quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Paulo Guedes mais vivo que nunca


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Todo mundo, incluindo Jair Bolsonaro, tem a convicção de que o Presidente só disputa a reeleição com chances de vitória se a economia brasileira tiver um bom desempenho. Cansado de sofrer tantos ataques, o ministro da Economia, Paulo Guedes, iniciou uma contra-ofensiva, com declarações no melhor estilo popular do chefe Bolsonaro. O “Posto Ipiranga” fez uma dura cobrança ao Congresso Nacional:

"As reformas estão lá, vamos avançar. O grande desafio da classe política hoje é não permitir que se perca essa arrancada da economia. É uma recuperação cíclica, forte. Os dados de consumo de energia, diesel, a arrecadação, o emprego - tudo indica isso. Já é um fato que Brasil vai crescer 3% ou 4% em 2021 se nós não fizermos besteira. Se fizermos besteira, afunda de novo".

Paulo Guedes também alfinetou um crítico próximo (e que talvez ambicione seu cargo) – o presidente do Banco Central do Brasil. Guedes detonou: “O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, peça ele qual o plano dele. Pergunta ele qual o plano dele para recuperar a credibilidade. O plano nós já sabemos qual é, nós já temos. Você acha que nós queremos privatizar ou estatizar empresa? Abrir economia ou fechar economia? Qualquer pessoa sabe qual o nosso plano. Agora, quem tiver sentindo falta de um plano econômico quinquenal, dá um pulinho ali na Venezuela, na Argentina. Ali está cheio de plano. O nosso plano é transformar a economia brasileira numa economia de mercado”.

 

Guedes não poupou a oposição que só critica, reclama e nunca apresenta solução, depois de ter levado a economia à bancarrota: “A Bolsa sobe todo dia e o ministro está sem credibilidade? Eu sempre aprendi que é o contrário. A economia está acelerada, a geração de empregos está acelerada, a Bolsa sobe todo dia. E os mesmos perdedores da eleição de sempre insistem na mesma narrativa desde o primeiro dia do governo”.

Guedes também não aceita críticas em relação à passividade do governo - e da equipe econômica - diante dos desafios para a saída da pandemia: "Contra os fatos não há argumentos. Contra os números não há narrativas que se sustentem. Nós trabalhamos e razoavelmente bem, para não dizer que fomos extraordinários ou excepcionais. O Brasil mostrou resiliência e eu dizia que o Brasil ia surpreender o mundo".

O Ministro da Economia chutou o balde: “Não peço elogios. Mas vocês deviam estar observando os fatos empíricos. Não se falou tanto em ciência, em fatos? Olhem os fatos, olhem o que foi feito antes. Nós entramos, fizemos a reforma da Previdência imediatamente, derrubamos os juros, economizamos agora mais R$ 300 bilhões com a reforma administrativa e mais de R$ 150 bilhões quando combinamos que não vai haver aumento de salários para o funcionalismo no meio da pandemia. Estamos fazendo coisas importantes”.

O negócio é aguardar para ver se os recados duros de Paulo Guedes vão surtir efeitos imediatos no mercado e na classe política. Certeza é que o discurso dele significa uma ofensiva do governo Bolsonaro para realizar as reformas e cumprir muitas das promessas da eleição de 2018. Parece que o governo parte para a pressão total no terceiro ano de administração. Bolsonaro e Guedes vão cobrar resultados dos acordos políticos firmados em 2020, não só para garantir a governabilidade, mas para viabilizar o destravamento das reformas essenciais para o Brasil.

A leitura do mercado tende a ser bem clara: Paulo Guedes está mais vivo que nunca. Quem morreu foi o craque Maradona. E se tudo der certo para Guedes, Bolsonaro tem tudo para não terminar como o argentino Macri... Segue o jogo da vida...



Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Novembro de 2020.

Pé na bunda do Xing-Ling!


Artigo no Alerta Totalwww.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Vivi o suficiente para ver a grosseria do embaixador da China no Brasil atacando nossa Soberania e, pior, a inação de nosso Ministro das Relações Exteriores diante do fato.

Sugiro ao excelentíssimo senhor Presidente da República que expulse o primeiro e demita o segundo.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Quem atrapalha a galinha voar?

 


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A galinha da economia brasileira bate asas tal qual águia garbosa. Só que o imponderável do covidão ainda amarra os pés dele, impedindo uma decolagem. Na crise estrutural de sempre da máquina estatal brasileira, a atividade econômica tenta crescer. Acontece que falta plástico, embalagem de papelão, algodão para confecção de roupa e material de construção – tudo caríssimo. Além disso, por falta de chuva, existe um risco de 15% a 30% de risco de racionamento de energia elétrica. Ah, o desemprego continua altíssimo...

Eis as incertezas para o começo de 2021. O pandemônio ainda é uma incógnita que afeta o psicológico das pessoas comuns (amedrontadas) e dos agentes do mercado (quase sempre instáveis emocionalmente). Os números assustam. A taxa de transmissão do novo coronavírus no Brasil nesta semana é a maior desde maio. O índice passou de 1,10, no dia 16 de novembro, para 1,30 no balanço divulgado pelo centro de controle de epidemias do Imperial College de Londres, no Reino Unido.

Além do comportamento da “pandemia” e da dificuldade na retomada da economia, o governo Jair Bolsonaro ainda calcula se dá para continuar (ou não) com o auxílio emergencial que teria turbinado a popularidade presidencial na classe média para baixo. Técnicos da equipe econômica não sabem como estender o pagamento do benefício sem furar o chamado teto de gastos, a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, calcula que uma prorrogação do auxílio emergencial por mais quatro meses, considerando um valor de R$ 300, para cerca de 25 milhões de pessoas (beneficiários do Bolsa Família e quem perdeu o emprego por causa da pandemia) custaria aos cofres públicos cerca de R$ 15,3 bilhões extras. Atualmente, o auxílio é pago a 67,8 milhões de brasileiros.

A galinha tupiniquim sempre conta com o ovo na barriga dos outros. É a chegada da vacina... É a confirmação da derrota de Donald Trump e a vitória de Joe Biden e Kamala Harris na disputa presidencial dos EUA... É o comportamento da economia chinesa... É a eleição para a presidência da Câmara dos deputados entre algum apadrinhado pelo Rodrigo Maia e o candidato governista Arthur Lyra (processado por corrupção)... Enfim, é o cacete!

Sobrevivemos em momentos de muitas dúvidas e muitas dívidas. Muita gente pagando caro para ver... Nossas crises são diferentes... Continuamos excelentes em problemas e ruins em soluções... A gente vai levando... Mas tudo acontece depois do segundo turno eleitoral de domingo que vem (29 nov).  




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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Novembro de 2020.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Crise decidirá quem é viável para 2022


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Os inimigos de Jair Messias Bolsonaro deveriam acordar para um fenômeno bem previsível: ele tem tudo para se transformar em um personagem do padrão de Getúlio Vargas. A diferença é que Bolsonaro tira proveito do fenômeno populista apenas sendo ele mesmo: um sujeito simples que cria, facilmente, identidade com seu eleitor fiel, ao mesmo tempo em que é odiado pela oligarquia e pela desgastada extrema esquerda.

Todo o trabalho feito midiaticamente para tentar desgastar a imagem de Bolsonaro fracassou e teve o efeito contrário. A crítica feita a Bolsonaro, na verdade, o torna mais forte e consolida a imagem dele como um Presidente que luta, como pode, contra inimigos poderosos que não o deixam trabalhar pelo povo brasileiro. Foi assim que Bolsonaro saiu bem da eleição municipal, já que os partidos centristas de sua base aliada (DEM e PP) elegeram a maioria de prefeitos e vereadores.

Bolsonaro é candidato fortíssima à reeleição. Só perde para ele mesmo e se houver um agravamento e descontrole da crise econômica. Bolsoanro ainda tem o desafio de cumprir várias promessas de campanha, como o ousado programa de privatizações e parcerias público-privadas que deveriam gerar recursos para investimentos diretos em infraestrutura, educação e saúde. Até agora, os planos do posto Ipiranga Paulo Guedes não decolaram completamente.

O Brasil tinha problemas estruturais graves antes da Covid 19. O pandemônio agravou o quadro que já era ruim. O lockdown equivocado, decretado por governadores e prefeitos, paralisou e desorganizou a atividade produtiva. A retomada é dificultada por problemas impensáveis, como falta de plástico e papelão para embalar produtos. O problema é agravado pelo modelo oligopolista da economia brasileira, junto com a máquina estatal perdulária que exige impostos cada vez mais caros pagos pelos cidadãos que ousam trabalhar e produzir.

O grande desafio dos brasileiros é diminuir o poder abusivo dos agentes do Estado sobre os cidadãos e empreendedores. A maior sacanagem da Era PT foi conceder monopólios aos seus empresários protegidos e patrocinadores, todos parceiros na corrupção sistêmica. O problema mais grave é que Bolsonaro, até agora, não desmontou essa máquina de moer a economia. A autocracia do Mecanismo segue ditando as ordens.

Se Bolsonaro não desmontar ou, no mínimo, neutralizar o Mecanismo, acabará inviabilizado. Na recomposição com a base aliada de centro, Bolsonaro se blindou do risco de impeachment. Mas como se aproxima do terceiro ano de mandato, precisa utilizar melhor a base de apoio para aprovar reformas essenciais. Ainda há tempo para isso. E o timming não pode ser desperdiçado.

Resumindo: O Presidente tem de agir contra a crise estrutural reduzindo o poder de fogo do Mecanismo. Isso definirá se ele é realmente viável para a reeleição em 2022.







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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Novembro de 2020.

Lesmas e camaleões em mutação


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Gaudêncio Torquato

Quem sabe a semelhança entre a lesma e o camaleão? Aparentemente, quase nada, a não ser o fato de que ambos podem se arrastar pelo chão. Estudando atentamente as qualidades desses dois animais, identifica-se em ambos algo semelhante: a capacidade transformativa. O pequeno molusco, atingido por uma camada de sal, derrete e se transforma em água. O garboso lagarto, por sua vez, tem a capacidade de vestir as cores do ambiente em que se instala, saindo do verde das folhas para o marrom dos galhos secos com a maior facilidade. (P.S. Criança, em minha querida cidade de Luis Gomes-RN, eu sofria para descobrir em que galho se escondia o camaleão na tamarineira do saudoso comerciante Chico Pascoal. O bicho se confundia com os galhos).

Pois bem, esses dois transformistas foram os principais símbolos da campanha eleitoral, com centenas de candidatos, saindo líquidos das urnas, atingidos pelo sal grosso jogado pelo eleitor, enquanto outros, como camaleões sabidos, ganharam solidez porque vestiram o manto do momento, correndo atrás de um cidadão indignado, mudando o modo de agir, de se comportar e até tentando se desvincular de atos do passado e de perfis rejeitados. Os extremos do arco ideológico foram pouco acarinhados e o meio ocupado por gigantesco exército camaleônico.

A performance transformativa de candidatos ganha intensidade nesses dias que antecedem o segundo turno, até porque a disputa será entre dois, com maior exposição midiática e condições adequadas para o eleitor traçar paralelos, comparar estilos, promessas e compromissos. Pode-se prever candidatos negando feitos do passado, outros construindo relações ambíguas e funestas para adversários, patrocinadores tentando puxar seus afilhados para a sombra da árvore governamental.

Façamos pequeno exercício do que tentam alguns transformistas:

Bruno Covas tenta atrair votos conservadores e evangélicos, mas fugindo de eventual colagem na figura do presidente Bolsonaro. Sal neles, pensa Covas. Guilherme Boulos, por sua vez, afasta-se daquela figura que liderava os Sem Teto, invadindo propriedades, e agora tenta se esconder nos galhos da floresta da moderação. Mas faz campanha ao lado do PT, fato que acaba colando sua imagem ao petismo, cuja rejeição em São Paulo é alta. Que cor adotar? A cor da jovialidade, coragem, inovação, mudança. Signos que atraem jovens, grupos das artes e da cultura, eleitores racionais.

E que transformações serão necessárias ao PT? Pergunta que angustia Lula, o manda-chuva; Gleisi, a presidente da sigla e José Dirceu, que ainda veste o manto de velho guerrilheiro. Como se viu, nessa campanha o PT recebeu forte camada de sal grosso, que derreteu partes de seu território eleitoral. Por isso, os maiorais do partido vão buscar refúgio nas frentes da formação de líderes, renovação de quadros, ensaios pela tangente ideológica. Sofrerão com a tentativa de ressurreição da luta de classes, resgate do refrão “a esperança venceu o medo” ou mesmo a necessidade do Estado paquidérmico e gastador.

Bolsonaro e suas redes, incluindo o chamado gabinete do ódio, continuam a fazer as contas de ganhos, perdas e danos. Ganhos? Um aqui, outro ali. De mais de 70 candidatos com o sobrenome Bolsonaro, só o filho Carlos se elegeu vereador, tendo boa votação, mas com 35 mil votos a menos do que recebeu na campanha de 2016. Nem sua mãe, Rogéria, foi eleita. As redes jogam sal na campanha, insinuando fraude. Coisa de Trumpiniquim, como diria o jornalista Eugênio Bucci. E como agir agora no 2º turno? Bolsonaro não consegue tirar das mangas carta milagrosa.

O governador João Doria continuará a se esconder nas tamarineiras paulistanas, apenas no espaço eleitoral, articulação combinada com Bruno. Mas descortinará o amplo palco onde ocorrerá a vacinação em massa da população, eis que os primeiros lotes da coronavac já chegam a São Paulo. Vez ou outra despeja sobre Bolsonaro um carga de sal em retribuição ao que o presidente lhe manda.

Não são poucos os que olham para o poderoso (?) ministro Paulo Guedes. Ele estaria mais para camaleão ou para lesma? Para o primeiro, a não ser que a economia entre em frangalhos e ele seja derretido pela cachoeira presidencial. Espera em seu confessionário feridos e vitoriosos, cada qual querendo aumentar sua fatia do bolo orçamentário. Mas a preocupação do ministro é com seus colegas gastadores.

Em suma, e agora, José, o que fazer? As lesmas que se derretem diante do sal, perdendo identidade, serão castigadas? E os camaleões políticos, que mudam de cor, chegarão ao pódio do segundo turno? 

Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

O Compliance partidário e sua importância para o Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Eduardo Tardelli

Estamos em época eleitoral e, mais do que nunca, um dos assuntos mais comentados e que está entre as principais preocupações do brasileiro (o eleitorado) segue sendo a corrupção, seguida de questões como saúde, educação, transporte e segurança, que sempre estão no ranking dos temas mais discutidos pelos cidadãos.

Nesse sentido, como defensor de práticas de compliance, chamo a atenção para a importância da gestão de riscos e governança corporativa na gestão pública, sendo um dos principais pilares para o combate a corrupção na esfera política. Afinal, os prejuízos que o povo sofre por isso são enormes - os milhões desviados poderiam ser reaplicados no SUS, em salários pagos aos professores, na manutenção das salas de aula, entre outras opções.

No universo corporativo, os gestores já estão vendo o compliance como aliado. Entendendo que a política partidária é comparável à lógica de mercado, ou seja, os partidos se assemelham às empresas, ofertando produtos (candidatos) aos seus consumidores (eleitores) com o intuito de cumprir as necessidades dos indivíduos, por meio da administração pública. A partir dessa visão, faz todo sentido que essas ações sejam aplicadas também nos partidos políticos, representantes da soberania popular e do regime democrático.

Ética, normas, segurança, transparência e boas condutas são características fundamentais de um programa de compliance capazes de auxiliar esses grupos públicos em sua atividade principal de defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal. Além da sua principal função de garantir o cumprimento das leis e normas, uma estrutura de compliance pode trazer ao nosso país uma nova maneira mais transparente e idônea de operar a política vigente.

No Senado, já está em análise um Projeto de Lei (número 60) que obriga a todos partidos a implementarem essa metodologia, além de um programa de integridade e de gestão de riscos. Se for realmente adotada, será preciso investir tempo, esforço e dinheiro a fim de se adequar às novas normas que, futuramente, trarão bons frutos para a sociedade como um todo.

Mas, independente de leis, é importante ao cidadão cobre movimentos partidários que busquem revisão ou implementação de um Código de Conduta dos políticos; a adoção de práticas de transparência (checagem de terceiros, auditorias, investigações internas, entre outras); canais de denúncias ativos e eficazes; controles mais severos em demonstrações financeiras e contábeis; e treinamentos e conscientização de todos sobre essa nova cultura de compliance.

Por fim, nos dias de hoje, a ética e transparência são assuntos levados bastante a sério pela população. Portanto, ao investir em um programa com essa metodologia é possível demonstrar que os partidos se preocupam com a boa conduta e o combate à corrupção no país, obtendo uma certa vantagem competitiva frente a outros. O entendimento e a aplicação correta, com certeza, serão a melhor propaganda para esses políticos.

Cada vez, fica mais claro que o segmento precisa mudar sua estrutura para garantir uma atuação que, de fato, faça a diferença na vida das pessoas. Mas, é preciso, inicialmente, começar de dentro para a fora, garantindo a idoneidade dos partidos, para que isso reflita em médio e longo prazo no governo. Por isso, o compliance partidário é uma ótima solução para começarmos uma transformação positiva no universo político brasileiro.


Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Esquerda em simbiose com o Crime


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Crime Organizado é a associação delitiva entre políticos, empreendedores e servidores públicos para aparelhar a máquina estatal e “roubar” recursos da sociedade. O fenômeno precisa ser mais correta e intensamente estudado por aqueles que lutam para melhorar o Brasil. Até porque Crime e Ideologização caminham juntos.

É difícil entender o que se passa pela cabeça dos políticos brasileiros. Aproveitam-se da Pandemia do COVID-19, tentam politizar questões científicas e de saúde. Ajudaram a produzir insegurança e medo na população, aplicando receitas de Engenharia de Controle Social. Só que o grande crime da politicagem é ainda mais grave.

 

O componente político brasileiro tem uma característica medíocre. As siglas partidárias não significam nada. Talvez nunca significaram. Mas o fato assustador é como a esfera política forma uma associação delituosa com a bandidagem. No Brasil, o crime organizado é a estrutura central de ligação mais poderosa entre grupos políticos que fingem serem distintos e diferentes.

A única diferença está na forma como os grupos políticos interagem e se beneficiam do crime organizado. Mais descaradamente que uma direita ainda incipiente e envergonhada a esquerda brasileira tem utilidade para o crime organizado, na medida em que busca incansavelmente transformar desde crimes banais a crimes de corrupção em fatos políticos e sociais.

Como explicar tais comportamentos. Bom, talvez a ciência e os estudos sobre viciados comportamentos possam nos ajudar. Como explicar ou como entender a forma como os movimentos de esquerda no Brasil atuam de forma tão emotiva, complacente e até mesmo conivente com organizações criminosas, atuantes na política ou praticantes do mais puro banditismo?

A militância se confunde com a “meliância”. A esquerda brasileira atua com plena convicção na politização de atos criminosos, buscando fornecer a estes atos fora da lei uma roupagem fantasiosa de bandeira política ou social. Bandeiras de luta ideológica fazem apologia ao crime, ou se aproveitam de crimes para construir narrativas ideológicas.

Para essa mesma esquerda brasileira, um crime horrível como o praticado por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre se transforma em uma oportunidade de inventar a tese que a direita está transformando o Brasil em um país no qual o racismo é estrutural ou está sendo institucionalizado. Ainda bem que as imagens de câmeras de segurança comprovaram que João antes agrediu um segurança que, erradamente, respondeu com excesso de violência ainda maior.

Essa mesma esquerda que inventa narrativas se cala covarde e convenientemente quando uma criança negra é assassinada no RJ por traficantes negros, na famigerada guerra entre gangues das “comunidades”. Essa mesma esquerda tenta caracterizar como “conflitos sociais” as barbáries diárias praticadas pelas diversas facções criminosas do tráfico no Brasil. Essa mesma esquerda, na época de eleições, se aproveita de parcerias com os comerciantes de drogas para fazer politicagem nas zonas de pobreza.

A sociedade brasileira precisa ter a coragem de reconhecer que ocorreu, nas três últimas décadas, uma relação de simbiose entre os movimentos políticos de esquerda no Brasil e o crime organizado. Segundo definições genéricas, podemos definir a simbiose como uma associação a longo prazo entre dois organismos de espécies diferentes. A relação pode ser benéfica para ambos os indivíduos envolvidos ou não.

A esquerda brasileira é complacente, leniente e fraterna com o crime organizado. Inclusive com os grandes grupos criminosos que atuam no narcotráfico e na dominação exercida nas áreas carentes pelos traficantes ou por seus falsos opositores, os milicianos (policiais e ex-policiais que exploram negócios a partir do seu “poder de segurança”.

Conforme já documentado em escutas telefônicas de inquéritos judiciais, o crime organizado também defende estrategicamente a necessidade de ajudar a esquerda brasileira a chegar ao poder. Áudios de diversos líderes do PCC já comprovaram como são estreitas as parcerias com os políticos. Assim, a esquerda brasileira e o crime organizado, em sua simbiose, se ajudam e se beneficiam mutuamente. Já devemos considerar como uma relação de quase dependência entre invasor e hospedeiro.

Ora a esquerda se transforma em um hospedeiro para o crime organizado, ora o crime organizado é o hospedeiro que alimenta, organiza, financia e ajuda a esquerda brasileira. Dessa união duradoura e de efetivo benefício mutuo, surge praticamente uma nova identidade, um novo ser, um SIMBIONTE.

Os SIMBIONTES formam um vínculo simbiótico com seus hospedeiros, por meio do qual uma única entidade é criada. Eles também são capazes de alterar ligeiramente a personalidade de seus hospedeiros e / ou memórias influenciando seus desejos e vontades mais sombrios. Definição corrente na web. A Ciência Política deveria estudar o fenômeno.

Precisamos urgentemente debater, entender e analisar esta SIMBIOSE. Ou, a todo momento, seremos vítimas de narrativas perversas, promovidas por falsos idealistas, com hipócritas bandeiras humanitárias que distorcem fatos, promovem badernas e levam o embate político para o formato “nós contra eles” (ou eles, os fascistas, contra nós, a esquerda boazinha que é parceira da bandidagem).

Combater o crime organizado no Brasil, acabar com a corrupção passa obrigatoriamente por despolitizar atos criminosos, de todas as espécies. Um crime é simplesmente um crime. Assim deve funcionar o Império da Lei, que é a base da Democracia – a Segurança do Direito Natural.

A esquerda corrompe e usa uma suposta narrativa democrática para chegar ao poder e, quando lá se instala, só respeita as leis quando e se lhe convém. Aparelha a máquina pública e a coloca a serviço dos grupos criminosos que a financia para chegar ao poder. Eis o círculo vicioso do Crime.

Resumindo: A esquerda brasileira se transformou em um movimento político SIMBIONTE, no qual atua em completa sintonia e harmonia com o crime organizado. Só resta saber quem leva mais vantagem na parada: a politicagem ou a bandidagem majoritariamente impune e cada vez mais ousada na delinquência?

Releia: O Racismo da Esquerda Doida

Reveja, também: Bolsonaro permanece fenômeno





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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Novembro de 2020.

Racista é quem diz que no Brasil existe racismo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Sérgio Alves de Oliveira

A enorme  confusão que os agitadores de esquerda e a sua fiel “grande mídia” estão fazendo sobre o brutal assassinato de João Alberto,ocorrido recentemente no  Carrefour,em Porto Alegre, por dois seguranças do estabelecimento, atribuindo a esse crime a tipificação de “racismo”, é absolutamente improcedente e desprovida de qualquer fundamento.

O  crime de racismo está previsto tanto na Constituição Federal, artigo 5º, XLII, quanto no Código Penal, artigo 140.                                                                               

Todavia  nenhuma dessas duas hipóteses pode ser confundida com o crime  de  homicídio por estar  esse  enquadrado em tipificação  criminal totalmente diversa,ou seja, no artigo 121 do Código Penal.

Portanto, existe tanto crime de racismo, quanto crime de homicídio. Mas eles não se confundem. Ou é um, ou é outro. Significa dizer,portanto,que inexiste “homicídio racista”,como  também não “racismo no homicídio”. E o racismo nem mesmo está previsto como  “agravante” do crime de homicídio (qualificado) no Código Penal.

Em termos estritamente  constitucionais e legais, portanto, já que o racismo não está previsto como elemento de “qualificação do crime”, e consequente aumento da pena,a única maneira legal de considerar o racismo agravante da pena pelo homicídio de João Alberto Silveira Freitas seria considerar  a prática desse crime por motivo “fútil”, “torpe”,ou talvez por “asfixia, tortura, ou outro meio insidioso e cruel”,segundo ditames contidos nos incisos I,II,e III, do parágrafo 2º, do artigo 121 do Código Penal.

Há que se considerar, por fim, que essa manobra “politiqueira”, “insana”,e  verdadeiramente  “racista” da esquerda e seus “veículos”, de tirar proveito eleitoral do assassinato de João Alberto para as eleições nas cidades onde haverá 2º Turno nas eleições para prefeito passa muito longe da ética e merece total repulsa do eleitor.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

domingo, 22 de novembro de 2020

Bolsonaro permanece fenômeno


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Faltam dois anos para a eleição presidencial de 2022. É muito cedo para apontar candidatos com viabilidade de vitória contra o fenômeno Jair Bolsonaro. O Presidente segue com popularidade crescente, embora seja o sujeito midiaticamente mais sabotado da História do Brasil. Bolsonaro é o exemplo vivo do efeito massa de bolo: quando mais batem nele, mais cresce a popularidade?

Ainda não se tem certeza  se Bolsonaro é candidato à reeleição. Tudo indica que pode ser. Mas tudo dependerá das articulações e vontades da base aliada. O Centro (ou Centrão) foi o grande vencedor da recente eleição municipal, embora ainda falte completar o resultado do segundo turno. O desempenho habilita partidos como o DEM, por exemplo, a terem candidato próprio ao Palácio do Planalto.

O PP aguarda por uma possível filiação de Jair Bolsonaro para seguir na balada governista. Os bolsonaristas insistem na criação do partido Aliança pelo Brasil. Na base aliada, a crença é de que o negócio não vai emplacar. Além disso, os inimigos na máquina da Justiça Eleitoral sinalizam que farão todo o possível, dentro das exigências legais e burocráticas, para atrapalhar o avanço do bolsonarismo.  

Além de Bolsonaro, despontam como presidenciáveis para 2022: Ciro Gomes, Luciano Huck e Sérgio Moro. No imaginário do eleitorado, parece que a opção de centro para a direita ainda tem mais força que a centro esquerda. Se o covidão permitir, e a economia melhorar, Bolsonaro ou quem ele indicar será difícil de ser batido. Ainda desgastada pela trágica desgovernança nos tempos da Dilma, a esquerda desgastada tende a ser derrotada.

O mantra segue valendo para Bolsonaro. Ele só perde para ele mesmo, para seus erros e bravatas que ampliam o desgaste midiático que independe de Bolsonaro ir bem ou mal na Presidência. Ele ainda vai apanhar muito, principalmente do Grupo Globo, a quem declarou guerra-sem-fim desde sempre. Dificilmente haverá trégua para Bolsonaro, e ele não deve mudar o estilo ofensivo.

Até agora, Bolsonaro ganha o jogo. O centro amplia a hegemonia. A direita ainda não se encontrou estrategicamente. A esquerda segue perdidaça, refém do próprio discurso radicalóide e queimada pelas décadas de gestão incompetente e corrupta. Não passa de 25 a 30% do eleitorado. Não tem perspectiva de crescimento. Só não está pior porque a mídia sustenta a narrativa de canhota.

Aguardemos como fica o covidão depois da eleição. A sociedade brasileira ainda segue insegura e amedrontada. Só que a maioria não aceita mais o golpe do lockdown que faz a paralisação da economia matar mais que a doença vinda da China.

O vindouro 2021 promete muitas emoções, vacinações e vacilações...

Releia o artigo: O Racismo da Esquerda Doida




Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Novembro de 2020.

Teremos uma Guerra Civil?


Artigo no Alerta Totalwww.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Diante da inação de D. Onça devemos esperar pelo pior.

A felina ou está corrompida pelo dinheiro Xing-Ling ou seus oficiais são da geração toupeira.

Imaginemos o pior cenário:

A China, ávida por comida e por nossas riquezas, nos dá o ultimato.

Por impotente, o exército não tem condições de resistir a um ataque frontal.

Nós, o povo, teremos que praticar uma resistência descoordenada, mas nem por isso, menos eficaz.

Mesmo que desembarquem um milhão de homens, todos morrerão de fome e/ou de sede em poucos dias.

Desesperados, jogarão uma bomba atômica numa grande cidade. Milhões de mortos e comoção nacional.

Não obstante, o invasor terá perdido a guerra.

Nossa linha de defesa será o Centro-Oeste onde se produz comida.

Nenhuma exportação mais para o país dos invasores.

Início da Terceira Guerra Mundial com armas e combates.

A Europa de joelhos e retaliação dos Estados Unidos da América com ou sem Trunp.

Então, o glorioso exército de Caxias terá ido pro saco.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Voto dos Idosos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

Entre as tantas contradições do Direito positivo brasileiro, o voto realiza a proeza de ser, ao mesmo tempo, direito e dever. O cidadão tem o direito de votar, concedido à sua cidadania brasileira, e tem a obrigação, na mais tolerante hipótese, de encenar na cabine um arremedo de votação, fazendo-o de modo nulo ou em branco.

O mesmo, porém, não vale para os maiores de 70 anos, dispensados do dever. A partir dessa idade o sujeito ganha alforria, está livre da multa por descumprimento do dever. É como se a lei lhe dissesse: “A democracia passa muito bem sem seu voto, senhor”. Convenhamos que tal norma é tão idiota quanto a que torna obrigatório o voto do pior dos eleitores, aquele que vota a contragosto, de qualquer jeito, em qualquer sujeito, sem reconhecer a importância do que faz.

A história de sucessivas civilizações contém inúmeros exemplos de valorização da opinião dos idosos. A humanidade entrou pelo século XX incorporando no seio das famílias a tradição do aconselhamento pelos mais velhos, num reconhecimento do valor da experiência e da sabedoria acumulada. Abandonar essa tradição e vencê-la integra a agenda daqueles que querem derrubar, desde seus fundamentos éticos e práticos, a civilização ocidental. Recupere-se, então, uma importante e descuidada noção: o domínio dessas sutilezas que compõem o cotidiano da geração digital, ante as quais tropeçam os dedos e os neurônios dos idosos, está longe de ser sabedoria.

Os conselhos dos anciãos incluem-se entre as primeiras formas de organização espontânea das sociedades primitivas, substituindo a razão do mais forte pela dos mais sábios e experientes. No antigo Egito, os anciãos eram honrados e consultados mesmo após a morte. Eles estão mencionados em livros do Antigo Testamento. Integravam a organização política de Esparta, denominados Gerúsias, e daí advêm os atuais Senados. Também em Roma, nos mosteiros medievais, na Revolução Francesa (após a derrota dos jacobinos) os anciãos cumpriram importante papel. Foi nessa natural tradição que se inspiraram os constituintes da Filadélfia para criar o Senado dos EUA e o Brasil para instituir nosso próprio Senado em 1824. Tudo isso sem esquecer algo pitoresco: foi a associação entre idade e sabedoria que fez valer ao judiciário britânico o uso das perucas brancas, vigentes durante séculos, até 2007.

Diante de tantas e tais evidências, proporcionada no decurso de milênios, o desinteresse pelo voto dos idosos se revela rematada tolice. No último pleito, talvez em função da pandemia, a abstenção em Porto Alegre chegou a um terço dos votantes. A esses eu digo que no domingo passado, valendo-nos do horário prioritário dos idosos, minha mulher e eu tivemos mais facilidade e agilidade para votar do que em qualquer outra ocasião. Saímos convencidos de que se alguém pode ir ao supermercado, certamente estará mais bem resguardado num rápida chegada à sua seção eleitoral no horário apropriado. Aos que estão dispensados da obrigação, lembro:

Vocês são eleitores altamente qualificados por sua experiência, pelo que testemunharam na história vivida, pelo Brasil que conheceram e pelo Brasil que conhecem. Ele precisa de vocês.

Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário e escritor.

Fim da Violência

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

O mundo globalizado já sofria com a violência e agora ainda mais no pleno desassossego da pandemia. No entanto, um dos fatores mais preocupantes é como ela se alastra pelos meios de comunicação tv, internet, e demais fornecedores de espetáculos dantescos.

A maior resposta para combatermos a violência é a proibição expressa de qualquer meio de comunicação realizar sua divulgação. Lutas, esportes violentos que mascaram o tratamento desumano e brutal não podem ficar sendo mostrados e toda velada conduta pressupões uma maneira de 
reação mais ou menos agressiva.

O Brasil conhecido por ser um País de paz e de entrelaçamento entre os povos, eis que de repetente passa a mostrar violências por meio de programas jornalísticos a qualquer hora do dia. Ao menos se a proibição não for disciplinada, a exibição deverá acontecer apos as 23 hs a fim de que a juventude e todos os demais não sejam influenciados e impactados.

Cenas incomuns que viralizam e fazem parte de um cotidiano obscuro. Eis que não havendo policiamento suficiente para segurança de muitos estabelecimentos comerciais, o serviço é terceirizado e canhestramente desencadeado. Não falo aqui de um caso específico mas sim do clima de guerra que mata mais de 65 mil pessoas no Brasil e não mostram as autoridades governamentais qualquer sensibilidade para reduzir o quadro, ao contrário cuidam de afirmar sobre o requisito do armamento e combatem violência com mais violência.

A exemplo do que aconteceu tempo recento nos EUA e deflagrou inclusive a derrota do atual Presidente,no Brasil a violência não será mais permitida ou tolerada, uma vez que as reações acontecerão em cadeia e atos de vandalismo também revelam pessoas insufladas e sem qualquer vergonha na cara de combater a causa e não meramente a consequência.

Muitas medidas deverão ser adotadas para combatermos diariamente a violência  que se localiza em todos os ângulos e setores,a começar da proibição da exibição de cenas desta natureza, de esportes marcados por massacres nos quais vez ou outra a vítima falece no tablado.

Fundamental alimentarmos todos e principalmente a juventude da mola
propulsora da capacidade de transformação. Não podem empresas de grande porte se permitir contratar serviços sem padrões mínimos de comportamento e conduta seriedade, manchando e arranhando a própria imagem e levando à sociedade o triste retrato no sentido de que não basta apenas o lucro mas sim o fim social da atividade empresarial como um todo.


Que as vítimas inocentes da violência que está presente 365 dias no Brasil seja definitivamente banida e que para tanto as autoridades arregacem as mangas e implantem
programas que curem as mentes e corpos impregnados de força e nenhuma razão no trato do ser humano

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito pela USP com especialização no exterior.

sábado, 21 de novembro de 2020

O Racismo da Esquerda Doida


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Todo mundo concorda que foi criminoso, condenável, imperdoável e lamentável o assassinato de um homem negro por despreparados seguranças de um supermercado em Porto Alegre. Na véspera do Dia da Consciência Negra, naturalmente, o fato ganhou repercussão. O problema é que o incidente foi casuisticamente aproveitado pelos narradores ideológicos para discursos e manifestações “anti-racistas”. O racismo da esquerda doida é uma velha jogada de marketagem política no Brasil.

A lacração foi espetaculosa. Os militontos profissionais aproveitaram o deplorável episódio para promover atos públicos. O oportunismo coincidiu com o período do segundo turno eleitoral nas maiores cidades, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. A viagem na maionese foi tão ululante que a mídia e os esquerdistas radicalóides estabeleceram a relação entre barbaridades cometidas nos EUA e a estupidez praticada pelos seguranças terceirizados do Carrefour. A abordagem leviana de um crime hediondo bananalizou as celebrações da semana da consciência negra.

Quem botou fogo no parquinho de narrativa esquerdista foi o vice-Presidente da República. Sujeito bem caboclão, mistura de índio com negro e branco, Hamilton Mourão deu uma lúcida declaração sobre o lamentável assassinato do jovem negro. O General defendeu a tese de que não existe racismo estrutural no Brasil, ao contrário do que a canhotice acadêmica e midiática tenta vender o tempo todo. Mourão espancou, com serenidade:

“Para mim, no Brasil, não existe racismo. Isso é uma coisa que querem importar aqui para o Brasil. Isso não existe aqui.Eu morei nos Estados Unidos. Racismo tem lá. Eu morei dois anos nos Estados Unidos, na minha escola, que eu morei lá, o pessoal de cor, ele andava separado. O que eu nunca tinha visto isso aqui no Brasil. Sai do Brasil, fui morar lá, era adolescente e fiquei impressionado com isso aí. Isso no final da década de 60. Mais ainda: o pessoal de cor sentava atrás do ônibus, não sentava na frente do ônibus. Então, isso é racismo. Aqui não existe isso. Aqui o que você pode pegar e dizer é o seguinte: existe desigualdade. Isso é uma coisa que existe no nosso país. Nós temos uma brutal desigualdade aqui, fruto de uma série de problemas e grande parte das pessoas, vamos colocar assim, de nível mais pobre, que tem menos acesso aos bens e às necessidades da sociedade moderna, são gente de cor, apesar de nós sermos uma sociedade totalmente misturada”.

Lógico que Mourão foi alvo fácil do destempero verbal da esquerda enraizada no mundo acadêmico e nos quartéis-generais da extrema mídia tupiniquim. O absurdo é que a natural indignação com ato bárbaro que exterminou João Alberto se transformou em mais um capítulo da infindável novela de disputa ideológica no Brasil das “ideias fora do lugar”. Mais uma vez, houve uma deturpação do legítimo direito ao debate sobre os resquícios culturais de injustiça e preconceito no País que demorou muito a acabar com a maldita escravidão.

Infelizmente, a esquerda revolucionaria é escrava da própria ignorância e fomenta um racismo que não é estrutural para fomentar uma divisão artificial na sociedade brasileira. Nada de anormal, porque o pensamento tosco da canhota é baseado na permanente luta de classes. A canalhice ideológica tenta ignorar o fato objetivo de que o povo brasileiro – euroafroameríndio – tem uma proteção cultural intrínseca contra o racismo. Manifestações idiotas e preconceituosas não perduram porque somos a mistura de tudo.

A galerinha devia ler Darcy Ribeiro – o antropólogo esquerdista que mais bem explicou a essência da nossa gente, no livro “O Povo Brasileiro – A formação e o sentido do Brasil” (Companhia das Letras, 1995, 470 páginas). Nossa esquerda revolucionária parece ter ódio do Darcy – um dos maiores defensores de que a Educação é a saída civilizada para o Brasil. Na obra, Darcy defende que a grande vantagem do brasileiro é, justamente, ser uma mistura evolutiva de vários povos e culturas, formando a Nação dos Trópicos.

Quem estuda História sem contaminação ideológica e livre de preconceitos academicistas tem certeza de que no Brasil não tem racismo estrutural. Portanto, o que as pessoas esclarecidas devem deplorar é o “racismo da esquerda doida”. O que temos de praticar e valorizar é justamente o contrário do que a canhota prega. O Brasil precisa de união nacional para formular e debater um Projeto Estratégico de Nação que permita nos educar e conquistar o pleno desenvolvimento.

Resumindo: No Brasil não temos racismo estrutural. No entanto, temos radicalismo e violência de sobra. Inclusive no discurso e na prática oculta da esquerda - com partidos parceiros de práticas criminosas, do tráfico à ocupação ilegal de propriedade privada. Os brasileiros de bem não agüentam mais tanta leviandade. Por isso, apesar do barulho que faz, a esquerda vem perdendo espaço político real. Os conservadores só não podem seguir a mesma postura idiota da canhota.

Temos de tornar o Brasil não-violento. “Vidas Importam” – não importa a cor da pele e nem a capacidade econômica das pessoas. O Judiciário tem de funcionar Direito. Mas cada um de nós precisa se policiar para não entrar na onda fácil da barbárie, da intolerância e da violência, seja no discurso ou nas atitudes do dia-a-dia. Antes de pensar e fazer merda, pensa num cara chamado Jesus Cristo...

O pandemônio do covidão aumentou o medo e a intolerância do brasileiro. Temos de mudar isso...







Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Novembro de 2020.