quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O crime do Chorume não-tratado no RJ



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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A gestão do Lixo, que no Brasil costuma ser “um lixo de incompetência e roubalheira”, é uma das maiores fontes de corrupção na administração pública. Agora, o ambientalista Sérgio Ricardo faz uma gravíssima denúncia sobre contaminação das praias da Baía da Guanabara, rios e poços artesianos. O líder da ONG Baía Viva protesta que o lixão “desativado” do Morro do Céu, no bairro do Caramujo, em Niterói, produz, anualmente, 118 milhões de litros de chorume. Altamente poluente, o rejeito é precariamente diluído na estação de tratamento de esgotos de Icaraí e acaba lançado no mar pelo emissário submarino. É uma gigantesca tragédia ambiental    

Ontem (4 de dezembro 2019), o Movimento Baía Viva protocolou uma Representação judicial sobre o problema na Procuradoria Geral da República e no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro. Foi pedida a imediata proibição da "diluição" de chorume em diversas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) operadas pela CEDAE e concessionárias privadas em vários municípios fluminenses. Também foi requerida a responsabilização criminal, por Crime Ambiental e Crime de Improbidade Administrativa, dos dirigentes da Companhia Municipal de Limpeza urbana (CLIN), do Instituto Estadual do Ambiente (INEA-RJ) e da concessionária privada Águas de Niterói S/A.
Desde 19 de julho de 2018, o movimento Baía Viva denuncia aos Ministérios Públicos Estadual e Federal a crise do chorume não-tratado no Estado do Rio de Janeiro. Estima-se um despejo anual de 1 bilhão de litros de chorume despejado, ilegalmente, nas águas, manguezais e praias da Baía da Guanabara. Além do despejo diário de 3 milhões de litros de chorume, outro problema é o volume de 500 mil metros cúbicos de chorume, sem tratamento, precariamente estocado em “lagoas” ou tanques de estabilização localizados em lixões “desativados” ou aterros sanitários.
Nos períodos de chuva, estes tanques transbordam vazando diretamente para as águas da baía, rios e manguezais prejudicando a pesca artesanal, a balneabilidade das praias e provocando doenças nos pescadores e nas populações locais. Sérgio Ricardo não perdoa: “Enterrar materiais recicláveis em grandes aterros sanitários, num momento em que vivenciamos uma emergência climática em escala global, é um atraso do ponto de vista civilizatório, além de ser uma grande burrice do ponto de vista econômico!”.
O ecologista Sérgio Ricardo relembra que entre 2006 e 2007, foi proposta como alternativa a criação de um Ecopolo de Energia e Reciclagem na área do antigo Lixão do Morro do Céu. Na época, estudos de viabilidade desenvolvidos pela Coppe/UFRJ indicavam que era possível produzir energia limpa (biogás), adubo orgânico, construção de Ecofábricas com matérias primas oriundas do lixo, bem como incentivar a implantação da coleta seletiva e de programas de reciclagem com participação de cooperativas de catadores de materiais recicláveis. O tempo passou... E nada aconteceu até agora...
O Brasil ainda tem 3.500 lixões. Todos sem controle da poluição gerada no meio ambiente e corpos hídricos. A falsa alternativa (aterros sanitários) é considerada mais cara e, portanto, completamente insustentável para os cofres públicos a médio e longo prazos. Os “cemitérios de lixo” são a marca da péssima gestão dos resíduos no Brasil durante os anos 1970, que gerou milhares de passivos ambientais ainda existentes.
A coleta e transporte de lixo mexem com interesses milionários. Muitas campanhas eleitorais são financiadas pelos consórcios do lixo... Por isso, o jogo sujo não é interrompido. A corrupção não deixa...
A questão do lixo – que poderia ser fonte de geração expressiva de renda e de produção de energia – é mais um dos assuntos sérios que a sociedade brasileira não discute correta e seriamente. A extrema mídia só cuida do assunto quando acontece alguma tragédia gigantesca. Isto tem de mudar!
Vazadouro de Morro do Céu e Novo Aterro Sanitário. Raios concêntricos de 500m, 1.000m, 1.500m e 2.000m. Fonte: Software Google Earth.


 A forma do vazadouro. Já o novo aterro sanitário, até agora, não começou a operar. A área do vazadouro possui, aproximadamente, 188.000 metros quadrados de base (medidos a partir da ferramenta Google Earth) e a interface socioambiental com a região de entorno.

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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 5 de Dezembro de 2019.

Cãosiderações Decifradas – III (Final)


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Vamos para a terceira última parte da lista de recomendações de como se Cãoportar:
24.               “Peça para sua mãe brincar. Ela não vai deixar você ganhar.” Se for uma mulher com senso de humor, você está frito!
25.               “As maneiras fazem o homem.” É verdade. Good manners identificam um gentleman imediatamente. https://www.news18.com/news/indiwo/parenting-and-family-9-good-manners-you-must-teach-your-child-1534727.html
26.               “Dê crédito. Assuma a culpa” Agindo assim, você nunca poderá trabalhar num banco. Eles (bonzinhos) quase nunca dão crédito e jamais assumem a culpa.
27.               “Levante-se contra os valentões. Proteja os mais fracos e oprimidos.” Só levante se estiver armado e souber usar armas. Caso contrário estará fadado e entrar na lista dos idiotas.
28.               “Anote seus sonhos.” E mostre-os ao seu psiquiatra.
29.               “Tire um tempo para aconchegar seus animais de estimação; eles te amam muito e estão sempre felizes em vê-lo.” Só tenha um animal de estimação se estiver disposto a ter sua casa destruída (ou quase) além de urinada e/ou cagada. Reze para que sejam os netos a fazer isso. Ou compre um cão robot. Sony's robot dog Aibo vs. a real puppy
Cachorro robô
24.               “Seja confiante e humilde ao mesmo tempo.” Muito difícil. Vivemos hoja na Era da Arrogância.
25.               “Se alguma vez estiver em dúvida, lembre-se de quem você é filho e se recuse a ser apenas comum.” Se você tem o privilégio de ter antepassados ilustres, lute até a morte por sua Fé, por sua Pátria e por sua Família; ainda que digam que as instituições estão funcionando.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

A luta pela Liberdade Eleitoral no Brasil



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Não é fácil luta contra a mentalidade e as práticas do atraso no Brasil. A construção e consolidação da Democracia (que nunca tivemos, seguimos buscando) dependem de vitórias em muitas batalhas, até que se consiga vencer a guerra contra a Ignorância, a Cultura da Corrupção e o Crime Institucionalizado.

A questão da Liberdade Eleitoral merece uma atenção especial e imediata. Além de acabar com o voto obrigatório (uma aberração autoritária), precisamos ter direito a votar em candidatos independentes de partidos políticos (que podem e devem evoluir, mas sem receber qualquer tostão de dinheiro público). Fundo Eleitoral é o caramba! Já passou da hora de acabarmos com os “cartórios” da politicagem. O Voto Distrital (principalmente nos municípios) é outra necessidade urgentíssima. A verdadeira representatividade dos eleitos é imprescindível.

A transparência na eleição também precisa ser total. É inegável o avanço do moderno mecanismo de escolha pela via da eleição por votação eletrônica. No entanto, nada deveria impedir que ela fosse acompanhada do voto impresso para conferência física, real. Não pode haver dúvida sobre a lisura do resultado. O problema é que o esquisito corporativismo na “Justiça” Eleitoral cria todas as dificuldades para um processo que seria simples.

O líder federalista Thomas Korontai, em recente postagem viralizada nas redes sociais, comprova o quanto seria fácil a recontagem do voto impresso: “O Brasil tem 570 mil seções eleitorais, com média de 250 eleitores-cada. Diferentemente de 20 anos atrás, pode-se contar cédulas dos votos, publicamente, com segurança, e baixíssimo custo, na própria seção, em meia hora. Simples assim! E dentro da Legalidade”.

Avançar não é moleza. Ontem, por maioria de votos, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidiram que é possível a utilização de assinatura eletrônica legalmente válida nas fichas ou listas expedidas pela Justiça Eleitoral para apoiamento à criação de partido político. O TSE só impõe um “porém”: é necessária prévia regulamentação pelo TSE e desenvolvimento de ferramenta tecnológica para aferir a autenticidade das assinaturas.

A maioria do TSE constatou que não existe, na legislação atual, nenhum óbice à certificação digital das assinaturas por meio eletrônico. O modelo atual de coleta e conferência de assinatura de eleitores praticamente inviabiliza a criação dos partidos – a não ser que se gaste muito dinheiro em uma verdadeira “caça” aos apoiadores. O assunto é regido pela Lei nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos).

Foi fundamental o voto do ministro Luis Felipe Salomão. O magistrado destacou que, na trilha de evolução tecnológica do sistema eleitoral, a certificação digital se assemelharia à urna eletrônica, uma vez que ambas conferem mais segurança e agilidade aos respectivos processos. Já o processo de coleta manual de assinaturas, para ele, guardaria semelhança com a obsoleta votação por cédulas.

Jair Bolsonaro deve ter adorado a decisão do TSE. O Presidente da República deseja colher assinaturas por meio de certificação eletrônica para criar seu novo partido, a Aliança pelo Brasil. O problema é que, a partir de agora, o assunto dependerá de regulamentação. E isso pode demorar mais que o desejável... Bolsoanro e seus apoiadores têm pressa, pois gostariam de ter o partido habilitado para disputar a eleição municipal de 2020.

Assim, começa uma corrida contra o tempo e contra aquelas forças retrógradas que não querem mudanças no modelo eleitoral brasileiro. O timming joga contra a gente...

Acorda, Bolsonaro...

Em entrevista a UOL, o General de Exército reformado Maynard Marques Santa Rosa, que se viu forçado a deixar a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, deu um conselho valioso ao Presidente Jair Bolsonaro:

“O Presidente é honesto, é idealista. Falta um pouco de consciência. Ele vai ter que entender mais para frente que governar é muito mais que uma ação entre amigos. Isso, infelizmente, ele vai entender a duras penas. Os amigos se transformam em inimigos e os inimigos se mantêm ativados. Então, vai crescendo a polarização contrária e ele vai ficando isolado. Como ele é inteligente, pode ser que ele acorde e passe a direcionar as coisas como devem ser”.

Santa Rosa também falou de sua expectativa para o governo: “Torço para que o governo dê certo, mas, se acontecer, vai ser por acaso. Não há uma integração, uma ação planejada. Poderá dar certo pela qualidade dos ministros, pelo empenho do pessoal que está focado em suas áreas específicas. Não por uma questão de planejamento”.

Já que não ouviu Santa Rosa enquanto ele fazia parte do time do governo, talvez seja recomendável que Bolsonaro escute agora, mesmo que com muito contragosto...

O Alerta Total insiste: A perda do estrategista Santa Rosa foi uma das maiores tragédias do primeiro ano da gestão Bolsonaro...

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Cãosiderações Decifradas - II



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Prossegue a lista de recomendações na Internet sobre como se Cãoportar:

12. “Se você precisa de música na praia, você não entendeu nada.” Para muitos, só o barulho do mar é pouco. É preciso infernizar o próximo. Eta povinho sem educaCão.
13.               “Leve dois lenços. O do seu bolso de trás é para você. O do seu bolso do paletó é para ela.” Bons tempos em que havia cavalheiros ! Os lenços eram obrigatoriamente brancos (para não serem confundidos com guardanapos). Se possível, deviam ter as iniciais bordadas (ou um monograma) para que ela pudesse saber a quem devolver depois de lavado e passado. Hoje em dia, as “minas” acham Boco Moko, quem não usa lenço de papel. Mas sovaco peludo, pode.
14.               “Você se casa com a mulher. Você se casa com a família dela.” Verdade verdadeira. Para o bem ou para o mal !
15.               “Seja como um pato. Permaneça calmo na superfície e reme como um louco debaixo d'água”. Afinal, você sempre pagará o pato (patética verdade !)
16.               “Experimente a serenidade de viajar sozinho.” Só até os cinquenta anos, se for saudável. Nunca se sabe quando haverá um problema urgente (g.v. apendicite ou acidente).
17.               “Nunca tenha medo de conversar com a garota mais bonita da sala.” Faca de dois “legumes”. Amor de perdição ou Amor de salvação. Les jeux sont faits.
18.               “Sempre respeite as mulheres.SEMPRE.” Respeite todas as pessoas, não apenas as mulheres.
19.               “Entenda a diferença entre o bem e o mal e esteja sempre do lado do bem “. Só se você não for político ou maucaratista militante.
20.               “Tente escrever um elogio a você mesmo.Nunca pare de revisá-lo.” Elogio em boca própria é vitupério !
21.               “Agradeça a um policial.” Aqui d'El Rey !
22.               “Ajude o garoto novo a se enturmar.” Irão acusá-lo de pedófilo.
23.               “Depois de escrever um e-mail com raiva,leia com atenção.Em seguida exclua-o”. Olhe-se no espelho e pergunte: Você é um homem ou um rato? Se o rato estiver ganhando de sete a um, preocupe-se.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Silêncio do Populismo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Ela era mulher, negra, jovem e estava mais para pobre que para classe média: recebia o modesto salário em parcelas e atrasado. Marciele Renata dos Santos Alves, 28 anos, policial militar, foi assassinada em ação, no enfrentamento com uma quadrilha no Vale do Rio Pardo, RS.

O que vão dizer agora os "coletivos" que se julgam detentores de mandato para falar em nome das mulheres, dos negros e dos pobres? Cadê o ruidoso (e "fake") ativismo dos direitos humanos?

Quando a vereadora Marielle Franco foi assassinada, um crime repulsivo, claro, em poucas horas, graças à mobilização frenética de certos "movimentos" e com o auxílio inestimável da extrema-imprensa, viu-se a mais agressiva tentativa de provocar comoção e de construir um mito.

Ela morreu na noite de 14/03/2018 com seu motorista, Anderson Gomes. Duas horas após o fato, segundo Rute de Aquino (O Globo, 17/03/18), "eram registrados 594 tuítes por minuto". Até parecia que os "movimentos" estavam de plantão a espera de um cadáver.

Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP), apurou que, das 21h de 14/03/18 (logo após o crime) às 10h30min de 16/03/18, para efeito de impulsionamento de conteúdo nas redes sociais (um truque de manipulação), foram usados 1.833 robôs nos tuítes publicados sobre a morte da vereadora.

O resultado foi considerável. Embora ninguém conhecesse a motivação nem a autoria do crime, em menos de 12 horas, já havia pessoas por todo o país que, jamais tendo ouvido falar no nome dela, se sentiam de luto e até apontavam culpados. E, claro, como esponjas, absorviam o conteúdo subliminar das "narrativas" de redes sociais.

Naqueles dias, inumeráveis crônicas e artigos lembraram o caso da juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros numa emboscada em Niterói. Tudo para dizer que a comoção pela morte de Marielle foi muito maior.

A juíza, nos últimos 10 de seus 47 anos, mandou para a cadeia cerca de 60 bandidos da Baixada Fluminense ( inclusive policiais e milicianos). Seu nome entrou numa lista de 12 pessoas que o crime organizado pretendia executar. Ela, sim, foi testada em sua coragem. E jamais recuou. Patricia Acioli passou à história como "juíza linha dura".

Mas para Samira Bueno, então diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, "Se alguém carregava em si toda a representação do que é a vulnerabilidade gerada pela violência, essa pessoa era ela [Marielle]", isso porque era mulher, negra, de origem simples, "militante" dos direitos humanos e lésbica.

Patricia Acioli não era essa polivítima. Logo, não servia para, de uma só tacada, propagandear as agendas que a esquerda roubou das mulheres, dos negros, dos pobres, dos homossexuais, etc.

A comparação entre Patrícia e Marielle foi um tiro que saiu pela culatra, servindo para desmascarar o planejado "culto à personalidade" da vereadora e o propósito populista desse expediente.

Cada vez mais, mulheres, negros, homossexuais e pobres do país rejeitam a credencial de vítima que a esquerda lhes oferece.

E é cada vez mais ampla a consciência de que bondade, egoísmo, dignidade, estupidez, respeito e propensão ao abuso nada têm a ver com sexo, cor da pele nem classe social.

E a isto chegamos: hoje, apesar da tremenda mobilização inicial e de o nome de Marielle seguir sendo usado a torto e a direito pela mídia amestrada, por estudantes de passeata e assemelhados, a invenção de um Che Guevara de saia não vingou.

De Marciele Renata dos Santos Alves, sabe-se que não vai interessar a "movimentos" populistas. Era uma mulher de ação.  Não incorporava o vitimismo. E deu iniludíveis provas de coragem.

Como disse o governador Eduardo Leite, Marciele "Levou ao limite o seu juramento colocando a própria vida em risco para proteger a sociedade."

Ela tem o reconhecimento e a homenagem desta coluna, porque seu exemplo ilumina e inspira.

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. E-mail: sentinela.rs@uol.com.br

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

E a próxima narrativa da Globo, como será?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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A construção de narrativas artificiais, com elementos de verossimilhança para corromper a Verdade e impor conceitos, tendências e mentiras, é a principal missão da extrema mídia. O problema maior é quando tal manobra é bem sucedida, não por força das táticas de comunicação, mas por incompetência analítica ou erro de leitura das pessoas de bem. É mais irresponsável e otário quem contribui para que prevaleça, no meio ou no final, a versão da História ideologicamente manipulada.

Desde o fim de semana, temos duas narrativas que vêm confundindo a cabeça dos incautos e, também, de muitos que têm a pretensão de se acharem mais inteligentes que o resto da sociedade. A primeira é acreditar na versão de que o Presidente Donald Trump promoverá sanções à exportação brasileira de aço e alumínio aos Estados Unidos da América, em função de uma suposta manipulação cambial para desvalorizar o Real.

A twittada do Trump foi tão eficiente que o Presidente Bolsonaro quase caiu no conto do titular da Casa Branca. Na verdade, em busca de uma nada fácil reeleição, Trump apenas faz discurso para agradar seu eleitorado. Como diria o caboclo, “nothing more than that”... Só que a narrativa vendida jogou Trump contra o “amigo” Bolsonaro... O importante é que nosso mercado pouco ligou para a narrativa manipulada...

A segunda narrativa para boi dormir diz respeito a mais uma tragédia anunciada na gigantesca favela paulistana de Paraisópolis. A morte de nove jovens entre 14 e 23 anos, que nem moravam no local, foi usada midiaticamente para mais uma manobra da guerra psicológica de desmoralização da Polícia. Na abordagem picareta, a causa do problema não foi um baile funk (chamado de pancadão) sem a menor organização de segurança. A PM é sempre mal vista nestes eventos.

O Governador de São Paulo caiu feito patinho. João Dória escalou a Delegacia de Homicídios e a Corregedoria da Polícia para cuidar do caso. Os PMs que atuaram na favela já foram afastados das ruas (ou seja, foram unidos preventivamente, embora o discurso oficial tente insinuar o contrário). O noticiário já induz a interpretação de que a PM foi a responsável pelas mortes. Na realidade, a maioria das vítimas foi pisoteada. Os jovens não por tiros (cuja suspeita recairia nas armas dos policiais e não dos traficantes que faturam alto com o pancadão).

Além da narrativa midiática esquerdista, tem outra que não resolve nada o problema: a simples criminalização do Funk. Os pancadões nas “comunidades” são a principal manifestação cultural “consumida” pela maioria dos jovens da maior cidade do País. A tendência também vale para o Rio de Janeiro e outras regiões com grande índice de pobreza. Alguns até acham curioso que a garotada de classe média e alta – que teria acesso a outras opções de lazer - entre nesta balada funkeira. É o marketing das gravadoras, do rádio e da televisão. Por isso, ao baile funk não vai só bandido – como alguns preferem imaginar.

Nesta segunda-feira, a Globo explorou as narrativas Trump e Paraisópolis. Curiosamente, neste mesmo dia, foi anunciado que a Globo tiraria do ar um de seus melhores programas. O “Como será?”, apresentado pela consagrada gente-boa Sandra Annenberg e co-produzido pela Fundação Roberto Marinho. A cúpula da Globo só pode estar mesmo muito perdida, ao acabar com um programa que aborda Educação, Inovação e Empreendedorismo Social. As boas notícias e iniciativas eram mais importantes que algumas derrapadas ideológicas do excelente programa. Perde o público com a decisão burríssima dos gênios “globais”.

O mais lamentável é a incompetência da suposta concorrência. Se Sílvio Santos fosse tão genial quanto dizem, deveria contratar toda a equipe demitida da Globo para fazer um programa idêntico no SBT. Mesmo que SS diga que gostaria de ter só um “jornalismo de notícias boas”, ele não investe um centavo em um programa nos moldes do “Como Será?”. Ruim com a Globo? Pior com as outras que fingem disputar mercado com ela.

As empresas de comunicação brasileiras promovem pancadões no nosso cérebro... É uma merda a falta de alternativa cultural, educacional e informativa do povo brasileiro. Justamente por isso, os criminosos e os políticos corruptos fazem a festa...

Felizmente, Globo & afins estão com os dias contados. A Era do Consumo privilegiado evolui para a Era da Democratização via Digitalização. Estamos na transição. A mudança é inevitável. “O desenvolvimento da Democracia, a partir de agora, está ligado à possibilidade de se gerar, armazenar e difundir informação e conhecimento” – como bem lembra o livre-pensador Fábio Chazyn.

Por isso, a sociedade brasileira precisa debater, incansavelmente, seus problemas e soluções. Não podemos embarcar em “narrativas”. Temos de buscar, conhecer e praticar a Verdade – por mais dolorosa que possa ser. A prioridade é Projeto Estratégico de Nação. Depois, reformas imediatas e possíveis, até a elaboração de uma Nova Constituição Federalista de verdade.

Vamos trabalhar. Narrativas babacas não podem atrapalhar... O futuro? Como será?

Ovo de Natal



Leia o artigo de Afanasio Jazadji: Processo contra os “Marinho” da Globo, no RJ

Veja também o artigo de Fábio Chazyn: De volta ao Futuro

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 3 de Dezembro de 2019.

Cãosiderações Decifradas



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Amáveis leitores, houve erros de Cãocordância em alguns de nossos artigos.Não é motivo de preocupaCão. É que ando inCãoformado com tanta tregiversaCão.

Circulou na internet uma lista de recomendações de como se Cãoportar.

1.     “Nunca dê um aperto de mão sentado”. Conforme a idade do manoapertante é possível que não consiga levantar-se a tempo.
2.     “Não entre em uma piscina pelas escadas”. Recomendo nunca entrar numa piscina que não seja sua. Terceiros sem educação urinam e/ou fazem coisas piores. Mesmo numa sua, quem diz que o caseiro não a utiliza quando você não está?
3.     “O homem na churrasqueira é o que há de mais próximo de um rei.” Só se for um rei idiota !
4.     “Em uma negociação, nunca faça a primeira oferta.” Verdade; aprendi nos filmes de cowboy que num duelo quem piscar primeiro, perde.
5.     “Quando lhe for confiado um segredo, guarde-o”. Não confie um segredo a ninguém ! Salvo o de Polichinelo.
6.     “Mantenha seus heróis no padrão mais alto”. É duro fazer a dona Onça descer da árvore !
7.     “Devolva um carro emprestado com o tanque cheio de gasolina.”Quase sempre é devolvido imprestável ! E se for a etanol, diesel ou elétrico ?
8.     “Aja com paixão ou não aja de jeito nenhum...” Melhor não. Continue em sua zona de conforto. Afinal, “as instituições estão funcionando !”.
9.     “Tire suas próprias conclusões.” Ou repita o mantra (Deus me livre”) do Molusco Livre !
10.               “Ao dar um aperto de mãos segure firmemente e olhe nos olhos”. Se o infeliz for pianista leia o xingamento em seu semblante.
11.               “Em todas as coisas conduza pelo exemplo, não pela explicaCão.” Cave canem!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.