segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A pergunta de 190 milhões de reais


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

O que todo paulistano deverá se perguntar, antes  de depositar seu voto na urna  (ou apertar o maldito botãozinho das maquininhas venezuelanas) nas  próximas eleições para prefeito da maior cidade do hemisfério Sul)  é: Para onde estão indo os 190 milhões  gastos por dia por uma prefeitura que  conta com 69 bilhões de orçamento anual ?

Para melhorar as ruas da cidade, certamente não, estas estão cada dia que passa com mais buracos, os semáforos entram em curto aos primeiros pingos de chuva, em breve se algum mal-educado cidadão cuspir na calçada perto de um deles, é capaz dele apagar como uma vela.

Enquanto isso, brotam do chão como ervas daninhas, cada dia mais radares do grande irmão da CET.

É para a segurança dos pedestres; mentem descaradamente as autoridades interessadas de verdade, apenas na arrecadação destes Ciclopes de metal, bandidos que nos vigiam diuturnamente, e como coágulos de um AVC, bloqueiam as artérias da cidade, levando os motoristas à loucura em congestionamentos sem fim.

Para a saúde também não foram. Esta padece à morte nos corredores de hospitais, onde faltam, desde gaze para ataduras à uma simples dipirona para aliviar a dor de um paciente, para não se falar em equipamentos mais sofisticados como de Raio X ou de Ressonância Magnética.

Esse descaso faz com que os corredores do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas (que é responsabilidade do estado e não da prefeitura) mais pareça uma cena de um hospital de campanha da guerra da secessão do filme “O Vento Levou”, somente à espera do próximo Coronavírus para “entregar a rapadura”.

O lixo não recolhido, entope as “bocas de lobo”, assoreia e polui os rios da capital que “perfumam” o ar da cidade com odores fétidos. Quando chove, suas águas imundas invadem as marginais, matando cidadãos inocentes e causando o caos no tráfego já engessado pelas razões citadas anteriormente.

Para a educação também não foram, já que os professores continuam sobrevivendo de teimosos e os alunos   continuam sem saber a diferença entre problema e “pobrema”, e que diferença isso faz para uma cidade muito maior que vários dos países que cercam o Brasil.

Para onde vão então?

Vão para os cartéis do lixo, educação, saúde, transporte entre outros, que há décadas subjugam a prefeitura que coopta com eles.

A solução de todos esses males estará em nossas mãos na próxima eleição municipal.

Precisamos de um herói, que como o jovem Billy Batson, personagem dos quadrinhos que ao pronunciar a palavra Shazam, virava o Capitão Marvel e combatia o mal de forma implacável.

A palavra mágica no caso, era um acrônimo formado pelas iniciais de: Salomão, que lhe dava a sabedoria, Hercules, a força, Atlas, a resistência, Zeus, a magia, Aquiles, a coragem e finalmente Mercúrio, a velocidade.

No nosso caso, precisamos alguém que reúna os seguintes predicados: Respeito, pelo povo e suas necessidades. Independência, política e dos carteis (não ter o rabo preso com ninguém). Brasilidade, verdadeiro amor pela pátria. Atitude, destemor e caráter para fazer o que deve ser feito. Superação, pensar além de seu próprio bem e conforto.

Como no acrônimo do herói dos quadrinhos.  

Alguma ideia?

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Anônimo disse...

Precisamos de textos do candidato Ribas Paiva se posicionando sobre as várias questões municipais.