segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Magistratura Independente



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O comprometimento da magistratura com os poderes da República é fato inconteste que causa solapamento dos ideais da justiça e implica na desmotivação aliada à desmoralização da instituição. Por que os juízes temem a renovação, não se colocam no debate de idéias? Além de uma posição de recuo, de certo medo, ficando na mera zona de conforto.

Acomodados, os magistrados vão ao longo dos anos perdendo garantias e mesmo de ordem constitucional. Já impactaram a reforma previdenciária e agora chegamos no auge da tributária, com menos vozes, cujas entidades de classe no mais das vezes são perfumaria sem despertar qualquer sentimento de modificação.

A Lei Orgânica da Magistratura de tempos autoritários e imemoriais até hoje prevalece. Qual o motivo de sua manutenção? Querem agora tirar um
mês de férias a pretexto de sua inutilidade, ao lado de penduricalhos e manter tudo sob o sagrado teto inexcedível. Na França de hoje temos 42 categorias de previdência. O Governo de Macron quer unificar tudo mas quebradeira é geral e sem data para parar.

Nossos poderes da República, dentre os quais Executivo e Legislativo turbinam o fundo partidário e dão migalhas para o Judiciário, querem votar a toque de caixa a reforma no âmbito estadual, e também Municipal. Quem sobreviverá à luta dos poderes institucionais desgovernados?

Poucos certamente, enquanto isso querem absorver todo o serviço judicial para os cartórios extrajudiciais, até execução de títulos judiciais, um completo non sense. Não é sem razão que hoje mais de 70% dos que se dirigem à carreira de concurso optam pelos cartórios e profissões menos estressantes que lhe proporcionem durante o trabalho uma formação de sólida poupança.

Juízes, ao longo de 30 anos, deixam somente de imposto de renda 3 milhões e conseguem restituição de apenas 5 %, e pagam mais de hum milhão em três décadas para a previdência. Ou seja, os profissionais passam a vida toda com sócios dependurados nas costas. E o pior: não brigam, não lutam, calam, se acovardam, e preferem manter o status de juiz, uma classe em extinção.

Sem uma magistratura independente e unida com autonomia financeira
e propósitos de bem comum o futuro é sombrio. E vem a memória em tempos bicudos a obra de Arruda Campos a justiça a serviço do crime, adminículo que hoje se daria organizado, posto que as quadrilhas e demais facções vibram com a impunidade e a total falta de responsabilidade, a provocar insegurança e gerar que os grandes criminosos sorriam do nosso sistema penal.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Dr. Pedroza, além de acabar com a imagem dos maçons sionistas, em vídeo no Youtube a partir de 1:13:00, revela de onde vem a prosperidade da igreja Vitória em Cristo: o pastor Abimael dizia que cada vez que Silas Malafaia procurava o juíz Leopoldo conseguia R$ 50 mil de dízimo, e que esse dinheiro era conseguido quando o juíz "negociava" a soltura dos traficantes e os mandava executar depois de soltos.

Albert Pike e o sexo com demônios - Parte 1 - Dr. Pedroza - SIMCEROS - 280919 (José Renato Pedroza) https://www.youtube.com/watch?v=pktP8PvK-28