sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Terrorismo e Devassidão reúnem esquerda na América Latina. “Culpado”: Pinochet



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

As cenas demonstram sobejamente o abjeto levante no Chile, em termos de vandalismo e promiscuidade que, mesmo assim, atrai a extrema esquerda latino-americana em apoio a essa barbárie como adendo comemorativo da volta dos aliados argentinos ao poder. No bote (bojo e ataque) o inconformismo, o preconceito, a intolerância e a afronta à liberdade religiosa. Igrejas incendiadas.

Sem um argumento palpável a justificar o grau de insanidade como parte da oposição ao presidente Sebastián Piñera, de direita, a ser “derrubado”, desponta como alvo a Constituição do governo Augusto Pinochet (1973/1990), com o costumeiro compartilhamento da imprensa marxista no Brasil.

Ditador, sanguinário ou não, derrotou o comunismo de Allende e fez florescer uma das melhores economias na América Latina. A observar o IDH no Chile, entre 1990 e 1994, em 48º, 43º, 38º, 42º, 42º lugares; 1995, passou para 112º; nesse nível até 2015; retornando em 2016/17 ao 44º lugar no ranking mundial. Brasil em 75º.

Ora, Pinochet governou até 1990. Foi sucedido por Patricio Aylwin, Eduardo Frei, Ricardo Lagos, Michelle Bachelet, Sebastián Piñera, Michelle Bachelet e em 2018, por Sebastián Piñera, atual presidente.

Passaram-se 28 anos com vários presidentes, que de uma forma ou outra, alinharam-se na apuração das violações dos direitos humanos durante a ditadura de Pinochet, inclusive contra o pai de Michele Bachelet, morto quando preso e que, como militar, integrara o deposto governo Allende.

Bachelet além de presidir o país por dois períodos, integrou o governo do presidente Ricardo Lagos, como ministra da Saúde e da Defesa, bem como pertenceu à Juventude Socialista do Chile.

Alegação depois de tanto tempo de Pinochet fora do governo, desde 1990 e falecido em 2006. Sucederam-se seis mandatos presidenciais, sendo dois da Bachelet, e a extrema esquerda elege a Constituição de 1980 como inimiga número um do povo chileno, motivo de incendiar prédios e transporte públicos, prédios e veículos privados, invasão de igrejas cristãs, destruição das imagens.

Isto, com o apoio das esquerdas e da imprensa amestrada. Haja vista a eleição do poste de Cristina Kirchner, Alberto Fernández, que logo após o resultado, levantou voz em favor do “Lula livre” e da vitória fraudulenta de Evo Morales na Bolívia. E com o discurso do Lula, já solto, por obra e graça do STF bolivariano, a pregar de imediato o vandalismo e reação violenta ocorridas no Chile e na Bolívia.

Como se sabe, o STF bolivariano da Bolívia autorizou Evo Morales a buscar a reeleição como presidente sem limites. Poder-se-ia dizer, um conjunto de ações “inmorales” tamanha é a audácia dessa gente. A interpretação daquela corte, idêntica às nossas “excelências”, considerou a aplicação preferencial dos direitos políticos acima dos artigos da “Constitución que limitan la cantidad de veces que uma persona puede ser reelecta”.

Por verossimilhança, tal fato se deve a que o partido do Morales, Movimiento al Socialismo (MAS), apresentou um recurso de inconstitucionalidade contra a limitação aos mandatos consecutivos. Com referendo e lei conflitante com a Constituição daquele país, ficou no poder por treze anos e, atropelando a legislação, mas protegido pela justiça bolivariana, disputava mais a eleição deste ano.

O ponto culminante e estopim da revolta popular, a exigir democracia, foi a fraude na apuração do segundo turno. A tentativa de jogar o aparato policial e militar contra as manifestações fracassou e as cenas dos policiais orando e cortando a expressão bolivariana das insígnias apostas no fardamento, levou o alto comando militar a se manifestar firme, patriótica e publicamente em favor da democracia, do retorno à normalidade e sugerir a renúncia de Evo Morales.

Foi um veemente ponto final às manobras judiciais a favorecer o domínio do executivo permanente — ditadura – nas mãos de Morales como funciona na Venezuela. Experiências que devem ser observadas no Brasil para que o mau caminho trilhado nas duas nações não sirva de exemplo e possa culminar com a anulação do julgamento de Lula por manobras diversionistas no STF, já pavimentada via Congresso Nacional para interpretações e obviedades tipo princípio da irretroatividade.

A favor de Morales pipocaram manchetes sob o título: “líderes progressistas condenaram a estratégia golpista na Bolívia”, dentre os quais Maduro, Grupo de Puebla, Dilma e até o presidiário Lula.

Os antecedentes jurídicos bolivarianos foram muito pouco abordados pela imprensa do Brasil, enquanto a violência no Chile recebia destaque, com o nítido propósito de desestabilizar o governo de Sebastián Piñera, que não comunga com a linha petista-marxista, diferente da esquerdista Michelle Bachelet, alta comissária da ONU para direitos humanos que inclusive convidou a mulher do petista Fernando Haddad, para integrar a sua equipe.

Como da prática marxista, criam-se os distúrbios civis em grande escala como demonstrado em imagens que percorrem o mundo. Em consequência, por força da lei e da proteção ao cidadão e aos bens públicos e privados, o governo emprega as forças de segurança que agem proporcionalmente aos ataques.

Com mortos e feridos decorrentes das ações policiais e também dos manifestantes, como exemplo típico, o cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade, morto por ativistas de esquerda. Violentos, terroristas.

Os prejuízos causados às pessoas, a intolerância com a religião, os danos nas igrejas e imagens, liberdade de ir e vir, isso pouco importa, mas há que se procurar um responsável pelo exagero policial. Esse nível de terrorismo precisa ser contido com todo o rigor. Vandalismo não é igual à manifestação pacífica. A orquestração é a mesma e pela gente de esquerda que enxerga de forma diferente a crueldade de Hitler no nazismo e, de Stalin no comunismo.  

Daí a acusação de organismos de direitos humanos para investigar a participação de Sebastián Piñera como autor de crime contra humanidade.

Como no vôlei, um levanta, outro corta, forte de preferência: “Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) anunciou que fará uma visita ao país, juntando-se à missão do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que já está no Chile. Nesta quarta, várias organizações internacionais, incluindo a Organização Mundial contra a Tortura, chegaram ao país para investigar as denúncias de excessos na repressão aos protestos.”

Quem dirige o ACNUDH? Michelle Bachelet, oposição a Piñera...

Que o Brasil não seja alvo de violências por incitações propaladas pela irresponsabilidade dos seus autores, como a do Lula, que precisa ser contido na forma da lei, nem maquiavelicamente provocadas por meios bolivarianos.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.

2 comentários:

Maria Imaculada disse...

https://www.breitbart.com/latin-america/2019/11/15/bolivias-conservative-government-expels-hundreds-of-cuban-regime-agents/

Anônimo disse...

A classe média chilena apoia os protestos. Reportagem no Estadão de 03/11/2019 mostra que a economia chilena se movimenta, mas à custa do endividamento alto de sua classe média, o que não deixa de ser uma forma de escravidão.
[De tudo que uma família recebe no Chile, 73% são dedicados a pagar dívidas, segundo o Banco Central. (...)
"Quem não se endivida no Chile, não vive", diz um garçom de Santiago. (...)
Os atos têm a cara da classe média. Mais exatamente de jovens e seus avós - que não querem mais endividar-se com as cotas de aposentadoria, ensino, saúde e transporte. Seus cartazes não pedem estatização desses setores. Denunciam a falta de poder do Estado para monitorar a alta dos preços. (...)
Para atravessar Santiago, um motorista passa por oito pedágios.]