo” em seus mais divertidos momentos de enrolação.
É impressionante como esse pessoal da “esquerda” sem conteúdo, escolhidos a dedo dentre os mais incompetentes e manejáveis de seus grupos, pelos globalistas que manejam seus cordões, uma vez em cargos que jamais ocupariam por mérito próprio, adoram (com o perdão dos leitores pelo palavreado) “cagar regras” do alto de sua ignorância.

Exemplos não faltam:  o “muar de São Bernardo”, Evo Morales, Nicolás Maduro, Alberto Fernández, Lopez Obrador (nome bem significativo) e outros na América Central, que nem mesmo merecem ser citados, como Ortega da Nicarágua. 
Consta que depois da vitória de Allende no Chile, em 1970, Fidel Castro em visita a seu discípulo, tenha feito um discurso no Teatro Municipal de Santiago, elogiando o comunismo, que durou nada menos que oito horas.

Na plateia, entre as vítimas da verborragia castrista, por imposição do cargo, encontrava-se Augusto Pinochet Ugarte, que suportou à tortura impávido.

A derrubada de Allende três anos depois, em 11 de setembro de 1973, dizem alguns amigos em tom de brincadeira, teria sido planejada como vingança logo após o discurso do cubano.

Esperemos então que essas “papagaiadas” de nossos ministros acabem com a paciência de Jó de algum de nossos generais, e que ele, como Pinochet, acabe com a palhaçada, rompendo a coesão da impunidade suprema, que os mantem além do transborde da paciência de nosso povo, aparentemente já não tão varonil.

Quando isso acontecer, ministros e congressistas irão pelo ralo da história, ou serão fervidos no caldeirão das vaidades até transformarem-se em inofensivos gases fétidos, que empestearão o ar por alguns segundos antes de perderem-se para sempre no vento.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

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