segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Conto de Fadas Verde e Amarelo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Vamos começar com: Não existe viveram felizes para sempre.

Na vida real, distintamente da ficção, os personagens centrais da história (no caso nós viventes), acabamos sempre mortos.

Isto posto, o aqui e agora passam a ter uma relevância fundamental no que diz respeito à nossa felicidade.

Cumpre a nós mesmos, não a nenhuma divindade ficcional (daí o ditado:  quanto mais rezo mais assombração me aparece), fazer o possível para garantir nossa segurança e de nossos entes queridos, assim como nosso conforto e o bem-estar social.

A honestidade e civilidade são predicados básicos para se alcançar esse objetivo, claramente em falta nos altos escalões do poder nesse nosso rincão carente de justiça.

Nos sobram riquezas, tanto no agronegócio quanto nos minérios, temos água e petróleo suficientes tanto para nossa demanda interna quanto para boa parte do mundo, florestas das quais laboratórios internacionais infiltrados como ONGS preocupadas com o futuro da humanidade, extraem matérias primas para os remédios que posteriormente nos vendem a preço de ouro.

Mesmas ONGS que botam fogo na floresta para levantar fundos junto a figuras da mídia, que posam para a foto de boazinhas, enquanto abatem as vultuosas quantias doadas de seu imposto de renda.

Isso tudo sem falar em mais de oito mil quilômetros de costa Atlântica com inúmeras praias paradisíacas, sonho de gringos branquelas sedentos de vitamina D.

Aí, como na piada onde São Pedro contesta Deus por criar uma terra com tantas benesses, cabe a resposta do Divino: - Espere Pedro, você vai ver a “gentinha” que eu vou por lá!

No decorrer dos dias atuais, tendo a pensar que colocou quase todas no Congresso Nacional.

Caprichou especialmente em onze para o STF.

Na última semana, mais um espetáculo lamentável foi lá encenado com a votação sobre o sigilo das informações coletadas pala COAF atual UIF.

Com a desculpa velada de salvar a bunda do príncipe, onze bobos da corte, “divertiram” a plebe com suas trapalhadas.

Não funcionou.

Então, em outra peripécia circense, adiaram o final da piada para quarta-feira da semana próxima.

Claramente não tem nenhuma noção de “timing”, são vítimas de suas próprias trapalhadas, todos nós (os aldeões), sabemos   que na verdade estão é tentando salvar seus próprios “derrières”.

Enfim, as palavras que me faltam muitas vezes para definir esses seres “iluminados,” sobram na mente conturbada da rainha de Copas, que preside a Suprema Corte desse reino encantado.

Precisamos de alguém que corte a cabeça de quem usa e abusa de mandar cortá-las.

Cabe a nós despertar algum general do exército (dos muitos que dormem em berço esplêndido sob um céu estrelado, por onde trafega inocentemente um aviãozinho levando uma faixa onde está escrito: Ordem e Progresso) o rei está impedido de reinar, o reino está entregue aos caprichos dos bobos da corte.

Viver felizes para sempre é uma impossibilidade, mas podemos tentar ser felizes agora.

Os aldeões de “saco cheio”, exigem justiça para todos e felicidade já!
Acordem generais!

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Paulo Robson Ferreira disse...

Tem muito vulnerável que defende que a solução está na nossa democracia. Como, se foi com ela que chegamos ao atual estado de deterioração?