terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Energia Alternativa



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O Brasil precisa sair da encruzilhada da matriz energética e promover rapidamente alternativas para que a população não pague a conta dos aumentos que sucedem cotidianamente. Não sabemos as consequências da desinteligência em relação ao Médio Oriente, mas é fundamental que o País saia da dependência e elabore um plano capaz de reduzir drasticamente combustivel fóssil poluente.
A saída única para o etanol com programas governamentais não se hospeda em regra a ser adotada em toda a Nação, mas a energia solar, a eólica e tantos outros modelos, notadamente para uma frota baseada no transporte de carga encarecendo para o consumidor final. Não temos uma malha ferroviária condizente e à altura do nosso Brasil, por mais que o governo se ocupe ainda são parcos os caminho de ferrovia nutridos por bitola estreita e atrelados às passagens urbanas, temo que, de forma inadiável, perseguir mais de 5 mil km de transporte ferroviário de passageiros e evitar o apagão de greve de caminhoneiros.
A cada semana verificamos nas bombas dos postos de gasolina um aumento o que na prática inibe o crescimento da atividade econômica e gera direta ou indiretamente pico de inflação. Nunca poderíamos imaginar que pagaríamos 5 reais por um litro de gasolina além das despesas de circulação do veículo, a exemplo do IPVA, seguro, zona azul, e as famigeradas multas as quais
incrementam as políticas públicas franciscanas dos nossos governantes, sem nada alterar em termos de melhoria de trânsito, já que hoje temos frota de boa qualidade mas ruas, estradas e avenidas de péssima conservação.
O Governo precisa ser o primeiro a optar por uma modernização dos meios alternativos energéticos, já que as Usinas Nucleares derraparam no seu programa e mais representam custo de manutenção do que fornecimento. Fundamental que o governo desperte e proponha uma revisão da energia alternativa e convoque os setores produtivos para o debate, além, é claro, de importar menos e aumentar produção do pré sal com pagamento de royalties.
Temos uma frota de quase cem milhões de carros, boa parte fica estacionada nos congestionamentos poluindo e desperdiçando combustível, e os preços
sofrem reajustes semestrais, não apenas pela oscilação do dólar, mas também conflitos internacionais.
Se o Brasil não tem assento na OPEP necessita de um planejamento e um programa de paulatina substituição do combustível fóssil por energia renovável não poluente e de menor custo para a população, inclusive no vetor gás de cozinha essencial para a população mais carente, pagar quase 100 reais um recipiente é deveras fora do padrão da maioria da população que exige reformas e não benesses sociais ou programas de ajuda aos carentes, como no passado, mas choque energético à altura da grave crise conjuntura local e internacional.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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