terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Dois Papas teria sido novo Manifesto Comunista?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

O verdadeiro “foguetório” com que a esquerda festejou o filme “Dois Papas”, ”cantando loas” ao  Papa Francisco”, e de certo modo “esculachando” o seu antecessor, o Papa Bento XVI, despertou-me a curiosidade e resolvi “conferir” esse filme.

Embora eu não seja nenhum especialista ou crítico de cinema,  nem por isso me sinto impedido de tecer algumas considerações sobre o seu conteúdo. Por um lado, anda cada vez mais forte  a versão de que a “Nova Ordem Mundial” e, portanto, também a sua “matriz”, o “Clube  (ou Grupo) de Bilderberg”, ambos integrados  pelas pessoas mais poderosas e ricas do mundo, e que teriam grande influência  dentro do “Colégio dos  Cardeais”, teriam sido  os principais patrocinadores da  escolha do Papa Francisco, o Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, como novo Papa da Igreja Católica, bispo de Roma, e Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, sucedendo o Papa Bento XVI (o Cardeal alemão  Joseph Aloisius Ratzinger), que abdicou ao trono papal em 20 de fevereiro de 2013.

Mas como supor que a eleição do Papa Francisco teria sido obra do grupo de pessoas mais ricas do mundo, ao mesmo tempo em que a sua eleição foi festejada e considerada  uma grande vitória da esquerda, da “Teologia da Libertação”?  Como explicar esse tipo de contradição?

Nem mesmo Karl Marx, o criador do “socialismo científico”, do comunismo, poderia ter imaginado que algum dia a sua “criatura”, a sua ideologia, acabaria se “fundindo” com os maiores interesses do Grande Capital, que tanto ele combatia, e que efetivamente sempre dominou o mundo.

Marx certamente teria ficado estarrecido  com a “evolução” que deram à sua doutrina, uma “combinação”, um “acordo”, entre a esquerda e o capital. Por esse grande “acordo”, os maiores empresários do mundo, os “donos” do capital”, portanto, o “Clube de Bilderberg”, e a “Nova Ordem Mundial”, continuariam dominando as riquezas materiais do mundo, enquanto entregariam a responsabilidade pela POLÍTICA à esquerda, cada qual respeitando os seus limites e não interferindo na “jurisdição” do outro.                                                                                                 

Essa política “universal” poderia ser comparada mais ou menos ao que se passa na mesquinharia da política brasileira do chamado “toma lá-dá-cá”, um    grande acordo de garantias e  proteções recíprocas, celebrado entre  as “patifarias” dos  “Três Poderes Constitucionais”, onde cada qual respeita e não interfere na “ração”” do outro.

Quem patrocinou o filme  “Dois Papas”?

O dito filme só “esculacha” o Papa Bento XVI, omitindo completamente a sua vida pregressa pessoal ou religiosa, à exceção de duas ou três passagens, de aspecto negativo, em que, claramente, alguns “pontas” do filme, em alto e bom som, se referem a esse Papa como “NAZISTA” .

A única referência positiva  ao alemão  Ratzinger foi as de que ele teria sido  um grande intelectual . E só.

Enquanto isso, o “herói”,o “mocinho” do  filme,  foi  só Bertoglio, que  havia começado a sua trajetória religiosa quando  era um simples padre católico progressista, na Argentina, integrante da corrente religiosa da “Teologia da Libertação”,versão argentina- que poderia ser resumida como a “Pedagogia do Oprimido”, vestida de “batina”, do educador brasileiro Paulo Freire. A capa do livro de Paulo Freire (La Pedagogia Del Oprimido), chega a ser   filmada com destaque.

Importante é salientar que o livro de Paulo Freire (Pedagogia  do Oprimido) foi escrito no Chile, em 1968, durante o exílio do educador, ao passo que a “Teologia da Liberação” é posterior, de 1971.
O “pano de fundo” da trajetória religiosa e política de Bertoglio, dentro dos objetivos “doutrinadores” do filme, não poderia ter sido melhor escolhido. Os “bandidos” foram os militares e policiais argentinos durante a repressão do Regime, ou Ditadura Militar, inclusive contra os chamados  membros “progressistas” da Igreja Católica, onde Bertoglio se incluía, e que chegaram a ser perseguidos, presos, torturados e mortos.

Mas o filme só mostrou “um lado” dessa guerra intestina, ou seja, a agressão dos militares contra os “progressistas”. E não foi bem assim...

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

4 comentários:

Anônimo disse...

Por aqui, em terras tupiniquins, os socialistas de Lularápio também se uniram ao grande capital, costurando uma parceria muito rendosa para ambos os lados... até surgir no horizonte um "mero juiz de província agrícola", que acabou com a brincadeira de roubar o povo, e meteu no xilindró o próprio Chefe Lularápio, bem como os donos do capital!!

Anônimo disse...

E esse Juiz , MORO, hoje é admirado por todos os brasileiros. Claro que tem inimigos poderosos, os corruptos e ladroes de dinheiro público, que o difamam !!!

Anônimo disse...

Bergoglio, a cada absurdo doutrinário, perde influência sobre os católicos.

Anônimo disse...

O presidente da Frente Católica, deputado Francisco Jr. (PSD-GO), acredita que as igrejas fazem jus a uma política de compensação do governo às suas obras sociais. Os líderes religiosos cristãos devem ser os primeiros a ter consciência de que o fundamento dessas obras está no livro de Tobias: "A esmola livra da morte, e ela é a que apaga os pecados, e faz achar a misericórdia e a vida eterna." (Tb 12, 9) Portanto, nenhum ser humano neste planeta pagou em obras por seus inúmeros e recorrentes pecados a ponto de ter perante Deus créditos para compensação. Essa atividade é voluntária, não podendo exigir do contribuinte pagar subsídio para isso. Se esse trabalho for compensado como uma ONG, perde seu valor original de reparação dos pecados; como disse Jesus a respeito dos fariseus: "- Já receberam seu pagamento." O presidente Bolsonaro sempre poderá fazer uma contribuição de seu bolso.